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ESTUDO INDICA QUE MEDICAMENTOS PARA DIABETES E OBESIDADE PODERIAM TRATAR A COVID-19

Raphaela Ramos* / ÉPOCA

 

farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk estuda se uma nova classe de medicamentos que ajuda as pessoas a perder peso e controlar a diabetes também tem potencial no combate à Covid-19, afirmou a agência de notícias americana Bloomberg.

 

Uma análise inicial de registros médicos eletrônicos mostra que os medicamentos GLP-1, que ajudam pacientes a manter os níveis de açúcar no sangue sob controle, podem ser uma "terapia muito significativa" para ajudar as pessoas com diabetes a lutar contra a Covid-19, disse Mads Krogsgaard Thomsen, diretor científico da Novo, à agência Bloomberg. Ele apontou evidências de que o vírus ataca células que produzem o hormônio insulina.

"A indicação inicial é que a classe GLP-1 é realmente benéfica na Covid-19. Isso não é inesperado, porque esta é a classe de agentes que visa os fatores de risco para resultados ruins da Covid-19", afirmou Thomsen à agência.

Os medicamentos GLP-1 incluem Ozempic, para diabetes, e Saxenda, para obesidade, ambos da Novo, assim como Trulicity, da Eli Lilly, e Bydureon, da AstraZeneca.

As divulgações preliminares de um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, já havia apontado que o medicamento antidiabético metformina também pode ajudar a salvar pacientes mulheres com Covid-19 em estado grave.

De acordo com a pesquisa norte-americana, entre mais de 6.200 adultos com diabetes ou obesidade que foram hospitalizados com a doença e observados pelo estudo, as mortes foram mais baixas entre mulheres que haviam preenchido suas prescrições de metformina do que entre as que não tomavam o medicamento.

Os pacientes com Covid-19 podem sofrer de uma condição inflamatória na qual o sistema imunológico reage exageradamente ao vírus, causando danos que são piores do que a própria infecção. Estudos mostram que a semaglutida, o ingrediente-chave do Ozempic, “atenua a inflamação sistêmica” em pessoas com diabetes e obesidade, disse Thomsen à Bloomberg.

Segundo a agência, a Novo afirmou estar realizando novos estudos e tornará públicos os resultados se puder comprovar os dados preliminares. Thomsen acrescentou que não há evidência clínica de que os medicamentos GLP-1 tenham um efeito antiviral sobre a Covid-19.

Pesquisas indicam que pessoas obesas e com diabetes correm alto risco de sofrer casos graves da Covid-19.

"Obesidade, hipertensão e diabetes são grandes fatores de risco para resultados ruins. Mas também para que o vírus aumente ainda mais a pressão sobre sua condição cardiometabólica", afirmou Thomsen à Bloomberg.

*Estagiária sob orientação de Eduardo Graça

Oligarcas dos partidos desafiam paciência alheia - JOSIAS DE SOUZA... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2020/09/06/oligarcas-dos-partidos-desafiam-paciencia-alhe

Descontando-se o caixa dois, a campanha eleitoral de 2020 custará ao Tesouro Nacional R$ 2 bilhões. Em tempos normais, o avanço sobre o bolso do contribuinte seria apenas vergonhoso. Em meio a uma pandemia que encurtou o calendário eleitoral e transferiu a aglomeração dos comícios para as redes sociais, a vergonha transforma-se num desafio à paciência alheia. Além de manter intacto o orçamento definido quando ainda não havia coronavírus, os partidos administram a verba de costas para a moralidade. Enviaram ao Tribunal Superior Eleitoral as atas das reuniões em que definiram os critérios para o rateio da verba entre os candidatos a prefeito e vereador. O repórter Ranier Bragon farejou indícios de fraude.

 

As atas de pelo menos quatro legendas trazem trechos idênticos. É como se a reunião do PSL fosse um replay do encontro do PL, ocorrido um mês antes. A mesma coincidência transformou a ata do PMB num relato quase idêntico à descrição do encontro do Solidariedade. Ou os textos foram psicografados por alguma entidade suprapartidária vinda do além ou a Justiça Eleitoral está fazendo papel de boba.

 

Mal comparando, é como se os oligarcas que controlam a caixa registradora dos partidos retornassem à infância. Definem o rateio do fundão como se brincassem de soprar balões para descobrir qual é o ponto exato de ruptura que antecede a explosão.

 

Quem já encheu balões na infância sabe que o ponto exato de ruptura só costuma ser descoberto quando não adianta mais nada. Num cenário em que os mais de 120 mil mortos do coronavírus se misturam a uma conjuntura marcada pela recessão e o desemprego, os donos dos partidos buscam obstinadamente o ponto de explosão. Ainda não notaram que o saco nacional já está cheio. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL..

Informação mais segura - Anna França / ISTOÉ

Provavelmente você já recebeu algum aviso em seu celular ou computador de um aplicativo ou site dizendo que atualizou sua política de dados e cookies, e que você precisa aceitar antes de continuar. Por trás desses alertas está uma grande mudança no tratamento das informações de cada usuário da internet. O Brasil começa agora uma contagem regressiva para a implantação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Na última semana de agosto, o Congresso ratificou a lei que deve entrar em vigor após a sanção do presidente Jair Bolsonaro, até o dia 17 de setembro, que é dada como certa.

 

A nova regra, que começou a ser desenhada desde 2018, promete ser um divisor de águas na questão de proteção de informações sensíveis dos internautas. O objetivo é garantir maior transparência com o que é feito dos dados e, principalmente, dar maior controle ao usuário para indicar se a empresa pode ou não utilizá-los. Um ganho significativo em tempos de pandemia, quando cerca de 4 milhões de pessoas entraram no comércio eletrônico.

Garantir direitos aos donos das informações impõe obrigações a quem recebe e opera os dados, sob pena de processos e multa. Por isso, as empresas correm para se adequar às novas regras. “Mas nem 30% das companhias estão preparadas. Especialmente as menores, que entraram na internet por causa da pandemia”, argumenta Renato Opice Blum, advogado e coordenador do curso de Direito Digital da FAAP. Segundo o especialista, agora não há mais como adiar, porque a LGPD prevê punições, não só legais, mas também sanções de outros órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e do mercado financeiro, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Dúvidas

Especialistas apontam que a efetividade será baixa no início, já que a lei só vai multar a partir de 2021, quando acabar a fase de adaptação. Além disso, será preciso escolher os membros da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão ligado ao governo federal responsável pela fiscalização. Mas é um equívoco achar que ela se tornará uma daquelas leis que não “pegam”. Para vários especialistas, ela já pegou, porque as empresas correm o risco de sanções e a população está mais atenta diante de tantas fraudes e vazamentos. A lei segue o rigor da General Data Protection Regulation (GDPR), da União Européia, na qual é baseada. “Os dados hoje são tidos como o novo petróleo e ganham relevância”, diz Vanessa Santiago, do Gaia Silva Gaede Advogados. Basta agora o internauta ficar atento aos rastros que deixa no mundo virtual.

O ovo da serpente - ISTOÉ

A história é chapa quente, mano! Tá ligado?! Não se vende cocaína no maravilhoso casarão neoclássico que é o Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, nem se nomeia secretário nos morros com sua arquitetura de puxadinhos. Mas as imbricações entre as associações criminosas de políticos que se valem da caneta e do crime organizado das favelas que carrega AK-47 são maiores do que imagina a vã democracia do estado.

Dados dão conta de que nos últimos doze meses houve 7.365 tiroteios e 53 pessoas morreram de balas perdidas na região metropolitana. Também recentemente, o governador Wilson Witzel foi afastado pela Justiça em primeira instância, afastamento por seis meses confirmado pelo STJ — que, pela primeira vez, puniu um governador sem prendê-lo. Ele entrou assim na fila indiana dos cinco antecessores, só que que esses cumprem pena em liberdade ou estão atrás das grades: Moreira Franco, Garotinho, sua esposa Rosinha, o campeão Sérgio Cabral e Pezão. O motivo é comum: corrupção, associação ao crime e lavagem de dinheiro. Em seu lugar assumiu o vice, Cláudio Castro, igualmente investigado e pessoa próxima a Jair Bolsonaro — é certo que Castro tentará no Judiciário aliviar a barra suja dos filhos do presidente Carlos e Flávio. Como se disse, a chapa é quente! Mas o que têm a ver os morros com tais políticos?

 

O sambista paulista Adoniran Barbosa é dono de uma frase exemplar: “tragédia de pobre quando não dá em morte, dá em samba”. Adoniran tem relação com o Rio de Janeiro? Pouca gente sabe, mas o sucesso que o imortalizou, “Trem das onze”, venceu o concurso do carnaval carioca de 1965. Só que no Rio existem samba e morte ao mesmo tempo. Iniciemos a jornada, então, por uma música de autoria de Luis Antonio e Oldemar Magalhães, sucesso absoluto na voz da “divina” Elizeth Cardoso:

Vai, barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
À cidade a seus pés.

O samba tomou conta do Rio de Janeiro em 1953, em plenos “anos dourados”. Aos moradores urbanos, aos políticos, às elites, a todos eles a população pobre e trabalhadora das favelas recorria. Claro que o pedido de socorro berrava em vão, o que se dava de esmola era a glamourização da miséria. As coisas giram. Hoje, é o estado que pede auxílio diante de uma violência que vitima cada vez mais inocentes, diante de um serviço público falido, diante de um tecido social esfarrapado. E tal pleito vem em uma situação de impasse porque já não se tem a quem pedir: ao morro não dá, no morro “tá tudo dominado”, seja pelos traficantes, seja pelos milicianos.

Querer ajuda da classe política, isso também é impossível: com exceções, tal classe vai compondo uma galeria de corruptos. Os eventos se misturam: corrupção política, tráfico, milícia, são fatores que se entrelaçam na degradação ética, moral e social do Rio de Janeiro. Quando e como as coisas começaram?

Em 1983 o engenheiro Leonel Brizola era o governador do Rio de Janeiro e seu vice, o antropólogo Darcy Ribeiro, conceituado em todo o mundo. Darcy tinha a visão romântica da esquerda, achava que a solução era transformar favelas em comunidades — desde então, até a expressão “favelado” foi se tornando, cada vez mais, politicamente incorreta. Já Brizola, em uma política demagógica, fez acordo com os bandidos, desprezando os trabalhadores: a polícia não subiria morros para reprimir o tráfico de drogas. Pronto, a alma estava vendida ao diabo. Já não era mais o tempo dos malandros que colocavam gilete ou navalha entre os dedos dos pés para numa pernada cortar o rosto do oponente.

“Miguelzinho Camisa Preta”, “Meia-Noite”, “Edgard”, párias da velha guarda, estavam desprestigiados. Quem mandava agora eram os traficantes. Com o pacto de Brizola, que entre a bandidagem ganhou o apelido de “cocaína”, traficantes passaram a disputar territórios. E, claro, desceram para o asfalto. E assim a vida seguiu…

Em um primeiro movimento para se defender dos assaltos nas próprias favelas, comerciantes se uniram no combate a marginalidade – eram os grupos denominados “autodefesa”. Logo, a eles se juntaram policiais inescrupulosos, assassinos de aluguel, assassinos somente por instinto, e aí está o nascedouro das milícias que hoje erguem prédios de areia que desmoronam e matam. Aí está o nascedouro das milícias que, assim como o tráfico de drogas, controlam o preço do gás, decretam toque de recolher, cobram aluguéis exorbitantes por barracos, determinam quem vive e quem morre.

Assim veio à luz o chamado estado paralelo, que deixou de ser paralelo e transformou-se no próprio Estado, sob o foco da teoria de Theodor Adorno, um dos mais competentes sociólogos que já passou pela humanidade: no instante em que presos continuam operando em penitenciárias, territorialmente pertencentes ao Estado que legitimamente detém o monopólio da repressão, no momento em que milicianos ocupam cargos públicos, o que era estado paralelo passa a ser o próprio Estado. Pois é, a chapa é quente e vai esquentar ainda mais. Brizola não seguiu a máxima que partiu da boca de um bandido: Lúcio Flávio Villar Lírio: “polícia é polícia, bandido é bandido”. O deplorável ápice da ação das milícias foi a execução da vereadora Marielle Franco que as denunciava.

“Biqueiras e lojinhas”

DEU RUIM Witzel ficará afastado por seis meses: aniquilado pelo
STJ por 14 votos contra 1 (Crédito:Pilar Olivares )

Na linha do poder que já não pode mais ser chamado de paralelo por já ser o próprio Estado, há dois importantes pontos na análise das engrenagens da Segurança Pública do Rio de Janeiro. Ao que se sabe há um tipo de criminalidade que só existe lado a lado com o Estado: corrupção. Sem os desvios de verbas públicas e sem políticos que roubem e barganhem com marginais não seria possível existir tal cenário.

A corrupção só ocorre porque políticos e agentes do Estado cometem atos ilícitos. Se houvesse chance de acabar com o Estado, os crimes praticados por gente engravatada ou por aqueles que andam com o “cano” na cintura seriam extintos. Mas há de se fazer uma ressalva: para se ter domínio de “biqueiras” ou das “lojinhas” (pontos de venda de drogas) não necessariamente se precisa da existência do Estado em sua integralidade — basta apenas a sua pública ou velada omissão.

Quando essas duas extremidades se unem de maneira indissociável, quando ganham um só corpo e alma, é porque o Estado falhou em sua função ética de estamento burocrático governamental. “Essa relação íntima com a criminalidade organizada é histórica no Rio de Janeiro e isso só acontece com a cumplicidade do setor público”, diz o sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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O GLOBO divulga pesquisa Ibope sobre percepções do brasileiro diante da pandemia

RIO - Num momento em que a pandemia de coronavírus dá os primeiros sinais de redução no Brasil, O GLOBO divulgou, em sua edição impressa de hoje e no site, os resultados de uma pesquisa Ibope encomendada pelo jornal para entender a percepção de grande parte do país sobre os impactos da crise sanitária na população.

Para isso, o instituto de pesquisa ouviu, entre os dias 21 e 31 de agosto, um total de 2.626 adultos das classes A, B e C em todas as regiões do território nacional.

Ibope:  Para 71% dos brasileiros, país sofreu mais que o esperado com Covid-19, mostra pesquisa

Todas as respostas foram colhidas pelo painel de internautas do Ibope Inteligência. A amostragem representa 70 % da população.

De acordo com a pesquisa, 71% dos brasileiros acham que o país sofreu mais do que o esperado com a Covid-19.  Quando se busca um culpado, no entanto, as opiniões se dividem.

Podcast:  O efeito do descontrole da pandemia sobre a economia

Para 38% dos entrevistados, o povo brasileiro é o maior responsável pela situação a que chegamos. Para outros 33%, o presidente Jair Bolsonaro tem a maior parcela de culpa.

Quando se divide os participantes da pesquisa de acordo com as suas opiniões políticas, nota-se com clareza a polarização no país. Entre os entrevistados que se declaram de direita, apenas 8% veem Bolsonaro como o principal responsável pelo agravamento da pandemia. No universo da esquerda, por outro lado, 78% culpam o presidente.

Artigo:  nem mesmo a pandemia conseguiu aproximar um país tão polarizado politicamente

- Esse resultado é fruto da  divisão social e do acirramento das posições ideológicas no Brasil, em grande parte incitada pelo próprio presidente, que com frequência se colocou contra as recomendações da ciência na pandemia - analisa o jornalista Rafael Garcia, que assina a reportagem sobre os dados da consulta. - A pesquisa mostra que essa estratégia de Bolsonaro surtiu efeito. Ele consolidou o entrincheiramento, mantendo a favor dele uma parcela de um terço da população.

Ainda de acordo com a pesquisa encomendada pelo GLOBO, 58% da população acredita que a ciência será mais valorizada após a pandemia. Neste assunto, não foi detectada uma grande variação quando se observa a opinião política do entrevistado.

Aqueles que creem numa valorização da ciência são 66% entre quem se diz de esquerda, 64% dos brasileiros de centro e 57% entre os que se declaram de direita. O GLOBO.

 

PV contesta uso das Forças Armadas no combate a crimes ambientais

A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia é a relatora da ADPF 735, ajuizada pelo Partido Verde contra decreto presidencial e portaria do Ministério da Defesa que autorizam a atuação das Forças Armadas no combate a crimes ambientais e focos de incêndio.

Corpo de Bombeiros/ ROPV contesta uso das Forças Armadas no combate a crimes ambientais

O partido afirma que o Decreto 10.341/2020 e a Portaria 1.804/2020, que instituiu a Operação Verde Brasil 2, representam o “desmonte da política ambiental”, porque esvaziam as funções Ministério do Meio Ambiente e dos órgãos de proteção na área, repassando esse protagonismo às Forças Armadas. Acrescenta que o decreto institui uma “verdadeira militarização da política ambiental brasileira, em flagrante confronto aos ditames constitucionais”.

Para a legenda, as Forças Armadas poderiam assumir apenas um “papel coadjuvante”, como parceiro em ações articuladas com o Ibama e os demais institutos de conservação da natureza. Mas, ao contrário disso, sustenta que se criou uma hierarquia desconhecida no ordenamento jurídico brasileiro, que dá autoridade às Forças Armadas para proibir atos de poder de polícia ambiental.

Decreto e portaria
O Decreto 10.341/2020 autoriza a atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades de conservação ambiental e, se houver requerimento de governadores, em áreas federais dos estados da Amazônia Legal, para realizar ações preventivas e repressivas direcionadas ao desmatamento ilegal e ao combate a focos de incêndio. A norma determina que cabe ao Ministério da Defesa definir a alocação dos recursos utilizados e coordenar as entidades públicas ambientais que atuarem em conjunto nas operações.

A Portaria 1.804/2020, por sua vez, institui a Operação Verde Brasil 2, que, segundo o Partido Verde, mesmo parecendo estar alinhada à necessidade de controle de queimadas, em especial com o início da estação seca no segundo semestre do ano, carece de efetividade porque, nos últimos meses, tem havido recordes de focos de incêndio e aumento da taxa de desmatamento.

“Sem histórico de atuação no combate ao desmatamento ilegal e dos focos de incêndio – por se tratar de funções estranhas ao rol de competências das Forças Armadas –, a Operação Verde Brasil 2 apresenta pouca efetividade, ao passo que os números relativos à destruição da Amazônia Legal continuam a aumentar, sinalizando mais um ano de retrocesso na preservação do bioma Amazônia”, afirma o PV.

Liminar
O partido pede a concessão de liminar para suspender os atos normativos, até o julgamento do mérito da ação, “com o objetivo de não apenas enfrentar a violação do preceito fundamental, como, acima de tudo, de evitar danos ainda maiores e irreparáveis ao equilíbrio do meio ambiente”. Segundo o partido, somente assim será restabelecida a absoluta competência do Ibama para gerir as políticas ambientais de enfrentamento ao desmatamento ilegal e às queimadas.

A ministra Cármen Lúcia requisitou, com urgência e prioridade, informações ao presidente da República e ao ministro da Defesa sobre os dispositivos legais questionados, a serem prestadas no prazo máximo de cinco dias. Na sequência, será aberta vista à Advocacia-Geral da União e à Procuradoria-Geral da República para manifestação, no prazo de três dias. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

ADPF 735

 

Revista Consultor Jurídico, 5 de setembro de 2020, 14h31

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