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Recadastramento de aposentados está suspenso até o fim do ano

A exigência da prova de vida anual de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está suspensa até o fim do ano. A Secretaria de Previdência do Ministério da Economia informou, no início da noite, que publicará, na segunda-feira (30), uma portaria com a prorrogação da medida.

> INSS inicia projeto-piloto de prova de vida por meio digital

A prova de vida anual obrigatória deixou de ser exigida desde o dia 18 de março de 2020, como medida de proteção no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. A medida, no entanto, não afeta o recebimento de proventos e pensões. Com o adiamento da retomada da prova de vida, quem não fez o procedimento entre março e dezembro desse ano, não terá o benefício bloqueado até o fim de janeiro.

Realizada todos os anos no mês de aniversário do beneficiário, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. A prova de vida exige o comparecimento do segurado ou de algum representante legal ou voluntário à instituição bancária onde saca o benefício.

Desde agosto do ano passado, o procedimento pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do órgão por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente. DIARIONORDESTE

CIENTISTAS DIZEM TER DESCOBERTO POR ACASO ÓRGÃO MISTERIOSO NO CENTRO DA CABEÇA HUMANABBC News Brasil -

Eles identificaram o que acreditam ser novas glândulas localizadas atrás do nariz, no encontro com a garganta. Os pesquisadores dizem que a descoberta provavelmente se trata de um quarto par de glândulas salivares (partes do corpo responsáveis por produzir saliva).

Se o achado for comprovado como verdadeiro, essa glândula oculta seria a primeira identificação desse tipo em cerca de 300 anos. Hoje conhecemos estas três principais glândulas salivares: uma inserida perto das orelhas, outra abaixo da mandíbula e outra sob a língua.

Os pesquisadores encontraram o que pode ser reconhecido como novas glândulas enquanto examinavam imagens em uma máquina capaz de mostrar tecidos corporais em detalhes.

Eles queriam saber mais sobre o que haviam encontrado, então examinaram um pouco de tecido. E descobriram que é muito semelhante às glândulas que temos sob a língua.

As possíveis novas glândulas foram encontradas no topo da garganta Foto: VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY
As possíveis novas glândulas foram encontradas no topo da garganta Foto: VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY

"O local não é muito acessível e você precisa de imagens muito sensíveis para detectá-lo", disse Wouter Vogel, um dos autores do estudo.

Yvonne Mowery, oncologista de radiação na Duke University, disse que "ficou bastante chocada por estarmos em 2020 e ter uma nova estrutura identificada no corpo humano".

Quão certos estão os cientistas sobre a descoberta?

A equipe de pesquisadores identificou as glândulas por acaso, já que estava focada em outros tratamentos quando as encontrou.

Na verdade, eles estavam examinando pacientes com câncer de próstata com um tipo avançado de exame, que, combinado com injeções de glicose radioativa, destaca tumores no corpo.

Assim, mais estudos serão feitos para determinar qual é exatamente o papel dessas glândulas — os médicos disseram que é preciso mais pesquisa e uma seleção mais ampla de pessoas.

 

De olho no cliente, montadoras entram no mercado de locação de veículos

João Sorima Neto / O GLOBO

 

TOYOTA LUXO

 

SÃO PAULO - De olho no crescimento do mercado de aluguel de carros, as montadoras começam a tornar-se concorrentes das locadoras.

A japonesa Toyota e a alemã Volkswagen, por exemplo, já lançaram serviços de locação. Com a produção encolhendo globalmente, resultado de uma mudança de comportamento do consumidor, a expectativa é que mais montadoras mudem seu modelo de negócio.

— Há uma mudança de comportamento mundial em que o senso de propriedade está dando lugar ao senso de mobilidade, o que fomenta o negócio das locadoras — diz Antônio Jorge Martins, coordenador de cursos automotivos da FGV.

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Martins observa que a produção mundial já atingiu 100 milhões de unidades, mas deve recuar para cerca de 80 milhões este ano e cair mais 30% até 2040. A redução da demanda vem exatamente da pessoa física, enquanto a venda para locadoras cresce.

Hoje, estima Martins, cerca de 45% da produção das montadoras já são destinados às locadoras. De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, entre 80% a 90% das empresas que utilizam veículos (comerciais leves, automóveis ou caminhões) no Brasil ainda têm frotas próprias.

De olho nesse mercado, as montadoras estão migrando para oferecer este tipo de serviço. A Toyota lançou este mês o Kinto Share, um programa de carsharing que permite alugar modelos híbridos e de luxo (Lexus) da marca por horas ou dias. A montadora também oferece, desde julho, o Kinto One, serviço de gerenciamento de frotas para empresas.

Além do aluguel do carro, o pacote inclui documentação, seguro, gestão de multas, manutenção e troca de pneus.

A Volkswagen lançou este mês o carro por assinatura com os modelos T-Cross, a partir de R$ 1.899/mês no plano de 12 meses, e Tiguan Comfortline, a partir de R$ 3.659/mês no plano de 24 meses. A montadora alemã também criou há dois anos a Fleet, empresa que faz gestão e terceirização de frotas.

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O programa da Volks foi lançado este mês, teve boa aceitação e a montadora já estuda a ampliação com novos modelos. O cliente pode fazer a assinatura de forma digital no site da montadora por um período de um ou dois anos. Estão inclusos na assinatura documentação (IPVA, licenciamento e emplacamento), seguro, manutenção preventiva e franquia de 1.800 km para rodar por mês.

A confiança da sociedade - O Estado de S.Paulo

O Índice de Confiança Social (ICS), levantamento realizado anualmente pelo Ibope Inteligência para aferir o grau de confiança da sociedade nas mais diversas instituições, traz resultados muito alentadores em sua edição de 2020, publicada em primeira mão pela revista Piauí há poucos dias.

Nota-se um pequeno, porém consistente, aumento da confiança dos brasileiros em instituições que tradicionalmente são vistas com bastante ceticismo pela sociedade, como o Congresso Nacional, os partidos políticos, o sistema eleitoral e as organizações da sociedade civil. Não que estas instituições tenham passado a gozar da confiança da maioria dos brasileiros de um ano para o outro, mas a mera diminuição da descrença em relação a elas já seria um ponto bastante positivo para o amadurecimento democrático do País. A pesquisa do Ibope Inteligência mostra que houve mais do que isso.

O Corpo de Bombeiros segue no topo do ranking como instituição mais confiável do País, com 89 pontos (88 em 2019), seguido pela Polícia Federal, com 74 pontos (72 na edição do ano passado), as Igrejas (71 pontos em 2019 e 73 pontos neste ano) e as Forças Armadas, que neste ano obtiveram 72 pontos, um crescimento de 3 pontos em relação à pesquisa feita no ano passado. Também se verificou um aumento de 6 pontos na confiabilidade das instituições financeiras, que saltaram de 59 pontos no ano passado para 65 pontos em 2020.

O Congresso Nacional saiu de 34 pontos no ano passado para 36 pontos neste ano. Já os partidos políticos subiram de 27 para 30 pontos. Os meios de comunicação mantiveram a pontuação do ano passado: 61 pontos.

O que salta aos olhos, no entanto, é o crescimento recorde da confiança dos brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS saltou de 45 pontos na pesquisa anterior para 56 pontos no ICS de 2020, o maior índice de confiança no sistema público de saúde em 12 anos. O aumento da confiança da população no SUS é ainda mais expressivo tendo em vista que há anos o sistema não recebe investimentos e é subfinanciado.

Não fosse o SUS, nunca será demais lembrar, a história da pandemia de covid-19 no País teria sido outra, indubitavelmente mais funesta. A sociedade demonstra ter esta clareza, reconhecendo a imprescindibilidade de uma instituição como o SUS em um país tão carente de serviços públicos como o Brasil. Isso lança luz sobre a premente necessidade de união dos Poderes Executivo e Legislativo e organizações da sociedade civil a fim de estudar e implementar medidas que fortaleçam o SUS cada vez mais. Na Câmara dos Deputados foi instalada uma comissão especial encarregada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-SP), de propor a revisão da tabela de remuneração dos serviços prestados pelo SUS, entre outras ações. No âmbito do Executivo a situação é mais preocupante, haja vista que há pouco tempo o ministro da Saúde, o general intendente Eduardo Pazuello, chegou a confessar que desconhecia o SUS até tomar posse no Ministério.

Além do SUS, o ICS de 2020 revela um crescimento expressivo do grau de confiança da sociedade nas escolas públicas, que pela primeira vez na série histórica atingiram os 70 pontos (66 em 2019).

Tanto o crescimento da confiança no SUS como o nas escolas públicas são corolários de uma crise econômica que adquiriu contornos dramáticos com a eclosão da pandemia. É cada vez maior o número de brasileiros que acorrem aos serviços públicos por terem perdido condições para arcar com os custos dos serviços privados. Como bem destacou a CEO do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, mais pessoas precisaram de serviços públicos no período, e “quem usa confia mais do que quem não usa” esses serviços.

De todas as instituições avaliadas pelo Ibope Inteligência, todas cresceram em confiabilidade neste ano, exceto o governo federal e a Presidência da República. A gestão, por assim dizer, do presidente Jair Bolsonaro em um cenário de crise econômica e sanitária fala por si só.

Após registrar banhistas no canal do CAC, Cogerh pede reforço policial

CAC CEARÁ CANAL

 

Após registrar a presença de banhistas e atos de vandalismo ao longo do chamado ‘eixo emergencial’ do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) entrou com um pedido junto à Polícia Militar para fiscalizar o empreendimento estadual. Desde o último dia 24 de outubro, as águas do Rio São Francisco completaram o percurso de 53 quilômetros, que está em fase de testes.

De acordo com o gerente regional da Cogerh no Cariri, Alberto Medeiros, até o último final de semana era percebida a presença isolada de crianças. Agora, já foram registrados adultos, incluindo o uso de paredão de som e venda de bebidas alcoólicas, vizinho ao CAC. “Houve depredação do canal e de equipamentos”, denuncia.

Outra situação grave, registrada pela Companhia, foi a tentativa de abertura da comporta que leva a água até o Riacho Seco, que será responsável por transportar a água, pelo curso natural, até o Rio Salgado, seguindo pelo Rio Jaguaribe até o Açude Castanhão. Este trajeto só está previsto para acontecer no primeiro semestre do ano que vem. “Isso é muito perigoso. Pode sair uma quantidade grande de água, que descerá na estrutura e pode causar acidentes graves”, alerta Medeiros.

Por conta destes episódios, relatados pela empresa que realiza a manutenção do canal, a Cogerh tem feito um trabalho educativo com os moradores do entorno, mas tem sido insuficiente. “Agora, vai intensificar a fiscalização com o batalhão da Polícia Militar Ambienta. Qualquer pessoa sendo pega nesta estrutura causando algum dano, será responsabilizada”, alerta o gerente da companhia. A fiscalização já será feita neste final de semana pelos agentes de segurança.

Na semana passada, um carro caiu dentro do canal e, apesar de ninguém ficar ferido gravemente, causou poluição da água a partir do óleo expelido pelo automóvel. “Há vários riscos. A própria questão do uso indevido da água bruta, o risco de afogamento. Estamos tentando fazer com que entendam isso. Como não está tendo sucesso, vamos procurar uma maneira mais forte de conter isso”, reforçou Medeiros.  

Caminho das águas

Da barragem de Jati, do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), a água chega até Missão Velha, onde há um desemboque que levará até o Riacho Seco, seguindo pelo rio Batateira, que forma o Rio Salgado, principal afluente do rio Jaguaribe. Deste último, por seu fluxo natural, dará aporte ao maior reservatório do Estado, garantindo a segurança hídrica de Fortaleza.

Apesar de atingir os 53 quilômetros em fase de testes, a Secretaria de Recursos Hídricos realizou um estudo que indica a liberação deste montante hídrico apenas no primeiro semestre do ano que vem, no período chuvoso, onde a eficiência da condução da água é menor. “Se enviasse agora, teria muita perda por infiltração, evaporação e a própria retirada das pessoas”, detalhou o superintendente da Sohidra, Yuri Castro.

A expectativa para a liberação da água é grande pelas cidades ao longo dos rios. Segundo Medeiros, a Cogerh já recebeu diversas demandas de abastecimento. “Inclusive, a cidade de Icó já precisaria da água. Por isso, o cuidado para não ter o uso indevido e o risco de estar poluindo”, finaliza.  DIARIONORDESTE

  

Aprovação de Bolsonaro cai ou oscila para baixo em 23 das 26 capitais durante as eleições municipais

Paulo Cappelli e Marlen Couto / o globo

 

RIO —  A avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro caiu numericamente em 23 das 26 capitais brasileiras entre os meses de outubro e novembro, durante as eleições municipais. O levantamento do GLOBO comparou a primeira pesquisa do Ibope no período eleitoral com a mais recente em cada uma das cidades. O instituto tem medido a aprovação e a rejeição à gestão de Bolsonaro quando faz os levantamentos de intenção de voto para as prefeituras.

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Os números mostram que em quase todas as capitais caiu o percentual que avaliou o governo como “ótimo ou bom”. Das 23 cidades nas quais o presidente teve esse índice reduzido, em 14 a queda foi além da margem de erro, que varia de três a quatro pontos percentuais dependendo do município. Não houve aumento do índice de aprovação de Bolsonaro em nenhuma capital do país se considerada a margem de erro. 

Outro indicador negativo para o presidente está relacionado ao número de entrevistados que avaliam sua gestão como “ruim e péssima”: este índice subiu acima da margem de erro em 12 capitais.

 

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As pesquisas foram feitas em um período no qual o auxílio emergencial concedido pelo governo em decorrência da pandemia foi reduzido de R$ 600 para R$ 300. Em setembro, em uma pesquisa nacional realizada pelo Ibope que abrangia também cidades do interior, o presidente contava com 40% de “ótimo e bom”, 29% de “regular” e 29% de “ruim e péssimo”.

 

 

Repercussão nas urnas

A redução da popularidade de Bolsonaro nas capitais repercutiu nas urnas. Dos seis candidatos a prefeito apoiados pelo presidente em capitais, quatro foram derrotados no primeiro turno, ao passo que dois disputam o segundo turno mas se encontram atrás nas pesquisas de intenção de voto.

A maior redução de avaliação “boa e ótima” do governo Bolsonaro ocorreu em João Pessoa (PB) onde o índice foi de 43% para 30%, entre outubro e novembro. Em seguida no ranking estão capitais da região Norte, como Manaus (AM) — de 54% para 42% —, onde o candidato apoiado pelo presidente à Prefeitura, Coronel Menezes (Patriota), ficou apenas em quinto lugar.

Já em Rio Branco (AC) a aprovação continua alta, apesar da queda, de 48% para 39%. A capital acreana fez o presidente, inclusive, recuar da sua decisão de não apoiar candidatos no segundo turno. Ele gravou ontem um vídeo de apoio a Tião Bocalom (PP). O gesto, entretanto, foi calculado e de baixo risco: Bocalom terminou o primeiro turno com 49,58% e é favorito contra Socorro Neri (PSB). Ela assumiu a prefeitura após o afastamento de Marcus Alexandre (PT), que disputou o governo do estado em 2018 e foi derrotado, e é candidata à reeleição.

A capital em que o presidente tem a melhor avaliação continua a ser Boa Vista, mas o número de moradores da capital de Roraima que consideram seu governo bom ou ótimo caiu de 66%, em 16 de outubro, para 58%, em 20 de novembro. Na outra ponta, Salvador segue como a capital em que o presidente tem a pior avaliação. Apenas 15% dos soteropolitanos consideram seu governo ótimo ou bom, enquanto 66% o avaliam como ruim ou péssimo.

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São Luís e Curitiba foram as cidades nas quais mais cresceu a avaliação negativa do governo. Na capital do Maranhão, o percentual dos que consideram a gestão de Bolsonaro ruim ou péssima subiu de 46% para 57%. Já na capital paranaense a alta foi de 10 pontos percentuais, de 34% para 44%.

Para o cientista político e professor da FGV, Carlos Pereira, a postura belicosa do presidente na pandemia contribuiu para o resultado.

— A economia vibrante não aconteceu. E o discurso conflituoso, de polarização, indo sempre para o extremo, perdeu o sentido com a pandemia— diz Pereira.

 

Voto nulo ou branco: entenda a diferença

Em 12 capitais não houve variação no índice de aprovação, considerando a margem de erro. No Rio e em Macapá (AP), a avaliação “ótima e boa”continuou a mesma, de 34% e 42%, respectivamente. Em Aracaju (SE), o percentual passou de 25% para 28%, mas ficou dentro da margem de erro. No caso da capital sergipana, a comparação foi feita entre uma pesquisa divulgada em 11 de novembro e outra do último dia 20. O Ibope não questionou a avaliação do governo Bolsonaro nos levantamentos feitos ao longo de outubro.

 

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