Prefeita de Tururu tem casa invadida e é amarrada a familiares durante assalto

Um grupo de cerca de quatro homens armados invadiu a residência da prefeita do município de Tururu, e amarrou a gestora, os familiares e funcionários durante um assalto na noite desta quinta-feira (3), na localidade de Sítio Melancias, distante 10 quilômetros da sede da cidade.
De acordo com a Polícia Militar de Itapipoca, Fátima Galdino, de 66 anos, o marido José Galdino Albuquerque, de 70 anos, que é ex-prefeito da cidade, uma sobrinha do casal, o motorista da família, a cozinheira, o segurança da casa e um mototaxista foram rendidos pelos suspeitos que usaram uma escada para pular o muro e ter acesso ao interior da residência. Fátima não foi reeleita para o próximo mandato.
Segundo uma advogada da família, os suspeitos não usavam capuz, estavam armados com revólveres e diziam que queriam levar um cofre onde estaria uma quantia de R$ 100 mil.
Os criminosos foram informados pelas vítimas da inexistência do cofre e roubaram cerca de R$ 5 mil em espécie, joias, aparelhos celulares, carteiras e relógios.
A polícia faz buscas na região para tentar identificar e prender os criminosos.
13º salário de servidores estaduais: segunda parcela será paga em 15 de dezembro, diz Camilo Santana

O governador Camilo Santana anunciou, na manhã desta sexta-feira (4), que o pagamento da segunda parcela do 13º salário está autorizado para o próximo dia 15 de dezembro. Segundo o gestor, o pagamento será feito para mais de 181 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas.
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O pagamento das remunerações dos servidores do Ceará em novembro, dezembro e do 13° soma R$ 2,45 bilhões. "No total, o Governo do Estado está injetando na economia cearense, neste mês de dezembro, R$ 2,45 bilhões, incluindo aí as folhas de novembro/dezembro, mais a segunda parcela do 13º salário", afirmou Camilo.
O governador ressaltou ainda que o governo termina mais um ano pagando em dia os servidores estaduais mesmo com a pandemia da Covid-19. "Encerramos, assim, mais um ano pagando nossos servidores rigorosamente em dia, apesar das crises econômicas enfrentadas em nosso país. E assim seguiremos, procurando governar com todo zelo e responsabilidade com as finanças públicas. Nada mais que nossa obrigação", disse.
O que fazer com o 13°
A diretora do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef Ceará), Darla Lopes, deu dicas de como aplicar melhor esse dinheiro extra, conforme cada realidade. “O brasileiro é muito festivo, gosta de presentear. Nesse sentido, é importante criar algumas regras pra esse momento, pra poder aproveitar e comprar os presentes de Natal, caso a pessoa tenha esse desejo”, ressaltou.
Para quem pode organizar as finanças durante o ano e pretende investir o recurso, a diretora do Ibef lembra que é importante levar em consideração o propósito do investimento e o grau de risco que se está disposto a correr.
13º deve injetar R$ 5,31 bilhões na economia cearense
O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 5,31 bilhões na economia cearense até o fim do ano. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 2,8 milhões de pessoas no Estado receberão um valor médio de R$ 1.758,64. DIARIONORDESTE
Se liberar reeleição, Supremo será avalista de falcatrua histórica
Em nome de um arranjo político, o STF deve abrir caminho para as reeleições de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) nos comandos da Câmara e do Senado. Além de liberar uma mudança nas regras do jogo com a bola rolando, o tribunal pode cumprir o papel de avalista de uma falcatrua histórica.
A Constituição proíbe de maneira expressa as candidaturas de Maia e Alcolumbre para um novo período nas presidências do Congresso —não por acidente. A produção do texto teve a nítida finalidade de impedir reconduções desse tipo.
Em 14 de setembro de 1988, oito dias antes da aprovação da Carta, o senador constituinte Jarbas Passarinho (PDS-PA) propôs um ajuste na regra das eleições para as cúpulas da Câmara e do Senado. Registros da Comissão de Redação mostram que ele incluiu a expressão "por dois anos" no artigo 57, a fim de estabelecer a duração dos mandatos dos presidentes das Casas.
O deputado Nelson Jobim (PMDB-RS), que anos mais tarde presidiria o Supremo, concordou e explicou: "O que se quer evitar? Que a mesa eleita no primeiro ano da legislatura seja reeleita para o terceiro e o quarto ano da legislatura. Mas não se quer proibir que a mesa eleita no terceiro ano da legislatura possa ser reeleita no primeiro ano da legislatura seguinte". A redação foi aprovada.
Não existe nenhuma lacuna ou omissão. A Constituição liberou a reeleição em legislaturas diferentes, mas criou explicitamente uma proibição a duas eleições na mesma legislatura. Ainda assim, a cúpula do Congresso e o Supremo querem se associar numa trapaça para dizer que o texto diz exatamente o contrário do que foi escrito naquele dia.
Defensores da tese argumentam que o STF já se habituou a fazer interpretações criativas das normas vigentes, como no julgamento que criminalizou a homofobia. Essa decisão, no entanto, foi uma medida para garantir a proteção dos direitos dos cidadãos. No caso da reeleição, os alvos imediatos são apenas dois cidadãos, com nome e sobrenome.
PIB do 3º trimestre mostra uma economia em franca recuperação, diz José Marcio Camargo
03 de dezembro de 2020 | 22h33
O processo gradual de reabertura da economia no terceiro trimestre e os efeitos no consumo do auxílio emergencial dado aos brasileiros mais afetados pela crise da covid-19 fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) subir 7,7% no período, em comparação com o segundo trimestre.
Para José Marcio Camargo, economista da PUC- Rio e da Genial Investimentos, apesar de ter ficado abaixo da projeção de crescimento de 8,8%, o número ainda pode ser visto com otimismo, pois setores importantes da economia, como indústria e serviços "tiveram bom crescimento". Camargo também aponta que, nesse cenário de retomada, um plano de vacinação da população será extremamente importante para ajudar na recuperação do País nos próximos meses. Abaixo, trechos da entrevista:
Podemos ver os dados do 3º trimestre com otimismo?
Sem dúvida, o resultado do 3.º trimestre mostra um crescimento muito bom. É verdade que é um crescimento que vem de uma base muito baixa, de uma queda muito profunda no segundo trimestre, mas ainda assim é para ser comemorado. É verdade também que veio abaixo da média das expectativas dos analistas, mas é preciso olhar para os detalhes: setores importantes, como indústria e serviços tiveram bom crescimento. O dado mostra uma economia em franca recuperação e uma retomada da formação bruta de capital fixo e do consumo das famílias.
Muito do resultado se deve ao auxílio emergencial. O fim do benefício deve travar a economia?
O fim do auxílio emergencial preocupa, é claro, mas os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid ficaram acima do esperado também para o trabalho formal. Se o mercado de trabalho continuar nessa trajetória, a geração de emprego e renda vai conseguir substituir a redução da renda causada pelo fim do auxílio. O problema é que tem uma pandemia no caminho.
Se houver uma segunda onda de covid-19, isso poderia postergar a recuperação da economia?
Se essa segunda onda vier com um aumento forte das restrições de circulação, não necessariamente como tivemos no começo da quarentena, mas se for preciso voltar ao isolamento mais forte, certamente afetaria o comportamento da atividade econômica. Mas isso é algo difícil de ser feito. A sociedade está cansada, não quer o isolamento. O planejamento da vacinação é importante para a recuperação.
O aumento da dívida pública é uma preocupação para 2021?
Se o governo respeitar o teto de gastos, não vejo grandes problemas. Se ele não respeitar, a situação se complica muito. O País vai ter aumento dos juros, descontrole da inflação, desvalorização cambial e um retorno à taxas de crescimento negativas. Mas creio que o teto vai ser respeitado.
Qual é o seu balanço das medidas tomadas pela equipe econômica no enfrentamento da crise?
É uma crise diferente de tudo que já vivemos. Algumas coisas foram muito positivas, o governo fez um programa para ter a menor queda possível de renda das pessoas. Dado o cenário, a reação foi positiva e os dados estão mostrando um pouco isso, o Brasil deve ter uma recuperação acima do que se esperava.
53 cidades do Ceará têm nível de alerta alto ou altíssimo para incidência da Covid-19
O monitoramento da presença do novo coronavírus no Ceará tem mostrado risco “alto” ou “altíssimo” de incidência da Covid-19 em pelo menos 53 municípios, incluindo Fortaleza. Outras 94 cidades aparecem com risco “moderado”. Os indicadores consideram o aumento de casos diários, de internações, de testes positivos, de mortes e de leitos de UTI ocupados entre 15 e 28 de novembro. As informações são do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde (Sesa), extraídas às 9h30 desta quinta-feira (3).
Os níveis de alerta são divididos de 1 a 4, em que 1 é o “novo normal”, 2 é “moderado”, 3 é “alto” e 4 é “altíssimo”.
De acordo com a plataforma, o Ceará registrou, nas últimas duas semanas epidemiológicas (47 e 48), 137 novos casos diários da doença pandêmica a cada 100 mil habitantes, nível de alerta “moderado” e com tendência de queda.
As internações por doenças respiratórias (66 casos), assim como o percentual de leitos de UTI-Covid ocupados (59,7%) e a taxa de letalidade por Covid-19 (0,4%) também têm tendência "decrescente" nas duas últimas semanas, conforme o painel da Sesa. Nesses indicadores, o nível de alerta é classificado como “baixo”.
Por outro lado, a taxa de positividade dos exames RT-PCR apresenta alerta “alto”: 62,7% dos testes tiveram resultado positivo para infecção, percentual que mostrou tendência de crescimento entre 15 e 28 de novembro.
A Sesa explica que um indicador está “crescendo” quando há aumento do valor superior a 15% entre as duas últimas semanas epidemiológicas; “decrescendo” quando há redução do valor superior a 15% no período; e “estabilizando” quando apresenta “quaisquer outras situações”.
Cidades
Em relação aos municípios, apenas 34 aparecem com nível 1 de alerta, ou seja, indicadores considerados baixos. Entre eles, estão as cidades de Paracuru, Pacoti, São Luís do Curu e Granjeiro. Algumas das cidades, entretanto, têm tendência de aumento ou estabilidade na incidência de casos.
Outras 97 localidades, como Itapipoca, Canindé, Quixadá, Crato e Juazeiro do Norte acenderam alerta “moderado”, nas semanas 47 e 48. Isso significa que o cenário da doença nesses municípios mostrou piora e requer atenção.
O risco “alto” foi identificado em Fortaleza e outras 32 cidades cearenses, como Boa Viagem, Brejo Santo e Aracati. Nelas, a taxa de positividade dos testes, por exemplo, está entre 50% e 75%; e a ocupação de leitos de UTI, entre 80,1% e 95%.
Em alerta máximo, “altíssimo”, estão as demais 21 cidades do Ceará, como Sobral, Aquiraz, Cedro e Milagres. Por lá, cerca de 75% dos exames RT-PCR têm dado positivo para infecção pelo novo coronavírus, a taxa de letalidade pela doença está acima de 3% e mais de 95% dos leitos de UTI estão ocupados. DIARIONORDESTE
Em Fórum no Nordeste, Mourão fala em fim ao "assistencialismo" na região
03 de dezembro de 2020 | 16h47
MOSSORÓ - "Chegou a hora de o Semiárido deixar de viver de assistencialismo", provocou o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante solenidade de abertura do Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, que inicia nesta quinta-feira, dia 3, e segue até sábado, dia 5, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.
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O evento revisa o Plano de Desenvolvimento do Semiárido, com vistas às possibilidades econômicas da região para alcançar metas socioeconômicas, hídricas e ambientais após pandemia da covid-19. A iniciativa é capitaneada pela Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, que junta 170 parlamentares.
Questionado sobre as medidas emergências do governo federal para a região, Mourão disse apenas que é preciso avaliar. "A grande tarefa de Bolsonaro será criar as oportunidades e condições para implementar tudo que aqui for discutido", concluiu no discurso.
Além do vice-presidente, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, também marca presença na abertura do Fórum. Ainda devem passar pela programação o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e os embaixadores dos Estados Unidos e de Israel, Todd C. Chapman e Yossi Shelley, respectivamente.



