ONU cita falhas de estrutura e exige mais segurança na COP30 em carta ao governo Lula
João Gabriel / FOLHA DE SP
A ONU criticou a organização da COP30, a conferência sobre mudança climática realizada em Belém (PA), pelo que considerou falhas de infraestrutura e de segurança. A entidade também exigiu que os problemas sejam resolvidos.
Os pedidos foram feitos após manifestantes quase conseguirem entrar na zona reservada do pavilhão onde acontecem as negociações diplomáticas.
O secretário-executivo da UNFCCC (o braço climático das Nações Unidas), Simon Stiell, assinou uma carta nesta quarta-feira (12) demandando que a proteção seja reforçada e os problemas (como alagamentos e altas temperatura no ambiente), resolvidos.
O documento, revelado primeiramente pela Bloomberg e ao qual a Folha também teve acesso, foi enviado ao ministro Rui Costa, da Casa Civil, e ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30.
Stiell lista cinco falhas na proteção do local. "Eu agradeceria se nós pudéssemos receber a confirmação de que as medidas apropriadas de segurança, ressaltadas acima, serão colocadas em prática até o final do dia", diz o texto.
Procurada, a Casa Civil, responsável pela infraestrutura e logística da COP30, afirmou que vem atendendo todas as demandas, o que inclui "reposicionamento e ampliação de forças", "climatização dos espaços" e "correção na estrutura".
"Todas as questões vêm sendo tratadas diariamente nos pontos de controle realizados em conjunto com a UNFCCC, garantindo a correção contínua de temas inerentes a um evento dessa dimensão", diz a pasta, em nota.
O governo de Helder Barbalho (MDB) também é copiado no documento. Procurada pela reportagem, a gestão estadual não respondeu.
A UNFCCC e a organização da conferência vão se reuniram na tarde desta quinta-feira para discutir o tema.
Segundo uma pessoa que esteve neste encontro, ele serviu para dar um tom de que as coisas estão sendo resolvidas: a segurança foi reforçada e o ar condicionado, melhorado, por exemplo.
Ainda de acordo com este interlocutor, a tensão não foi suficiente para afetar as negociações climáticas, o que era uma das principais preocupações da diplomacia brasileira.
Como mostrou a Folha, meses antes da conferência começar, dezenas de negociadores assinaram uma carta endereçada ao governo Lula e a Stiell pressionando para que a COP30 fosse transferida, ao menos em parte, para outra cidade ---as reclamações eram em razão dos altos preços de hospedagem e dos problemas de infraestrutura da capital paraense.
O Executivo optou por mantê-la em Belém e o próprio presidente destacou, em seu discurso, que isso demonstrava um ato de coragem. O petista argumenta que seria mais fácil realizar o evento em uma cidade pronta para recebê-lo, porém destacou a imporância de sediar as reuniões climáticas na amazônia pela primeira vez.
Pela divisão de atribuições, a segurança da chamada zona azul, o pavilhão reservado apenas a pessoas credenciadas e onde acontecem as negociações, é atribuição da ONU. Mas o entorno, fica à cargo do governo brasileiro, que isolou a área e inclusive decretou uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para que as Forças Armadas pudessem atuar na região.
Mesmo assim, na última terça-feira (11), manifestantes conseguiram romper as barricadas nos arredores do local e chegaram até a entrada do prédio principal, e foram impedidos apenas quando já estavam na área de raio-x, quando os policiais da ONU reprimiram o ato.
Após o incidente, a segurança foi visivelmente reforçada na região do pavilhão.
Na carta desta quarta, Stiell fala em "preocupações urgentes" e diz que há falhas de segurança na entrada e saída de autoridades, além de vulnerabilidades dentro da zona azul; reclama de pouca força física nos arredores da conferência, inclusive portas e portões de "má qualidade" e que "não puderam ser guardados durante a invasão de 11 de novembro".
Também diz que o Brasil não disponibilizou a quantidade de pessoas acordada para a zona azul, o que inclui as forças estaduais do governo do Pará, e relata que a Polícia Federal afirmou ter sido instruída pela Casa Civil a não intervir em dispersão de manifestantes ---o que é uma contravenção ao planeamento da COP, segundo Stiell.
O documento faz uma reconstituição do dia do protesto e diz que os manifestantes conseguiram avançar "desinpedidos para dentro da blue zone, sob a observação das autoridades brasileiras que falharam em agir ou seguir o plano de segurança combinado".
"Isso representa uma série brecha na estrutura de segurança estabelecida e levanta preocupações significantes sobre a cooperação do país anfitrião com suas obrigações de segurança", prossegue.
O relato dá conta ainda que, após o evento foi feita uma reunião de emergência na qual se acordou por reforçar a segurança, mas que na manhã de quarta, as novas medidas não haviam sido tomadas devidamente ---desde então, pequenas ações foram implementadas, diz a carta.
O documento também cita as altas temperaturas registradas no pavilhão e afirma que o ar-condicionado é inadequado. Há ainda reclamações de que as chuvas alagaram partes da estrutura e de baixa qualidade das instalações dos escritórios e de outras estruturas dedicadas às delegações.
Segundo a carta, o calor já causa preocupações de saúde entre os participantes. Stiell também lembra que as tempestades são constantes em Belém, e que há receio de que a água (que entra pelo chão e pelo teto) possa expor os participantes ao risco de choques elétricos.
"Mesmo com os custos consideráveis pagos pelas partes por seus escritórios e espaços no pavilhão, as condições entregues em diversos casos estão muito abaixo dos padrões acordados e, em algumas situações, não são adequadas para uso", diz o texto.
O documento cita ainda muitas reclamações sobre a qualidade dos banheiros, que chegaram a ser interditados para reparos durante a conferência.
"Esses problemas criaram considerável desconforto e preocupação reputacional nas delegações e participantes", diz Stiell, que pede o "profissionalismo, a segurança e a inclusão esperadas de uma conferência das Nações Unidas de importância global".

Duas cidades do Ceará estão entre as 10 melhores do Nordeste em qualificação de servidores públicos

Sobral, que tem cerca de 61% de servidores com formação superior, também evoluiu o desempenho: subiu 119 em comparação com o ranking anterior e chegou às 100 primeiras colocações do Brasil. A 'Princesinha do Norte' é a cidade que não é capital melhor posicionada no indicador.
Crato, no Cariri, é o terceiro município cearense com melhor formação dos seus servidores: cerca de 55% concluíram o ensino superior. A média de qualificação dos servidores municipais no Ceará é de 46%, ligeiramente abaixo da média nacional, que é de 49%.
VEJA O RANKING DE MUNICÍPIOS DO NORDESTE COM MAIOR QUALIFICAÇÃO DE SERVIDORES
- Fortaleza (CE) - 79,21%
- Parnamirim (RN) - 69,35%
- Salvador (BA) - 66,01%
- Natal (RN) - 65,26%
- Olinda (PE) - 64,64%
- João Pessoa (PB) - 63,04%
- Sobral (CE) - 61,56%
- Recife (PE) - 61,47%
- Feira de Santana (BA) - 60,91%
- Jaboatão dos Guararapes (PE) - 60,78%
PROFISSIONALIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO
Avaliar a qualificação dos servidores é importante diante da necessidade de profissionalização da gestão pública no Brasil, destaca Carla Marinho, head de Relações Governamentais e Competitividade do CLP.
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Cada um no seu quadrado
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes parece decidido a atuar como uma espécie de corregedor de polícia, na condição de relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, a chamada ADPF das Favelas.
Moraes determinou que o governo do Rio detalhasse o planejamento da recente operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão que deixou 121 mortos, incluindo 4 policiais; exigiu o envio, ao STF, de provas, relatórios de inteligência que embasaram a ação e laudos necroscópicos; e ordenou a suspensão de uma investigação da Polícia Civil fluminense sobre o traslado irregular dos corpos e deu prazo de 48 horas para que o delegado responsável prestasse informações a seu gabinete. Moraes ainda interveio em uma decisão do Conselho Nacional do Ministério Público para anular a decisão de uma conselheira que havia resguardado a competência do Ministério Público do Rio – acusado de “não ter independência” para atuar no caso por ter participado do planejamento da operação, como se o parquet fosse um monólito.
Na superfície, essa incrível sucessão de decisões pode parecer zelo. Na verdade, é mais um avanço indevido de Moraes sobre competências alheias. À luz da Constituição, o controle externo da atividade policial cabe ao Ministério Público, não ao Judiciário. O comando e o planejamento das operações cabem ao Executivo estadual. O processo e julgamento dos policiais que eventualmente tenham descumprido a lei no exercício do dever cabe ao Tribunal de Justiça do Estado. Portanto, o voluntarismo de Moraes desfigura a separação de Poderes e subverte o pacto federativo.
Não há dúvida de que a atividade policial, sobretudo incursões que resultam em morte, tem de ser investigada com todo o rigor. O País não pode naturalizar torturas, abusos de toda sorte e execuções sumárias praticados por policiais treinados e armados para agir dentro da lei em nome do Estado, como legítimo detentor do monopólio da violência. O problema não está, portanto, no escrutínio das ações policiais, mas em quem o realiza e de que forma. O Estado de Direito se enfraquece quando um ministro do STF concentra funções típicas do Executivo e do Ministério Público. Ainda que se presuma que Moraes esteja bem-intencionado, suas decisões recendem a arbítrio, o que é sempre nocivo.
A República pressupõe a distribuição de papéis e responsabilidades justamente para impedir a concentração de poder. Quando um ministro do STF assume funções que devem ser exercidas por outros atores institucionais, esse pilar do regime republicano desmorona. A democracia não se fortalece pela ação solitária de servidores públicos, mas pelo respeito de cada Poder às suas limitações.
O zelo com os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos e com a legalidade das operações policiais deve ser exigido e fiscalizado, sim, mas dentro dos marcos institucionais vigentes. Quando a vontade individual de um ministro se sobrepõe a esse arranjo, não se está corrigindo eventuais abusos, mas criando outros.
Fim da Cracolândia é triunfo da cidadania
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
A Cracolândia, como cena aberta e permanente de consumo de drogas no centro de São Paulo, acabou. Aquele cenário deplorável que por muitos anos degradou uma das regiões mais importantes da cidade – com milhares de dependentes químicos vagando à mercê da exploração de sua miséria física e psíquica por criminosos – parece ter ficado no passado. A transformação é visível, como este jornal verificou em recente reportagem. O que hoje se vê nas ruas outrora tomadas pelo chamado “fluxo” é outra realidade – resultado, deve-se reconhecer e aplaudir, de ações firmes e coordenadas do governo do Estado e da prefeitura da capital paulista.
Isso não é obra do acaso, mas de políticas públicas bem executadas. Em maio, o fluxo de usuários simplesmente sumiu da Rua dos Protestantes. A súbita ausência dos dependentes químicos surpreendeu moradores e comerciantes da região, acostumados à rotina de medo, sujeira e desordem. Desde então, o que restou foram pequenos grupos de dependentes dispersos, cuja eventual aglomeração é rapidamente desfeita pela polícia a partir do monitoramento das câmeras de segurança dos programas Smart Sampa (do Município) e Muralha Paulista (do Estado). E, de todo modo, essa situação não é nada remotamente comparável à massa humana que ocupava quarteirões inteiros da Rua Helvétia e da Praça Princesa Isabel, entre outros logradouros.
Isso atesta o acerto da estratégia do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, que combinou firmeza policial e acolhimento médico-social – uma abordagem multidisciplinar que, à luz dos fatos, é inédita em São Paulo. O resultado é visível, seja na paisagem urbana, seja nos dados. De acordo com o governo paulista, a maioria dos usuários que integravam o antigo fluxo está internada para tratamento de reabilitação em hospitais especializados ou faz parte de comunidades terapêuticas.
Mas não resta dúvida de que o fator decisivo para o fim da Cracolândia foi a ação policial de inteligência e repressão ao tráfico de drogas. A Cracolândia nunca foi apenas uma questão social. Era, antes de tudo, um mercado de drogas ao ar livre controlado a ferro e fogo pelo PCC. Recentes operações policiais e do Ministério Público enfraqueceram o domínio da facção no Centro, especialmente na Favela do Moinho, tida como espécie de base logística para o tráfico local. Sem a presença ostensiva de traficantes, a oferta de drogas caiu e o fluxo, privado de seu principal insumo, se desfez.
Mas o aparente sucesso dessa nova política não se limita à repressão. A diferença, desta vez, é que o Estado não se limitou a “limpar” a área. Empenhou-se no tratamento dos cidadãos em flagrante estado de vulnerabilidade, que deixaram de ser vistos como caso de polícia e passaram a ser atendidos como pacientes em sofrimento. O Hub de Cuidados – espaço de acolhimento e encaminhamento instalado na região central – tornou-se o símbolo desta nova gestão, tendo direcionado apenas este ano cerca de 180 pessoas por semana, em média, para os centros de atenção da Prefeitura.
A percepção de mudança é compartilhada por quem vive no entorno do que foi a Cracolândia. “Não existe mais aquela aglomeração sem controle, a gente não podia circular por várias ruas”, disse Iézio Silva, presidente da Associação de Moradores Campos Elísios Melhor, ao Estadão. Depois de tantos anos de abandono, a percepção de segurança começa a voltar à região central de São Paulo. Mais do que isso: os que lá vivem ou trabalham voltaram a se sentir cidadãos dignos da atenção do poder público.
A Defensoria Pública, por sua vez, manifestou preocupação com a continuidade do atendimento aos dependentes químicos, agora espalhados por diferentes pontos da cidade. A instituição argumenta que o rompimento de “vínculos estabelecidos” entre assistentes sociais e usuários pode comprometer a reabilitação. É uma ponderação válida, mas que não deve ofuscar o essencial: a Cracolândia, tal como existia, era uma infâmia – um retrato vergonhoso da ausência do Estado numa porção de seu território exposta à exploração da miséria humana pelo crime organizado.
Regulamentação do transporte por mototáxi exige atenção do Congresso
Por Editorial / O GLOBO
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O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou a lei estadual de São Paulo que restringia o transporte remunerado de passageiros por aplicativos de mototáxi. A Corte afirmou que apenas o Congresso tem competência para legislar sobre a matéria. Mas a decisão está longe de encerrar as contendas deflagradas pela proliferação de mototaxistas nas cidades brasileiras.
A Prefeitura de São Paulo, onde a atividade foi vetada, criticou a liberação. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que ela será respeitada, mas argumentou que desconsidera os riscos associados ao transporte de passageiros por motocicleta. Apenas no ano passado, disse ele, a capital paulista registrou 483 mortes em acidentes de moto, 20% a mais que no ano anterior.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas como Uber e 99, considerou que a decisão traz segurança jurídica ao setor. Em seus embates com governos, os aplicativos de transporte costumam invocar a lei federal de 2018 que autorizou esse tipo de serviço em todo o país. A legislação delegou aos municípios e ao Distrito Federal competência para regulamentar e fiscalizar a atividade, mas eles não podem proibi-la. A lei foi um avanço, numa época em que prefeituras, pressionadas por corporações de taxistas, tentavam barrar o avanço do transporte por aplicativo. Não fazia sentido vetá-los. Na época, porém, o mototáxi era incipiente.
A preocupação com a segurança é pertinente, diante do trânsito caótico das grandes cidades. No primeiro semestre deste ano, houve 7,4 mortes por dia envolvendo motociclistas só no Estado de São Paulo, aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. A situação se repete noutros estados e capitais. Em 2024, dos 73.919 acidentes de trânsito no Estado do Rio, cerca de 60% envolviam motos. Na capital fluminense, o percentual foi ainda maior: 77%.
Não se devem criar amarras para que empresas privadas atendam à demanda da população por transporte, seja de que tipo for. Mas cabe ao poder público atuar para reduzir as mortes no trânsito. Há perdas para as famílias, lesões que por vezes deixam a vítima incapacitada ao trabalho e gastos na rede de saúde. Tudo isso também é da conta de estados e prefeituras.
Em meio às lacunas deixadas pela lei, o Congresso faria bem se revisitasse o tema diante de uma nova perspectiva. Não se trata mais de garantir a startups o direito legítimo de exercer sua atividade econômica. Mas de assegurar também a saúde e a vida de motociclistas e passageiros. As prefeituras, que podem regulamentar e fiscalizar o serviço, deveriam estabelecer regras mais rigorosas para esse tipo de transporte. É inegável que o mototáxi se expandiu em decorrência da rapidez, da praticidade e das tarifas competitivas. É preciso estabelecer um equilíbrio entre as demandas dos cidadãos, o interesse das empresas e as obrigações do poder público, sem perder de vista que o mais importante é o passageiro chegar ao destino em segurança.
COP-30: manifestantes tentam invadir área da ONU e espaço é isolado após tumulto
Por Paula Ferreira e Carla Menezes / O ESTADÃO DE SP
ENVIADAS ESPECIAIS A BELÉM - Uma confusão terminou em correria e quebra-quebra no acesso à Zona Azul da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30), em Belém, nesta terça-feira, 11.
Um grupo de indígenas tentou acessar a área restrita a pessoas credenciadas e foi contido pela segurança. Os manifestantes conseguiram ultrapassar o sistema de Raio-X, mas foram parados por um bloqueio de segurança antes de acessarem o local. Portas da entrada foram quebradas.
Em nota, a ONU informou que dois seguranças ficaram feridos. “As equipes de segurança brasileiras e da ONU tomaram medidas de proteção para garantir a segurança do local, seguindo todos os protocolos de segurança estabelecidos. As autoridades brasileiras e da ONU estão investigando o incidente. O local está totalmente seguro, e as negociações da COP continuam normalmente”, diz o texto.
Os indígenas protestavam com uma bandeira “Palestina livre” e contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na foz do Rio Amazonas.
Os manifestantes participavam de uma marcha, mas, em vez de seguir o trajeto, se separaram do grupo principal e foram para o Parque da Cidade tentar entrar na Zona Azul. Em nota, a organização da “Marcha pela Saúde e Clima” afirmou que “os atos que ocorreram após a marcha não fazem parte da organização do evento e que respeita as instituições organizadoras da COP-30 e “o compromisso com uma Amazônia viva, saudável e sustentável para todos.”
Vídeos obtidos pela reportagem do Estadão mostram os manifestantes gritando palavras de ordem em defesa da taxação de grandes fortunas, enquanto seguranças tentam retirá-los da Zona Azul. Alguns manifestantes subiram em mesas com faixas de protesto. Outros empunhavam bandeiras, bastões, megafones, arcos e flechas.
A invasão durou alguns minutos. Após a expulsão dos manifestantes, seguranças fecharam a Zona Azul e pediram que os participantes credenciados da COP que estivessem na área deixassem o local. Foi formado um cordão de isolamento e a segurança foi ampliada no local, inclusive com homens fortemente armados.

