Gerdau investe R$ 200 milhões e reabre siderúrgica em Maracanaú com foco no mercado nacional
Segundo a empresa, a produção de aço da unidade é voltadapara abastecer o mercado interno, principalmente na construção civil.
Com novos equipamentos da área da aciaria, a unidade vai passar a produzir tarugos de 12 metros de comprimento.
Barras maciças de aço, os tarugos são produtos semiacabados que podem ser utilizados para a fabricação de peças de diversos segmentos na indústria.
Antes da modernização, a Gerdau de Maracanaú produzia peças de 6 metros de comprimento.
Esse aumento “traz um ganho de produtividade muito grande, melhora a eficiência e melhora o custo, então a unidade fica mais competitiva”, explica o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, André Gerdau Johannpeter.
Além de Johannpeter, também estiveram presentes na solenidade o Governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e do Prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (União Brasil).
Prioridade para o mercado nacional
O presidente do Conselho de Administração da siderúrgica explica que a produção da Gerdau em Maracanaú tem como foco principal o mercado interno, que é “fortemente impactado pela entrada excessiva de aço importado”, e reforça o atendimento aos clientes das regiões Norte e Nordeste do País.
Durante o evento, o governador destacou a importância de o mercado interno brasileiro e a indústria nacional serem priorizados, uma vez que a concorrência mundial nem sempre segue “uma competição justa”. Nesse contexto, o chefe do Executivo estadual incentiva que a indústria da construção civil utilize prioritariamente o aço produzido no País. “Isso significa riqueza, trabalho, salário e emprego para o nosso povo”, afirmou.
Em entrevista coletiva, André Gerdau Johannpeter destacou o aumento da importação de aço nos últimos anos, com preços considerados desleais, podendo ameaçar o mercado interno a longo prazo.
“A importação de aço sempre existiu no Brasil e é normal, como em vários países. Normalmente, a importação era entre 10% e 12% do consumo nacional e, nos últimos três anos, foi a 22%. O Brasil importava 2,2 milhões de toneladas de aço e, no ano passado, fechou em 5,7 milhões, praticamente triplicou”, contextualizou.
O governador destacou medidas adotadas pelo presidente Lula (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para proteger o mercado nacional de aço.
Medidas de proteção ao mercado interno
Na última quarta-feira (28), o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou um conjunto de medidas de defesa comercial e realinhamento tarifário para fortalecer a competitividade da indústria nacional.
Comércio e Serviços (MDIC), está a aplicação de direito antidumping definitivo, com vigência de cinco anos, às importações de aços pré-pintados da China e da Índia.
Também foi aprovada a elevação tarifária para mais nove Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCMs) do aço, por doze meses, com tarifas de importação que passaram para 25%.

PT instaura sindicância ética após Pedro Lobo ser preso suspeito por importunação sexual
O Partido dos Trabalhadores do Ceará decidiu instaurar uma sindicância ética para apurar o caso de importunação sexual que resultou na prisão do suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT). Nesta segunda-feira (2), o partido ainda determinou a suspensão temporária da filiação enquanto durar a apuração.
O parlamentar foi detido por suspeita de importunação sexual no Aeroporto de Juazeiro do Norte, na região do Cariri, após ser acusado de encostar nas partes íntimas de uma passageira durante o desembarque no terminal, na madrugada desta segunda. A defesa de Pedro Lucas classificou a ocorrência como um "mal-entendido".
"Como medida excepcional, provisória e cautelar, o PT Ceará determinou a suspensão temporária da filiação enquanto durar a apuração, reafirmando seu compromisso com a ética e com a preservação da confiança da sociedade no partido", compartilhou, em nota.
O partido ainda reafirmou que não compactua com qualquer forma de violência, e que seguirá atuando com responsabilidade. "Por fim, a apuração seguirá garantindo o contraditório, a ampla defesa e a presunção de não culpabilidade, conforme o Estatuto e o Código de Ética do Partido".
Presidente da Alece cita 'tolerância zero' para importunação sexual
Ao ser questionado sobre o assunto, nesta segunda, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), declarou ter "tolerância zero" para casos de importunação sexual, classificando como "inadmissível". No entanto, também salientou o direito ao contraditório e à ampla defesa.
"Nós soubemos agora, dentro da sessão inicial, eu ainda não sei os detalhes, mas ele tem o contraditório e a ampla defesa. Desde já, reforçar que a tolerância é zero. Nós não compactuamos, seja suplente de deputado ou seja qualquer profissional de qualquer profissão. O homem brasileiro tem que respeitar a mulher e a mulher tem que cada vez mais denunciar se se sentir agredida", disse.
A Secretaria das Mulheres do PT Ceará também se pronunciou sobre o caso, repudiando veementemente qualquer tipo de violência contra as mulheres.
Confira nota completa do PT Ceará
"O Partido dos Trabalhadores do Ceará informa que decidiu instaurar uma sindicância ética para apurar fatos de grande repercussão pública envolvendo o filiado Pedro Lobo, suplente de deputado estadual.
A decisão foi tomada com responsabilidade e respeito às normas do PT. A sindicância é uma etapa preliminar, que não significa julgamento antecipado, mas tem como objetivo apurar os fatos com seriedade, transparência e dentro do devido processo.
Como medida excepcional, provisória e cautelar, o PT Ceará determinou a suspensão temporária da filiação enquanto durar a apuração, reafirmando seu compromisso com a ética e com a preservação da confiança da sociedade no partido.
O PT tem um compromisso histórico e inegociável com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres, com o enfrentamento a todas as formas de violência, assédio e discriminação. Esses valores fazem parte da nossa história, da nossa militância e da nossa atuação política.
Reafirmamos que não compactuamos com qualquer forma de violência e seguiremos atuando com responsabilidade, respeito às mulheres e compromisso com a verdade.
Por fim, a apuração seguirá garantindo o contraditório, a ampla defesa e a presunção de não culpabilidade, conforme o Estatuto e o Código de Ética do Partido".
Cortesia com o chapéu alheio
Por Notas & Informações / O ESTADAO DE SP
O governo Luiz Inácio Lula da Silva acaba de editar uma medida provisória (MP) para garantir aumento real ao piso nacional dos professores da educação básica. A proposta eleva os salários dos docentes da rede pública em 5,4%, de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, e tem efeito imediato, o que possibilita que seja aplicado já na próxima folha de pagamento pelos Estados e municípios enquanto tramita no Congresso.
Pela regra atual, o piso seria elevado em 0,37%, mesmo índice que reajusta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), principal fonte de custeio do ensino, por meio do qual o governo federal repassa recursos para assegurar que Estados e municípios atinjam um valor anual mínimo de gastos estipulado por aluno.
Sem a mudança, o porcentual de reajuste teria sido, de fato, irrisório, bem inferior à inflação do ano passado, de 3,90%, e equivalente a apenas R$ 18. Em 2025, porém, a alta havia sido de 6,27%, acima do INPC de 2024, de 4,77%, e, em 2022, de 33,24%, o triplo da inflação de 10,16% registrada em 2021 – não por acaso, também em um período próximo às eleições.
A enorme variação do reajuste de um ano para o outro jogava a favor de um índice mais previsível, mas o governo federal não conseguiu fechar um acordo com Estados e municípios e preferiu editar a MP por conta própria. A partir de agora, o piso nacional do magistério será reajustado pela soma da inflação do ano anterior, medida pelo INPC, mais 50% da média do aumento do Fundeb nos cinco anos anteriores – proposta que, por sinal, era a sugestão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Para o presidente Lula e seu ministro da Educação, Camilo Santana, que tem mandato como senador assegurado até 2031 e tem sido cotado para disputar o governo do Ceará, o reajuste será uma bandeira eleitoral. Já para os governadores e prefeitos, que terão de arcar com a conta dessa bondade, será um problema e tanto – afinal, há cerca de 2 milhões de docentes na educação básica.
Não se trata de uma questão de mérito, mas de capacidade de pagamento. Ninguém é contra a valorização das carreiras no magistério, sobretudo na rede pública, mas a questão é que nem os Estados nem os municípios esperavam ter de arcar com um reajuste salarial dessa monta, sobretudo os municípios de menor porte, que não possuem fontes próprias de arrecadação e dependem fundamentalmente de transferências para se sustentar.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) disse que a medida terá impacto de R$ 8 bilhões e classificou a proposta de oportunista e eleitoreira. Mas é improvável que, em pleno ano eleitoral, governadores e prefeitos estejam dispostos a comprar uma briga com o magistério ou que o Congresso coloque obstáculos para aprovar a MP.
A Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP), por sua vez, cobra da União que faça repasses complementares de recursos para ajudar os municípios menores a cumprirem o piso. Resta saber se o governo federal atenderá ao pedido. Mais provável, no entanto, é que a União deixe tudo como está, o que seria uma legítima cortesia com o chapéu alheio.
O parasitismo das big techs
Por Notas & Informações / O GLOBO
Cinco grandes empresas jornalísticas dos EUA deflagraram uma nova ofensiva judicial contra o Google, acusando a big tech de práticas “enganosas e manipuladoras” no mercado publicitário digital. Trata-se de mais um capítulo de uma disputa que, em essência, diz respeito à valorização do jornalismo profissional como o mediador fundamental na democracia. Se a base econômica do jornalismo profissional continuar a ser erodida pelo parasitismo das big techs, o debate público tende a empobrecer ainda mais, com graves consequências para as sociedades abertas.
Os processos movidos por The Atlantic, McClatchy, Vox Media, Condé Nast e Penske Media lançam luz sobre um problema que há anos se instalou na área de comunicação: a captura, por empresas de tecnologia (não de jornalismo), da maior parte das receitas publicitárias geradas pela circulação de conteúdo jornalístico profissional. A publicidade, historicamente um dos esteios do financiamento da imprensa independente, tem sido drenada para plataformas digitais orientadas por algoritmos que organizam a distribuição de informações segundo critérios de engajamento e rentabilidade, não de interesse público.
Antes o problema estivesse circunscrito à apropriação de conteúdo jornalístico por buscadores como o Google sem a devida contrapartida comercial. O cenário atual é bem mais abrangente. É preciso expandir essa obrigação às big techs que controlam as redes sociais e, sobretudo, às empresas desenvolvedoras de ferramentas de inteligência artificial, que, para treinar seus modelos algorítmicos, exploram material jornalístico muito além do fair use. Trata-se de outro desdobramento de um processo sistemático de apropriação de conteúdo produzido por terceiros que só agrava a asfixia financeira da imprensa independente.
Esse deslocamento de recursos criou um círculo vicioso. Empresas jornalísticas mobilizam enormes esforços humanos e financeiros para produzir informação verificada e eticamente apurada. Esse conteúdo, essencial para a formação de cidadãos bem informados, circula amplamente nas plataformas digitais, garantindo às big techs audiência e faturamento publicitário. No entanto, a contrapartida financeira para quem produz a informação, quando há, é irrisória. Ou seja, o valor gerado pelo jornalismo profissional quase nunca retorna às empresas que o produziram na medida justa.
Quando a mediação profissional do debate público perde sua sustentação econômica, sobretudo por concorrência desleal, o jornalismo independente perde força. O resultado concreto disso é o enfraquecimento da fiscalização do poder, o que abre um abismo no qual vicejam mentiras, distorções da realidade factual e teorias conspiratórias.
Sociedades no mundo inteiro lidam com os efeitos deletérios dessa desordem informacional. Isso corrói a confiança entre cidadãos – e entre estes e as instituições –, impede a formação de consensos mínimos sobre o que é fato e, assim, oblitera as chances de haver um diálogo racional sobre questões de interesse comum. Com seus métodos rigorosos e imperativos éticos, o jornalismo profissional é a fonte de lucidez em meio a esse caos.
É verdade que parte significativa dos usuários das redes sociais se vale dessas plataformas para consumir ou disseminar conteúdos falsos ou abjetos. Mas também é inegável que milhões de pessoas, no Brasil e no mundo, utilizam as redes como porta de entrada para a informação jornalística confiável. As plataformas se beneficiam dessa função de “ponte”, digamos assim.
Como já defendemos nesta página, é imperativo que as big techs remunerem satisfatoriamente as empresas jornalísticas pelo uso de conteúdos que lhes geram vultosa receita. Não por benevolência, mas por se tratar de uma retribuição justa.
Os processos ora iniciados nos EUA, que não são os primeiros nem serão os últimos, reafirmam que o modelo atual é insustentável. Para preservar uma ordem informacional minimamente saudável, é preciso enfrentar o desequilíbrio de poder entre as big techs e as empresas jornalísticas. Sem o jornalismo profissional forte, independente e economicamente sustentável, a democracia perde um de seus pilares. E isso é um risco que jamais pode ser negligenciado.
Medo de escândalo do Master pode gerar trégua entre governo Lula e Congresso
Por Leticia Fernandes O ESTADÃO DE SP
O início dos trabalhos legislativos nessa segunda-feira, 2, em Brasília, foi marcado por um clima cordial, com direito a sorrisos e cumprimentos efusivos do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para ministros do governo Lula.
Nos bastidores, governistas e integrantes da oposição avaliaram, após a leitura das mensagens de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a relação com o governo poderá ter um ‘clima zen’ em 2026, com a pauta do País. O motivo: o medo do Master deve provocar um recuo coletivo.
Isso apesar dos temas que causam desconforto entre os dois Poderes, como a votação do veto da Dosimetria, a indicação de Jorge Messias para o STF e os textos da PEC da Segurança e do PL Antifacção. Com os ambientes de Executivo e Legislativo contaminados pelo escândalo do banco Master, o embate tende a arrefecer.
O tema do banco de Daniel Vorcaro também deve dominar a reunião de líderes desta terça, 3, após o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolar um requerimento para instaurar uma CPI que investigue as irregularidades do Master. Mas, no atual clima, CPI vira discurso, porque não há vontade real da maioria para investigar em ano eleitoral.
À Coluna do Estadão, o ex-governador do Distrito Federal admitiu não haver vontade política no Congresso para investigar o caso, mas disse que pediu ao líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette (SP), que leve o assunto à reunião com Hugo Motta. “Não há justificativa para não instalar a CPI do Master. Tem que ter pressão, esta Casa só funciona sob pressão”, disse o deputado.
Abraços e sorrisos
Davi Alcolumbre chegou ao Salão Negro do Parlamento, na tarde desta segunda, com um amplo sorriso no rosto, cumprimentando com empolgação os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, além dos líderes do governo na Câmara, José Guimarães, e no Senado, Jaques Wagner.
“Quanto tempo”, dizia, sorridente, aos presentes que o esperavam no alto da rampa que dá acesso à entrada do Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta, manteve postura mais comedida nos cumprimentos e se manteve sério na maior parte do tempo. No plenário da Câmara, havia poucos parlamentares de oposição, tanto que alguns optaram por assistir à cerimônia fechados em seus gabinetes, caso do deputado Alberto Fraga (PL-DF).
Apesar do clima conciliador, Motta e Alcolumbre reforçaram, ao se dirigirem aos pares na abertura dos trabalhos do Congresso, as prerrogativas do Legislativo e defenderam a liberação de emendas por parte do governo. Esse round, porém, será enfrentado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Foi inadequado o veto de Lula que ajuda as SAFs e prejudica os clubes
Por Editorial / O GLOBO
No dia da votação final do projeto da reforma tributária no Senado, foi incluída uma emenda de redação que igualava em 4% a taxação da receita bruta dos clubes associativos e das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou esse artigo, em prejuízo dos clubes. Com o veto presidencial, a tributação deles ficou em 15,5%, e a das SAFs em 6%. O resultado é que há uma compreensível mobilização no Congresso para derrubar o veto. Faz sentido. A escolha do modelo de gestão deve ser prerrogativa dos associados dos clubes, e não resultado de incentivos criados pelo governo.
Durante muito tempo, o futebol brasileiro padeceu de enormes problemas de gestão. Um passo importante na direção da profissionalização foi dado com a criação das SAFs, modelo inspirado em outros países que cria empresas específicas para gerir o esporte. Mas nem todos os clubes brasileiros aderiram. Entre os grandes, Flamengo e Palmeiras — nos últimos anos protagonistas no Brasileiro e na Libertadores — se mantêm como clubes associativos. Corinthians, São Paulo, Santos, Grêmio e Internacional também não se converteram em SAF.
Não há um caminho único para a recuperação administrativa de clubes de futebol. Tudo depende da qualidade da gestão. O Cruzeiro, endividado, sem dinheiro, criou uma SAF, atraiu investidores, renegociou dívidas e se aprumou. Mas SAFs também estão sujeitas a percalços. O Vasco atraiu investidores para uma SAF que se revelou incapaz de entregar as promessas — e o contrato acabou rompido. Em 2022, o Botafogo atraiu o investidor americano John Textor, acionista majoritário da holding de clubes de futebol Eagle. Ele equacionou os problemas financeiros e, em 2024, o Botafogo foi campeão do Brasileiro e da Libertadores. Mas a Eagle foi levada a socorrer o Lyon, na França, ameaçado de cair para a Segunda Divisão. Para evitar que isso ocorresse, Textor foi buscar dinheiro na venda de jogadores do Botafogo sem que os sócios do clube ou torcedores pudessem dizer algo a respeito.
Os clubes também podem oscilar, a depender da formação de grupos majoritários entre os sócios. O Corinthians, no ano passado, aprovou o impeachment de seu presidente e nos últimos dias entrou numa fase mais auspiciosa. A regra deve ser a profissionalização. Mas a maneira de alcançá-la não é única. Na Espanha, existem desde os anos 1990 as Sociedades Anónimas Deportivas, mas Real Madrid, Barcelona — duas forças no futebol mundial — e Athletic Club (de Bilbao) continuam como clubes associativos. Na Alemanha, o clube controla o futebol profissional, com 51% do poder de decisão. E há restrições impedindo casos como o esvaziamento do Botafogo por Textor. As restrições não enfraquecem o futebol alemão. Por tudo isso, não faz sentido estabelecer regras tributárias mais generosas para um modelo em detrimento do outro. O melhor a fazer é derrubar o veto de Lula e equiparar o tratamento tributário entre SAFs e clubes associativos.

