'Bolsokid': filho mais novo de Bolsonaro atrai fãs com transmissão de games de até 5 horas
SÃO PAULO - Único filho homem do presidente Jair Bolsonaro que ainda não entrou na política,Renan Bolsonaro , de 20 anos, parece ter o mesmo apreço pelas redes sociais que seu pai e seus irmãos. Mas em vez de falar de política, o foco de Renan é videogame. O garoto tem colecionado fãs transmitindo ao vivo partidas de League of Legends (LoL), um dos jogos mais populares do mundo, cujas partidas chegam a demorar cinco horas, e adotou o apelido de " Bolsokid ".
Renan tem contas em todas as principais redes sociais, inclusive no Twitch, uma plataforma de transmissões de vídeos ao vivo. No Youtube, ele trata com bom humor a relação com o presidente da República. “Filho do Bolsonaro joga LoL?” é o título de um vídeo, uma edição de "melhores momentos" dos seus jogos.
Além de adotar o apelido "BolsoKid", Renan se apresenta com um avatar, um desenho, em que é um personagem que sempre usa terno azul e gravata preta. Em novembro de 2018, ele foi fotografado com esses trajes ao lado dos irmãos Eduardo e Flavio numa cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF) com o ministro Dias Toffoli.
DEM recupera sob Bolsonaro força da Era FHC.
A última novidade da política brasileira é uma sigla que Lula, no auge de sua popularidade, em 2010, prometera "extirpar" do cenário nacional: o PFL. Hoje, batizado de DEM, o partido acaba de recuperar, sob Jair Bolsonaro, espaço semelhante ao que ocupou na Era tucana de Fernando Henrique Cardoso. Voltou a presidir, simultaneamente, as duas Casas do Congresso Nacional.
Na Câmara, reelegeu-se Rodrigo Maia (RJ). No Senado, elegeu-se Davi Alcolumbre (AP). A dupla repete o feito alcançado no governo FHC por Antonio Carlos Magalhães, o ACM, e seu filho Luís Eduardo Magalhães. Hoje, como na época do velho pefelê, o DEM comandará a tramitação de uma agenda de reformas liberais que o Executivo enviará ao Congresso.
Eleito presidente do Senado, Alcolumbre fomenta dúvidas no Supremo
Rafael Moraes Moura e Renata Agostini, O Estado de S.Paulo
03 Fevereiro 2019 | 05h00
Atualizado 03 Fevereiro 2019 | 13h56
A reviravolta na disputa pelo comando do Senado, com a retirada da candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) e a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP), surpreendeu integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é a de que o novo presidente da Casa gera uma incógnita nas relações institucionais que deverão ser mantidas entre os poderes em meio à discussão de projetos com alto potencial de serem judicializados perante a Suprema Corte.
Uma das dúvidas que pairam sobre o novo comandante da Casa dentro do STF é se ele será capaz de construir maioria entre os parlamentares, costurar consensos dentro e fora do Congresso e conter eventuais excessos de medidas defendidas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).
A transmissão da conturbada sessão foi acompanhada por ministros do Supremo, que trocaram mensagens se mostrando incrédulos com o embate desenfreado entre os senadores. A disputa no Senado é importante porque muitas das decisões tomadas no Congresso são questionadas na Corte.
Justiça concede uma medida protetiva para mulheres a cada dois minutos
Marco Aurélio Canônico e Pedro Capetti* / O GLOBO
RIO — Há cinco anos, a goiana Barbara Penna, 24, sobreviveu por pouco a uma tentativa de feminicídio. Seu companheiro a espancou, ateou fogo nela e no apartamento em que viviam, em Porto Alegre. Depois, jogou a mulher da varanda do terceiro andar. No incêndio, morreram os dois filhos de Barbara — Isadora, de 2 anos, e João Henrique, quatro meses — e um vizinho de 76 anos que tentou ajudá-la. O agressor foi preso em flagrante. A prisão, no entanto, não encerrou o tormento da jovem: seu ex-sogro, advogado criminalista, passou a ameaçá-la. Foi o que a levou a pedir à Justiça uma medida protetiva contra ele.

— Ele vinha me ameaçando e deixou claro que iria me matar. Consegui uma medida protetiva em 2016, ela foi renovada em 2017 e expirou em abril do ano passado. Pedi outra renovação, mas a Justiça negou. Infelizmente, a gente tem de morrer para conseguir nossos direitos — diz Barbara.
Histórias de ameaças e agressões como as sofridas por Barbara podem ser quantificadas pelo número de medidas protetivas concedidas pela Justiça. Em 2018, foram ao menos 318.258, segundo dados compilados pelo GLOBO a partir de informações de 19 dos 27 tribunais de Justiça do país. Isso corresponde a uma medida concedida a cada dois minutos.
Bicicletas elétricas ganham espaço em cidades do interior e nas classes C e D
RIO - As vendas de bicicletas elétricas alcançaram 31 mil unidades no país em 2018, mais de dez vezes o registrado em 2010, quando estrearam no Brasil. Em quase duas décadas, foram vendidas 94 mil. Ainda restritas ao lazer de pessoas que podem pagar facilmente cerca de R$ 4 mil por um dos modelos, as magrelas com baterias começam a se popularizar. Com a comodidade de dispensar habilitação ou emplacamento, o baixo custo de manutenção e o surgimento de linhas de crédito, as bikes elétricas conquistam mais ciclistas em cidades do interior e nas classes C e D, que começam a descobrir as vantagens de ter aquele alívio nos pedais.
O Supremo e a política
Notas e Informações, O Estado de S.Paulo
03 Fevereiro 2019 | 04h00
Ao abrir o ano do Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que "a sujeição incondicional dos juízes à Constituição e às leis" é o que "legitima o Poder Judiciário a ocupar a posição estratégica de moderadora dos conflitos entre as pessoas, os Poderes e os entes da Federação". Esse é, de fato, o papel do Judiciário, mas há quem interprete essa condição como a de um Poder acima dos demais. Na cerimônia, como a ilustrar essa visão, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, disse que o Judiciário se tornou "Poder moderador", em razão do "desgaste do poder político", e que esse papel o Supremo "não pôde recusar". Ora, um poder moderador é, por definição, irresponsável e, sendo assim, incompatível com o Estado Democrático de Direito.


