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Papa admite que padres e bispos abusaram sexualmente de freiras

papa nos emirados

 

O Papa Francisco admitiu, nesta terça-feira (5), que padres e bispos abusaram sexualmente de freiras. A declaração foi dada no avião de volta à Itália, após viagem aos Emirados Árabes Unidos.

"Houve padres e também bispos que fizeram isso", reconheceu o sumo pontífice, que nunca havia abordado este assunto antes, ao ser questionado por uma jornalista.

Ele disse que é possível encontrar registros desses abusos "em todas as partes", mas estão mais presentes em "algumas congregações novas e em algumas regiões".

"Estivemos trabalhando por muito tempo sobre este assunto. Suspendemos vários clérigos, que foram despedidos por esta causa", afirmou Francisco, sem mencionar nomes, nem países.

"Não sei se o processo (canônico) terminou, mas também dissolvemos algumas congregações femininas que estiveram muito vinculadas a essa corrupção", acrescentou, destacando que a Igreja não pode se refugiar na negação.

"Temos que fazer algo mais? Sim. Temos a vontade de fazê-lo? Sim!", afirmou o sumo pontífice.

PORTAL G1

Nas ondas do rádio - MURILO DE ARAGÃO

O governo Jair Bolsonaro (PSL) não pode ser seriamente julgado com menos de um mês de existência. Até mesmo pelo fato de que todo governo que faz uma transição profunda começa meio confuso. Alguém se lembra do ministro Sérgio Motta, no início do governo FHC, distribuindo patadas e dizendo que era preciso acabar com a “masturbação sociológica”, ao se referir à atuação de outros ministérios? Ou que a primeira-dama, doutora Ruth Cardoso, que tinha restrições públicas à aliança do PSDB com o PFL? Lula também teve seus percalços. O superministro José Dirceu meteu os pés pelas mãos. Centralizou imenso poder na Casa Civil, não fez nada que prestasse e ainda se dedicou a sabotar dia após dia a gestão de Antonio Palocci na Fazenda.

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Crime anunciado - ISTOÉ

Especial Brumadinho

 
TRABALHO ÁRDUO Equipes de resgate tentam encontrar corpos; cerca de mil bombeiros, policiais e socorristas atuam na região do desastre (Crédito:Márcia Foletto)

O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, cidade na região metropolitana de Belo Horizonte, não foi uma fatalidade. A proprietária da mina, a Vale, teve plenas condições de dimensionar os riscos de uma catástrofe e menosprezou o potencial assassino de suas antiquadas barragens de rejeitos de extração de ferro. Três anos depois de sua subsidiária Samarco, em Mariana, também em Minas Gerais, ser responsabilizada pelo maior estrago fluvial da história, que matou 19 pessoas e contaminou completamente o Rio Doce, a Vale não aprendeu nada com a experiência. Reincidiu no mesmo erro e se envolveu em outro caso ainda mais escabroso do ponto de vista humano. Até quinta-feira 31, havia 99 mortos confirmados e 259 desaparecidos. O desmoronamento despejou 12,7 milhões de metros cúbicos de restos de mineração sobre o centro administrativo da empresa, comunidades próximas, pousadas, plantações e rios, em especial o Paraopeba. Passava das 13h quando a lama passou a engolir tudo pela frente. Nenhuma sirene tocou. As pessoas foram pegas de surpresa em tarefas cotidianas – muitos almoçavam, outros circulavam de ônibus ou descansavam.

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Ex-presidente da OAS diz que pagou propina a ex-prefeito irmão de Toffoli

Wálter Nunes / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato, disse em delação premiada que pagou propina e também repassou dinheiro em caixa dois de campanha para José Ticiano Dias Toffoli, ex-prefeito de Marília (interior de SP) pelo PT.

Ticiano é irmão do ministro José Antonio Dias Toffoli, atual presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que não é citado por Léo Pinheiro no termo da delação a que a Folha teve acesso. 

Além de Ticiano Toffoli, o empreiteiro disse que o sucessor dele na Prefeitura de Marília, o atual deputado estadual paulista eleito Vinicius Camarinha (PSB), também exigiu propina para a OAS e passou a receber as vantagens indevidas assim que assumiu o cargo. 

Léo Pinheiro assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República em janeiro deste ano. O documento agora precisa ser homologado pelo ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

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Projeto de Lei Anticrime: um primeiro passo

Herman Benjamin*, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2019 | 05h00

 
SERGIO MORO
Ministro da Justiça, Sérgio Moro apresentou pacote anticrime Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O Brasil atualmente enfrenta várias crises simultâneas. Nenhuma delas afeta mais o pobre e compromete o futuro do País do que a da insegurança e a da corrupção. É o operário que tem sua marmita tomada à mão armada. É o aluno de escola pública de periferia assassinado a troco de um tênis. É a mãe diarista que sai de casa sem saber se voltará para sua família. É a corrupção que saqueia os cofres públicos e nega a todos os imprescindíveis investimentos em saúde, em educação, em transporte e também na própria segurança pública.

Como havia prometido, o ministro Sérgio Moro apresentou proposta de reforma pontual do nosso modelo penal e processual penal: o “Projeto de Lei Anticrime”. O texto, por óbvio, não se propõe, nem deve ser assim lido, como chave mágica para resolver em definitivo o drama da segurança pública e do combate à corrupção. Seus objetivos parecem mais modestos, ou seja, fechar algumas das janelas legais que garantem a impunidade de criminosos, tanto os que matam e roubam, como os que dilapidam o patrimônio nacional.

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O governo começou!

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2019 | 05h00

 

O governo começou de fato nesta segunda-feira, 4, com a abertura oficial do Ano Legislativo, o anúncio do pacote antiviolência e anticorrupção e a divulgação pelo Estadoda minuta da reforma da Previdência. Foi o melhor e mais produtivo dia da Presidência de Jair Bolsonaro desde a posse.

Na mensagem presidencial lida no plenário da Câmara, ele lançou a “guerra ao crime organizado”, o que soa como música aos ouvidos da população, estarrecida e amedrontada com a violência. Resta saber se a guerra contra a corrupção será tão musical para senadores e deputados, que terão de votar as medidas do ministro Sérgio Moro.

Estrategicamente, Moro detalhou seu pacote primeiro para governadores e falou várias vezes nos “anseios da sociedade”. Tanto um empurrão de governadores quanto a pressão popular costumam ser tiro e queda para a aprovação de projetos no Congresso.

O pacote de Moro contém medidas que podem até não agradar aos eleitos, mas certamente agradam aos eleitores. Exemplo: a ratificação da prisão de condenados em segunda instância, em sintonia com o entendimento do Supremo. O pacote prevê até um desestímulo a recursos, inclusive ao próprio STF, ao formalizar que a presunção de inocência não é suficiente para evitar, ou suspender, a prisão nesse caso.

Também pode assustar os congressistas, mas recebe aplausos da sociedade, o endurecimento das regras: o confisco de bens que ultrapassem valores obtidos com rendimentos comprovadamente lícitos; regime fechado desde o início da pena por corrupção e peculato; presídio de segurança máxima para condenados por organização criminosa que forem pegos com armas.

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