População da Itália encolhe pelo quarto ano seguido
ROMA, 07 FEV (ANSA) – A população da Itália encolheu pelo quarto ano seguido e chegou a 60,391 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) nesta quinta-feira (7).
O número, referente a 1º de janeiro de 2019, contabiliza 90 mil indivíduos a menos que um ano antes. Em 2018, foram registrados 449 mil nascimentos no país, 9 mil a menos que em 2017, renovando o mínimo histórico.
Além disso, a proporção de estrangeiros na população subiu para 8,7%. O país soma 55,157 milhões de italianos (-3,3?) e 5,234 milhões de imigrantes (+17,4?). Em 2018, 120 mil cidadãos italianos foram embora para o exterior, enquanto apenas 47 mil retornaram.
Já a expectativa de vida aumentou em três meses para as mulheres, atingindo 85,2 anos, e em dois meses para os homens, chegando a 80,8 anos. Também é a primeira vez que a Itália registra uma idade média no parto superior a 32 anos, o que comprova a tendência de que as mulheres buscam ter filhos cada vez mais tarde. (ANSA) ISTOÉ
Prazo para médias empresas fecharem folha no eSocial acaba nesta quinta-feira(07)
Pela primeira vez, 1,24 milhão de empresas de médio porte terão de fechar a folha de pagamento no novo sistema do eSocial, plataforma que unifica a prestação de informações por parte dos empregadores e reduz a burocracia. O prazo para processar as folhas dos trabalhadores acaba nesta quinta-feira (07).
Segundo a Receita Federal, que administra o eSocial, o novo sistema elimina 15 informações periódicas que os empregadores eram obrigados a fornecer ao governo. Adotado para empregadores domésticos em 2015, o eSocial está sendo expandido gradualmente para todos os empresários.
As médias empresas, que faturam de R$ 4,8 milhões a R$ 78 milhões, e as pequenas empresas que não fazem parte do Simples Nacional começaram a aderir ao eSocial em julho do ano passado. Depois de passarem os últimos meses incluindo os dados das empresas e de cada trabalhador no sistema, os empregadores passarão a fechar as folhas de pagamento pelo eSocial.
Mentiras políticas / VEJA
Políticos precisam mentir. Somos protegidos por algumas mentiras. Outras disfarçam a natureza não-cooperativa, agressiva, do mundo político. Tão comuns quanto mentiras são pequenas atitudes, pequenos eufemismos, que permitem a convivência pacífica entre Joices Hasselmans (PSL) e Paulos Teixeiras (PT).
Três exemplos são didáticos.
Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, quer transparência sobre os valores que beneficiários da anistia da ditadura militar recebem. Por enquanto, apenas os nomes são divulgados. A ideia de Damares é contra o espírito do governo em relação à transparência de dados governamentais, mas está muito bem alinhada com um revanchismo bobo – pois surgiu após Dilma Rousseff (PT) pleitear indenização. Veredito: Damares engabelou bem nessa.
O novo líder do governo se chama Major Vitor Hugo (PSL). Foi indicado ao cargo pelo presidente por motivos pessoais – sabe-se lá quais. Ontem sua assessora Carminha disparou um zap convidando líderes partidários para uma reunião. Distinguiu líderes do “apoio consistente” (presumidamente ideológico) e os de “apoio condicionado” (presumidamente fisiológico). Ninguém foi. Veredito: faltaram eufemismos, honrarias, decoros.
Por fim, Fernando Haddad (PT). O candidato derrotado nas eleições presidenciais do ano passado fez uma grave acusação a Jair Bolsonaro. Segundo Haddad, ele teria pedido pessoalmente dinheiro ilegal para fazer campanha via whatsapp. Suas palavras exatas foram: ““Nós vamos levar ao conhecimento da Justiça todos os indícios, alguns que estão nos chegando agora de reuniões que ele… de viva voz pediu apoio via WhatsApp, ou seja, ele próprio em jantares com empresários fez um pedido para que a atuação fosse feita dessa maneira, de forma ilegal”. O público espera, há mais de três meses, as provas sobre essa acusação de Haddad. Veredito: parece verídico, mas por enquanto é mentira. VEJA
Rivais põem poder de Renan em caixa de fósforo. JOSIAS DE SOUZA
Até bem pouco, a democracia brasileira era constituída por três poderes: o Executivo, o Judiciário e Renan Calheiros. Multiuso, Renan funcionava junto com os outros poderes. Mas também podia funcionar sem nenhum dos outros. Ou até contra eles. Isso tudo mudou. No momento, o poder de Renan cabe numa caixa de fósforos.
Ao vincular-se à frustrada tentativa de Renan de voltar à presidência do Senado, o MDB transformou a desidratação do seu ex-todo-poderoso num processo de derretimento partidário.
Dono da maior bancada do Senado (13 senadores), o MDB deveria ocupar a presidência e um outro posto de sua preferência na Mesa diretora da Casa. Em privado, o presidente do partido, Romero Jucá (RR), diz que isso teria acontecido se o MDB tivesse escolhido Simone Tebet (MS) para representá-lo na eleição do Senado. Ao esticar a corda, Renan e sua enorme rejeição tornaram-se cabos eleitorais de Davi Alcolumbre (DEM-AP), elegendo-o presidente do Senado.
Lula condenado de novo
José Nêumanne
06 Fevereiro 2019 | 18h27
É claro que lendas urbanas de que petista é perseguido e não há provas contra ele continuarão, mas são cada vez menos consistentes. Foto: Sebastião Moreira/EFE
A segunda condenação de Lula na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba sob acusação de ter recebido propina de OAS, Odebrecht e Chahim para reformas em sítio de sua propriedade, embora sua defesa a atribua aos amigos Jonas Suassuna e Fernando Bittar, assinada pela juíza substituta Gabriela Hardt, destroça lendas urbanas a respeito do ex. Uma é a de que ele é perseguido pelo ex-titular da mesma vara, Sérgio Moro, que o condenara a 9 anos e meio e a pena foi aumentada para 12 anos e 1 mês pelo TRF 4. A juíza, que não ocupará o lugar antes ocupado pelo atual ministro da Justiça, sentenciou-o a 12 anos e 1 mês, somando 25 anos. Outra é a de que não há provas contra ele, e elas abundam. Este é um dos comentários que fiz no Estadão às 5, ancorado por Gustavo Lopes e retransmitido por YouTube, Twitter e Facebook do estúdio da TV Estadão na redação do jornal, na quarta-feira 6 de fevereiro de 2019, às 17 horas. O ESTADO DE SP


