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Petrobrás avalia cortar patrocínios culturais

Daniela Amorim e Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2019 | 05h00

 

RIO - As mudanças na política cultural e de publicidade prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro no período eleitoral chegaram à Petrobrás. A empresa avalia romper contratos firmados nos governos anteriores, principalmente com grandes grupos de teatro e cinema e com a imprensa profissional. Na nova gestão, o dinheiro deve ir para as redes sociais e artistas menos conhecidos, segundo apurou o Estadão/Broadcast

Petrobrás
Prédio sede da Petrobrás na Avenida Chile, no centro do Rio de Janeiro Foto: Estadão

A decisão foi mal recebida internamente por executivos da área de comunicação, que interpretaram a medida como interferência política e ideológica. Um deles chegou a entregar o cargo. A principal reclamação é uma suposta falta de critério para definir os novos beneficiados. Até então, o foco eram projetos alinhados com a imagem que a empresa pretende transmitir aos seus consumidores – de inovação, alto potencial e capacidade técnica única. Com esse propósito, a petroleira patrocinou mais de 4 mil projetos culturais desde 2003, quando foi criado o Programa Petrobrás Cultural, que passou a ser a maior seleção pública do tipo no País.

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Desnorteada, a oposição não consegue se opor - JOSIAS DE SOUZA

As forças de oposição ao governo de Jair Bolsonaro precisam de uma ideia. Qualquer ideia. Do contrário, arriscam-se a se comportar no Congresso como os cachorros que perseguem automóveis na rua. Latem como se quisessem estraçalhar os pneus ou morder o parachoque. Mas não fica claro o que seriam capazes de fazer se alcançassem o carro.

 

A oposição dá a impressão de saber o que não quer: o Bolsonaro, o Moro, o Guedes. Mas ainda não conseguiu esclarecer o que colocaria no lugar se tivesse a oportunidade. No imaginário dos brasileiros, o contraponto ao pacote anticorrupção de Sergio Moro, por exemplo, continua sendo o "Lula livre" do PT e dos seus satélites. A alternativa mais visível ao liberalismo econômico de Paulo Guedes ainda é a administração empregocida de Dilma Rousseff.

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Janelas para o futuro estão fechadas

Carlos Melo / FOLHA DE SP
CARLOS MELO

A política brasileira quase nunca surpreende, e qualquer absurdo tem precedente. Ainda assim, mesmo quem acompanha sua dinâmica há tempos ficou perdido com os episódios do Senado, logo na abertura da atual legislatura. É dispensável repetir o que se passou e talvez impossível explicar o que ocorreu; no Brasil, a realidade bate, de longe, a ficção. Mas curiosas são as semelhanças entre aquela eleição e a da Presidência da República, ano passado --além das coincidências com o que ocorre pelo mundo.

Como o eleitor comum, os senadores votaram "contra", não "a favor"; o gesto foi, antes, de desamor. Quando é assim, perdem-se rigor e critérios; faz-se opção emocional, pressionada por sentimentos e circunstâncias, sem pesar consequências.

As qualidades do escolhido deixam de ser importantes, desde que seja capaz de derrotar o mal maior -- seja ele o PT ou Renan Calheiros. Os símbolos da tragédia passada precisam ser removidos e não há possibilidade de diálogo, menos ainda de conciliação.

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Aspirina, diurético e omeprazol são associados a câncer em novos estudos

Gabriel Alves / FOLHA DE SP
aspirina
SÃO PAULO

Estudos têm ligado o uso de alguns medicamentos clássicos a efeitos imprevistos e perigosos, como câncer e diabetes. Drogas como aspirina, hidroclorotiazida (HCT, diurético usado contra hipertensão), estatinas e omeprazol estão na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde. 

Por causa do custo relativamente baixo e da ampla base de usuários em todo o mundo, as questões de segurança relacionadas a esses remédios geram interesse e reação de profissionais de saúde e da indústria farmacêutica. 

Um estudo dinamarquês recentemente publicado na revista científica Journal of the American Academy of Dermatology mostrou que o uso de hidroclorotiazida está associada à maior incidência de alguns tipos de câncer de pele.

A base de dados era formada por registros obtidos entre entre 2004 e 2012 de de 80 mil pessoas que tiveram câncer e outro 1,5 milhão que não teve a doença. 

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Pacote de Moro traz o que Bolsonaro prometeu.

Eleito pelo sentimento antipetista e pela ruína moral do sistema partidário, Jair Bolsonaro aguçou a fome de limpeza do seu eleitorado transferindo Sergio Moro da Lava Jato para o Ministério da Justiça. Terminado o primeiro mês do novo governo, Moro levou à mesa o seu pacote anticrime. Pode-se dizer qualquer coisa sobre o cardápio oferecido por Moro, menos que se trata de um menu cheio de surpresas. O ex-juiz serviu, com tempero judicioso, aquilo que o capitão oferecera aos 57 milhões de brasileiros que votaram nele.

 

Derrotado por Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial, o petista Fernando Haddad foi ao Twitter para lamentar: "Li o pacote anticrime do Moro: para quem esperava o Plano Real da Segurança, que viesse solucionar problemas relativos à criminalidade, letalidade policial, genocídio da população negra, superpopulação carcerária etc., as medidas anunciadas são frustrantes e contraproducentes." Ai, ai, ai.

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Dilma pede pensão R$ 10,7 mil por perseguição durante ditadura

BRASÍLIA — A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos,Damares Alves, deve analisar, nos próximos dias, o pedido da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) àComissão da Anistia para receber uma pensão mensal de R$ 10,7 mil por ter sido presa, perseguida e torturada durante o regime militar.

 

A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes ligadas ao caso. O pedido da petista foi protocolado no dia 21 de outubro de 2002 e aponta, dentre os episódios para justificar sua indenização, o fato de ter abandonado o curso de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais em 1969 por ter sido "perseguida" pelo regime.

 

Ela também alega que, em 1977, foi forçada a pedir demissão da Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão ligado ao governo do Estado do Rio Grande do Sul. No pedido ela aponta que foi informada pela chefia que sua permanência na instituição não seria possível por "motivos políticos".

 

A ex-presidente, que se aposentou pelo INSS em 2015 após o processo de impeachment, já recebeu um total de R$ 72 mil dos governos de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro por ter sido detida e torturada durante o regime militar. O GLOBO

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