Senadores defendem maior transparência na gestão da dívida pública
A administração da dívida pública brasileira tem preocupado integrantes da Comissão de Assunto Econômicos (CAE). Eles receberam especialistas e representantes do governo, nesta terça-feira (25), para tratar do assunto. Além da falta de transparência, outros problemas foram apontados, como as elevadas taxas de juros e o alto percentual do débito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que em abril bateu 78,8% (os dados de maio serão divulgados no dia 28 pelo Banco Central).
O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) lembrou que mais grave do que o tamanho do endividamento foi a situação em que ocorreu, visto que não houve investimentos, como costuma ocorrer em outros países.
— Estamos devendo e muito em relação a uma administração competente. Outras nações se endividaram, mas investiram. E hoje colhem os resultados e podem pagar com segurança e tranquilidade. É o grande desafio do momento desse país, pois de nada adiantarão as outras reformas, se não chegarmos a uma equação para uma administração eficiente da nossa gigantesca dívida pública em relação ao PIB — afirmou.
Plenário aprova medidas contra corrupção com punição para abuso
O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei de iniciativa popular conhecido como Dez Medidas contra a Corrupção, que prevê também a criminalização do abuso de autoridade cometido por magistrados e membros do Ministério Público (PLC 27/2017). O texto agora retorna para a Câmara dos Deputados, para análise das mudanças promovidas pelo relator, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
O projeto foi elaborado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e apresentado em 2016 com mais de 1,7 milhão de assinaturas de cidadãos (PL 4.850/2016, na origem). Ele foi substancialmente modificado na sua passagem pela Câmara dos Deputados, onde recebeu dispositivos que definem e punem o crime de abuso de autoridade de juízes, procuradores e promotores. Essa iniciativa foi vista pelas categorias como “retaliação” do Congresso Nacional às investigações em curso no país.
Analfabetismo é conveniente à classe política, critica Juíza Selma
A senadora Juíza Selma (PSL-MT) criticou nesta quinta-feira (27), em Plenário, as altas taxas de analfabetismo no país e, principalmente, no estado de Mato Grosso, que ocupa o primeiro lugar no ranking dos estados do Centro-Oeste.
Segundo a parlamentar, o munício de Nossa Senhora do Livramento tinha 22% da população analfabeta em 2010. Nove anos depois, a taxa continua a mesma, lamentou Juíza Selma.
Essa manutenção das taxas se deve, no ponto de vista da parlamentar, à conveniência que o analfabetismo representa à classe política:
— Nós sabemos que o analfabetismo funcional é uma arma que os maus políticos têm para se manterem no poder e nós precisamos ter um povo que cada vez mais entenda o que está acontecendo consigo, se preocupe e se coloque, se posicione, contra ou a favor, mas se posicione acerca dos fatos que são tão importantes e que hoje, cada vez mais, são tratados aqui no Brasil — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado
)
Defensoria Pública e deputados pedem atualização da tabela do SUS
Um grupo de trabalho da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados estuda a atualização da tabela do SUS. Os hospitais recebem recursos do governo de acordo com os itens da tabela. Em audiência pública, a coordenadora de Saúde da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Thaisa Guerreiro de Souza, disse que a defasagem dos valores faz com os hospitais deixem de atender pelo sistema público. Ela deu o exemplo da diária do leito de UTI. O SUS paga mil reais, os convênios, 10 mil reais. Só no Rio de Janeiro, toda noite 150 pessoas vão à justiça pedir um leito.
Deputada quer criar o “Prêmio Cidade Amiga do Idoso”

A deputada Aderlânia Noronha (SD) deu entrada, nesta manhã de quinta-feira, na Assembleia Legislativa, num projeto de indicação que quer instituir o “Prêmio “Cidade Amiga do Idoso” a ser atribuído, anualmente, pelo Estado do Ceará aos Municípios melhor classificados na avaliação de políticas públicas em favor das pessoas idosas.
Pelo projeto, para disputar o prêmio, o município deve contar “com projetos, campanhas, programas ou políticas públicas que promovam um envelhecimento saudável, fomentando sua inserção social, bem como a promoção, proteção e defesa de seus direitos”.
”Com a criação de um prêmio, com aspecto também financeiro, pretendemos incentivar os municípios a adotarem medidas eficazes para um envelhecimento saudável”, destaca Aderlãnia.
Para receber a premiação, o município deverá ser reconhecido, individualmente, em quaisquer das seguintes categorias: saúde, transporte, moradia, acessibilidade, inclusão social, esporte e lazer, emprego, espaços abertos e prédios, comunicação e informação, podendo ser classificado em mais de uma categoria.
(Foto – ALCE)
Comissão de Orçamento aprova LDO 2020 com 25 emendas
O projeto de lei n.º 42/2019, que trata das diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2020, recebeu 77 emendas parlamentares até o dia 31 de maio, data limite estabelecida pelo presidente da comissão, deputado Tin Gomes (PDT). Desse total, 14 foram retiradas pelos autores. Das 63 emendas acatadas para apreciação e votação do colegiado, 38 receberam parecer contrário do relator, deputado Júlio César Filho (Cidadania), e foram rejeitadas. Outras 13 emendas tiveram parecer favorável e para 12 foi favorável com modificação, sendo aprovadas por unanimidade.
Câmara aprova nova distribuição dos recursos do pré-sal
26 de junho de 2019 | 21h41
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 26, projeto que propõe uma nova distribuição dos recursos que o governo vai obter com a exploração do pré-sal. O texto reduz investimentos em saúde e educação e inclui Estados e municípios na divisão, além do financiamento à expansão de gasodutos.
LEIA TAMBÉM >Governo vai lançar plano do ‘gás mais barato’
Hoje, 100% dos recursos do pré-sal vão para o Fundo Social do Pré-Sal, criado em 2010, como poupança para investimentos em educação, saúde, entre outras áreas.
Com agenda própria, Senado reage a Bolsonaro e dá aval a armas no campo
26 de junho de 2019 | 21h40
Atualizado 27 de junho de 2019 | 01h03
BRASÍLIA - O Senado decidiu reagir às iniciativas do presidente Jair Bolsonaro e tenta levar adiante agenda própria sobre a legislação de armas no País. Nesta quarta-feira, 26, um dia após o governo editar três novos decretos e enviar projeto de lei sobre o assunto, o plenário do Senado aprovou em votação relâmpago a permissão para moradores do campo usarem armas em toda a extensão da propriedade rural - e não apenas na sede.
Outro texto aprovado estabelece que moradores da zona rural, a partir de 21 anos, poderão adquirir armas de fogo para segurança da família e da propriedade. Ambos os textos alteram o Estatuto do Desarmamento e vão agora para a Câmara. Além disso, ao menos outros quatro projetos sobre o tema foram protocolados nesta quarta no Senado - um deles do PSL, partido do presidente, recuperando integralmente o decreto editado por Bolsonaro em maio que flexibilizava as regras para porte.
O projeto sobre posse aprovado pelo Senado nesta quarta é de autoria de Marcos Rogério (DEM-RO) e passou em poucas horas na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário. Para o parlamentar, a mudança corrige um equívoco do Estatuto, que autoriza a posse de arma de fogo no interior das residências e no local de trabalho, mas não trata da situação dos imóveis rurais - com a mudança, um proprietário ou gerente de fazenda pode andar armado em toda a área.
Com Moro sob desgaste, Senado aprova lei de abuso
26 de junho de 2019 | 20h33
BRASÍLIA – O Senado aprovou nesta quarta-feira, 26, a criminalização do abuso de autoridade. A proposta prevê punição a juízes e investigadores em uma série de situações e é considerada uma reação da classe política às operações recentes contra corrupção, como a Lava Jato. O texto, agora, deverá passar por nova análise da Câmara, uma vez que houve alteração ao que havia sido aprovado pelos deputados em 2017.
A votação do projeto no Senado ocorreu a toque de caixa. Num intervalo de sete horas, a proposta, parada na Casa há pelo menos dois anos, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário, em votação simbólica – quando o voto individual dos senadores não são registrados.
A decisão foi criticada por membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e por senadores chamados de “lavajatistas”, que classificaram a proposta como uma reação à divulgação de mensagens atribuídas ao então juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a procuradores, pelo site The Intercept Brasil.
Conforme o site, as conversas indicariam que o ex-juiz orientou ações do Ministério Público no caso. O ministro nega irregularidades e afirma não ser possível comprovar a autenticidade das mensagens.
Alvaro diz que Congresso oferece munição para ampliar críticas ao Legislativo
O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) disse em Plenário, nesta quarta-feira (26), que o próprio Congresso Nacional oferece munição para ampliar as críticas da sociedade aos parlamentares. Para ele, a inversão de prioridades na análise de projetos que estejam afinados com o interesse do cidadão brasileiro é um dos principais fatores para o aumento da impopularidade do Poder Legislativo.










