Entre Crie sua conta Brasil Assine VEJA MAIS LIDAS Lava Jato deflagra nova operação e decreta prisão de João Santana BRASIL Lava Jato deflagra nova operação e decreta prisão de João Santana Bolivianos dizem não ao plano de perpetuação de poder de Evo

Depois de o Partido dos Trabalhadores ter tentado emplacar a tese - fracassada - de que os pagamentos do escândalo do mensalão se resumiram a caixa dois de campanha, procuradores da força tarefa da Operação Lava Jato tomaram a frente para minar, desde esta segunda-feira, a possibilidade de recursos recebidos pelo marqueteiro João Santana no exterior serem meros recursos não contabilizados à Justiça Eleitoral. Para o procurador Carlos Fernando Lima, o caso de Santana, que recebeu pelo menos 7,5 milhões de dólares em contas secretas, "não é caixa dois". "É corrupção", resumiu ele. Ao comentar a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, Lima ainda negou que haja uma espécie de disputa direta contra o Grupo Odebrecht, já investigado no petrolão, e alvo de novas medidas de investigação na nova etapa dos trabalhos de apuração. O MP chegou a pedir nova prisão do herdeiro e ex-presidente do grupo Marcelo Odebrecht, mas o juiz Sergio Moro negou o pedido.
PSDB pede envio de documentos da Acarajé ao TSE

O PSDB vai representar nesta terça-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) solicitando que todos os documentos da Acarajé, a 23ª fase da Lava-Jato, sejam juntados ao processo de cassação de mandato eletivo contra Dilma Rousseff e Michel Temer. Na petição, o PSDB também solicita que Zwi Skornicki, operador da Petrobras, seja ouvido na ação para explicar o contrato com a empresa do marqueteiro João Santana e as transferências de recursos para ele no exterior. Os tucanos devem apostar daqui para a frente na “saída TSE”. Caso o tribunal aprove a cassação da chapa, haveria nova eleição. VEJA
Repasses a marqueteiro no exterior ocorreram no período de reeleição de Dilma
Diante das disputas políticas e jurídicas sobre o andamento do processo de impeachment e do pedido de cassação da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um novo ingrediente pode dar ainda mais força ao pedido de cassação da petista do mandato no Executivo. É que investigadores da Operação Lava Jato detectaram que dos cerca de 7,5 milhões de dólares repassados ao marqueteiro João Santana no exterior, os pagamentos mais recentes ocorreram no final do ano de 2014, ou seja, na época em que o publicitário atuava ativamente na campanha à reeleição de Dilma.
Vídeo: a lancha, carros e 'acarajés' apreendidos pela PF
A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira mais de 300.000 reais em moeda nacional e estrangeira na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada Acarajé. O dinheiro foi levado pelos agentes durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo, que incluíram a sede da Odebrecht e o apartamento do marqueteiro João Santana, recolhido pela Justiça. No vídeo a seguir, a PF mostra os agentes contanto o montante apreendido. Também foram recolhidos uma lancha e carros antigos de colecionador do operador Zwi Skornicki, no Rio de Janeiro. Confira. VEJA
PRESO NO RIO O EMPRESÁRIO ZWI SKORNICKI

O empresário Zwi Skornicki foi preso hoje (22) na 23ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Acarajé. Ele é representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, de Cingapura, e é acusado de pagamento de propinas em negócios com a Petrobras. Skornicki foi preso em casa em um condomínio da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e foi levado para a superintendência da Polícia Federal (PF), na Praça Mauá, na região portuária da cidade.
PF: offshores da Odebrecht pagaram US$ 3 mi a Santana

De acordo com os investigadores da força-tarefa da Lava Jato, o marqueteiro recebeu US$ 4,5 milhões não declarados no exterior, mas ainda está sendo investigado para quem foram repassadas outras somas de dinheiro; o juiz Sérgio Moro determinou o sequestro de um apartamento do publicitário em São Paulo, no valor de US$ 3 milhões, que segundo informou a PF em coletiva de imprensa, seria um "ato de lavagem"; de acordo com os procuradores, João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, tinham conhecimento da origem do dinheiro; "É bom deixar claro que esses recursos têm como origem o esquema de corrupção da Petrobras, não de simples caixa 2", afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos; o MP voltou a pedir a prisão de Marcelo Odebrecht, desta vez indeferida por Moro. BRASIL 24-7
Sérgio Moro manda bloquear contas pessoais e das empresas do publicitário João Santana
“O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou hoje (22) o bloqueio das contas pessoais e das empresas do publicitário João Santana e de sua mulher, Mônica Moura. O bloqueio foi solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF) e atinge as contas das empresas Santana & Associados Marketing e Propaganda Ltda e a Polis Propaganda e Marketing Ltda. As contas do engenheiro Zwi Skornicki, representante oficial no Brasil do Estaleiro Keppel Fels, e do funcionário da empreiteira Odebrecht Fernando Migliaccio também foram bloqueadas. Todos os investigados citados tiveram prisão decretada na nova etapa da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (22).
Marqueteiro do PT tem prisão decretada em 23ª fase da Lava Jato
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira, 22, a Operação Acarajé – 23ª fase da Operação Lava Jato -, que tem como alvo central o marqueteiro João Santana, das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. A Justiça também decretou a prisão temporária de sua mulher e sócia, Mônica Moura.
O alvo são os pagamentos feitos pela construtora Norberto Odebrecht para Santana no exterior que somam cerca de R$ 7 milhões. A PF cumpre 51 mandados decretados pelo juiz federal Sérgio Moro. São duas prisões preventivas e seis temporárias. Foram presos o operador de propinas Zwi Skornicki e estão em andamento buscas e apreensões ainda na Odebrecht. Santana não foi preso, pois está na República Dominicana, onde trabalha na campanha à reeleição do presidente do país.
Mais um duro golpe contra a impunidade

O dia 17 de fevereiro de 2016 é um daqueles que merecem ser lembrados. Na sessão da última quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) reverteu entendimento firmado no julgamento do HC 84.078/MG, em fevereiro de 2009. Naquela ocasião, o STF, por maioria, impediu a execução provisória da pena, após a confirmação de sentença condenatória em segundo grau, contrariando expressa previsão do artigo 637 do Código de Processo Penal (CPP). Em outras palavras, a decisão do STF significa que o réu que já foi condenado pelo juiz e pelo tribunal, ou seja, que já teve garantido dois julgamentos, deve começar a cumprir a pena. Não é mais necessário, assim, aguardar o julgamento de recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF.






