A ciclovia mais cara do mundo - ISTOE
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tenta fazer da construção de ciclovias uma marca de sua gestão. O paulistano pode até vir a gostar da ideia. Mas a questão é que as ciclovias de Haddad são as mais caras do mundo. E isto tem chamado atenção do Ministério Público. O custo médio de cada quilômetro construído sai por estratosféricos R$ 650 mil. Supera, por exemplo, cinco vezes o valor pago por Paris. É maior também do que o desembolsado por cidades díspares, como Nova York e Buenos Aires. Uma destas ciclovias desperta ainda mais atenção do MP pelo seu impressionante superfaturamento. Trata-se da Ceagesp-Ibirapuera, uma obra simples e plana, com apenas faixas vermelhas de sinalização. Cada um de seus 12,4 quilômetros custou R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. Na gestão anterior, a mesma empresa cobrou R$ 617 mil por quilômetro. Promotores paulistas acusam Haddad e seu secretário de Transportes, Jilmar Tatto, entre outros, de terem causado um prejuízo de cerca de R$ 47 milhões só nesta obra.
Ele não está acima da lei - ISTOE
Um dos relatórios que embasam a operação que prendeu o marqueteiro João Santana, com mais de 40 páginas, aponta para o mais alto hierarca do petismo: Luiz Inácio Lula da Silva. O documento diz que é “possível o envolvimento do ex-presidente da República em práticas criminosas”, mas considera que isto “deve ser tratado com parcimônia, o que não significa que as autoridades policiais devam deixar de exercer seu mister constitucional.” O raciocínio das autoridades soa estranho. O que se espera dos delegados e procuradores da Lava Jato é que o ex-presidente seja investigado, sim, como qualquer cidadão brasileiro. Desde janeiro de 2011, quando passou a faixa para sua sucessora, Lula se tornou um cidadão comum. Pode até ter seguranças e combustível custeados pelos contribuintes, mas não tem direito a foro ou tratamento privilegiado. Já motivos para apurar sua conduta não faltam, a julgar pelas evidências levantadas nas últimas semanas.
PF aponta pagamento ‘por fora’ de R$ 4 mi da Odebrecht a marqueteiro de Dilma nas eleições de 2014

A Polícia Federal pediu nesta sexta-feira, 26, a prorrogação da prisão temporária do ex-marqueteiro do PT e sua mulher e sócia, João Santana e Mônica Moura com base em novas provas incluindo uma nova planilha de pagamentos apreendida com a funcionária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares. Segundo os investigadores, a planilha aponta o repasse de R$ 4 milhões no Brasil para o “programa Feira”, sigla que a PF suspeita ser uma referência ao marqueteiro, entre outubro e novembro de 2014, durante o segundo turno das eleições presidenciais quando João Santana atuou na campanha à reeleição de Dilma Rousseff.
Ministro manda apurar pagamentos da campanha de Dilma a 7 empresas

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, pediu apuração de pagamentos da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff feitos a sete empresas que prestaram serviços nas eleições de 2014. O ministro determinou que as notas fiscais de prestação de serviço sejam enviadas ao Ministério Público, Receitas federal e estadual, Polícia Federal e Conselho de Administração de Operações Financeiras (Coaf) "para providências cabíveis". O pedido foi feito dentro da prestação de contas da campanha presidencial, que foi aprovada com ressalvas no fim de 2014. Deste então, o ministro, que é relator das contas, vem pedindo apurações sobre suspeitas envolvendo a campanha.
Colaboração da Camargo Corrêa levou a nova operação da PF
Mandados têm como alvo esquema de corrupção envolvendo ferrovias Norte-Sul e Integração Oeste-Leste
Quebra de sigilo telefônico pega 85 ligações entre pagador de propinas, Vaccari e sede do PT
Sede do PT, em São Paulo, que teve sigilo telefônico quebrado pela Operação Lava Jato Foto: Reprodução/Google StreetView
O empresário Augusto Ribeiro Mendonça, delator da Operação Lava Jato que confessou ter ocultado propina em doações oficiais ao PT, manteve 85 contatos telefônicos com o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015 acusado de ser operador do partido no esquema de corrupção na Petrobrás. A informação faz parte da primeira análise produzida pela força-tarefa do Ministério Público Federal com base na quebra do sigilo telefônico da sede nacional do PT em São Paulo – centro nervoso do partido do governo – e dos números usados por Vaccari, entre julho de 2010 e julho de 2015, alcançando três campanhas eleitorais, duas presidenciais e uma municipal.
TSE mantém rejeição das contas de campanha de Fernando Pimentel

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta quinta-feira (25) decisão que desaprovou as contas de campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nas eleições de 2014. As contas já haviam sido rejeitadas, em dezembro de 2015, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), mas a defesa do petista recorreu ao TSE. Por 5 votos a 2, os ministros da Corte superior mantiveram a desaprovação, mas decidiram não aplicar multa ao petista. A decisão não leva à perda do mandato, mas pode reforçar uma ação de cassação em curso contra o governador no TRE-MG. As contas agora serão encaminhadas para o Ministério Público Eleitoral, que poderá analisar se houve abuso de poder econômico no pleito.
Offshore que pagou US$ 4,5 mi a João Santana recebia de estaleiro contratado da Petrobrás
A Deep Sea Oil, que transferiu dinheiro para a conta secreta do marqueteiro do PT na Suíça, era usava pelo operador de propinas Zwi Skornick para receber de estaleiro holandês Keppel Fels, suspeito de envolvimento no esquema de corrupção alvo da Lava Jato
Políciais federais durante buscas na Operação Lava Jato, em estaleiro da Keppel Fels / Foto: Divulgação
A Deep Sea Oil Corp, offshore que repassou US$ 4,5 milhões para a conta secreta do marqueteiro do PT João Santana, era uma das firmas usadas pelo operador de propinas Zwi Skornicki para recebimentos de suas comissões pagas pelo estaleiro Keppel Fels pela intermediação de contratos bilionários na Petrobrás. A multinacional holandesa é apontada como uma empresas que se envolveram no esquema de corrupção na estatal, comandado pelo PT, PMDB e PP.
Em nota, Odebrecht confirma obra em sítio

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a construtora confirmou que seu engenheiro Frederico Barbosa "realizou acompanhamento técnico de obras" e "apoiou a mobilização de pessoas envolvidas na execução dos serviços, que foram remuneradas pelo responsável pela obra", atendendo a um pedido de um superior hierárquico da empresa; Barbosa trabalhou na obra da segunda quinzena de dezembro de 2010 a meados de janeiro de 2011 BRAIL 24-7
STF anexa provas contra Mercadante e Aloysio Nunes em investigação sobre caixa dois
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que sejam anexadas novas informações e revelações de delatores da Operação Lava Jato aos inquéritos a que o ministro da Educação Aloizio Mercadante e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) respondem na corte. Segundo o Ministério Público Federal, há indícios de que os dois podem ter cometido os crimes de corrupção passiva ou de falsidade ideológica eleitoral, além de lavagem de dinheiro, ao receber dinheiro ilícito declarado oficialmente como doação de campanha.



