O procurador-geral do PT - ISTOÉ
Nunca, na história republicana do Brasil, um ministro do Supremo Tribunal Federal esculhambou tanto um procurador-geral como se viu na semana passada. Mas convenhamos, leitor, o repreendido estava pedindo a repreensão…
No crepúsculo de seu tempo à frente da Procuradoria-Geral da República, o procurador Rodrigo Janot, que deixa o cargo no mês que vem, parece estar negligenciando uma importante característica colada ao homem público: o que fica em sua biografia é o final da trajetória, o começo todo mundo esquece. Começa-se discreto, termina-se ruidoso. É um descuido. É o ruido que entra para a posteridade. Pois bem, o fim da jornada de Rodrigo Janot tem sido melancólico – ele sonha com bambu e flecha mas sequer sabe, ao certo, em quem pode atirá-la.
Mantega decide partir para delação e entregar Dilma

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, apontado como principal operador das propinas petistas a partir do governo de Dilma Rousseff, resolveu partir para uma delação premiada. Ofereceu à Lava Jato a ex-presidente Dilma e dezenas de campanhas petistas. As delações de Antonio Palocci e da JBS precipitaram a decisão de Mantega, implicado fortemente nas duas.
Juiz veta cobrança do ICMS sobre tarifa de transmissão de energia
O juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, suspendeu liminarmente a cobrança do ICMS sobre tarifa de uso do sistema de transmissão e distribuição de energia elétrica que estava sendo cobrada da Associação dos Profissionais do Correios em Brasília. Com a decisão, a Companhia Energética de Brasília terá que suspender a cobrança.
Compadre de Lula senta no banco dos réus da Lava Jato
Ricardo Brandt, Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo
02 Agosto 2017 | 05h13

Artífice da controversa estratégia de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos processos da Operação Lava Jato, o advogado Roberto Teixeira foi colocado no banco dos réus, nesta terça-feira, 1, pelo juiz federal Sérgio Moro. Compadre do petista, Teixeira é acusado pelo Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro na compra e reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP).
A falta de reparação pelos crimes na Lava Jato
*Érica Gorga, O Estado de S.Paulo
02 Agosto 2017 | 03h04
O sucesso do combate à corrupção, no plano internacional, é medido não só pela condenação e prisão dos criminosos, mas também pelo ressarcimento financeiro às vítimas dos crimes. Enquanto a segunda instância da Justiça americana determinou o prosseguimento do processo de indenização dos acionistas minoritários (via American Depositary Receipts) da Petrobrás na Bolsa de Nova York – ensejando novo recurso da companhia –, ainda não se vê processo indenizatório equivalente no Brasil.
‘Não há qualquer registro’ que Lula pagou por obras no sítio, diz Moro
Ao abrir a terceira ação penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desta vez no caso do sítio de Atibaia, interior de São Paulo, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que “não há qualquer registro” de que o petista tenha pago “qualquer valor” por reformas na propriedade. As obras no sítio Santa Bárbara custaram R$ 1.020.500,00 e foram bancadas, segundo o Ministério Público Federal, pelas empreiteiras OAS e Odebrecht e pelo pecuarista José Carlos Bumlai.
Gilmar diz que STF ficou 'a reboque das loucuras' de Rodrigo Janot
Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo
01 Agosto 2017 | 15h53
BRASÍLIA - Em um novo round com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) disse na tarde desta terça-feira, 1, que a Corte ficou “a reboque das loucuras do procurador”. A um mês e meio da troca no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), Gilmar Mendes defendeu a volta de “um mínimo de decência, sobriedade e normalidade” à PGR. “O Supremo foi muito concessivo e contribuiu para essa bagunça completa”, disse Gilmar Mendes a jornalistas, ao chegar para a sessão da Segunda Turma.
Moro põe Lula no banco dos réus mais uma vez, agora pelo sítio de Atibaia
Julia Affonso, Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Luiz Vassallo
01 Agosto 2017 | 17h29
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais uma vez no banco dos réus. O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira, 1, a denúncia do Ministério Público Federal contra o petista por corrupção e lavagem de dinheiro nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo.
Polícia Federal aponta falhas nas delações da Odebrecht
A Polícia Federal identificou falhas nas delações da Odebrecht que, em sua avaliação, dificultam e comprometem as investigações das informações passadas à Procuradoria-Geral da República.
Investigadores da PF que cuidam dos casos que estão no Supremo Tribunal Federal destacam, entre outras coisas, um exagero no número de delatores, a mudança de versão por parte de alguns deles e o fato de até hoje não terem acesso aos sistemas que embasaram as planilhas de repasses de dinheiro, caixa dois ou propina, a parlamentares.


