Justiça condena Sérgio Cabral a 45 anos de prisão
Julia Affonso, Luiz Vassallo, Constança Rezende e Wilson Tosta
20 Setembro 2017 | 19h55
A Justiça Federal no Rio condenou nesta quarta-feira, 20, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) a 45 anos e 2 meses de prisão na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. O peemedebista tem uma primeira condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro – 14 anos e 2 meses de reclusão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
Se Lula virar ficha-suja, PT pode tornar-se piada
O Partido dos Trabalhadores está tonto. A tonteira cresce à medida que aumentam as chances de Lula se tornar um político ficha-suja, inabilitado para disputar eleições. O PT ameaça adotar uma estratégia muito parecida com um plano de fuga. O partido discute a sério a ideia de boicotar as eleições de 2018. Sem Lula, o PT deixaria de lançar candidatos ao Planalto, à Câmara e ao Senado. E viajaria pelo mundo gritando: “É fraude.”
Juiz aceita denúncia, e Lula vira réu na Zelotes por corrupção passiva
O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou denúncia nesta terça-feira (19) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva na Operação Zelotes. Com a decisão, o petista se tornou réu pela sétima vez em ações penais.
Leia a íntegra do discurso de posse da nova Procuradora-geral Raquel Dodge
Agradeço que tenham vindo à casa do Ministério Público brasileiro, que está a serviço da nação, para testemunhar esta posse. Dirijo-me ao povo brasileiro, de quem emana todo o poder, e a todos os presentes, para dizer que estou ciente da enorme tarefa que está diante de nós e da legítima expectativa de que seja cumprida com equilíbrio, firmeza e coragem, com fundamento na constituição e nas leis.
‘MP errou ao não periciar no ato os áudios da JBS’, diz líder de delegados da PF
A Procuradoria-Geral da República cometeu um erro técnico ao não mandar os áudios da JBS imediatamente para a perícia, segundo Carlos Eduardo Sobral, presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal. “Foi um erro técnico não terem levado o material apresentado à análise oficial logo que o receberam”, disse Sobral sobre os áudios entregues por Joesley Batista. Em sua análise, a PGR também peca ao buscar o monopólio da investigação criminal.
Dodge precisa demarcar o terreno rapidamente
Finalmente, o jogo começou para Raquel Dodge. Existe uma grande curiosidade nas arquibancadas para saber como ela se comportará em campo. A conjuntura provoca apreensão: corrupção endêmica, Legislativo apodrecido, Executivo carcomido e Judiciário politizado. Com a Lava Jato sob ataque, a nova procuradora-geral da República precisa adotar nos primeiros minutos de sua gestão um estilo que destoa de sua aparência de frágil senhora.
Janot tinha pressa para tirar Temer e barrar Dodge, afirma procurador
O procurador da República Ângelo Goulart Villela, 36, afirma que Rodrigo Janot fez o acordo de delação com a JBS com o objetivo de derrubar o presidente Michel Temer e impedir a nomeação de Raquel Dodge para substituí-lo no comando da Procuradoria-Geral da República. Ele contou que presenciou uma conversa em que Janot (a quem chama pelo primeiro nome, Rodrigo) afirmou: "A minha caneta pode não fazer meu sucessor, mas ainda tem tinta suficiente para que eu consiga vetar um nome". "Ele tinha pressa e precisava derrubar o presidente", diz. "O Rodrigo tinha certeza que derrubaria", afirma.
STF pode julgar ação que veda coligações em disputa proporcional
BRASÍLIA — Os parlamentares costumam fazer críticas ao que consideram interferência do Judiciário em assuntos do Legislativo, mas a reforma política poderá ser o próximo assunto que acabará nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de ação dos próprios deputados. O alerta foi feito pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, em encontros com congressistas para tratar da votação da reforma política pela Câmara. O tema que poderá migrar do Legislativo para o Judiciário é o que trata das coligações entre os partidos nas eleições proporcionais.
Quando a máfia briga
Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo
17 Setembro 2017 | 03h00
Nos filmes de máfia sempre existe aquele momento de tensão em que um lugar-tenente ou alguém menos expressivo na hierarquia começa a dar sinais de que vai roer a corda e ajudar os investigadores ou se bandear para o grupo rival. Na ficção, esse conflito geralmente acaba em morte, mas às vezes resulta na implosão da organização.
Ex-procurador ajudou Saud a redigir delação, diz Joesley
A mais de um interlocutor, Joesley Batista disse que Marcelo Miller ajudou a redigir um dos anexos da delação de Ricardo Saud. Conforme revelou VEJA, o ex-executivo da JBS foi expulso de casa pela esposa assim que foi descoberto que ele protagonizou, ao lado do chefe, um controverso áudio em que fala como se aproximar do procurador-geral Rodrigo Janot, gravar ministros do STF e se beneficiar de um suposto jogo duplo de Miller.

