Delator: é preciso “construir melhor” armação anti-Temer para atender a expectativas de Janot
Como nada havia de comprometedor contra o presidente, foi necessário criar o enredo. Assim, veio a público o vazamento da conversa. Anunciava um conteúdo que não estava na gravação
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 30/09/2017 - 7:48

Em outro trecho de gravação, Ricardo Saud conversa com Fernanda Tórtima, cujo papel no imbróglio, parece-me, é bem maior do que se supunha. Falam sobre a cilada armada por Joesley, com a ajuda de membros do MPF, para o presidente Michel Temer. Diz Saud: “Eu acho, Fernanda, que precisam construir melhor a história do Temer. Não ficou muito claro. Eu acho que quando ouviram o Temer não gostaram muito. Tinham uma expectativa maior”.
Joesley se mostra feliz por soltar a bomba da tramoia com o MPF. E comemora: “Vou pra Nova York”
Eis aí. Já não havia dúvida sobre a ação ilegal de membros do MPF. Mais uma vez, a tramoia política se explicita
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 30/09/2017 - 7:13

Conteúdo de outras gravações de conversa de Joesley Batista com seus, como direi?, “colaboradores” vem a público. Mais uma vez se revela a natureza da arquitetura criminosa do acordo celebrado pelo empresário com o Ministério Público Federal. Um órgão do Estado brasileiro meteu-se numa tramoia de natureza objetivamente golpista sob o pretexto de combater a corrupção.
Desfazendo o erro
O Estado de S.Paulo
01 Outubro 2017 | 05h00
Na semana passada, o desembargador Fábio Prieto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3.ª Região, suspendeu liminarmente todas as ações de execução que centenas de prefeituras movem contra a União relativas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A decisão liminar pode ser o início de uma salutar e necessária reviravolta de um caso absurdo, que mostra como às vezes o Poder Judiciário, em vez de ser solução, produz graves problemas.
Corte suprema?
O Estado de S.Paulo / VERA MAGALHÃES
01 Outubro 2017 | 05h00
No dia 8 de junho de 2012, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, convocou uma reunião administrativa da Corte e anunciou: o julgamento do mensalão começaria dali a menos de dois meses, em 1.º de agosto. Para isso, o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, teria de entregar seu relatório. Ele estava com o texto do relator, Joaquim Barbosa, desde dezembro, sem dar sinais de concluir a revisão.
Eduardo Cunha: “Moro queria destruir a elite política. Conseguiu”
Trezentos e quarenta e cinco dias no cárcere não quebraram Eduardo Cunha. O homem que derrubou Dilma Rousseff, encerrando abruptamente 13 anos do PT no poder, pária para boa parte dos brasileiros, herói para alguns poucos, o homem que se consagrou como o mais vistoso preso da Lava Jato, esse homem que segue gerando memes e açulando paixões – eis um homem que se recusa a aceitar o destino que se lhe impôs, da política como passado e das grades como futuro.
Em novo áudio, delatores da JBS dizem que PGR queria acabar com PMDB
Prestes a fechar o acordo de delação premiada que lhe rendeu imunidade penal, Joesley Batista entrou no carro entusiasmado com a negociação com os procuradores da PGR (Procuradoria-Geral da República). Pretendia amanhecer o dia seguinte em Nova York. O ânimo do empresário está registrado em uma conversa resgatada do gravador do sócio da JBS, divulgada nesta sexta (29) pela revista "Veja". O áudio sugere que ele havia acabado de entregar as gravações que fez do presidente Michel Temer (PMDB) e do senador Aécio Neves (PSDB).
Herdeira de apartamento em nome de primo de Bumlai diz que venda era para Lula
A herdeira do apartamento 121 do Edifício Hill House – que a força-tarefa da Lava Jato acusa ser um presente dado a Lula, registrado em nome de um “laranja” -, Tatiana de Almeida Campos, informou à Receita Federal que em 2010, quando foi feita a escritura de cessão de direitos do imóvel, foi informada por sua advogada que o bem estava sendo alienado para o ex-presidente.
Os direitos e a ‘bandidolatria’
O Estado de S.Paulo
29 Setembro 2017 | 03h04
Desde que foi implantada em caráter experimental no Fórum Criminal da Barra Funda, em 2015, a audiência de custódia está mudando aos poucos as formas de tratamento dos presos por parte da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana. A inovação, que foi apoiada pelo Conselho Nacional de Justiça, pela Defensoria Pública de São Paulo e pelo Departamento Penitenciário Nacional, obriga os distritos policiais a apresentar quem for detido em flagrante a um juiz do Departamento de Inquéritos Policiais, para a realização de uma audiência no prazo máximo de 24 horas.
Uma chance para o Supremo
O Supremo Tribunal Federal ganhou uma oportunidade de ouro para desfazer o grave erro que três dos cinco ministros da Primeira Turma daquela Corte cometeram, na terça-feira passada, ao suspender das funções parlamentares o senador Aécio Neves (PSDB-MG), impondo-lhe também restrições de liberdade e de direitos políticos.
Marisa Letícia virou um álibi post-mortem de Lula
Marisa Letícia jamais poderia imaginar que, depois de morta, seria tão útil ao marido. Acusado de ganhar de presente da Odebrecht o apartamento contíguo ao seu, em São Bernardo, Lula assegura que o proprietário é Glaucos da Costamarques, um parente do seu amigão José Carlos Bumlai. Apontado pelos procuradores da Lava Jato como “laranja”, Glaucos declarou em depoimento a Sergio Moro que Lula ocupa o imóvel desde 2011 sem pagar um níquel. Só começou a pagar aluguel no final de 2015, depois que Bumlai foi em cana.

