Bravatas da jararaca - CARLOS ALBERTO DI FRANCO
Escrevo este artigo antes das manifestações marcadas para ontem, dia 13 de março. Espero que tenham sido pacíficas, e não contaminadas por grupos interessados em semear violência para aprisionar os sentimentos da sociedade e inibir protestos democráticos legítimos. O que quer que tenha acontecido, caro leitor, ninguém conseguirá silenciar o grito de indignação do brasileiro honrado e trabalhador, mas profundamente revoltado com a gangue mafiosa que tomou conta do Estado brasileiro.
Isto é democracia - MARCELO RUBENS PAIVA
Continuo um cara de esquerda. Não sou comunista. Me divirto quando me mandam ir pra Cuba. Já fui e adorei, apesar de lamentar ver o socialismo fracassar numa ilha linda, com muita censura e perseguição política. Rechaço os excessos da Justiça, do MP, a coerção, a imprensa monolítica e tendenciosa, a direita homofóbica, a violência contra o cidadão. Mas parabéns ao povo brasileiro. Coxa ou não, são brasileiros. Classe-média branca ou diversa, não interessa mais. Numa data infeliz, 13 de março, que coincidiu com um comício radical que há 52 anos detonou o Golpe de 64, conseguiu-se uma manifestação enorme, histórica e, aplausos, pacífica.
Costurando Frankenstein - José Roberto de Toledo
Nem domingo, nem sábado. O governo Dilma Rousseff foi ao forno na quarta-feira, tarde da noite, em Brasília, na casa do senador Tasso Jereissati, quando três senadores do PMDB dito governista jantaram com sete colegas tucanos e ruminaram sobre o dia seguinte. Nada a ver com a quinta-feira. Nas bocas, quem assumiria o governo após a eventual saída da presidente.
Tudo dependia das ruas? Pois é...Eliane Cantanhêde
O Brasil é uma Venezuela? Não! Está dividido ao meio? Não! O histórico domingo, 13 de março de 2016, mostrou ao mundo e a quem interessar possa que a maioria dos brasileiros é verde e amarelo, quer paz nas ruas, ética na política e... o fim do governo Dilma Rousseff. Os gritos e faixas foram claros: “Somos Moro” e “fora Dilma, fora Lula, fora PT!”.
Maior protesto da história do País aumenta pressão por saída de Dilma
Na maior manifestação da história do País, milhões de brasileiros foram às ruas neste domingo, 13, em pelo menos 239 cidades nas cinco regiões, pedir a saída da petista Dilma Rousseff, 68 anos, da Presidência da República. Os protestos também tiveram como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fundador e principal líder do PT, investigado pela Operação Lava Jato e pelo Ministério Público de São Paulo.
PMDB já costura aliança com PSDB, DEM e PPS caso impeachment seja "inevitável"
Maior partido de sustentação do governo federal, o PMDB já costura“aliança nacional”com PSDB, DEM, PPS e outros partidos de oposição para assumir a Presidência caso Dilma Rousseff (PT) deixe o cargo. A informação é do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB), que classificou manifestações deste domingo como sinal de que “o povo não quer que o País continue como está”.
“Não estou defendendo o impeachment, não fui às ruas, nem o PMDB quer ficar como oportunista ou golpista. Mas, se houver impeachment, nós vamos fazer um governo. Se for inevitável, faremos governo de coalização com PSDB, DEM, PPS para garantir a governabilidade. Tudo tem que estar bem costuradinho”, disse Eunício ao O POVO.
Segundo o senador, “costura” com os partidos de oposição começou neste sábado, em reuniões no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Por conta do encontro, Temer, Eunício e outras lideranças do partido se ausentaram inclusive de convenção nacional do PMDB, que ocorreu neste sábado. Manifestações “A manifestação de hoje foi muito forte, mostra que o País não quer continuar como está. A gente não pode, por causa disso, achar que o PMDB vai ‘entrar e salvar a pátria’. Não vamos dar o golpe, vai depender da Câmara. Mas se o impeachment chegar no Senado, nós não vamos ter como desconsiderar”, disse o senador. Atualmente, o PMDB é maior partido de sustentação de Dilma, com diversas indicações no governo federal. Na convenção deste sábado, o partido adiou por trinta dias a votação de qualquer mudança de sua postura com relação ao governo. Nos últimos dias, o partido teve inclusive reunião com a bancada do PSDB.
Tasso Jereissati participa de manifestação em Fortaleza

O senador tucano Tasso Jereissati (CE) está na manifestação contra o governo, na Praia de Iracema, em Fortaleza. Ele vai acompanhar a passeata até o Jardim Japonês, pela avenida Beira-Mar, onde subirá no palanque para falar para mais de 100 mil pessoas, segundo os organizadores e 80 mil, conforme a Polícia Militar. Quando chegou no Aterro da Praia de Iracema, Tasso falou com a imprensa e disse que a saída pela renúncia de Dilma é hoje a possibilidade mais viável. "Estamos num desgoverno", criticou Tasso. Presentes também no ato em Fortaleza os deputados federais Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Danilo Forte (PSB), deputados estaduais Carlos Matos (PSDB) e João Jaime (DEM), o vereador Pedro Matos (PSDB) e o presidente da Federação do Comércio do Ceará, Luiz Gastão. OPOVO
13 de março: Gabeira diz que manifestação é "suficiente para Dilma cair"
Ex-deputado federal pelo PT, o jornalista Fernando Gabeira afirmou a VEJA acreditar que "as manifetações de hoje são suficientes para mostrar que o Brasil quer mudar. A manifestação é suficiente para Dilma cair". Após a entrevista, Gabeira subiu no carro do movimento Vem Pra Rua e completou: "Não estou aqui como político, nem jornalista. Estou como pai. É fundamental que a gente não se disperse porque esse estrago precisa de muito trabalho e muita paciência. Chegamos nesse ponto para aprender a lição e não deixar nunca mais que a corrupção jogue o país na lama", defendeu Gabeira. (Daniela Pessoa, do Rio de Janeiro) VEJA
O nosso blog na Avenida Paulista. E o dia glorioso
É bem verdade que Renan Santos, um dos coordenadores nacionais do MBL, deu uma forcinha, hehe, mas a gente nota que a adesão se deu numa boa. O nosso blog foi aplaudido na avenida nesse dia histórico. Obrigado ao Renan, ao MBL e aos 1,4 milhão da Paulista. Não! Não estou me referindo à manifestação de simpatia à nossa página. Sou grato a toda a essa gente por esse dia glorioso. REINALDO AZEVEDO
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Meio eletrônico de medição de público contratado pelo MBL aponta: 1,4 milhão de pessoas na Paulista
O Movimento Brasil Livre utilizou uma tecnologia de ponta chamada SmartLok, desenvolvida e cedida gratuitamente ao grupo pela startup israelense StoreSmarts. Ela serve para estimar a presença de público em concentrações. Trabalha com uma antena ligada a um computador para emitir um sinal de frequência que reconhece celulares que estejam com o Wi-Fi ligado. Essa ferramenta registra o IP do aparelho. Vários computadores com antenas foram empregados para abranger toda a Avenida Paulista e ruas adjacentes. Ao mesmo tempo, militantes do MBL entrevistaram grupos de pessoas para saber a proporção dos presentes que estavam com os aparelhos. Muito bem. Segundo esses dados, passaram pela Paulista 1,4 milhão de pessoas, numero que coincide com o da Polícia Militar. O Movimento Brasil Livre e a própria StoreSmarts estão disponíveis para oferecer aos interessados detalhes técnicos sobre esse sistema. REINALDO AZEVEDO
Carlos Mazza
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