Não sei se o sempre demonizado “Centrão” vai definir o rumo da eleição presidencial, mas há, sim, uma boa possibilidade de que isso aconteça
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 19/07/2018 - 16:02
Ora vejam… Não sei se o demonizado “centrão” — ou parte considerável dele — vai definir a eleição de 2018, mas há uma boa chance de que isso aconteça. Numa disputa em vai faltar dinheiro, dada a impossibilidade da doação de empresas, tempo de exposição no rádio e na TV pode ser vital. DEM, PP, PRB, SD e PR prometem marchar unidos na disputa. Se isso se der e se o candidato que escolherem sagrar-se vencedor, conhecer-se-á, de antemão, no que concerne a legendas, parte da base de apoio do futuro presidente. Sem apoio do Congresso, o único destino de um presidente, no Brasil, é o impeachment. Não é uma lei da natureza. É história. Essas legendas podem, hoje, caminhar tanto com Geraldo Alckmin (PSDB) como com Ciro Gomes (PDT).
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Centrão com Alckmin

O Centrão caiu nos braços de Geraldo Alckmin. Nunca o candidato do PSDB esteve tão perto de anunciar oficialmente a aliança. Será a primeira boa notícia de fato da campanha de Alckmin desde que ele começou sua jornada para a eleição deste ano. O GLOBO
Pesquisa aponta que líder em agosto sempre venceu em outubro
Sonia Racy / o estado de sp
19 Julho 2018 | 01h00
MURILLO ARAGÃO. FOTO: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
Murillo Aragão, da Arko Advice, divulgou na segunda-feira levantamento mostrando o quão importante é o tempo de TV nas eleições presidenciais. Nas últimas sete disputas (1989 a 2014), ocorreram mudanças duas semanas após o início da propaganda eleitoral na TV.
Mas em nenhuma delas mudou o candidato presidencial a liderar a nas pesquisas em agosto – período anterior ao início da propaganda na TV. O que se constatou foi que, nas sete disputas, quem liderava em agosto venceu.
Há, no entanto, uma grande diferença não explicitada na pesquisa: nunca antes na história do País se chegou tão perto da data de um pleito com o atual grau de indefinições. Até o momento, meados de julho, os pré-candidatos sequer escolheram seus vices.
No Brasil, 15 dos 35 partidos mantêm presidentes há mais de 10 anos ou desde a fundação Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/no-brasil-15-dos-35-partidos-mantem-presidentes-ha-mais-de-10-anos-ou-desde-fundacao-22889708#ixzz5LPPBW13l stest
RIO — As negociações para a definição de alianças à disputa presidencial revelam como o poder em boa parte dos partidos segue sendo exercido por caciques que se perpetuam no comando. Levantamento feito pelo GLOBO com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 15 das 35 siglas registradas têm presidentes eternizados no cargo. Para especialistas, essa prática mostra falta de democracia interna e controle da burocracia por oligarquias.

