Pesquisa Ibope em Sobral: Ivo Gomes tem 56%; e Oscar Rodrigues, 33%
A pesquisa Ibope com as intenções de voto para a Prefeitura de Sobral nas eleições 2020, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Diário do Nordeste, aponta o atual prefeito Ivo Gomes (PDT) na liderança, com 56%; seguido por Oscar Rodrigues (MDB), com 33%.
Veja os números:
- Ivo Gomes (PDT): 56%
- Oscar Rodrigues (MDB): 33%
- Branco/nulo: 7%
- Não sabe/Não respondeu: 4%
O levantamento do Ibope foi encomendado pelo Diário do Nordeste e registrado na Justiça Eleitoral com o número de identificação CE-04164/2020.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou mais menos. Foram ouvidos 602 eleitores presencialmente na cidade de Sobral.
A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 7 de novembro, e o nível de confiança é de 95%. Isso significa que há probabilidade de 95% dos resultados retratarem o atual momento, considerando a margem de erro. COM DIARIONORDESTE
Estreantes na política só lideram em 3 capitais
Samuel Lima, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo
Em 2018, um terço dos governadores eleitos nunca havia pedido um voto. Dois anos após uma eleição marcada pela reprovação da política tradicional e a ascensão de novatos, pesquisas feitas pelo Ibope mostram que campanhas estreantes enfrentam dificuldades no País. Candidatos a prefeito que nunca disputaram o voto popular aparecem nas primeiras colocações de apenas três capitais. Ainda segundo as pesquisas de intenção de votos mais recentes, nove dos 13 prefeitos que buscam a reeleição lideram a disputa
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As três cidades em que os estreantes pontuam melhor ficam no Nordeste. Em Maceió, o ex-procurador de Justiça e ex-secretário estadual de Segurança Pública de Alagoas Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) aparece em empate técnico na primeira colocação. Embora seja um nome novo, é apoiado por políticos tradicionais: o governador Renan Filho (MDB) e o atual prefeito, Rui Palmeira, que deixou o PSDB em fevereiro. Segundo Ibope divulgado na quarta-feira, 11, Mendonça tem 26%, JHC (PSB), 22% e Davi Davino Filho (Progressistas), 19%.
Delegada da Polícia Civil, Danielle Garcia (Cidadania) participa pela primeira vez de uma campanha eleitoral e aparece em segundo lugar na intenção de votos em Aracaju. Com discurso focado no combate à corrupção e apoiada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), ela registrou 19% no último levantamento, divulgado dia 22, ante 34% de Edvaldo Nogueira (PDT), atual prefeito da cidade.
Em João Pessoa, o radialista Nilvan Ferreira (MDB) aparece numericamente na segunda colocação do Ibope mais recente, de 22 de outubro, atrás de Cícero Lucena (PP), que já foi prefeito, governador e senador. Ferreira apresenta um programa popular de rádio, defende pautas bolsonaristas e é crítico aos governos locais.
Na maioria das cidades, o Ibope não aponta desempenho forte dos “outsiders”. Em Macapá, por exemplo, Josiel Alcolumbre (DEM) apareceu com 26% das intenções de voto no Ibope de quarta– seguido por Patrícia Ferraz (Podemos), com 18%, e Dr. Furlan (Cidadania), com 17%. Embora dispute a prefeitura pela primeira vez, Josiel foi 1º suplente do irmão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), nas eleições de 2014. Nomes que já apareceram na urna alguma vez estão em evidência em outras 22 capitais.
Discurso
O discurso antipolítica de 2018 ajudou a eleger oito governadores novatos, como Wilson Witzel (PSC), no Rio, e Carlos Moisés (PSL), em Santa Catarina. No decorrer do mandato, ambos perderam apoio dos deputados estaduais nas respectivas Assembleias, foram acusados de irregularidades durante a gestão do novo coronavírus e foram afastados.
Há dois anos, os eleitores renovaram também 47,3% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 85,2% no Senado. Algumas legendas tentaram lançar, neste ano, candidatos que foram bem-sucedidos na estreia de 2018, como a deputada federal Joice Hasselmann (PSL), que aparece numericamente na sétima colocação na pesquisa Ibope para a Prefeitura de São Paulo divulgada segunda-feira.
Em 2016, foram escolhidos “outsiders” para comandar São Paulo, João Doria (PSDB); Belo Horizonte, Alexandre Kalil (hoje no PSD); e Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB). Doria virou governador do Estado, enquanto os outros dois lideram pesquisas em suas cidades.
Marília Arraes e Mendonça Filho reduzem vantagem de João Campos no Recife, diz Datafolha
A deputada federal Marília Arraes (PT) e o ex-ministro Mendonça Filho (DEM) reduziram a vantagem em relação ao líder João Campos (PSB) na disputa pela Prefeitura do Recife.
Filho do ex-governador Eduardo Campos e apoiado pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), João Campos aparece com 29% das intenções de voto. No levantamento anterior, tinha 31%.
Fontes: Pesquisas Datafolha presenciais feitas no Recife com eleitores de 16 anos ou mais nos dias 5 e 6 de outubro (800 eleitores), 20 e 21 de outubro (868 eleitores), 3 e 4 de novembro (924 eleitores) e 9 e 10 de novembro (1.036 eleitores). Registros no TRE-PE, respectivamente: PE-08999/2020, PE-05988/2020, PE-06862/2020 e PE-03779/2020. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Contratantes: Folha de S.Paulo/TV Globo,,
Marília Arraes aparece com 22%, oscilando positivamente em relação à pesquisa anterior, quando marcava 21%. Ela ainda está empatada tecnicamente com o ex-ministro Mendonça Filho (DEM), que tem 18% das intenções —na semana passada, tinha 16%.
Mendonça, por sua vez, está tecnicamente empatado com a delegada Patrícia Domingos (Podemos), que foi de 14% para 15%.
O Datafolha ouviu presencialmente 1.036 eleitores nos dias 9 e 10 de novembro. A pesquisa, feita em parceria com a TV Globo, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Declararam voto em branco ou nulo 9% dos entrevistados, enquanto 4% não souberam responder.
Carlos Andrade Lima (PSL) tem 2%, Coronel Feitosa (PSC), 1%. Charbel (Novo), Thiago Santos (UP), Cláudia Ribeiro (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuaram.
Considerando os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Campos tem 33%, Marília, 25%, Mendonça, 20%, e Patrícia, 17%.
O Datafolha também mediu o índice de rejeição dos candidatos. Delegada Patrícia aparece numericamente à frente neste ranking, com 40% dos entrevistados afirmando que não votariam nela de jeito nenhum.
João Campos tem 34%, seguido por Mendonça Filho, com 31%, e Coronel Feitosa, com 30%. Marília Arraes é rejeitada por 27% dos entrevistados.
A pesquisa aponta que, em um hipotético segundo turno entre Campos e Marília, o candidato do PSB tem 41% ante 35% da petista. Declararam voto em branco ou nulo 22%, e não souberam responder 2%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são mostrados ao entrevistado, João Campos aparece com 20%, Marília Arraes tem 16%, Mendonça Filho, 12%, e Delegada Patrícia, 10%.
Nesse cenário, 25% não souberam responder, e 9% disseram votar em branco ou nulo.
Nos últimos dias, o fato novo das eleições do Recife é o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à candidatura de Patrícia Domingos.
Em uma live no último sábado (7), Bolsonaro pediu votos para a delegada. Pouco antes, havia demonstrado sua intenção em comentário postado em rede social. O anúncio fez com que o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, retirasse o apoio do partido à candidata do Podemos.
No entanto, o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), principal aliado de Patrícia no Recife, reiterou que continuava ao lado dela. O Cidadania ocupa a vice na chapa da delegada.
O deputado estadual Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB) retirou a candidatura para apoiar Patrícia após o anúncio de Bolsonaro.
Conhecida por ser mais alinhada ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro, desafeto de Bolsonaro, Patrícia foi até Brasília na última segunda-feira (9) gravar com o presidente.
“Amigos do Recife, não acreditem em pesquisas. Se dependesse delas, eu não seria presidente”, disse Bolsonaro em um vídeo ao lado da delegada postado por ela nas redes sociais.
Durante a campanha, quando apresentou crescimento nas intenções de voto, Patrícia Domingos usou de maneira intensa as pesquisas para dizer que representava a única candidatura com condições de vencer o PSB no segundo turno.
Ela disputa parcela do eleitorado bolsonarista com Mendonça Filho. O nome da coligação dele, que reúne DEM, PSDB, PTB e PL, é Recife Acima de Tudo, numa alusão ao conhecido jargão de Bolsonaro.
Na propaganda eleitoral, Mendonça faz os ataques mais duros contra a delegada. Usa com frequência postagens feitas por ela em 2011 em que a candidata se refere à capital pernambucana como “Recífilis” e menciona que nunca tinha visto tanta gente feia reunida em um bar recifense.
Já João Campos, que lidera as pesquisas desde o primeiro levantamento, continua a ser o alvo preferencial dos adversários. É questionado pelas recorrentes operações da Polícia Federal na Prefeitura do Recife. Há, de acordo com as investigações, indícios de desvios de recursos públicos destinados ao combate da pandemia do novo coronavírus.
Outro ponto explorado pelos principais oponentes de Campos é a falta de experiência pública do candidato de 26 anos. Nos últimos dias, na propaganda eleitoral, o deputado tem feito um esforço na tentativa de neutralizar este argumento.
“Eu entendo se você acha que eu sou muito novo para ser prefeito da cidade do Recife, mas queria que você me conhecesse. Na minha vida, nunca dei um passo maior do que eu poderia dar”, diz.
Na vida pública, Campos foi chefe de gabinete do governador Paulo Câmara (PSB). Exerce há quase dois anos mandato de deputado federal. Na reta final da campanha, resolveu usar com maior intensidade a imagem do pai, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo durante a disputa presidencial de 2014.
Marília Arraes tem centrado os ataques no primo e nas duas gestões de Geraldo Julio. A deputada federal, que integrou o primeiro escalão do governo do PSB no Recife em 2013, repete que Campos esconde no palanque o prefeito e o governador, mal avaliados em pesquisas.
Nesta terça-feira (10), houve o primeiro embate frente à frente entre os dois. Durante o único debate realizado na TV aberta, Marília, após citar operações da Polícia Federal na prefeitura, perguntou se Campos confiava na equipe de Geraldo Julio.
Ele respondeu que sim e emendou que causava estranheza uma candidata do PT falar de corrupção. O PSB em Pernambuco apoiou Fernando Haddad (PT) no primeiro turno das eleições de 2018. O PT integra o primeiro escalão do governo Câmara e, até outubro, fazia parte da gestão de Geraldo.
Após um início de campanha procurando se afastar dos principais símbolos do PT por temer um efeito antipetista em um eventual segundo turno, Marília tem intensificado o uso da imagem do ex-presidente Lula e do avô Miguel Arraes.
Ela continua a enfrentar, desde o início da disputa, o chamado fogo amigo de alguns setores do partido que queriam aliança com o PSB.
Datafolha: Em Fortaleza, petista cai e candidatos de Ciro e Bolsonaro dividem liderança
Victor Farias / O GLOBO
BRASÍLIA — Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira indica que um segundo turno pela prefeitura de Fortaleza (CE) entre o candidato dos irmãos Gomes, Sarto (PDT), e o do presidente Jair Bolsonaro, capitão Wagner (Pros), está cada vez mais provável, enquanto a candidata do PT, Luizianne Lins, segue em trajetória descendente. O levantamento foi encomendando pelo jornal O Povo.
De acordo com o levantamento, Wagner, deputado federal mais votado no estado em 2018, aparece em primeiro lugar numericamente, com 30% dos votos. Sarto, que é presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), aparece em seguida, com 27%. Considerada a margem de erro, de três pontos percentuais, os dois estão empatados.
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A ex-prefeita da cidade Luizianne Lins aparece com 15% na pesquisa divulgada hoje. Desde que os levantamentos do Datafolha começaram na cidade, em 14 de outubro, a petista caiu nove pontos percentuais. Em relação à última pesquisa, de 4 de novembro, ela oscilou negativamente dentro da margem de erro, passando de 18% para 15%.
Na frente da pesquisa, Wagner conta com o apoio do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), um dos principais articuladores da campanha em Fortaleza, além do presidente Jair Bolsonaro. Na eleição municipal passada, ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Roberto Cláudio por uma diferença de 7,2 pontos percentuais — 53,6% a 46,4%.
Datafolha: A quatro dias da eleição, Paes mantém liderança, e vaga no segundo turno segue indefinida
Na cola do deputado, Sarto é apoiado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT), além do atual prefeito da cidade, Roberto Cláudio (PDT), cuja gestão é bem avaliada pelos fortalezenses. A aliança de nomes de peso na política local ajudou o presidente da Assembleia Legislativa do estado a se tornar mais conhecido entre os moradores da cidade — desde a primeira pesquisa, Sarto passou de 15 pontos para 27 pontos.
Na terceira posição, Luizianne Lins foi prefeita da cidade entre 2005 e 2013, durante os governos Lula e Dilma. Ela tentou voltar ao poder em 2016, mas não chegou ao segundo turno. Na disputa deste ano, conta com o apoio do ex-presidente Lula, que gravou um vídeo para sua campanha. O governador do estado, Camilo Santana (PT), por outro lado, não tem participado ativamente da campanha, já que é filiado ao PT, mas também é próximo dos irmãos Gomes.
Kalil marca 63% e aparece com 55 pontos de vantagem sobre 2º colocado em BH, diz Datafolha
A quatro dias da eleição, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), mantém a liderança isolada com 63% das intenções de voto e a tendência de ser reeleito em primeiro turno, aponta o Datafolha.
Kalil oscilou negativamente dentro da margem de erro em relação aos 65% que registrou no levantamento anterior. Considerando os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o prefeito tem 71%.


