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Jair Bolsonaro já não governa nem a si mesmo.

A Presidência de Jair Bolsonaro tem apenas quatro meses e meio de existência. Em condições normais, um governo assim, estalando de novo, deveria transformar o calor das urnas recém-abertas em energia para impulsionar as mudanças prometidas na campanha eleitoral. Mas o capitão conseguiu o inimaginável: transformou a legitimidade do voto em fumaça. Já respira uma atmosfera de final de mandato. Bolsonaro cria crises do nada. Seu governo tornou-se um ninho de cobras. O guru presidencial Olavo de Carvalho e suas serpentes ideológicas enxergam no pedaço militar da equipe um punhado de víboras golpistas. Ministros como Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça), assistem à diluição dos seus hipotéticos superpoderes num caldeirão de polêmicas inúteis.

 

No Congresso, potenciais aliados do centrão juntam-se à oposição para impor derrotas em série ao Planalto. Faltava o ronco do asfalto para que a tempestade fosse perfeita. Não falta mais. O governo cometeu tantos erros na estratégica área da Educação que conseguiu acordar as ruas, que andavam adormecidas desde o impeachment de Dilma Rousseff.

 

Com a popularidade em baixa, o capitão poderia considerar a hipótese de sentar à mesa e negociar a sério. Mas ele se comporta como se desejasse virar a mesa. Briga no Congresso com os mesmos atores que retiraram o chão de Dilma. E chama os manifestantes de "idiotas úteis".

 

O Brasil precisa de bom senso, reformas, emprego e decência. Sob Bolsonaro, crescem a balbúrdia e o desemprego. O filho 'Zero Um' acaba de ter os sigilos bancário e fiscal quebrados. E o presidente, em vez de moderar, atiça. Bolsonaro não consegue governar nem a si mesmo. Seu descontrole devolve a carta do impechment ao baralho. JOSIAS DE SOUZA

Senado aprova projeto que prevê internação involuntária de dependentes químicos

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Senadores reunidos no plenário durante a sessão desta quarta-feira (15) — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Senadores reunidos no plenário durante a sessão desta quarta-feira (15) — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

Senado aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto que prevê internação involuntária de dependentes químicos.

Como o texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Além da internação involuntária, a proposta também aumenta de 5 para 8 anos de reclusão a pena mínima para o traficante que chefiar organização criminosa.

Proposto pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS), atual ministro da Cidadania, o projeto foi aprovado pela Câmara em 2013 e encaminhado naquele ano ao Senado. No período em que tramitou na Casa, foram apresentadas várias sugestões para modificar o texto.

O relator da proposta, Styvenson Valentim (Pode-RN), porém, defendeu a aprovação do projeto sem modificações em relação ao texto aprovado pela Câmara.

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STF derruba emenda da Constituição do Maranhão que ampliava foro privilegiado

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15), por maioria, derrubar da Constituição do Maranhão emenda que estendia foro privilegiado a procuradores do estado, procuradores da Assembleia Legislativa, defensores públicos e delegados de polícia.

Votaram para derrubar a emenda, que estava suspensa por liminar (decisão temporária) desde 2002, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Luiz Fux. Ficaram vencidos os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Pelo entendimento, a partir de agora, os ocupantes desses cargos serão julgados pela primeira instância e não pelo Tribunal de Justiça. A decisão não tem alcance automático sobre constituições de outros estados.

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TCU diz que 37,5% das obras financiadas com verba da União estão paradas ou inacabadas

Por Elisa Clavery, TV Globo — Brasília  


 

 

Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou nesta quarta-feira (15) uma auditoria segundo a qual 37,5% das obras financiadas com recursos da União estão paradas ou inacabadas.

Ao todo, a área técnica do tribunal analisou 38,4 mil obras, entre abril e maio do ano passado.

De acordo com o relator do processo, ministro Vital do Rego, as obras paradas representam investimento previsto de R$ 144 bilhões, mas somente cerca de R$ 10 bilhões foram aplicados sem que tenha sido gerado benefício à população.

"As consequências desse problema vão muito além dos recursos desperdiçados. Podem ser citados os serviços que deixam de ser prestados à população, prejuízos no crescimento econômico e empregos não gerados", afirmou o relator.

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Protestos e paralisações contra cortes na educação ocorrem em todos os estados e no DF

Ao menos 222 cidades do Brasil, segundo levantamento do G1, tiveram manifestações, nesta quarta-feira (15), contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Houve atos em todos os estados do país e também no Distrito Federal.

Universidades e escolas também fizeram paralisações, após a convocação de uma greve de um dia por parte de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos. Os atos foram pacíficos.

Foi a primeira grande onda de manifestações durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, pouco mais de quatro meses após ele ter tomado posse. Em Dallas (EUA), Bolsonaro classificou os manifestantes de "idiotas úteis" e "imbecis". Mais tarde, por meio do porta-voz Otávio Rêgo Barros, disse que as manifestações de "legítimas e democráticas, desde que não se utilizem de violência, nem destruam o patrimônio público".

 
Manifestantes participam de ato contra cortes na educação, na Candelária, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15) — Foto: REUTERS/Pilar Olivares

Manifestantes participam de ato contra cortes na educação, na Candelária, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15) — Foto: REUTERS/Pilar Olivares

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Rua volta a assombrar mundo político, e Bolsonaro dobra aposta

Igor Gielow / FOLHA DE SP
 
protesto de estudantes e professores
SÃO PAULO

A rua voltou a assombrar o mundo político brasileiro, que até hoje não conseguiu efetuar a simbolização do movimento gigantesco de 2013.

 

Desde então, ela foi central para a queda de Dilma Rousseff (PT) em 2016. No vácuo do sistema político, arrasado pela Lava Jato, ela ajudou a dar materialidade ao fenômeno eleitoral Jair Bolsonaro (PSL).

Políticos de diversas matizes se entreolharam ao ver imagens na televisão e telas de celulares nesta quarta (15). A rua que ajudou a parir o bolsonarismo se movimentou de novo, com o sinal trocado. Ironia histórica? Seja como for, vale o senso comum em Brasília para as Comissões Parlamentares de Inquérito: todo mundo sabe como começa, ninguém sabe como acaba.

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