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PT prega ‘reação’ a Bolsonaro no Nordeste

A polarização do Brasil nos extremos vai mostrando seus efeitos deletérios meses após a eleição. Enquanto bolsonaristas insuflam a realização de atos que têm entre as pautas ataques ao Congresso e ao Supremo, congressistas do PT reagem pregando nas redes sociais que cidades nordestinas se recusem (!) a receber a visita de Jair Bolsonaro ou lhe deem uma recepção hostil.

 

“O povo do Nordeste deu o recado ao Bolsonaro nas urnas em outubro e caso ele se meta a besta e tente visitar alguma cidade nordestina a recepção não será boa”, escreveu no Twitter o petista gaúcho Paulo Pimenta. No limite, o que o deputado defende? Está insuflando a violência de forma velada? Quando congressistas abrem mão de seu papel institucional para pregar a briga de rua perdem o direito a gritar contra arreganhos autoritários do lado de lá. É a marcha da insensatez. / Vera Magalhães

Paulo Pimenta
@DeputadoFederal

O povo do Nordeste deu o recado ao Bolsonaro nas urnas em outubro e caso ele se meta a besta e tente visitar alguma cidade nordestina a recepção não será boa.

É erro jogar população contra Congresso, como faz Bolsonaro, diz grupo de empresários

Joana Cunha / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Jogar a população contra o Congresso e descredibilizar a política, como tem feito o presidente Jair Bolsonaro, é um erro, segundo Gabriel Kanner, presidente-executivo do Brasil 200, movimento que reúne empresários simpatizantes do atual governo. 

"Não podemos incorrer no erro de jogar a população contra o Congresso e colocá-lo como o grande vilão da história, [como alguém] que só tem interesse financeiro em receber alguma contrapartida para aprovar a reforma. Não podemos negar o processo legislativo. Não acho correto dar essa impressão à população", diz Kanner.

 Com nomes de peso do empresariado, como Flávio Rocha (Riachuelo) e João Appolinário (Polishop), o Brasil 200 entrou em 2019 com uma agenda pró-Bolsonaro, prometendo estimular a criação de 1 milhão de vagas. Hoje, porém, o presidente do movimento afirma que o grupo não vai participar das manifestações convocadas para o domingo (26) em defesa de Bolsonaro.

 "A forma como surgiu essa manifestação foi um pouco nebulosa no nosso entendimento. Vimos pessoas com hashtags sobre invadir o Congresso ou fechar o STF. A nossa orientação é refutar qualquer tipo de pedido neste sentido", afirma Kanner. 

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Renúncia ou impeachment?

Após o segundo turno da última eleição, muitas vezes externalizei o temor que tinha da guerra ideológica sem fim que desde o início Jair Bolsonaro dava mostras de querer empreender. Porque se ele não conseguisse responder aos anseios daqueles que o elegeram —que não queriam propostas mas sim dar vazão à repulsa que sentiam da política e dos políticos—, essas mesmas pessoas, inflamadas pelas teorias conspiratórias de Olavo de Carvalho e seus seguidores, passariam a questionar a própria democracia e suas instituições.

Foi o que aconteceu. Mesmo depois de eleito, o governo continuou em campanha e, mostrando não ter a nobreza dos vencedores, nunca estendeu a mão aos seus opositores. Nos primeiros meses de governo, redes bolsonaristas começaram uma série de ataques ao Supremo Tribunal Federal, conclamando pessoas a ocuparem as ruas contra o STF. 

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'Se Câmara e Senado têm proposta melhor da Previdência, que ponham em votação', diz Bolsonaro

Denise Luna e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2019 | 16h56

 

Apesar de considerar a proposta de reforma da Previdência do governo a mais adequada para ir à votação no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro convocou os descontentes com o texto a apresentarem suas versões. Em discurso na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Bolsonaro desafiou os parlamentares a apresentarem suas versões para solucionar a questão previdenciária.

"Se a Câmara e Senado têm propostas melhores que a nossa, que ponham em votação", disse Bolsonaro, sendo aplaudido pela plateia. "O que precisamos agora é a reforma da Previdência", completou.

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'O que precisamos agora é a reforma da Previdência', disse Jair Bolsonaro durante cerimônia na Firjan Foto: Mauro Pimentel / AFP

Após o evento, o porta-voz da Presidência, Otavio Rêgo Barros, reforçou a mensagem do presidente, que não falou com a imprensa. "A proposta que o presidente identifica comoa melhor proposta é aquela que ele já levou ao Congresso Nacional. Não obstante, ele se coloca, sim, parceiro neste processo de discussão e de avaliação para, juntos, Congresso e Poder Executivo darmos um andamento àquilo que vai tirar o Brasil de um precipício que muito rapidamente se aproxima, conforme nosso ministro Paulo Guedes (Economia) já vocalizou em vários dos seus discursos", afirmou o porta-voz.

Polícia entra em campo para prender jogador acusado de ser o maior traficante de MG

Pela Supercopa dos Inconfidentes, o Peñarol de Ouro Preto enfrenta o Oito de Dezembro no estádio Caldeirão da Barra, em Outo Preto, Minas Gerais. Foi quando a Polícia Civil do estado entrou em campo para prender Sonny Clay Dutra. Segundo a polícia, ele é um “craque do crime”. Dados indicam que o Sonny é o principal traficante de pasta-base de cocaína do estado.

Como Sonny era o principal patrocinador do time, ele não tinha uma posição fixa. Era o famoso dono da bola. Quando entrava em campo gostava de jogar com chuteiras do mesmo modelo das usadas pelos grandes craques do futebol mundial; todas personalizadas.

Fantástico apurou que o cartola-jogador ainda fazia um agrado extra. Para incentivar o time, a informação é que Sonny distribuía para os jogadores, no vestiário, pacotes de nota de R$ 50. O próprio nome de Sonny estampava as camisas, como patrocinador.

A polícia chegou a encontrar um carro com mais de R$ 1 milhão e a apreender 16 quilos de pasta-base de cocaína - isso poderia render 100 quilos de drogas no mercado.

Esta é a quarta vez que Sonny é preso por tráfico de drogas. A mulher do traficante, Efigênia Antônia Lopes Dutra, também foi presa. Outros dois jogadores do Peñarol de Ouro Preto também foram presos. A suspeita, a mesma: tráfico de drogas. Segundo a polícia, todos eles faziam parte de uma única quadrilha.

Em nota, os advogados de Sonny e Efigênia dizem que os investigados possuem ocupações lícitas e encontram-se em processo de separação. A nota diz também que a defesa não obteve acesso amplo aos elementos de prova e que Efigênia e Sonny pretendem colaborar com as investigações a fim de provarem sua inocência.

Fantástico procurou os representantes do Peñarol de Ouro Preto, mas não obteve resposta. PORTAL G1

Pelo debate educado - FOLHA DE SP

Não é tarefa simples avaliar o melhor destino do gasto público. Tome-se o debate do momento, sobre o financiamento governamental do ensino em seus diversos níveis.

Resta pouca dúvida de que, em termos de esforço relativo, o Brasil atingiu níveis satisfatórios de dispêndio nessa área. Estimulado pela expansão do setor público nos últimos anos, o gasto total do país com instrução, entre 5% e 6% do PIB, está alinhado com o verificado nos países desenvolvidos.

A parcela dos orçamentos governamentais brasileiros destinada ao ensino, de 17%, supera os 11% em média das nações, em sua grande maioria ricas, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Apesar disso, o dinheiro despendido com cada estudante fica em geral aquém das cifras observadas no mundo desenvolvido. O Brasil tem um grau de riqueza apenas mediano e, mesmo que reserve fatia substanciosa dela para a educação, a quantidade de reais que sobram por aluno não é tão grande assim.

Ao longo da educação básica, até o final do ensino médio, o Brasil gasta cerca da metade dos dólares por estudante que a média dos países da OCDE desembolsa. Mas essa é apenas uma parte da explicação.

Historicamente, governos brasileiros têm favorecido o nível superior. Nesse estágio, o gasto público em dólares por universitário praticamente iguala o das nações ricas.

Aqui se despende com um estudante na faculdade pública quatro vezes o que é destinado a um aluno do ensino básico. Trata-se da maior disparidade registrada em análise comparativa feita pela OCDE.

O governo Jair Bolsonaro (PSL) tem um argumento válido. Não faz sentido, diante desses dados, ampliar o desembolso com universidades. Toda a folga de recursos, quando houver, deveria ser canalizada aos estágios inferiores.

A boa notícia, entretanto, é que melhorar os indicadores de aprendizado de crianças e adolescentes depende muito pouco da expansão da despesa total. O Brasil gasta mais por aluno que o México e a Colômbia, mas tem desempenho pior que os dois países na avaliação internacional da OCDE.

A disparidade dentro do Brasil ajuda a enterrar a ideia de que mais dinheiro produz melhor resultado.
Em 2013, os concluintes do ensino médio de Pernambuco e de São Paulo tinham desempenho parecido no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), embora o gasto per capita paulista fosse o quádruplo do pernambucano.

É nos estados e nos municípios, aliás, que o jogo da educação se desenrola. Ao governo federal cabem os papéis de agente regulador e disseminador de boas práticas.

Que esse debate saia do trilho da provocação barata e volte para o caminho das decisões ponderadas e informadas pela melhor ciência.

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