MP-PR diz que 800 pessoas pagaram por procedimentos médicos que deveriam ter sido feitos pelo SUS no Paraná
Por Adriana Justi, Diego Ribeiro e Wilson Kische, G1 PR e RPC Curitiba
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) identificou 800 vítimas do esquema de propina entre médicos e empresários para furar a fila do Sistema Único de Sáude (SUS) no Paraná.
Os pacientes são de todas as regiões do estado. Noventa e sete deles prestaram depoimentos e contaram histórias parecidas de que tiveram que pagar por um procedimento médico que deveria ser feito pelo SUS. A RPC teve acesso aos depoimentos. Veja abaixo.
Sete investigados no esquema foram denunciados pelo MP-PR por concussão, que é quando a pessoa usa o cargo público para exigir vantagem indevida. De acordo com os promotores, há provas que indicam que "dezenas de pessoas, dentre elas agentes públicos, estavam envolvidas na sistemática inserção de pacientes em filas de prioridade do SUS.
Centenas de municípios não conseguem se manter com recursos próprios
Municípios que não conseguem se sustentar com recursos próprios. São centenas deles que não têm capacidade de gerar receita, porque a renda da população tem como origem as atividades na prefeitura e na Câmara de Vereadores.
Em 765 cidades brasileiras, mais de 80% dos trabalhadores formais estão atrelados ao setor público municipal ou a programas sociais federais. A maior parte desses municípios está no Nordeste e tem uma população de até dez mil habitantes.
Um desses casos é Santo Antônio dos Milagres, no Piauí. Lá, a economia gira em torno da prefeitura. O orçamento é mais engessado e a população sofre com a falta de serviços públicos.
‘Há convite para almoço sem lagosta’, ironiza Marco Aurélio sobre convite de Toffoli
Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA/ O ESTADO DE SP
21 de maio de 2019 | 19h17
Ministro Marco Aurélio durante sessão do STF. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/ST
BRASÍLIA – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ironizou nesta terça-feira (21) um convite do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para almoço que vai ser realizado nesta quarta-feira (22) entre integrantes da Corte.
Nesta quarta-feira, o Supremo fará sessões pela manhã e pela tarde. Tradicionalmente, quando os ministros fazem jornada dupla de julgamentos, Toffoli costuma convidá-los para um almoço no gabinete da Presidência entre uma sessão e outra.
“Há convite para almoço sem lagosta”, disse Marco Aurélio ao ministro Luiz Fux, após a sessão da Primeira Turma do Supremo nesta tarde. Marco Aurélio fez questão de pegar o microfone do plenário para comentar o assunto com Fux quando a sessão já estava encerrada.
Conforme informou o jornal “O Estado de S. Paulo” neste domingo, o STF abriu os cofres para despesas que envolvem a rotina da Corte. Entre os gastos previstos pela gestão do ministro Dias Toffoli – estimados em R$ 29,5 milhões -, estão a compra de veículos blindados, a troca de aparelho de telefone fixo, a reforma no gabinete da presidência do tribunal e refeições com lagosta e rótulos de vinhos agraciados com premiações internacionais.
Manifestação racha empresários pró-Bolsonaro
As manifestações convocadas para o domingo (26) racharam os empresários da linha de frente do bolsonarismo. Uma parte diz que elas são loucura. Já Luciano Hang, do grupo Havan, está convocando as pessoas para os protestos.
PEITO ABERTO
“Empresários ficam em cima do muro, atrás do muro, atrás da moita. Eu não sou assim”, diz ele.
NO PONTO
Hang, no entanto, afirma que só decidiu aderir às manifestações depois que elas começaram a ter “foco”: a reforma da Previdência.
POR DENTRO
“As manifestações não têm que ser ‘fora’ ninguém”, diz ele, referindo-se a grupos que pregam o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e até o fechamento do Congresso.
EU IMPLORO
“Não é a hora de brigarmos e sim de pedirmos, até implorarmos, pela aprovação da reforma”, afirma o empresário, que esteve recentemente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
LADO A
O governo aguarda com ansiedade os protestos. A ala moderada acredita que uma multidão nas ruas pedindo o fechamento do Congresso, por exemplo, pode elevar a tensão política.
LADO B
Mas o contrário seria até pior: um fracasso de público revelaria debilidade de Bolsonaro.
Araújo assinou documento para contratar funcionário sem diploma com salário de até R$ 34 mil
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, assinou documento em março que permitiria a contratação de pessoas sem curso superior para altos cargos da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Com a alteração no Plano de Cargos, Carreiras e Salários da agência, quem não tem diploma universitário poderia ser empregado em postos com salários de até R$ 34 mil.
Pelas regras vigentes, as vagas para cargos de confiança —que não precisam de concurso público— só podem ser preenchidas por candidatos com "ensino superior completo, reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação)."
Araújo estabeleceu no documento obtido pela Folha que o diploma universitário pode ser dispensado caso o indicado tenha "experiência comprovada de, no mínimo, quatro anos em atividades correlatas ao cargo".
Não há qualquer menção sobre como essa experiência deve ser verificada. Vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, a Apex atua na promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior.
O risco da oclocracia - folha de sp
O principal risco político no Brasil atual não é o despotismo; é a oclocracia, o regime da turba. Segundo Políbio, que escreveu no século 2 a.C., a oclocracia é a versão patológica do poder popular, em contraste com a versão positiva, a democracia. A degradação da democracia para a oclocracia ocorre quando um agente ou poder político empareda demais poderes políticos com apoio da multidão impulsiva, mobilizada por um discurso simplista.
Após décadas esmagados pela corrupção avassaladora que beneficiou os donos do poder, os brasileiros exigiram uma nova direção. Optaram pela plataforma conservadora-liberal de Jair Bolsonaro, que possui mandato para enfrentar os interesses organizados e a criminalidade, bem como para reduzir drasticamente a intrusão estatal.

