Após curto-circuito político, Brasil volta ao centro
O Brasil tem só 20% de seus eleitores nos dois extremos do espectro político, à direita e à esquerda. Essa minoria mais radical se divide igualmente, com 10% em cada ponta.
Os demais são eleitores de centro e os que se posicionam mais moderadamente à esquerda ou à direita, cindidos mais ou menos ao meio.
Essa distribuição foi encontrada pelo Datafolha consultando os brasileiros sobre valores sociais, políticos, culturais e econômicos meses antes do curto-circuito que foi a eleição de 2018, quando a brutal recessão e a corrupção inédita atingiram políticos tradicionais.
Mais reformas - FOLHA DE SP
A reforma da Previdência consumiu mais da metade do ano legislativoaté que fosse levada a votação no plenário da Câmara dos Deputados. É compreensível, pois se trata de projeto extenso e controverso por natureza. E não será o último dos trabalhos árduos que o Congresso terá pela frente.
Para que venham outras reformas imprescindíveis e o país tome enfim o caminho da recuperação econômica, caberá às lideranças noção precisa das prioridades, pragmatismo e realismo político.
Assunto tão conflituoso quanto a Previdência, o sistema tributário nacional deve ser o próximo alvo da agenda. Estão em pauta planos diversos e por vezes inconciliáveis de mudar o peso de impostos para diferentes setores produtivos, alterar o Imposto de Renda, reduzir a autonomia de estados e municípios e mesmo de recriar a CPMF.
Absurdo dobrado - O ESTADO DE SP
14 de julho de 2019 | 03h00
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha poderá receber até R$ 3,7 bilhões no ano que vem, um acréscimo de R$ 2 bilhões em relação ao valor estabelecido no ano passado. É o que prevê o parecer do relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Cacá Leão (PP-BA). Com isso, o tal fundo que financia campanhas eleitorais com dinheiro público, que nem deveria existir, pode mais que dobrar de tamanho – dobrando igualmente o absurdo que é exigir dos contribuintes que sustentem partidos e candidatos pelos quais não têm a menor simpatia.
O relatório destina para as emendas parlamentares de bancada 1% da receita corrente líquida prevista para este ano, o que dá algo em torno de R$ 8,4 bilhões. É dessas emendas que sai o dinheiro para o Fundo Eleitoral. Conforme o texto do relator, 44% do valor das emendas irão para o Fundo Eleitoral, que alcançaria os R$ 3,7 bilhões previstos. No ano passado, a previsão era de 30% das emendas, ou R$ 1,7 bilhão.
Safra de grãos pode bater novo recorde
14 de julho de 2019 | 05h00
É do campo que, mais uma vez, vem uma notícia alentadora, em meio a dados e informações preocupantes sobre o estado geral da economia brasileira. Contrapondo-se à perda de dinamismo da produção industrial e aos maus resultados do comércio e do setor de serviços, a produção de grãos na safra 2018/2019 deve atingir 240,65 milhões de toneladas, conforme o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, esse será o melhor resultado da história, superando o recorde anterior, de 237,6 milhões de toneladas da safra 2016/2017.
Entre essas duas safras, a de 2017/2018 foi também expressiva (de mais de 227 milhões de toneladas). São números que mostram o vigor da agricultura, que, com alto nível de produção e de produtividade, tem assegurado à população alimentos em quantidade e preços adequados. O campo gera também robustos saldos na balança comercial, os quais dão segurança às contas externas do País num período de incertezas no plano interno.
Um terço das grandes obras paradas no Ceará é de educação

O Ceará tem 24 grandes obras relacionadas à educação paralisadas. O número corresponde a 38% do total de 63 projetos iniciados e não concluídos no Estado. São escolas de ensino médio nas áreas rural e urbana, novas salas de aula em instituições em funcionamento, creches e reforma no campus do Itaperi da Universidade Estadual do Ceará.
A maior parte dos casos de interrupção se concentra na Região Metropolitana de Fortaleza e no Cariri - onde há maior contingente populacional. Quase todos os projetos são financiados pelo Governo Federal, por meio de convênios com os ministérios.
No ranking de obras milionárias que ainda não foram entregues, estão ainda as de convivência com a seca (14) e de infraestrutura (13), seguidas de cultura (6), turismo (3), esporte (2) e saúde (1).
Rodrigo Maia: 'Para recuperar o respeito da sociedade, parlamento precisa assumir seu protagonismo'

BRASÍLIA - Um dia depois de aprovar a reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu entrevista ao GLOBO na qual falou sobre os próximos passos daagenda econômica . Embora ainda seja preciso aprovar a proposta em segundo turno no plenário da Câmara, Maia apontou três novos eixos: reforma tributária ,reestruturação de carreiras do funcionalismo e reforma social . Essa última envolve ações para melhorar a alocação do dinheiro público. Segundo Maia, “para recuperar o respeito da sociedade, o parlamento precisa assumir seu protagonismo”.
Segundo Maia, é preocupante o governo não ter uma agenda num momento em que houve aumento da pobreza e do desemprego. Para ele, a liderança do governo no Congresso não tratou dos interesses dos mais pobres na reforma da Previdência e sim das corporações que ajudaram a eleger o presidente Jair Bolsonaro.
- O que a gente quer é que o governo dê certo. Demos uma demonstração disso, e esperamos que eles possam olhar para os brasileiros mais pobres. O presidente Bolsonaro sempre representou corporações, que têm estabilidade no emprego. Esse é um eleitor que não passa fome, não fica desempregado - afirmou Maia.

