Busque abaixo o que você precisa!

Intercept é espião, não jornal

José Nêumanne

16 de julho de 2019 | 17h40

Com todo o respeito pelos juristas que consideram graves as denúncias divulgadas pelo site Intercept de Glenn Greenwald, prefiro ficar do lado dos que se lhes opõem pela origem ilícita das “provas” obtidas. Até agora estou à espera de uma perícia técnica pública das mensagens em teoria interceptadas e divulgadas, mas o ianque diz confiar na análise feita por seus funcionários, contrariando a boa técnica jornalística de repórteres que usam como fontes peritos e como provas documentos por eles periciados. O hacker Julian Assange, parceiro do americano no caso de espionagem do Wikileaks, preso em Londres, é acusado de espionagem pelos Estados Unidos e estupro na Suécia. Este envolveu-se com russos, origem do aplicativo Telegram, que teria sido usado pelo ex-juiz Moro e por procuradores da Lava Jato e invadidos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique aqui

Uso de dados do Coaf sem autorização é promiscuidade, diz ministro Marco Aurélio

Mariana Schreiber / FOLHA DE SP
BRASÍLIA | BBC NEWS BRASIL

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou entrevista à BBC News Brasil ter dúvidas sobre a constitucionalidade da decisão do presidente da Corte, Dias Toffoli, de suspender diversas investigações no país ao aceitar um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Ainda assim, o ministro disse concordar com o argumento da defesa do filho de Bolsonaro, que questiona o compartilhamento de suas informações financeiras entre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e o Ministério Público do Rio de Janeiro sem prévia autorização judicial.

"Isso, sob o meu modo de ver, é promiscuidade, e não contribui para a segurança jurídica", afirmou, em breve conversa por telefone de Portugal, onde passa férias.

Marco Aurélio é relator dos recursos da investigação contra FlávioBolsonaro no STF. Como o Supremo está de recesso, coube a Toffoli analisar o recurso apresentado durante o plantão judicial, em que o senador pedia para interromper o inquérito contra ele que corre no Ministério Público do Rio de Janeiro sob o argumento de que o Coaf não poderia ter compartilhado sua informações com os promotores sem prévia autorização judicial.

Leia mais...

Gritos e uivos no Congresso

Quando qualquer deputado ou deputada começa a discursar na tribuna da Câmara, a concordância verbal se asila na Embaixada Portuguesa, os pronomes são submetidos a selvagens sessões de tortura, e a gramática é sucessivamente assassinada. A coisa piora quando o orador é filiado ao PT ou a um dos seus genéricos. Eles não discursam: berram e uivam. Alguém precisa contar à Bancada da Gritaria que o microfone existe para poupar a voz e que o idioma nacional merece mais respeito. AUGUSTO NUNES/ VEJA

Com ironia, Sergio Moro volta a atacar divulgação de diálogos da Lava Jato

Oficialmente afastado de suas funções à frente do Ministério da Justiça até sexta-feira (19), o ministro Sergio Moro voltou a atacar a revelação de diálogos que colocam em xeque sua atuação como juiz da Operação Lava Jato. Em mensagem publicada em sua conta no Twitter, o ex-juiz federal definiu as publicações como “campanha” contra a operação.

Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”, ironizou na rede social.

O ex-juiz não especifica a qual conteúdo ele se refere, mas sua manifestação se dá após a revelação de que o procurador Deltan Dallagnol pediu dinheiro sob a guarda da 13ª Vara Federal de Curitiba, então chefiada por Moro, para custear uma campanha publicitária em apoio ao projeto conhecido como Dez Medidas contra a Corrupção.

Leia mais...

Flávio estilhaça o Coaf e o discurso de Bolsonaro...

Josias de Souza

16/07/2019 16h47

https://conteudo.imguol.com.br/blogs/58/files/2019/07/BolsonaroFlavioAdrianoMachadoReuters-300x169.jpg

Com o auxílio luxuoso do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, o senador Flávio Bolsonaro estilhaçou os poderes do Conselho de Administração de Atividades Financeiras (Coaf) e o discurso do pai. A pedido da defesa do Zero Um, Toffoli suspendeu todos os processos iniciados a partir do recebimento de dados de órgãos de controle. Com isso, o Coaf ficou momentaneamente sem sentido e a retórica moralizante de Jair Bolsonaro perdeu definitivamente o nexo.

Em resposta ao recurso do primeiro-filho, Toffoli tachou de "temerária" a atuação do Ministério Público em inquéritos que envolvem o compartilhamento de dados bancários sem autorização judicial. Nessa versão, o Coaf só poderia ter repassado dados mediante decisão de um juiz. Não faz o menor sentido.

Leia mais...

Suspensão dos 19 remédios é 'regular' e recomendada por CGU e TCU, diz Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério daSaúde confirmou nesta terça-feira a suspensão dos 19 contratos firmados com laboratórios de produção de remédios e uma vacina que eram distribuídosgratuitamente para a população. São medicamentos utilizados em tratamentos para câncer, diabete, Parkinson e transplantes, entre outras enfermidades, e deixarão de ser entregues pelo Sistema Único de Saúde ( SUS ).

 

Ainda segundo o comunicado, a suspensão se deu por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em função de decisões judiciais, desacordo com o cronograma, falta de avanços esperados etc. Trata-se de uma "medida regular", além de "estar prevista no marco regulatório das PDPs (as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo,parceria que prevê transferência de tecnologia de um laboratório privado para um público) e realizada com normalidade", acrescentou.

Leia mais...

Compartilhar Conteúdo

444