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Distrito Federal tem maior número de casos de coronavírus por habitantes

congresso nacional fachada 2017

Até a noite de terça, 23, o Brasil possuía 1.960 casos confirmados do novo coronavírus. Em números absolutos, o estado de São Paulo registra a maior quantidade de infectados (745), seguido por Rio de Janeiro (233) e Ceará (164). Proporcionalmente, no entanto, o Distrito Federal é quem tem o maior número de casos a cada grupo de 100 mil habitantes, seguido pelo Acre. Segundo esse critério, o Distrito Federal possui 4,84 casos a cada 100 mil habitantes, contra 2,15 casos do Acre. Completam o ranking das cinco unidades da Federação com o maior índice o Ceará (1,85), São Paulo (1,62) e Rio de Janeiro (1,34). O estado com a menor proporção é a Paraíba, onde há 0,05 casos para cada 100 mil habitantes.

O número de casos por grupo de 100 mil habitantes serve de sinal amarelo para alguns estados, mas não significa necessariamente que a crise é maior nesse locais. “É preciso tomar cuidado com esse tipo de indicador devido às particularidades de cada região como, por exemplos, os recursos disponíveis aos órgãos de cada estado”, explica o infectologista Eliseu Waldman, da Universidade de São Paulo (USP). “Áreas mais populosas terão um déficit maior em relação ao número de kits. Isso justifica, por exemplo, a conduta dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro de aplicar testes somente em casos graves na hora da internação”, acrescenta. Em outros termos, devido à oferta limitada de kits, a possibilidade de subnotificação é maior em estados como São Paulo e Rio, o que pode distorcer a conta de pacientes por grupo de 100 mil habitantes.

O especialista ressalta também que é equivocado inferir que o contágio e a proliferação dos casos serão maiores onde há maior concentração de casos. Waldman diz ainda que não é possível estabelecer neste momento uma correlação entre a maior disseminação do coronavírus em regiões mais quentes. “Na Itália, à medida em que você vai para o Norte, onde é mais frio, a incidência é muito maior. Em parte, isso pode ser atribuído a alguns erros de gestão no início da epidemia. No Brasil, por enquanto, os estados do Norte e Nordeste, em números absolutos, foram menos atingidos. Além de serem regiões mais quentes, podem ter sofrido menos no início da crise porque boa parte da população não viajou ao exterior. Como se sabe, os primeiros casos de contaminação vieram de pessoas que trouxeram a Covid-19 de fora. Mas são apenas hipóteses, ainda temos poucas certezas sobre a disseminação da doença.” VEJA

Corte de salário: de vereador a presidente, do promotor ao ministro do STF

POR DO SOL NO CONGRESSO

Está pronta uma proposta de emenda à Constituição que reduz salário de autoridades e servidores do país. O objetivo é destinar esse recurso para o combate e prevenção ao coronavírus.

O projeto, do deputado Ricardo Izar (PP-SP), prevê a redução da remuneração de todos os políticos eleitos do país – do vereador ao presidente da República -; do Poder Judiciário e Ministério Público – do promotor ao ministro do STF -; e também dos servidores comissionados, aqueles que ocupam cargos de confiança (não concursados) dos três Poderes.

O desconto não atinge quem, destes grupos, recebam salário bruto igual ou inferior a R$ 5.000,00. O desconto também na remuneração não pode reduzir o salário a valor menor que esse montante.

A redução do salário mexe na Constituição porque terá também que diminuir a carga horária, que será  adequada ao novo salário.

Se aprovada, a redução do salário vai durar o período de calamidade pública estabelecido pelo governo, e aprovado pelo Congresso, que vai até 31 de dezembro.

VEJA

Bolsonaro joga os dados e cola o futuro do seu governo ao destino da crise

Por Robson Bonin - VEJA

 

jair bolsonaro CONTRA QUARENTENA

 

O presidente Jair Bolsonaro não tinha necessidade de realizar um pronunciamento nacional. O fez, não para anunciar medidas que tranquilizassem a população, isolada em suas casas com receio de precisar de um sistema de saúde a caminho do colapso, mas para apenas disparar provocações, reduzir a gravidade da pandemia, fazer piadas com sua forma física e, claro, atacar a imprensa.

Bolsonaro, no entanto, acabou produzindo um documento em cadeia nacional. Ao surgir destemido — imprudente? — perante todo o país, Bolsonaro colocou nesta noite o futuro de seu governo nas mãos do vírus. Se a crise, que já matou 46 pessoas no Brasil e todos os dias mata aos milhares pelo mundo, for controlada, sairá com um discurso forte contra quem escolheu a prudência neste momento. Se a crise seguir as previsões do próprio corpo técnico do governo e bater forte por aqui, a conta recairá sobre ele.

Esta noite de 24 de março de 2020 carrega esse simbolismo. O presidente reafirmou todas as suas crenças contra tudo o que vem sendo feito no país e no mundo para combater o coronavírus. Pediu que o povo retornasse às ruas, citou a gripezinha, falou em histeria e acusou governadores — alguns ele encontrará amanhã, em videoconferência — de espalhar o terror. Foi 100% Bolsonaro perante o país e fez sua previsão, jogou os dados. Para o bem da saúde de milhões de brasileiros, tomara que acerte. A sorte de Bolsonaro, no entanto, está unida ao destino da nossa crise.

Coronavírus: EUA aprovam pacote de US$ 2 tri em ajuda a empresas e trabalhadores

Paola De Orte, especial para o Globo

 

WASHINGTON - O Congresso dos Estados Unidos e a Casa Branca entraram em acordo sobre o pacote de estímulo à economia americana que incluirá ajuda a trabalhadores em dificuldade e a pequenos negócios, além do apoio a grandes corporações como companhias de aviação e de cruzeiros. O pacote, de cerca de U$ 2 trilhões, tem como objetivo amortecer os impactos econômicos negativos da pandemia do coronavírus.

 

O pacote tem uma abordagem diferente  da adotada durante a crise de 2008. À época, o governo foi acusado de ser pouco transparente em seus esforços para ajudar grandes corporações, deixando os mais vulneráveis desassistidos.

 

– Este pacote será o maior programa de assistência a pequenas e médias empresas [main street, em inglês] na história dos Estados Unidos – disse o diretor do Conselho Econômico Nacional americano, Larry Kudlow.

Houve disputa entre Democratas e Republicanos, mas os dois partidos concordavam em um instrumento para que a ajuda chegue direto aos trabalhadores: fazer pagamentos diretos de mais de US$ 1 mil para milhões de americanos. O pagamento seria feito de uma única vez, e casais receberiam por pessoa, com um adicional de US$ 500 por criança.

Venceu a proposta dos Republicanos de U$ 1.200 por pessoa, chegando a U$ 3.000 por família de quatro, enquanto a dos Democratas queriam um valor maior de U$ 1.500 por pessoa, chegando a U$ 7.000 por família de cinco.

O pacote prevê ainda US$ 367 bilhões para as pequenas empresas manterem o pagamento da folha enquanto os funcionários estiverem afastados. Também foi acordada uma linha de crédito de US$ 500 bilhões para as grandes indústrias, incluindo o setor aéreo. Os hospitais terão uma ajuda significativa.

Segundo os democratas, o pacote cobrirá quatro meses de salário, em lugar dos três originalmente previstos. Os trabalhadores receberão o seguro-desemprego normalmente pago pelos estados mais US$ 600 por semana; quem presta serviços para aplicativos como Uber terá direito a esse valor.

As empresas poderão postergar o pagamento do imposto sobre a folha, de 6,2%. A fim de garantir a transparência, deve ser criado o cargo de inspetor-geral, além de um órgão fiscalizador, para supervisionar as transferências às empresas. Medida semelhante fora adotada na crise de 2008.

O presidente americano, Donald Trump, disse que o acordo incluirá apoio a companhias aéreas e de cruzeiros. Além do pacote de U$ 2 trilhões, o Diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Kudlow, citou, durante a coletiva ao lado de Trump, os estímulos via Fed, o Banco Central americano, outros U$ 4 trilhões, somando U$ 6 trilhões.

– Estamos começando um período difícil, mas achamos que vai ser apenas algumas semanas ou meses, não anos – disse Kudlow.

Bandidos roubam caminhão que transportava álcool em gel na Baixada Fluminense

Carolina Heringer / O GLOBO

 

Bandidos roubaram um caminhão que transportava álcool em gel no último dia 18 em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O motorista do veículo foi abordado na Avenida do Comércio, no início da tarde, por criminosos armados que estavam em uma moto. De acordo com depoimento na 64ª DP (São São de Meriti), os criminosos obrigaram o motorista a seguir até a favela do Dick, também no município. Lá, descarregaram o caminhão e a vítima foi liberada. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

O álcool em gel, produto indicado para higienizar as mãos e objetos no combate ao novo coronavírus, sumiu das prateleiras dos mercados e farmácias desde que começaram a surgir os primeiros casos no Rio. A Polícia Civil tem feito ações para coibir a venda do produto a preços exorbitantes. A Delegacia do Consumidor (Decon) abriu um inquérito para apurar delitos previstos na Lei de Crimes contra a economia popular. Outras delegacias também estão realizando operações.

Na última semana, guardas municipais fizeram uma apreensão de 42 frascos de álcool em gel adulterado em Bangu, na zona oeste do Rio. O produto era vendido a R$ 10 por um ambulante e não tinha rótulo ou qualquer identificação de procedência. De acordo com os guardas, o frasco "tinha cheiro de álcool e impurezas visíveis". O material foi encaminhado para o descarte na Comlurb.

 

O vilarejo italiano que conseguiu conter expansão do coronavírus com experimento inédito

Por Angelo Attanasio, BBC

 

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Povoado italiano conseguiu conter expansão do novo coronavírus com experimento inédito — Foto: ANTONIO MASIELLO

Povoado italiano conseguiu conter expansão do novo coronavírus com experimento inédito — Foto: ANTONIO MASIELLO

 

Vo' Euganeo era, até pouco mais de um mês, somente um bonito povoado de quase 3,3 mil habitantes na região de Vêneto, incrustado em colinas vulcânicas no norte da Itália.

Difícil imaginar que o idílico cenário se tornaria palco de um "experimento científico único" sobre a pandemia do novo coronavírus, que desde dezembro infectou mais de 380 mil pessoas e matou 16 mil pelo mundo.

O estudo, que permitiu apontar para o papel dos pacientes sem sintomas na disseminação da doença, começou no início de fevereiro, por causa de dois vizinhos internados com pneumonia em um hospital da região.

Seguindo os protocolos do país, os médicos haviam descartado, pela falta de sintomas, a possibilidade de realizar um exame para detectar se Adriano e Renato haviam contraído coronavírus. Mas um dos médicos decidiu burlar as regras e descobriu que o diagnóstico era positivo.

Povoado de Vo' Euganeo foi palco de experimento singular durante a pandemia — Foto: Getty Images via BBC

Povoado de Vo' Euganeo foi palco de experimento singular durante a pandemia — Foto: Getty Images via BBC

Só que um mistério ainda pairava no ar: como eles contraíram o vírus respiratório se não haviam viajado à China nem tido contato com alguém com sintomas, como febre e tosse?

A única coisa que se sabia era que, pouco antes de desenvolverem sintomas, os dois vizinhos haviam passado horas jogando cartas em um bar do povoado.

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