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Prefeitos temem crime eleitoral ao concederem benefícios na crise

PREFEITURA E AS CESTAS

Diante da crise na Saúde provocada pelo coronavírus, prefeitos cearenses estão preocupados em implementar ações e programas sociais que possam ser enquadrados na lista de condutas proibidas aos gestores em ano de eleição. Uma recomendação enviada pelo Ministério Público Eleitoral aos promotores tem causado polêmica, mas o órgão esclarece que ações das prefeituras são permitidas em caso de calamidade pública ou emergência, desde que não tenham fins eleitorais. A situação provoca efeitos políticos entre os prefeitos, muitos dos quais pré-candidatos à reeleição.

Como tem eleição municipal marcada para outubro deste ano, desde o dia 1º de janeiro os agentes públicos estão proibidos de praticarem uma série de condutas, previstas na Lei das Eleições, com o objetivo de garantir "igualdade de oportunidades" entre os candidatos.

Entre as principais condutas vedadas a gestores públicos está distribuir, gratuitamente, bens, valores ou benefícios. No entanto, a legislação coloca que essa proibição não vale em casos de calamidade pública, estado de emergência ou de programas sociais criados e executados pelas gestões municipais desde o ano anterior à eleição.

Apesar de o Ceará estar sob estado de emergência em saúde e, portanto, a lei permitir que benefícios sejam distribuídos à população, prefeitos estão com receio de implementarem ações e serem acusados de abuso de poder econômico e político, colocando em risco futuras candidaturas.

O ponto que mais gera dúvida entre os gestores é justamente a criação de programas sociais voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade social diante dessa crise, porque a legislação só autorizaria aqueles que estivessem em execução desde 2019.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, por exemplo, anunciou que vai distribuir, a partir do próximo mês de abril, um auxílio de R$ 200 para autônomos de baixa renda comprarem alimentos no comércio local.

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Teste para coronavírus dá negativo para jovem músico que morreu em hospital da Tijuca

RIO - Tudo começou com uma tosse forte e febre, sintomas sentidos pelo músico Gabriel Martinez, de 26 anos, no domingo, dia 15. O mal-estar, associado à Covid-19, não teve trégua durante quatro dias, apesar do uso de analgésicos e de repouso. Sem apresentar melhoras, buscou atendimento no Hospital Badim, na Zona Norte do Rio, onde foi medicado e liberado para voltar para casa. No último sábado (21), ele voltou a buscar atendimento na unidade ao sentir fortes dores no peito e falta de ar. O quadro piorou ainda mais, provocando a morte do jovem.

Em uma semana, a mãe de Gabriel, Maria Aparecida Martinez, tentou encontrar na cidade um lugar para fazer o teste de coronavírus no filho. Não houve tempo. Agora, com a morte do rapaz, o resultado foi emitido: negativo, conforme ela contou em entrevista ao G1. Ela diz que não vê o diagnóstico como concreto sobre a causa da morte de Gabriel.

'Eu estou questionando esse resultado, eu não me conformo, por toda a trajetória, por tudo que ele apresentou. O próprio médico está surpreso com esse resultado, ele me disse, foram as palavras dele: ‘eu estou surpreso com o resultado do seu filho’. Se houver a possibilidade, eu vou pedir para refazer', disse a mãe do jovem.

O Hospital Badim confirmou a informação dada pela mãe de Gabriel, ou seja, que o resultado para Covid-19 deu negativo. O hospital acrescentou que o material foi analisado pelo Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que a coleta do material se deu após evolução dos sintomas iniciais no período de cinco dias, com pesquisa em dois sítios (orofaringe e nasofaringe), parâmetros que tornam o resultado mais confiável, segundo o hospital.

Procurada, a secretaria de Saúde ainda não se pronunciou.

Gabriel tocava no grupo de pagode 'Deu Liga': 'Ele deixará muita saudade', diz colega

Gabriel integrava o grupo de pagode "Deu Liga", famoso por fazer muitos eventos no Barril 8000 do Méier. Ele era morador da região, no Cachambi. Seu último post no Facebook foi justamente uma mensagem cobrando que a sociedade acate as medidas de prevenção contra o coronavírus, e fique em quarentena.

Um colega do rapaz, que preferiu não se identificar, disse que soube da notícia no início da manhã:

— Muito difícil acreditar que perdemos ele, deixará muita saudade - desabafou.

 

 

Bob Dylan lança música inédita de 17 minutos — a mais longa de sua carreira

Bob Dylan aproveitou a quarentena do coronavírus para surpreender seus fãs: o músico de 78 lançou "Murder most foul", música que, com seus 17 minutos, é agora a mais longa de sua carreira (antes, o posto era de "Highlands", composição de 1997 com 16 minutos e 31 segundos). O músico americano não lançava uma faixa inédita há oito anos.

"Saudações a todos os meus fãs e seguidores com gratidão por seu apoio e lealdade através dos anos. Esta é uma música não lançada que gravamos alguns anos atrás e que talvez vocês achem interessante. Fiquem seguros, fiquem atentos e que Deus esteja com vocês", desejou Dylan em sua conta oficial no Twitter.

 

"Murder most foul" se dedica ao assassinato do presidente americano John F. Kennedy em 1963. A música faz inúmeras referências a figuras culturais dos anos 1960 e 1970, como o hit dos Beatles “I want to hold your hand”, o festival de música de Woodstock e a cantora Stevie Nicks. O último disco de estúdio de Bob Dylan foi "Tempest", de 2012.

Casos de coronavírus são confirmados em mais duas comunidades do Rio

Felipe Grinberg / O GLOBO

 

RIO — Mais duas comunidades do Rio tiveram casos de coronavírus confirmados: Vidigal, na Zona Sul do Rio, e ParadadeLucas, na Zona Oeste, com um caso registrado cada uma. Ao todo, quatro favelas cariocas já tiveram pacientes de Covid-19 comprovados:

  • Manguinhos - 2
  • Cidade de Deus 1
  • Vidigal - 1 
  • Parada de Lucas - 1

Em uma rede social, a secretária de saúde do Rio Beatriz Bush pediu para aos moradores das comunidades da Zona Sul convencer os idosos a irem para os quartos de hotéis alugados pelo município:

— Queria pedir a você que vai estar em casa ou telefonar para seus avós e tios avós nas comunidades, vamos hospeda-los em nossos hoteis. Temos mil vagas e só queremos isolar eles dos ambientes que tem muitas pessoas — disse.

Além das duas comunidades, outros quatro bairros tiveram seus primeiros casos confirmados: Curicica, Lins de Vasconcelos, Pavuna e Vila Vaqueire. Ao todo 62 bairros possuem pacientes registrados com covid-19. A Barra da Tijuca é o bairro com o maior número, mas a Zona Sul concentra 48% dos casos. Dos dez bairros com mais casos, apenas a Barra e a Tijuca não são da Zona Sul:

  • Barra da Tijuca - 60
  • Leblon - 42
  • Ipanema - 33
  • Copacabana- 31
  • Lagoa - 21
  • Botafogo -18
  • Flamengo - 15
  • São Conrado - 14
  • Jardim Botânico - 13
  • Tijuca - 12

Nesta sexta-feira (27) foram confirmados 63 novos casos na capital. Foi o segundo dia com mais pacientes constatados desde o primeiro caso na cidade. Um óbito na rede municipal de saúde já foi confirmado. Na capital, segundo o governo estadual, outras cinco pessoas com o coronavírus já morreram. Elas podem ter sido internadas em hospitais estaduais ou privados. Ao todo a cidade do Rio registra seis mortes.

Somente nos hospitais da prefeitura, 16 pacientes que apresentavam problemas respiratórios graves já tiveram alta. Ainda há 30 internados em leitos comuns e outros 22 em UTIs.

Na cidade do Rio, a média de idade dos pacientes atualmente é de 47,9 anos. Apenas quatro crianças de 0 a 9 anos tiveram o diagnóstico confirmado para covid-19. As faixas etárias com mais casos confirmados são:

  • De 30 a 39 anos - 88
  • De 40 a 49 anos 87
  • De 60 a 69 anos - 70
  • De 50 a 59 anos - 61

Desde a última quinta-feira (26), a prefeitura deixou de contabilizar os casos suspeitos. A nova nomenclatura utilizada é "prováveis" e engloba qualquer pessoa que tenha buscado atendimento na rede municipal de saúde desde o dia 16 de março apresentando síndrome gripal. A mudança foi devido a constatação da transmissão comunitária na cidade.

Sem controle - Por Merval Pereira

Como expressar o desalento de ter na presidência da República, especialmente num momento de grave crise como esse, uma pessoa capaz de dizer essa frase em público:“Alguns vão morrer? Vão morrer, ué, lamento. Essa é a vida, é a realidade. Nós não podemos parar a fábrica de automóveis porque tem 60 mil mortes no trânsito por ano, está certo?”.

Há certas coisas que se pode pensar, mas nosso superego impede que digamos em voz alta devido a um processo civilizatório a que somos submetidos no convívio social, como já ensinou Freud. Mas Bolsonaro, como já ficou provado em outras ocasiões, não tem superego.

A comparação com os automóveis parece ser uma fixação desse governo, e a falta de empatia, permanente. No início do mandato, quando se discutia a liberação da posse de armas pelos cidadãos, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno, também usou a comparação de automóveis com as armas.

Mais limitado, o também ministro Ônix Lorenzoni comparou os revólveres com os liquidificadores. O objetivo era o mesmo de hoje do presidente Bolsonaro, relativizar as eventuais mortes ocasionadas pelas decisões governamentais. Embora estudos mostrem que a liberação das armas para os cidadãos provoca mais mortes do que proteção, desta vez é mais grave, pois há um conjunto de evidências científicas, como o estudo divulgado pelo Imperial College of London, que demonstra que a diferença entre o isolamento social rigoroso e uma estratégia mais branda de proteção seletiva sobre os idosos e os doentes pode significar até 1 milhão de vidas perdidas a mais em pouquíssimo tempo no caso do Brasil.

Há uma ressalva fundamental no nosso caso: o estudo foi feito com base no que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos, e não leva em conta a existência de favelas, a falta de abastecimento de água ou saneamento, e outras mazelas com que as populações mais carentes convivem.

Os estudos do Imperial College of London foram responsáveis pela mudança de atitude do governo de Boris Johnson, que tentou uma abordagem menos drástica da crise do Covid-19 imaginando que a população ganharia anticorpos para combater o novo vírus, e teve que desistir devido ao aumento exponencial de casos de contaminação e mortes.

Temos também o caso que já se tornou clássico da Itália, - e dentro dela de Milão, - que tentou minimizar os efeitos da pandemia e acabou se tornando o epicentro de uma tragédia humanitária. Como já temos esses exemplos, a posição do presidente brasileiro torna-se ainda mais inaceitável.

De nada nos servirá que ele venha dentro de um mês se desculpar (se é que é capaz disso) como fez o prefeito de Milão, que ontem, diante da catástrofe que se abateu sobre seus cidadãos, admitiu publicamente que desprezou os perigos da Covid-19.

Mais grave é que o grau de irresponsabilidade é tamanho que o governo brasileiro é capaz de encomendar e distribuir pelos canais das redes sociais vídeos defendendo que o país não pode parar, mesmo slogan publicitário de Milão, e, diante da repulsa que geraram nos cidadãos de bem, alegar que não foram aprovados pela Secretaria de Comunicação, e, portanto, não são oficiais.

Para quem tem dentro do Palácio do Planalto um chamado “gabinete do ódio”, que opera nas sombras para disseminar boatos e fake News, esta não é uma postura surpreendente. O que é preciso definir, de acordo com as instituições que zelam pela democracia brasileira, como o sistema Judiciário, e o Congresso, é qual o limite que o hoje presidente brasileiro pode ir até que seja bloqueado pelas armas da democracia.

Bolsonaro já nem mesmo se dá ao trabalho de tentar disfarçar seus objetivos. Perguntado pelo apresentador José Luis Datena se estaria disposto a dar um golpe, em vez de negar peremptoriamente, Bolsonaro respondeu: “Quem quer dar um golpe não vai falar que vai dar”.
 Como sempre, sem superego.

Secretaria da Saúde de SP orienta unidades de saúde a notificarem apenas casos graves de coronavírus

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Email encaminhado para unidades de saúde de SP pede que sejam notificados apenas casos graves da população em geral ou todos os casos em agentes de saúde — Foto: Reprodução

 

Apenas pacientes com sintomas graves do novo coronavírus são notificados pelo estado de São Paulo desde segunda-feira (23). A nova orientação da secretaria estadual é para que as unidades de saúde da rede pública registrem no sistema apenas pacientes internados com sintomas graves da doença. Pessoas com sintomas leves, especialmente aquelas que não sentem falta de ar, não são registradas como casos suspeitos ou confirmados de coronavírus no sistema oficial, tampouco são submetidas ao teste laboratorial. Especialistas afirmam que a nova metodologia de registro pode levar a subnotificação.

G1 teve acesso ao e-mail que foi enviado para Unidades Básicas de Saúde (UBS) e seu conteúdo foi confirmado pela diretoria do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Helena Sato. Segundo Sato, a medida é necessária para concentrar esforços nos casos graves.

"Isso não quer dizer que a gente vai ter menos dados, de jeito nenhum. Nós trabalhamos com vigilância epidemiológica. Então, nós tivemos um procedimento muito parecido na época da pandemia que aconteceu dez anos atrás, em relação ao vírus do H1N1. Antes a gente notificava os casos leves, moderados, depois, com o aumento, com o que se considera uma pandemia, a gente foca nos casos graves. Isso de modo nenhum vai alterar nossas ações de vigilância, não altera em nada", disse Sato em entrevista ao G1.

"É só uma forma de a gente poder acompanhar o que é mais importante nesse momento. Quando começa a ter mais casos, a gente começa a focar nos graves", completa.

Funcionários de UBSs da capital afirmam que o exame laboratorial já não era recomendado para pacientes com sintomas leves mas que, a partir da chegada do email, a orientação é não notificar os casos no sistema.

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