Coronavírus: Camilo ampliará o isolamento em mais uma semana, no mínimo
Esta coluna apurou nesta quarta-feira, 15, junto a uma fonte do Palácio da Abolição que o governador Camilo Santana prorrogará por mais uma semana, no mínimo, a validade do seu decreto que impôs o isolamento social – todos em casa – e proibiu atividades econômicas, com exceção das consideradas essenciais.
O isolamento social está previsto para terminar na próxima segunda-feira, dia 20, segunda-feira.
Ontem à noite, falando por vídeo conferência com diretores do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), o secretário da Saúde, Dr. Cabeto, anunciou que a pandemia do coronavírus chegará ao pico no vindouro mês de maio, quando o número de óbitos, somente em Fortaleza, chegará a 250 por dia.
Esta revelação do secretário da Saúde assustou os empresários da construção civil - que imaginavam reabrir seus canteiros de obra na próxima semana - e deverá embasar a decisão do governador de ampliar por até mais 15 dias o isolamento social.
A fonte do Palácio da Abolição, com acesso direto ao governador, explicou que o isolamento social tem dificuldade de ser cumprido na periferia da capital e em cidades do interior do Estado.
Mas, em Fortaleza, já se uniram a Guarda Municipal e a Polícia Militar, que estão desde hoje percorrendo os bairros da cidade, instruindo a população a evitar aglomerações e a permanecer em casa.
O isolamento tem o claro e correto objetivo de evitar a propagação do coronavírus, ao mesmo tempo em que o governo investe na melhora da estrutura de saúde pública, principalmente a hospitalar. EGIDIO SERPA/DN
Pioneiro das ‘deepfakes’ é ameaçado após satirizar Bolsonaro e cloroquina
Em meio à pandemia de coronavírus, a cloroquina se tornou uma arma ideológica nas redes sociais. Embora o Ministério da Saúde afirme que não há estudos que atestem a eficácia do medicamento no combate à epidemia, o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores encamparam uma espécie de cruzada ideológica na defesa do remédio.
A predileção de Bolsonaro pelo tema motivou o jornalista e influenciador digital Bruno Sartori a produzir uma sátira com um dos discursos do presidente da República. Sartori é um dos pioneiros na criação de deepfakes no Brasil. A técnica consiste na criação de um vídeo, com uso da inteligência artificial, que reproduz a aparência, as expressões e a voz de uma pessoa. Na publicação, o “bruxo dos vídeos”, como Brunno se define, faz uma associação fonética da cloroquina com a música Florentina, do palhaço e deputado federal Tiririca (PL-SP).
O vídeo, de aproximadamente 40 segundos, rendeu mais de 15 mil seguidores a Sartori no Instagram em um único dia – ele tem 277.000 hoje nessa rede social, além de 108.000 no Twitter – e motivou uma onda de ameaças em seus perfis. Ele falou a VEJA sobre a repercussão de suas publicações e os ataques que tem recebido nos últimos dias.
Por que a escolha pelo presidente Jair Bolsonaro em seus vídeos? Procuro observar o que acontece diariamente. Bolsonaro tem sido destaque por conta de seu posicionamento em relação ao isolamento social, por fazer a defesa de um medicamento que não tem respaldo científico. Como está em pauta, em alta, acaba sendo ele. [A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos] Damares sumiu, [o ministro da Justiça e Segurança Pública] Sergio Moro sumiu. Bolsonaro ofuscou todo mundo. Ele acaba sendo o mais polêmico, e por isso é tema de meus vídeos.
Como avalia o governo Bolsonaro? Ele foi eleito prometendo uma gestão técnica, mas o governo anda segundo as suas convicções. O episódio do coronavírus é uma prova disto. O Ministério da Saúde é técnico, mas o ministro é desautorizado por não defender as teses do presidente. É um governo bastante ideológico.
De onde surgiu a inspiração para fazer a paródia com a música Florentina? Procuro, sempre, fazer uma associação que ninguém ainda tenha percebido. Minha ideia é relacionar o assunto do momento a uma coisa engraçada. A do Tiririca tentei levar para o lado cômico. O Tiririca é um palhaço. O Bolsonaro é chamado por alguns opositores de Bozo, outro palhaço. Nas minhas paródias, tento buscar uma aproximação fonética muito próxima. Cloroquina e Florentina são bem próximos. Gravei e publiquei. Em um único dia, ganhei 15 mil seguidores no Instagram.
Covas indica novos horários para comércio e serviços em SP durante pandemia
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decretou “recomendações” de horários de funcionamento e troca de turnos nas indústrias, comércios e prestadoras de serviços durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo a determinação, oficializada nesta quarta-feira, 15, no Diário Oficial da cidade, o objetivo é reduzir “aglomerações de pessoas nas vias e logradouros públicos, em especial nos terminais e pontos de transporte urbano de passageiros nos horários de maior demanda”.
O decreto é válido enquanto a cidade estiver em estado de calamidade pública. Ele abarca exclusivamente os comércios, as indústrias e os serviços considerados essenciais e que, portanto, ainda estão em funcionamento na cidade.
Grande parte das recomendações prevê troca de turno de funcionários antes das 6 horas ou depois das 11 horas, fora do horário de pico do transporte de São Paulo, em espaços como lavanderias, farmácias e oficinas mecânicas.
Além disso, o decreto ainda lista uma série de setores com recomendação de horário livre, tais como serviços de limpeza, construção civil, táxi, transporte por aplicativo, supermercados, feiras livres, atendimento médico e delivery de alimentos, dentre outros.
Confira a lista completa de horários e trocas de turnos em SP abaixo:
– Lavanderias: troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Serviços de limpeza: livre;
– Hotéis e similares: troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Construção civil: livre;
– Comércio de materiais de construção: troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Serviços veterinários: livre;
– Venda de produtos farmacêuticos e alimentos para animais (não inclui serviços de banho, tosa e estética para pets): troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Cuidados com animais em cativeiro: troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Serviços de entrega (“delivery”) e “drive thru” de bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e similares: livre;
– Oficinas de veículos automotores: troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Borracharias: troca de turno antes das 6h ou após as 11h;
– Borracharias localizadas em postos de combustíveis: livre;
– Serviços médicos, odontológicos, fisioterápicos, laboratoriais, farmacêuticos e hospitalares: livre;
– Assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade: livre;
– Segurança pública e privada, como vigilância, guarda e custódia de presos: livre; ISTOÉ
OMS recomenda que países esperem duas semanas para cada fase do fim do confinamento
GENEBRA – A Organização Mundial da Saúde(OMS) disse nesta quarta-feira que os países que aliviam as restrições impostas para combater a disseminação do coronavírus devem esperar pelo menos duas semanas para mensurar o impacto de tais mudanças antes de mudar as regras. Em sua mais recente atualização da estratégia, a agência das Nações Unidas disse que o mundo está em um "momento crucial" da pandemia e que a "velocidade, escala e equidade devem ser nossos princípios de orientação" quando for decidir quais medidas necessárias.
Em sua mais recente atualização da estratégia, a agência das Nações Unidas disse que o mundo está em um "momento crucial" da pandemia e que a "velocidade, escala e equidade devem ser nossos princípios de orientação" quando for decidir quais medidas necessárias.
Todo país deve implementar medidas abrangentes de saúde pública para manter um estado estável sustentável de baixo nível ou nenhuma transmissão e preparar sua capacidade de reação para controlar rapidamente qualquer disseminação e aumento de casos.
Alguns dos países mais atingidos pelo vírus estão agora considerando suspender os bloqueios e iniciar a transição para a retomada da vida normal.
De volta: União Europeia estabelece três critérios para países relaxarem distanciamento.
A atualização da OMS diz que essas medidas devem ser tomadas gradualmente, com tempo para avaliar seu impacto antes que novas medidas sejam postas em prática.
– Para reduzir o risco de novos surtos, as medidas devem ser levantadas de maneira graduall, com base em uma avaliação dos riscos epidemiológicos e dos benefícios socioeconômicos, relaxando as restrições em diferentes locais de trabalho, instituições educacionais e atividades sociais – afirmou a OMS. – Idealmente, haveria um mínimo de duas semanas (correspondendo ao período de incubação da Covid-19) entre cada fase da transição, para permitir tempo suficiente para entender o risco de novos surtos e responder adequadamente.
A OMS alertou que o "risco de reintrodução e ressurgimento da doença continuará".
A organização global de saúde com sede em Genebra emitiu seu parecer no momento em que foi criticada pelos Estados Unidos por sua resposta inicial à pandemia. O presidente Donald Trump disse na terça-feira que Washington, o maior doador da OMS, suspenderá o financiamento à entidade.
A China começou a suspender algumas das mais severas restrições impostas à província de Hubei, onde a doença surgiu pela primeira vez no final do ano passado. Nos Estados Unidos, que tem o maior número de casos e mortes confirmados, Trump brigou com alguns governadores estaduais sobre quem tem autoridade para começar a reabrir negócios nos EUA.
Os países europeus iniciaram escala com pequenas medidas para reduzir bloqueios severos.
Algumas empresas espanholas, incluindo construção e de manufaturados, foram autorizadas a retomar as atividades, embora lojas, bares e espaços públicos continuam fechados até pelo menos 26 de abril.
A Itália, que tem o segundo maior número de mortos no mundo (21.067), manteve algumas restrições rígidas de movimento, enquanto a Dinamarca, um dos primeiros países europeus a se fechar, reabrirá creches e escolas para crianças da primeira à quinta série na quarta-feira. O GLOBO
Carolina ecoa em nós
“Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade”
Nascida em 14 de março de 1914 no município de Sacramento, Minas Gerais, Carolina Maria de Jesus viveu boa parte de sua vida adulta na favela do Canindé, São Paulo, onde educou seus três filhos com o pouco que conseguia enquanto catadora de lixo. Conhecida por suas obras Quarto de despejo: diário de uma favelada, Carolina escrevia sobre o cotidiano na favela e transbordava nos papéis suas aflições e anseios.
Sua principal obra, Quarto de despejo, leva esse nome, pois, segundo a escritora: “quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres, que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres somos os trastes velhos”. Em seu diário, Carolina mostra ao leitor, numa perspectiva enquanto favelada, a realidade crua e o dia-a-dia da favela:
“Condói-me de ver tantas agruras reservadas aos proletários. Fitei a nova companheira de infortúnio. Ela olhava a favela, suas lamas suas crianças paupérrimas. Foi o olhar mais triste que eu já presenciei. Talvez ela não mais tem ilusão. Entregou sua vida aos cuidados da vida. …Há de existir alguém que lendo o que escrevo dirá… Isto é mentira! Mas, as misérias são reais.”(p.45)
Carolina escrevia sobre a favela manifestando suas dores e miséria. As linhas que traçava sobre o sua rotina denunciavam e gritavam as condições de penúria de um povo. Sob sua visão, os moradores de uma favela nada mais eram que os “troços” abandonados no quarto de despejo. Com seu depoimento, Carolina, infelizmente, permanece muito presente nas histórias de vida de inúmeras mulheres e homens negros favelados. Sua história ainda ecoa em nós.
Além de descrever a rotina da favela, sua narrativa, cheia de pesares, revela suas vivências enquanto mulher negra e mãe solo. Apesar de quase 60 após o lançamento da primeira edição de seu diário, seu testemunho se assemelha e ainda atravessa a história de tantas outras mulheres negras que lutam para sobreviver sob condições precárias como as quais vivenciou na favela do Canindé. As obras de Carolina de Jesus nos comove não só por revelar uma realidade atual de nossas vidas nas favelas brasileiras, mas principalmente por desnudar a história das mulheres que vieram antes de nós e formaram quem somos. As vivências de Carolina são também vivências de nossas mães e avós que galgaram caminhos tortuosos.
“… Quando estou com pouco dinheiro procuro não pensar nos filhos que vão pedir pão, pão, café. Desvio meu pensamento para o céu. Penso: será que eles são melhores do que nós? Será que o predomínio de lá suplanta o nosso? Será que as nações de lá é variada igual aqui na terra? Ou é uma nação única? Será que lá existe favela? E se lá existe favela será que quando eu morrer eu vou morar na favela?”(p. 41)
No trecho, transparece seu desassossego diante da fome de suas crias e sua inquietude perante a realidade. Mesmo tentando fugir de seus pensamentos, a fala de Carolina é marcada por uma desesperança que não enxerga no futuro uma felicidade. Seus dizeres abarcam diversas narrativas de mulheres negras que encaram sozinhas a miséria e enfrentam o mundo para educar seus filhos. Quantas Carolinas você conhece?
Apesar de ter alcançado uma grande visibilidade tendo vendido mais de 1 milhão de exemplares com Quarto de despejo, obra também traduzida para 14 idiomas, sua literatura é renegada por falas que tentam deslegitimá-la enquanto escritora, falas essas que reforçar o estereótipo de “negra favelada que escrevia livros”.
Sua literatura marginalizada e desobediente, por não seguir padrões linguísticos, ainda é alvo de debates e ataques racistas, disfarçados de crítica literária, que não aturam uma mulher negra, favelada e ex-catadora de lixo como capaz de escrever. É muito comum vermos posicionamentos do tipo “se essa mulher escreve, qualquer um pode escrever”, que tentam desqualificar suas obras e a própria escritora.
Maria Carolina de Jesus tirava da sua realidade combustível necessário para conceber sua obra. Como muitos autores e autoras, tinha em suas vivências a inspiração vital para dar fruto a sua literatura que denunciava e denuncia a miséria presentes das favelas numa narrativa lancinante.
Carolina, mulher negra e escritora faria nesse mês de março 104 anos.
REFERÊNCIAS: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: Diário de uma favelada. Edição Popular, 1963.
TELEXA, Lúcia Izabel dos Santos. Quarto de despejo; Diário de uma favelada: Carolina vai à escola. 2006. 65 f. TCC (Graduação) – Curso de Especialização Ead Gênero e Diversidade Escolar, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/173799>. Acesso em: 22 mar. 2018.
Fingindo de vivos - Rosângela Bittar, O Estado de S.Paulo
O PT, em plena pandemia, fez seu primeiro e inovador lance cibernético. Discretos, Lula e seus 111 companheiros do diretório nacional, por 12 horas, na véspera da Sexta-Feira da Paixão, ouviram e falaram com objetividade e disciplina.
Os ex-presidentes Lula e Dilma discursaram; o ex-candidato Fernando Haddad sintonizou-se; os governadores do Piauí, da Bahia e do Rio Grande do Norte transmitiram o consenso das gestões estaduais; prefeitos de Araraquara (SP) e São Leopoldo (RS) representaram os municípios; líderes na Câmara e no Senado, em nome das bancadas, contaram o estado da arte oposicionista no Congresso. Sempre dados ao excesso, foram concisos e disciplinados.
A reunião virtual do comando petista foi um sucesso surpreendente. Inovadora na forma, não se pode dizer o mesmo do conteúdo. Embora tenha mostrado um PT mais unido, ainda enraizado, bem articulado, a tese do renascimento apareceu ainda vestida por ranço antigo.
O que o PT vinha refletindo era sobre a urgência de abrir mão do protagonismo em nome da ampliação da aliança à esquerda e ao centro. O que decidiu foi reeleger como adversário o presidente Jair Bolsonaro, contrapondo-se a ele, para evitar o crescimento do centro na lacuna deixada pelo partido por tanto tempo.
Jair Bolsonaro, em plena pandemia e permanente campanha à reeleição, age, por sua vez, para transformar o PT em seu adversário eleitoral, e o faz combatendo os que podem abrir um caminho alternativo. Demonstram, com isso, inegável crescimento político do centro durante a pandemia.
Maiores ficaram os governadores, os prefeitos, os comandos da Câmara e do Senado, Judiciário, empresariado, organizações sociais, cientistas, médicos, universidades, organismos internacionais.
É contra esses inimigos que Bolsonaro sai por aí desdenhando da morte, brandindo sua espada, em comício a cada esquina, para um vírus invisível. Na mais histriônica encenação com a fantasia de médico, travestido às vezes de cientista, a profissão que abomina, o presidente da República escarnece da população aterrorizada.
É um vale-tudo. Faz a apologia de uma garrafada de feira – a cloroquina para o coronavírus, hoje, ainda é apenas isso –, toma quem acredita. Quem não acredita toma também, o que não tem remédio, remediado está. Mas sob controle e orientação abalizados. Que a inteligência proteja os que não podem tomá-la por seus efeitos colaterais, principalmente os arrítmicos, enquanto não chegam as conclusões das pesquisas.
Não foi Bolsonaro que a inventou, a droga está, desde o início, nos protocolos hospitalares, em um coquetel de fármacos que inclui antibióticos, antivirais, anticoagulantes e o que mais estiver à mão como armas de combate a inimigos desconhecidos, a exemplo do que a ciência fez com a aids. Só que sob um cerco de cuidados que Bolsonaro quer eliminar. O doutor presidente, pelo que se pode compreender, recomenda o produto como vacina, antes da doença, apressando o juízo final.
Bolsonaro está apostando no marketing da propriedade eleitoral da cura. Faz parte da mesma estratégia a escandalosa e desumana campanha contra o distanciamento social, mesmo que a pretexto de salvar empregos. Não importa se, para empregar-se, o trabalhador precise estar vivo.
Se os hospitais explodirem, azar. Azar do Brasil de chegar a um ano como este, a um momento como este, a um problema como este, com um presidente como este.
Ambos, Bolsonaro e PT, recrudescem a polarização para evitar que o centro, em crescimento evidente, os atropele. Jogam para daqui a três anos sem saber o que acontecerá daqui a três horas.
Mas já é possível prever que o voto antipetista não irá mais para Bolsonaro e o voto antibolsonaro não irá, necessariamente, para o PT. O mundo está se transformando e só as carolinas não veem.

