No Brasil, casos de coronavírus sobem a 30.425 e mortes somam 1.924
O número de casos confirmados no Brasil nas últimas 24 horas desacelerou de 3.058 ontem para 2.105 hoje. Desta forma, o total o País tem 30.425 pessoas contaminadas pela Covid-19. As mortes chegaram a 1.924, ante 1.736 na quarta-feira. O índice de letalidade da doença passou de 6,1% para 6,3%. Os dados são da plataforma do Ministério da Saúde.
O Estado de São Paulo é o que mais tem casos e mortes por coronavírus – respectivamente, 11.568 e 853. A letalidade é de 7,4%. Na sequência, aparece o Rio de Janeiro, com 3.944 contaminações e 300 óbitos. A unidade da federação menos afetada até agora é Tocantins, com 29 infectados e 1 morte. ISTOÉ
Nelson Teich: Saiba quem é o novo ministro da Saúde de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta (16) o oncologista carioca e empresário da área de saúde Nelson Teich como substituto de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde. A decisão foi tomada após semanas de conflito entre Bolsonaro e Mandetta, que divergem sobre as medidas que devem ser adotadas no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. Há alguns dias o nome de Teich vinha sendo cotado para assumir a pasta. Mais cedo, o Radar antecipou que os principais conselheiros de Bolsonaro haviam formado uma espécie de bloco de apoio ao oncologista.
O novo ministério, que assume o comando da Saúde em meio à crise, se formou em medicina na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em 1980 e se especializou em Oncologia pelo Instituto Nacional do Câncer (1990). Atualmente é presidente da COI – Clínicas Oncológicas Integradas S.A. e diretor executivo da MedInsight – Decisions in Health Care. Teich também é membro do corpo editorial do American Journal of Medical Quality.
No currículo de Teich constam uma especialização em Saúde Econômica para profissionais de saúde pela Universidade de York, na Inglaterra, entre 2007 e 2008, e uma extensão universitária no Programa Executivo de Gestão na Escola de Negócios de Harvard, em 2013.
O médico Nelson Teich é visto como uma pessoa equilibrada pelos colegas e tem conhecimento sobre saúde pública, adquirido principalmente no período em que esteve na Inglaterra. “Ele é um excelente oncologista, muito querido e respeitado pelos colegas”, disse um médico carioca.
No Twitter, o agora ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou sua demissão: “Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar. Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso país”.
Assim como seu antecessor, o novo ministro terá pela frente muitos desafios, como adequar seu discurso ao do presidente Bolsonaro, que defende o isolamento vertical — aquele que mantém em quarentena apenas pessoas do grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças prévias.
Em um artigo publicado no início de abril, intitulado “COVID-19: Como conduzir o Sistema de Saúde e o Brasil“, Teich afirma que “diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal (…) é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país”.
Durante a corrida presidencial de 2018, Teich foi consultor informal para a área de saúde na equipe do presidente Jair Bolsonaro. Ele também assessorou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, de setembro de 2019 a janeiro de 2020.
*Com reportagem de André Siqueira e Maria Clara Vieira / VEJA
Novo ministro da Saúde diz que existe 'alinhamento completo' com Bolsonaro
BRASÍLIA — O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta quinta-feira que existe um "alinhamento completo" entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, assim como com a equipe da pasta. Bolsonaro e Teich fizeram um pronunciamento no Palácio do Planalto após o anúncio da exoneração de Luiz Henrique Mandetta do cargo.
o presidente e todo o grupo do ministério — disse o novo ministro.
Teich afirmou que não fará nenhuma mudança "brusca" ao assumir a pasta e defendeu que é preciso ter mais informações sobre as ações que estão sendo tomadas no combate ao novo coronavírus.
— Não vai haver qualquer definição brusca, radical — disse o novo ministro. — O que é fundamental hoje? Que a gente tenha informação cada vez maior sobre o que acontece com as pessoas sobre cada ação que é tomada.

Teich também afirmou que não faz sentido colocar "saúde" e "economia" como questões opostas:
— Isso é muito ruim. Na verdade, essas coisas não competem entre si. Elas são completamente complementares. Quando polariza, começa a tratar pessoas versus dinheiro, bem versus mal, emprego versus pessoas doentes.
Bolsonaro demite Mandetta e anuncia Nelson Teich para a Saúde

O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) foi demitido nesta quinta-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro, após um longo processo de embate entre eles diante das ações de combate ao coronavírus.
O presidente anunciou o oncologista Nelson Teich no lugar de Mandetta, que confirmou sua demissão por meio de sua conta no Twitter.
"Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde.
Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar", escreveu.
"Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso país", completou.
A divulgação da demissão de Mandetta foi seguida de panelaços contra Bolsonaro em bairros de São Paulo e do Rio.
Nelson Teich, que chegou a ser cogitado para o posto durante a campanha eleitoral de 2018, foi recebido pelo presidente na manhã desta quinta. O nome do oncologista tem o respaldo do secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, da equipe econômica e da cúpula militar.
O nome do médico também é apoiado pelo empresário Meyer Nigri, presidente da Tecnisa.
Contou a favor de Teich a experiência empresarial e formação econômica.
A avaliação do presidente é a de que o médico poderia equilibrar as ações da pasta entre medidas voltadas para evitar mortes por coronavírus, mas que minimizem o impacto econômico das medidas de restrição, uma de suas preocupações.
No encontro pela manhã, segundo relatos de presentes, o médico fez uma exposição sobre as suas propostas para a pasta e expôs seu ponto de vista sobre políticas de enfrentamento ao coronavírus.
Além do presidente e de Teich, participaram da reunião ministros palacianos, como Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
Apesar de o presidente ser favorável ao que ele chama de quarentena vertical, que preserva apenas os grupos de risco, Teich já se posicionou a favor do isolamento social, ponto de discórdia de Bolsonaro com Mandetta. Passou a adotar como condição um nome que, apesar de ter posições diferentes da dele, não protagonize embates públicos.
OMS recomenda que governos limitem consumo de álcool durante pandemia
GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que as autoridades dos países que foram afetados pelo novo coronavírus limitem o consumo de bebidas alcoólicas de sua população durante a pandemia. A entidade aponta que o álcool, além de fazer mal à saúde, deixa as pessoas mais vulneráveis à violência — inclusive a doméstica — e a outras situações de risco.
No comunicado, a OMS afirma que o consumo de álcool está associado a uma série de doenças transmissíveis e não transmissíveis e a distúrbios da saúde mental, que podem tornar uma pessoa mais vulnerável à doença.
"Em particular, o álcool compromete o sistema imunológico do corpo e aumenta o risco de resultados adversos à saúde. Portanto, as pessoas devem minimizar o consumo de álcool a qualquer momento, principalmente durante a pandemia da Covid-19", alerta a instituição.
Impacto: Álcool pode afetar o sono. Saiba como ter uma noite de descanso tranquila durante a pandemia
A OMS também desmentiu a informação de que bebidas com alto teor alcoólico seriam capazes de matar o coronavírus. A entidade afirma que o consumo de etanol, principalmente se estiver adulterado com metanol, "pode resultar em graves consequências para a saúde, incluindo a morte".
De acordo com a OMS, o álcool é responsável por 3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.
Coronavírus: Saiba como enfrentar a crescente ansiedade provocada pela quarentena
"Durante a pandemia da Covid-19, deveríamos nos perguntar realmente quais os riscos que corremos ao deixar as pessoas presas em suas casas com uma substância prejudicial, tanto em termos de saúde, quanto nos efeitos de seu comportamento sobre os outros, incluindo a violência", pondera Carina Ferreira-Borges, gerente do Programa de Álcool e Drogas Ilícitas da OMS na Europa. O GLOBO
Pesquisa na cidade de São Paulo mapeará coronavírus em bairro para rastrear imunidade
Bia Reis, O Estado de S.Paulo
Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se preparam para iniciar um projeto-piloto com o objetivo de descobrir quantas pessoas já estão imunes ao novo coronavírus na região da capital paulista que abrange os bairros de Itaim-Bibi, Jardim Paulista, Pinheiros, Perdizes, Barra Funda, Lapa, Alto de Pinheiros, Vila Leopoldina, Jaguara e Jaguaré. A chamada imunidade coletiva é fundamental para que os governos possam planejar, após o pico da covid-19, a flexibilização das medidas restritivas, sem risco de uma segunda onda de infecção.
Assim como ocorre com os outros vírus da família corona, pesquisadores acreditam que, ao entrarmos em contato com o Sars-cov-2, ficamos imune a ele. Acontece que o número de pessoas com anticorpos para o novo coronavírus é desconhecido. Por falta de testes, apenas pacientes em estado grave têm sido testados no Brasil. Estima-se que, entre os infectados, 80% desenvolvam sinais leves da doença, como cansaço, febre ou dor de garganta, e 20% necessitem de assistência médica.
“O estudo vai medir o porcentual de pessoas imunes ao vírus na população em geral. São essas pessoas que, ao entrarem novamente em contato com o novo coronavírus, não vão desenvolver nem transmitir a doença. Como falamos mais dos mortos e dos pacientes graves, os casos leves ou assintomáticos ficam completamente invisíveis”, afirma Beatriz Tess, professora e pesquisadora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. O projeto, que será financiado pelo Instituto Semeia, em parceria com o Grupo Fleury e o Ibope, aguarda aprovação na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
Para o estudo, o Ibope utilizará uma metodologia conhecida como amostra probabilística, que permite apontar, com base em um determinado número de testes, o porcentual da população infectada na região analisada. Serão sorteadas de forma aleatória 720 residências, que receberão a visita de um pesquisador e um enfermeiro. Em cada uma das casas, um morador com mais de 18 anos será sorteado e convidado a participar.


