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A força da milícia virtual: Bolsonaro tem quase o triplo de interações no Instagram do que Trump

Entre 13 de março e ontem, Bolsonaro foi no mundo o líder de um país com mais interações no Instagram: 72,6 milhões, à frente dos presidentes da Indonésia (Joko Widodo, 46,5 milhões), dos EUA (Trump, 28 milhões) e da Índia (Narendra Modi, 16,2 milhões).
Chama a atenção a disparidade entre o número de comentários que cada um recebeu em sua página. Na de Bolsonaro, foram 4,1 milhões — mais do que todos os demais 117 líderes mundiais (com conta no Instagram)... somados.

No topo do ranking de casos, RJ, SP, CE e PE têm suas UTIs perto do limite

Ana Letícia Leitão, Luiz Ernesto Magalhães, Selma Schmidt, Sergio Roxo e Vinicius Sassine / O GLOBO

 

UTI DO CORONA

 

RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA - Falta de equipamentos básicos e respiradores; inexistência de testes para doentes, médicos e enfermeiros; Unidades de Pronto Atendimento (UPA) fazendo as vezes de UTI, porque os leitos de terapia intensiva estão saturados pela epidemia causada pelo novo coronavírus. O retrato atual do sistema público de saúde do Amazonas, onde corpos já foram deixados ao lado de pacientes, serve de alerta para outros estados.

 

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco, quarteto que lidera o ranking nacional de casos confirmados e mortes por Covid-19, a rede de leitos aproxima-se de seu limite. Ou seja, o cenário amazonense pode, em breve, ser replicado no Sudeste e no Nordeste. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o Brasil chegou ontem a 2.575 vítimas fatais do coronavírus entre 40.581 infectados.

Os relatos de Manaus foram feitos ao GLOBO por enfermeiros que estão na linha de frente do combate à epidemia, ouvidos sob a condição de anonimato.

— Estamos tendo de escolher quem vai respirar ou não — resume uma enfermeira, diante da falta de equipamentos básicos no Hospital João Lúcio, onde foram gravados vídeos de corpos deixados ao lado de pacientes com Covid-19.

De acordo com o governo do Amazonas, quase 90% dos leitos de UTI estão ocupados, numa demanda que ultrapassou a capacidade do hospital de referência para Covid-19, o Delphina Aziz, em Manaus. Foi necessário recorrer a outros hospitais, como o João Lúcio, que colapsou diante da quantidade de infectados. O estado tem a segunda maior incidência de infectados no país, com 415 diagnosticados por 1 milhão de habitantes.

'A gente já vive um colapso'

Segundo um enfermeiro que trabalha em uma UPA da capital amazonense, a unidade está sendo obrigada a prestar o atendimento que seria de uma UTI:

— Não há como mandar mais para hospital de referência. Todas as unidades de média complexidade estão tendo de assumir os pacientes críticos, até que se abram vagas. No meu último plantão, recebemos nove pacientes. A gente já vive um colapso.

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Teich prepara ‘saída progressiva, estruturada e planejada’ da quarentena

novo ministro da saude

O ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou em vídeo divulgado pelo governo federal no início desta noite que está em curso um estudo para reduzir o distanciamento social em todo país. O afrouxamento da quarentena é uma das missões do novo titular da Saúde – a medida foi alvo de constantes críticas do presidente Jair Bolsonaro e um dos motivos que levaram à demissão de Luiz Henrique Mandetta, antecessor de Teiche no cargo.

O afrouxamento será atrelado ao aumento do número de testes realizados. “Isso é importante para nosso processo que está sendo desenhado de usar os testes e entender melhor a doença, a evolução, e fazer um planejamento, um projeto, que já está sendo feito, para revisão do distanciamento social”, disse o ministro no vídeo. Teich afirmou que o ministério irá comprar 46 milhões de testes para detectar coronavírus, quase o dobro do que vinha sendo divulgado pela gestão de Mandetta (24 milhões). Ele explicou que não se trata de testagem em massa, mas de usar os kits em uma amostragem da população, de acordo com ele parecida com a usada em pesquisas de opinião. “A gente vai usar o teste de uma forma que as pessoas testadas vão refletir a população brasileira. Isso vai ser fundamental nesse processo de realmente entender a doença e desenhar a saída”.

Além da compra de testes, ele anunciou o fechamento de um contrato para processar 30 mil exames por dia – no total, serão 3 milhões de procedimentos ao longo do acordo. Também divulgou a compra de mais de 3.300 respiradores. “Essa combinação do diagnóstico, do tratamento e da preparação para a saida do distanciamento faz parte da estratégia de abordagem da Covid-19. A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um é entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa é preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que a gente está afastado, que vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. E o terceiro: a gente vai com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social”, disse.

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Por que o preço do petróleo entrou em colapso e o impacto para o Brasil

PLATAFORMA DE PETRÓLEO

Pela primeira vez na história, o barril de petróleo foi negociado com preço negativo. Com as principais atividades econômicas do planeta paradas e, consequentemente, com a demanda pelo combustível congelada em todo o mundo, devido ao avanço da pandemia do coronavírus, a cotação da commodity do tipo West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado americano, entrou em colapso. O contrato futuro de maio, que expira amanhã, despencou, nesta segunda-feira, 20, dos 17,73 dólares da abertura para fechar negociado a -37,63 dólares o barril. Isso aconteceu porque os investidores começaram uma corrida para vender os contratos, porque ninguém quer receber a entrega física, já que a capacidade de armazenamento nos Estados Unidos está chegando ao limite. Os preços negativos significam que os produtores estão pagando para que os seus óleos sejam retirados – algo que nunca aconteceu desde que os contratos futuros de petróleo começaram a ser negociados em 1983. “Tem gente dizendo: ‘Leva o meu petróleo, que eu não tenho o que fazer com ele, literalmente'”, explicou David Zylbersztajn, professor da PUC-Rio e ex-diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O contrato de junho do WTI, o mais comercializado, terminou a sessão em nível muito superior ao de maio, cotado a 20,43 dólares o barril. Já o petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, também recuou – uma queda de 9%, para 25,57 dólares o barril –, mas longe da ladeira abaixo do preço dos Estados Unidos, uma vez que globalmente há mais espaço disponível para armazenamento. As refinarias americanas estão processando muito menos petróleo que o normal, o que faz com que milhões de barris fiquem presos em instalações de armazenamento em todo o mundo. Grande comercializadoras de petróleo já contrataram navios apenas para ancorá-los e enchê-los do combustível. Um recorde de 160 milhões de barris está estocado em navios-tanque no mundo. Há pouco mais de uma semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados anunciaram um acordo com o maior corte de produção de todos os tempos, com o objetivo de conter os preços, porém, a medida não foi suficiente.

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Presidente do México critica ajuda de traficantes no combate à Covid-19

cestas no mexico

Os atos de generosidade se multiplicam diante da nova pandemia de coronavírus, mas isso tem limites para o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, que nesta segunda-feira (20) criticou a entrega de alimentos por quadrilhas do crime organizado.

López Obrador disse que esses gestos dos bandidos não servem ao país, atormentado pela violência do narcotráfico, e que o verdadeiro apoio seria não se envolver em atividades criminosas.

“Ajudam ao parar com a delinquência, ao amar o próximo e a não prejudicar ninguém. Ajudam ao acabar com os confrontos e mortes”, disse o presidente numa entrevista coletiva.

“Não se trata de filantropia. Trata-se de fraternidade, verdadeira solidariedade”, acrescentou.

O presidente mencionou, assim, a distribuição de alimentos pelos cartéis de drogas, divulgada recentemente pela imprensa local nos estados de Tamaulipas (nordeste) e Jalisco (oeste), onde o Cartel do Golfo e o Cartel Jalisco Nova Geração operam.

Mas também por iniciativa de Alejandrina Guzmán, filha do famoso capo Joaquín “Chapo” Guzmán, que na semana passada distribuiu alimentos e provisões com o nome e a imagem de seu pai para idosos de Jalisco, isolados em suas casas para evitar infecções.

‘El Chapo’ cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos.

“Que eles não venham (…) como o potentado que pensa que com uma esmola já está perdoado”, disse López Obrador.

O presidente enfatizou que, diante desses casos, as autoridades não podem fazer nada.

“É algo que acontece, não pode ser evitado porque eles chegam e entregam”.

O presidente sustentou que seu governo manterá o apoio aos mais vulneráveis por meio de seus diferentes programas sociais para enfrentar a crise econômica e de saúde, surgida com a pandemia da COVID-19.

O México registra 8.261 casos confirmados e 646 mortes de COVID-19, segundo o governo. istoé

Colheita deste ano em Juazeiro deve superar em 80% a safra de 2019

BOM RESULTADO DOCAMPO NESTE ANO

Assim como a quadra chuvosa começa mais cedo na região do Cariri, já que as maiores precipitações se concentram entre janeiro a abril — enquanto no restante do Ceará é de fevereiro a maio — a tão esperada colheita também tem início antecipado. Ao contrário do ano passado, que Juazeiro do Norte registrou perda entre 65% a 70% da produção de milho e feijão, desta vez a safra se mostra positiva. A projeção dos produtores é de colheita 80% superior ao índice registrado no ano de 2019 (1.266 t ). 

“Está uma fartura, graças a Deus”, comemora a agricultora Rosa Ferreira da Silva, enquanto coloca o feijão no fogo. Seu marido, o também agricultor Francisco Cardoso da Silva, do Sítio Sabiá, não esconde o sorriso ao “apanhar” seu feijão. “O inverno desse ano é uma bênção”, enfatiza. O inverno, a que se refere, é o termo que o sertanejo usualmente chama o período correspondente da quadra chuvosa.

Bons volumes 
O cenário é mesmo otimista. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), de janeiro até agora, na macrorregião do Cariri, o acúmulo das chuvas foi de 873,2 milímetros, isso representa 24,7% acima do observado médio para este período: 700,3 mm. Com cerca de seis hectares de roça plantados por ano, Francisco planta milho, feijão, gergelim, jerimum, palma, mamão, entre outros. A maior parte do que colhe serve para alimentação de sua casa e das famílias de seus quatro filhos. Todos moram próximos. Outra parte também vai para a nutrição dos animais. Já o excedente, é vendido na comunidade e em cooperativas. Por mês, apura entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. “O inverno deste ano está com uns 15 aos que não vejo. Cheguei em Juazeiro em 2010 e de lá pra cá não tinha visto”, garante o agricultor, que deixou Aurora para morar na terra do Padre Cícero. 

O agricultor Francisco Humberto dos Santos, do Sítio Carás do Umari, também em Juazeiro do Norte, é um dos que já veem o resultado do seu esforço e o do auxílio técnico através de uma boa colheita. “Estou plantando e colhendo. Só Deus para dar um inverno maravilhoso assim para nós", celebrou o produtor. 

O engenheiro agrônomo Eduardo Abreu, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Juazeiro do Norte (Seagri), explica que a média de grãos colhidos por hectare no município é de três mil quilos de milho e 800 de feijão. Ano passado, houve uma perda de até 70% da safra, pois, segundo ele, os agricultores plantaram cedo. “Houve um veranico em fevereiro que prejudicou a colheita”, justifica. “Este ano, a expectativa é dentro desta média, já que teve um bom inverno e o pessoal foi orientado a ser mais cauteloso. Eles esperaram mais tempo para plantar”, completa. 

Para os agricultores, a falta de chuvas no início do ano foi determinante para baixa colheita em 2019. “Faltou chuva”, corrobora Francisco, que acredita ter tido uma perda de 80% do feijão e entre 30% a 40% de milho, em 2019. Este ano, sua roça foi plantada no mês de fevereiro, sob orientações dos técnicos da Seagri. “Em 70 dias já tem milho maduro. Mas o melhor ainda vai ser pra junho e julho”, antecipa otimista.

Pandemia

As vendas de legumes têm sido afetadas por conta da pandemia da Covid-19. Por causa disso, a Seagri tem orientado os trabalhadores rurais a venderem seus produtos para fornecedores de mercados e feiras. “Houve uma diminuição do próprio consumo”, admite Eduardo. Outra alternativa são as cooperativas, que estão adquirindo parte desta safra e repassando para os comerciantes darem vazão.  diarionordeste

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