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Sob Bolsonaro, o Brasil tornou-se uma surubocracia anarco-intervencionista... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2021/04/02/sob-bolsonaro-o-brasil-tornou-se-uma-surubocracia-anarco-intervencionista

Patrono do pensamento econômico liberal, o economista Roberto Campos (1917-2001) dizia que "não temos uma democracia no Brasil. Temos uma surubocracia anarco-sindicalista." Vivo, Campos concluiria que a democracia brasileira continua sendo um regime por fazer. A diferença é que, sob Bolsonaro, o Brasil passou a ter uma surubocracia anarco-intervencionista.

 

Bolsonaro abriu a semana fabricando uma crise com as Forças Armadas. E chega à Sexta-Feira Santa colhendo os trovões e os raios que o partam que havia semeado no Banco do Brasil. Presidente do Conselho de Administração da casa bancária, Hélio Magalhães renunciou ao cargo. Saiu atirando para o alto. Mirou no Planalto.

 

Na segunda-feira, quando o "mercado" puder se pronunciar sobre os rolos do feriadão, as ações do BB se depreciarão. Como já foram desvalorizados os papeis da Petrobras quando Bolsonaro interveio para colocar um general no comando. Ou os da Eletrobras, quando o capitão consolidou-se como estorvo à privatização, levando o presidente da companhia à renúncia.

 

Bolsonaro conseguiu transformar o liberalismo de Paulo Guedes numa nova modalidade de frustração. Quando alguém é convidado a participar de um projeto supostamente relevante e o abandona, costuma-se dizer que o desertor cuspiu no prato que comeu.

 

Guedes já perdeu algo como duas dezenas de auxiliares. A maioria deixou suas posições cuspindo no prato em que Bolsonaro não permitiu que ninguém comesse. Não venderam estatais, não reformaram o Estado, não aperfeiçoaram o sistema tributário. Não fizeram isso nem aquilo.

 

Uma pessoa realizadora não prediz o futuro, ajuda a criá-lo. Roberto Campos, por exemplo, teria motivos para dar pulos de satisfação sob a lápide se pudesse ver o que foi feito do neto homônimo. Roberto Campos Neto preside o Banco Central, uma instituição que o avô ajudou a criar em 1964, quando era ministro do Planejamento do governo do marechal Castelo Branco.

 

Ex-embaixador, ex-ministro, ex-senador e ex-deputado, o velho Roberto Campos não poderia supor que um neto que o rodeava de calças curtas presidiria sua criação meio século mais tarde. Tampouco lhe foi dado supor que a coincidência se materializaria num governo presidido por Jair Bolsonaro, um deputado obscuro com quem esbarrou no Congresso sem cogitar um estreitamento de relações.

 

Eleito em 1982 pelo Mato Grosso, seu Estado, Roberto Campos frequentou o Senado por oito anos. Em 1990, candidatou-se a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Elegeu-se no mesmo pleito em que o eleitorado fluminense concedeu ao paulista Bolsonaro seu primeiro mandato federal.

 

Ironia suprema: Campos, o avô, estreou na Câmara junto com Bolsonaro, o insuspeitado futuro presidente da República. Hoje, seu neto tem acesso direto às orelhas de Bolsonaro.

 

Até outro dia, Campos Neto gastava baldes de saliva tentando mostrar a Bolsonaro que há bilhões de dólares dispostos a desembarcar no Brasil. Basta que exista responsabilidade ambiental, compromisso fiscal e sensatez. Desistiu. Deve ter notado que, na surubocracia anarco-intervencionista o presidente governa com a crise, para a crise e pela crise. JOSIAS DE SOUZA / UOL

Há algo perturbador no olhar de Bolsonaro. Não é política. Não é economia... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/reinaldo-azevedo/2021/04/01/sem-golpe-bolsonaro-prega-normalidade-com-quase-4-mil-cadaveres-em-24h.

Jair Bolsonaro agiu de olho no calendário com seu marketing do terror. No melhor dos mundos para ele, esta quarta, 31 de março, seria por tropas nas ruas, em alguns locais simbólicos ao menos, indicando quem manda. Seria um feito e tanto. Nos 57 anos do golpe militar de 1964, as Forças Armadas voltariam a ser uma ameaça à segurança dos indivíduos, "celebrando", para usar um verbo da predileção de Braga Netto, mais um recorde de mortos por covid-19: 3.950 em 24 horas; 66 mil só no mês de março; 321.826 ao todo. Que feito! Quem não morresse em razão do vírus poderia morrer à bala.

 

É importante que tenhamos a clareza de que o presidente tentou desfechar um golpe. Eis o nome que se dá quando pessoas uniformizadas e armadas, que deveriam atuar como forças de Estado, resolvem ditar as regras da vida civil e da política. Não parece que seu novo ministro da Defesa seja do tipo que diz ao chefe: "Ah, melhor não..." Há um sinal de que, não fosse a resistência do Alto Comando das Forças Armadas, haveria general batendo às portas do Supremo para dizer: "Olhe, não se trata de um golpe, mas precisamos mudar isso...".

 

Não! Nunca achei, como escrevi aqui tantas vezes, que um golpe fosse viável ou factível. Isso não quer dizer que não se tenha tentado. Eis o ponto. Fosse o impeachment apenas matéria de merecimento, Bolsonaro teria de ser impichado 28 vezes. Mas, como se sabe, isso depende da política. As limitações de mobilização impostas pela pandemia também facilitam as tentativas de arruaça do mandatário.

 

Não pensem que Bolsonaro vai mudar. Uma das palavras de extremistas de direita, aqui e no mundo, é não recuar nunca. O presidente não é um teórico da coisa — como Filipe Martins —, mas é um intuitivo entusiasmado. O discurso negacionista encontra eco numa parcela significativa do país que, de verdade, está sendo ameaçada e lançada na insegurança econômica pela covid-19 e pela inépcia do governo.

 

E daí? Como de hábito, Bolsonaro atribui a terceiros os desastres provocados por seu governo e por ele próprio. Exerce, assim, o que tenho chamado aqui de estranho "populismo da morte". Muita gente que é prejudicada pelas medidas de restrição social — e existem aos milhões — prefere voltar a sua fúria contra governadores e prefeitos. Falta-lhes a clareza necessária para constatar que o caos é filho da indisciplina, que alimenta o caos.

 

Na fase em que estamos, quanto mais o presidente sabotar o distanciamento social, como voltou a fazer nesta quarta, mais prolonga a crise. E, assim, entramos no círculo vicioso desse populismo da morte: a conclamação à indisciplina, em nome do funcionamento da economia, contribui para aumentar a contaminação e os óbitos, o que, por seu turno, acaba paralisando a economia, o que alimenta o proselitismo funesto.

 

Nesta quarta, no tal comitê contra a covid, até Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, sugeriu que as pessoas evitem aglomerações no feriado de Páscoa. Bolsonaro concedeu uma entrevista em seguida em que pregou vida normal e volta ao trabalho, insistindo na comparação esdrúxula, segundo a qual toques de recolher e outras medidas restritivas são coisas ainda piores do que estado de sítio. A afirmação é tão estúpida que nem errada chega a ser.

 

O atual presidente e o pensamento lógico nunca foram íntimos. Nos últimos dias, ele tem insistido na tese mentirosa de que o colapso na Saúde evidencia a ineficácia do "lockdown" — que, insista-se, nunca existiu em dimensão nacional ou estadual. Quando muito, algumas cidades o aplicaram, a exemplo de Araraquara, no interior de São Paulo, e com bons resultados.

 

E daí? Bolsonaro fala o que lhe dá na telha e, com uma simples declaração, transforma em bobos aqueles que acreditaram que o comitê poderia significar um passo adiante no combate à doença. É um pesadelo sem fim. Como lockdown não há e como há serviços que não podem parar, então já se tem uma taxa inevitável de contaminação — e, por consequência, de mortos.

 

O presidente não faz o menor esforço, no que lhe diz respeito, para impedir a permanência e agudização da tragédia. Ao contrário: sabota aquele que é, na prática, um esforço, ainda que modesto, do comitê que ele próprio criou. Tem a arruaça na alma. Seja ao tentar agitar quarteis, seja ao recomendar às pessoas um comportamento que, potencialmente — e com altíssima potência —, é tão suicida como homicida..

 

O Brasil mata mais de um Word Trade Center por dia. O Brasil mata 14,6 Brumadinhos por dia. O Brasil derruba 6,6 Boeings 747 por dia. Mas nada move o coração do faraó. Vejam a imagem. Há algo de perturbador nessa obstinação. Nada tem a ver com política. Nada tem a ver com economia. O que o move? ** REINALDO AZEVEDO =Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Chuvas em março ficaram dentro da média histórica no Ceará

Chuva EM MARÇO N O CE

O mês de março deste ano não repetiu a retomada de chuvas no Ceará acima da média histórica para o período que se verificava desde 2019. Até esta quarta-feira (31), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) observa precipitações de 204,7 mm no Estado, quantidade próxima à da média histórica, que é de 203,4 mm.

Em 2019, no segundo mês da quadra chuvosa (entre fevereiro a maio), no Ceará, as chuvas ficaram 14.6% acima do esperado e, em 2020, ampliou para 35%. Este foi o melhor março desde 2008, quando foram observados pela Funceme 332,5 mm, ou seja, 63,5% a mais que a média histórica.

CHUVAS IRREGULARES E LOCALIZADAS

Segundo especialistas em recursos hídricos, as chuvas irregulares e localizadas observadas neste mês de março são motivo de preocupação, porque as recargas até o momento permanecem reduzidas.

Na década passada – de 2011 a 2020 – apenas dois anos registraram chuvas acima da média neste mês. Em 2019, quando houve desvio positivo de 14.6%; e em 2020, com 35% a mais.

Para o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Flaviano Fernandes, o registro de reduzidas precipitações em março está relacionado com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é o principal sistema que traz chuva para o semiárido nordestino durante a quadra chuvosa.

Flaviano Fernandes confirmou que, desde 2010, as chuvas ficaram abaixo do esperado nos meses de março e abril, apresentando déficits.

“A temperatura superficial do Atlântico Sul não vem se aquecendo como seria esperado e, por isso, a Zona de Convergência não se aproxima da costa norte do Nordeste”, explicou. “Esse comportamento é desfavorável”.

Em 2021 e na maioria dos anos da década passada, a temperatura das águas superficiais do Oceano Atlântico Norte Tropical ficou mais aquecida do que a porção Sul. A ZCIT tende a permanecer sobre as áreas mais aquecidas. Dessa forma, mantém-se distante da costa cearense, que está abaixo da Linha do Equador, isto é, do lado Sul.

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Anvisa aprova o uso emergencial da vacina da Janssen contra a covid-19 no Brasil

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2021 | 15h45

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira, 31, o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen contra a covid-19. Dentre os principais imunizantes no mercado, este é o único que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a vacinação. O governo federal fechou contrato para comprar o produto, mas não há previsão de entrega no 1º semestre. Na mesma reunião, a agência negou a solicitação do Ministério da Saúde para autorização excepcional e temporária para importar e distribuir a vacina indiana Covaxin.

O contrato do governo federal com a Janssen é para adquirir 38 milhões de doses, que só vão chegar a partir de julho, com previsão de entrega até dezembro de 2021. A vacina contra covid-19 da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, registrou eficácia global de 66%, e se mostrou eficaz em 85% para casos graves. Este imunizante é o 4º aprovado para uso no Brasil - os outros são da Pfizer, Oxford/AstraZeneca, ambos com registro definitivo, e Coronavac, parceria da chinesa Sinovac e Instituto Butantan, de São Paulo, para utilização emergencial.

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Até agora, no entanto, as duas vacinas americanas não chegaram ao Brasil e a campanha nacional de imunização tem usado apenas a Coronavac e a vacina de Oxford. Especialistas têm criticado o ritmo lento da imunização, essencial para frear o avanço do novo coronavírus. Nos últimos dias, a média de mortes pela doença se aproximou dos 3 mil registros diários

Vacina da Janssen contra covid-19
Vacina da Janssen contra covid-19 Foto: Kamil Krzaczynski/AFP

Na apresentação de Gustavo Mendes Lima Santos, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, ficou evidente que a vacina da Janssen mostrou-se eficaz para profilaxia em adultos acima de 18 anos em dose única de 0,5ml. "É uma vacina que foi aprovada para uso emergencial em diversos países", disse, antes de a Diretoria Colegiada antes de aprovar a autorização temporária para uso emergencial.

Entre as recomendações, ele pontuou que ela não pode ser congelada, precisa ser protegida da luz e depois de o frasco ser aberto, é necessário utilizar em até seis horas, conservando entre 2°C e 8°C. "Temos dados de que a vacina produziu anticorpos neutralizantes e induziu respostas celulares. Também tem respostas de neutralização do SARS-CoV-2 em 14 dias após a única dose", comentou.

O especialista elencou ainda algumas incertezas e até por isso um termo de compromisso para complementação de estudos e novos dados foi firmado entre a Anvisa e a farmacêutica. Entre as dúvidas deste imunizante estão o tempo de duração da proteção, a experiência limitada em mulheres grávidas, as incertezas sobre eficácia da vacina contra novas variantes do coronavírus e a ausência de evidências de que o imunizante previna a transmissão do SARS-CoV-2 de pessoa para pessoa.

Não, não vai ter golpe - J.R.Guzzo, O Estado de S.Paulo

Eis aí os três ministros militares, todos os três de uma vez só, desembarcados do governo. Em outros tempos, um negócio desses faria um barulho danado, ainda mais nas vésperas do dia 31 de março. O que está acontecendo? O que vai acontecer? Quem ganha? Quem perde? A terra tremia, pelo menos para quem tinha medo de “Brasília” ou para quem tinha alguma coisa a esperar das altas autoridades do País. Outros tempos, realmente. Hoje ninguém tem medo de militar nenhum – e embora muita gente ainda tenha muito a esperar de cima, a queima geral dos chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é um assunto de interesse só para o mundo político e os jornalistas, ou bem pouco mais do que isso.

Para dizer a verdade, quanta gente sabe quem é mesmo o almirante Ílques, o brigadeiro Bermudez, ou mesmo o general Pujol, que como comandante do Exército é normalmente o mais falado? A quase totalidade da população (e a maioria dos jornalistas), nunca tinha ouvido falar o nome de nenhum deles, e mesmo o do seu chefe nominal, o ministro da Defesa – o primeiro a ser demitido, aliás. Nem ministros eles se chamam mais – hoje, seu título é de comandante de cada uma das três armas. Em suma: o mundo continuou a girar como tinha girado na véspera, e o Brasil girou junto, com o seu caminhão de problemas do mesmíssimo tamanho que carregava antes.

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Isso tudo é assim porque os militares brasileiros não são mais o que eram, e golpes de Estado viraram uma coisa obsoleta, esquisita e inviável. Os militares não funcionam mais como uma força política – tornaram-se, ao longo dos últimos 30 anos, uma organização profissional, e seus oficiais são atualmente mais ou menos como os outros funcionários públicos do aparelho estatal. Quanto ao quesito “golpe de Estado”, em si, caiu na categoria das coisas que não se fazem “mais”.

Ato pró-intervenção militar Rio
No Rio, manifestantes pedem intervenção militar aniversário do golpe de 1964 nesta quarta-feira Foto: Wilton Junior/Estadão

Esse, no fim das contas, é o único ponto que interessa: vai ter golpe? Não, não vai ter golpe, pela simples razão de que não se consegue mais, e já há muito tempo, “botar a tropa na rua” e derrubar o governo – a última vez que isso aconteceu, aliás, foi há exatos 57 anos, em 1964. De lá para cá houve uns roncos de vez em quando, briga entre eles mesmos, mas golpe, mesmo, não dá para fazer no mundo das realidades práticas.

A história mais emocionante que se tentou circular é de que o governo queria virar a mesa e os comandantes militares, mais o ministro da Defesa, se recusaram a obedecer; além disso, eles tinham cumprimentado o presidente com o cotovelo e de máscara, em cerimônias das forças armadas. Por conta disso, haveria uma crise gravíssima – atestada inclusive por professores universitários que a mídia entrevista na condição de “cientistas políticos”. Quem sabe se “os militares”, revoltados com o governo, não iriam, eles mesmos, virar o feitiço contra o feiticeiro? O problema com essas teorias é que a possibilidade do presidente Bolsonaro dar um golpe é igual a três vezes zero; o mesmo, por simetria, se aplica ao outro lado. 

É obvio, pelo ocorrido, que Bolsonaro não aguentava mais os seus gestores da área militar – e nem eles iam com a cara do presidente. Fora isso, o que sobram são os dramas extremos que o país tem com a pior epidemia de sua história, a economia em processo de falência e as pessoas desesperadas com a perda do emprego e a proibição geral do trabalho por ordem das “autoridades locais”. Nada disso mudou em um milímetro.

Apenas 4 cidades cearenses não registraram óbito por Covid-19 em 2021; veja lista

Granjeiro

Apenas quatro das 184 cidades cearenses não registraram óbito por decorrência da Covid-19 neste ano de 2021: São João do Jaguaribe, Senador Sá, Umari e Granjeiro. A informação foi confirmada pelas secretarias de saúde dos municípios. O quantitativo representa somente 2,17% de todos os municípios do Estado.

Granjeiro, inclusive, é a cidade com menor número de mortes registradas durante toda a pandemia: dois. O primeiro registro foi em 4 de setembro do ano passado e, o segundo, no dia 17 daquele mesmo mês. O Município, distante 484 km de Fortaleza, foi o último a ter registro de óbitos em decorrência da infecção por coronavírus em 2020.

Já conforme dados do IntegraSus, da Secretaria da Saúde (Sesa) do Estado, extraídos às 9h13 desta terça-feira (30), a lista de cidades sem óbitos em 2021 é composta por dez cidades. Além das quatro citadas acima, a Sesa inclui Ararendá, Novo Oriente, Quixelô, Saboeiro, Salitre, Ubajara.

Diário do Nordeste entrou em contato com as Secretarias da Saúde destes seis municípios e apurou que já houve registro de mortes em 2021 nesses locais. Em Salitre e Novo Oriente, por exemplo, já são quatro mortes neste ano.

Em Saboeiro, Quixelô e Ararendá teve ao menos um óbito. Já em Ubajara são pelo menos cinco mortes em 2021 por decorrência do vírus. A Sesa informou que fará uma auditoria nos dados a partir dessa inconformidade e, até a publicação da matéria, não informou o motivo dessa incorreção.

CIDADES MENOS POPULOSAS 

Mas quais fatores podem explicar esse panorama positivo nas quatro cidades sem registro de mortes? Os gestores reconhecem que o número de habitantes reduzido “ajuda a conter a disseminação” do vírus, mas ressaltam outros pontos tidos como preponderantes para a drástica redução da mortalidade, como o respeito às medidas sanitáriastestagem em massa e vacinação avançando de forma acelerada. 

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