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Queda de energia atinge Beira-Mar na noite desta terça-feira (28), em Fortaleza

Escrito por Redação / DIARIONORDESTE
 
 
Uma queda de energia foi registrada na noite desta terça-feira (28), nas proximidades da Av. Beira Mar, em Fortaleza. Em imagens publicadas por populares nas redes sociais é possível ver uma parte da orla da Capital sem iluminação. 

Em nota ao Diário do Nordeste, a Enel Distribuição Ceará informou que registrou, na noite desta terça-feira (28), uma ocorrência em um alimentador que atende parte dos bairros AldeotaMeirelesVicente Pinzon e Praia do Futuro.

“Afetando o fornecimento de energia para alguns clientes da região. De imediato, a distribuidora realizou manobras de transferências de cargas, reduzindo o número de consumidores impactados e, às 18h58, o serviço foi totalmente restabelecido”, comunicou ainda a entidade.

Queda de energia atinge Beira Mar na noite desta terça feira 28 em Fortaleza

Operação no Rio põe debate do ‘narcoterrorismo’ nas eleições 2026 e é bomba no colo de Lula

Por Roseann Kennedy / O  ESTADÃO DE SP

 

“Não é mais crime comum, é narcoterrorismo”, resumiu o governador do Rio de JaneiroCláudio Castro (PL), ao falar sobre traficantes terem usado bombas por meio de drones, nesta terça-feira, 28, numa reação à megaoperação policial para tentar prender integrantes do Comando Vermelho (CV).

 

Pelo menos 64 pessoas morreram. O Rio viveu mais um dia de terror com imagens compatíveis com cenários de guerra. Moradores reclamaram estar numa “cidade sitiada”.

 

O episódio obriga que a segurança pública esteja entre os debates centrais das eleições de 2026. E a pauta cai como bomba no colo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente após sua infeliz declaração dizendo que “traficantes são vítimas dos usuários”.

 

Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência no Planalto, sob comando do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e escalou seu time para defender em público a urgência da votação da PEC da Segurança Pública. Além disso, partiu para o ataque ao governador do Rio, que é do PL, mesmo partido de Bolsonaro.

 

“O governador Cláudio Castro tem uma postura vergonhosa e tem que vir à público explicar porque se posiciona contra a PEC da Segurança, que dá força a ações de inteligência e de integração dos diferentes órgãos de segurança da União, Estados e municípios”, cobrou o líder do PT, Lindbergh Farias.

 

Apesar da indagação, à qual os governadores respondem alegando que a proposta tira poder dos estados na segurança, fato é que o governo Lula perdeu o debate público nessa área desde o início de sua gestão. Prometeu apresentar um super plano para o setor em 2023, ainda sob o comando do então ministro da Justiça Flávio Dino, enfrentou críticas internas e demorou para se entender sobre o texto da PEC da Segurança.

 

Mas, a despeito de todos esses problemas, a oposição sabe que é a retórica da esquerda que mais pesa negativamente contra Lula.

 

“O governador Cláudio Castro insiste em um modelo falido, que ao invés de privilegiar inteligência e integração, prefere operações de guerra, utilizadas há décadas no Rio de Janeiro, sem nenhum resultado concreto, exceto o derramamento de sangue de civis e policiais”, afirmou Lindbergh. A operação desta terça-feira já é a mais letal do Estado do Rio.

 

Integrantes da cúpula do PL, partido de Castro e de Jair Bolsonaro, entretanto, afirmam que a ação tem apoio da maioria da população e ressaltam que as pesquisas internas apontam a concordância com esse tipo de medida.

 

Como resumiu Rafael Alcadipani, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV-Escola de Administração de Empresas de São Paulo “os resultados da megaoperação escancaram o quanto o Brasil naturalizou o absurdo".

 

 

 

Todos devem pagar pela preservação da amazônia

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Para conter o aquecimento global, a humanidade precisa substituir os métodos que usa para gerar energia —da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para os modelos solar, eólico, hidrelétrico, de biomassa e nuclear.

Mas, como tal mudança tecnológica exige uma enorme e custosa adaptação estrutural, trata-se de medida de longo prazo. Deve-se aliá-la a iniciativas que contribuem de forma mais ágil para arrefecer a mudança climática, enquanto o mundo não alcança a plenitude em energia limpa.

Uma delas é o sistema de incentivo financeiro para captura natural de carbono —um fazendeiro, por exemplo, sendo pago por reflorestar uma área devastada, já que a vegetação absorve CO².

No Brasil, cujas emissões de CO² vêm majoritariamente do desmatamento e da agropecuária, essa medida é essencial tanto para preservar florestas e biodiversidade como para enfrentar o efeito estufa. Essencial não só no âmbito doméstico, mas global.

É o que afirma o economista americano Lars Peter Hansen, em entrevista à Folha. Prêmio Nobel de Economia de 2013, ele é coautor de um estudo que revela que o pagamento de US$ 25 (R$ 135) por tonelada de carbono capturado seria economicamente competitivo no Brasil para incentivar fazendeiros a trocar a pecuária pelo reflorestamento.

Segundo Hansen, trata-se de um custo baixo em relação ao do mercado europeu, de cerca de US$ 75 (R$ 405) por tonelada, e menor ainda quando se consideram os impactos da mudança climática. O tema será discutido na COP30, em Belém —Alexandre Scheinkman, um dos autores da pesquisa, é conselheiro da Cúpula do Clima deste ano.

Há grandes desafios, porém. Num mundo imerso em protecionismos e disputas comerciais, incitados sobretudo pelo presidente da nação mais rica do planeta, Donald Trump, acordos nesse sentido parecem improváveis.

Ademais, não basta convencer outros países de que é imperativo apoiar o reflorestamento na amazônia. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa demonstrar que é capaz de alocar recursos de forma técnica, segura e responsável e de promover articulação com agentes da política e do agronegócio sobre o tema.

Na gestão petista, houve redução no desmatamento, de 41,3% entre 2022 e 2024, ante o salto sob Jair Bolsonaro (PL), de 73,4% de 2019 a 2022. Até agora, contudo, apesar do discurso ambientalista, Lula não apresentou um plano robusto e factível para adaptação aos efeitos do aquecimento global, nem para contê-los.

 

Maiores poluidores se omitem, e principal relatório da ONU para COP30 acaba inconclusivo

João Gabriel / FOLHA DE SP

 

 

As discussões da COP30, a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), vão começar sem ter clareza sobre quanto o mundo está chegando mais perto, ou mais longe, do ponto de colapso do aquecimento global.

Isso porque 134 dos 198 membros que integram a UNFCCC —o braço das Nações Unidas que cuida deste tema— não cumpriram com a obrigação de entregar, até o final de setembro, suas NDCs, as metas nacionais para redução de emissão dos gases que causam o efeito estufa.

O resultado foi que o órgão não foi capaz de calcular uma temperatura para a qual o mundo caminha, equação que mostraria o quão próximo a Terra está de atingir ou evitar o aquecimento de 1,5°C acima da era pré-industrial —limite estabelecido no Acordo de Paris, necessário, segundo cientistas, para evitar o colapso global.

Esse diagnóstico deveria constar no relatório-síntese das NDCs, publicado pela UNFCCC nesta terça-feira (28), mas que, diante da falta de informações fornecidas pela maioria dos países, não traz considerações sobre esse ponto.

 

O relatório analisou os dados apenas dos 64 países que submeteram suas metas climáticas dentro do prazo, um universo que compreende menos de um terço das emissões de gases-estufa do mundo.

 

"Não é possível desenhar conclusões amplas e de nível global ou inferências a partir desta base de dados limitada. Mesmo assim, este relatório destaca lições-chave sobre o progresso feito e os desafios adiante", admite o documento.

 

A situação ilustra uma situação mais ampla de incerteza quanto às ações de combate ao aquecimento global, postas em xeque diante da crise do multilateralismo, o que pode impactar os rumos da COP30.

 

Na última quarta-feira (22), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C em relação à era pré-industrial não será alcançada. "Ultrapassar o limite agora é inevitável", disse.

 

Nos últimos meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiu apelos para que os países entregassem suas NDCs, inclusive na Assembleia-Geral da ONU, e chegou a sugerir punições a quem não cumprisse suas obrigações climáticas.

 

A COP de Belém marca os dez anos do Acordo de Paris e, por isso, este relatório deveria ser um marco importante para saber em que ponto o planeta se encontra nesta trajetória e, a partir das conclusões, guiar as negociações da conferência.

Dada a omissão dos principais poluidores do mundo, porém, o documento fica fragilizado. Entre os que não entregaram suas NDCs no prazo estão China, Índia e União Europeia, três das quatro nações que mais emitem gases de efeito estufa.

 

Já os Estados Unidos, o maior emissor de todos os tempos, entregaram suas metas ainda sob o governo de Joe Biden, mas a expectativa é que elas sejam ignoradas com a volta de Donald Trump à Casa Branca. O atual presidente já anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris.

 

Diante deste cenário, a UNFCCC trabalhou também em estimativas paralelas ao relatório-síntese, que consideram, por exemplo, NDCs publicadas depois do prazo, promessas feitas pela União Europeia (que até agora, oficialmente ainda não terminou seu documento) ou então os objetivos que a China anunciou que cumprirá.

 

"Esse retrato mais amplo, mesmo que ainda incompleto, mostra que as emissões globais vão cair cerca de 10% até 2035", afirma o secretário-executivo do órgão, Simon Stiell.

A estimativa considera um rol de países que representam por volta de 2/3 das emissões globais.

O IPCC (painel científico da ONU), por sua vez, calcula que, para evitar que o mundo ultrapasse o aquecimento global de 1,5°C em comparação com os níveis anteriores à Revolução Industrial, essa redução teria que ser por volta de 60%.

 

De toda forma, a afirmação que a UNFCCC faz categoricamente é que, independentemente dos cenários, o mundo virou a curva das emissões, que agora começam a cair pela primeira vez.

 

O objetivo do órgão é publicar atualizações do relatório-síntese para embasar as discussões da COP30, que começa no próximo dia 10 em Belém.

A expectativa é que, até a cúpula de líderes (marcada para 6 e 7 de novembro, com chefes de Estado e de goveno, justamente para afinar as discussões da conferência principal), a maior parte dos países tenha entregado suas NDCs.

 

Se isso acontecer, a UNFCCC fará uma nova versão do relatório ainda no início da COP30 —mas não há garantia de que isso será possível. "Ainda estamos na corrida, mas, para garantir um planeta habitável para os atuais oito bilhões de pessoas, temos que urgentemente acelerar o ritmo [das medidas de combate ao aquecimento global], na COP30 e em todos os anos subsequentes", completa Stiell.

 

O relatório-síntese desta terça compara apenas o escopo das 64 NDCs registradas com suas versões anteriores. Ele apresenta, nas palavras dele mesmo, "valiosos novos insights" sobre a situação. Ele conclui, por exemplo, que se essas metas forem cumpridas, a redução das emissões seria de 17%, dentro deste universo.

 

Em termos de financiamento climático —tema que se tornou o calcanhar de aquiles das negociações—, este grupo de países calcula que o custo para atingir essas metas seria de mais de US$ 1,9 trilhão (mais de R$ 10 trilhões).

 

"Ainda, 41% das partes [dentro deste universo de 64 países] garantem que suas NDCs estão alinhadas com os objetivos a longo prazo do Acordo de Paris ou com os caminhos de mitigação para limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C ou 1,5°C", diz o relatório. A avaliação do documento é que as NDCs estão ficando mais complexas e abarcando cada vez mais diversos setores e aspectos da economia, o que faz também com que, apesar da demora, elas sejam mais sólidas do que simples metas.

 

Segundo o relatório, 47% países apresentaram metas específicas para redução do uso de combustíveis fósseis na geração de energia —um dos principais entraves das discussões climáticas. Este escopo representa 9% da parcela total desta fonte na produção de eletricidade.

Com maioria favorável ao nepotismo, STF incentiva o patrimonialismo

Por  Editorial / O GLOBO

 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF), em BrasíliaO Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

 

É lamentável que o Supremo Tribunal Federal (STF), guardião da Constituição, esteja prestes a referendar uma das práticas mais nefastas da administração pública brasileira: a nomeação de parentes. A Corte formou maioria para autorizá-la em cargos de natureza política no Executivo. Significa que será possível nomear cônjuges ou parentes até terceiro grau para funções como ministros de Estado, secretários estaduais ou municipais — é o nepotismo com chancela do STF.

Pela tese em discussão, a permissão só valerá caso sejam preenchidos requisitos de qualificação técnica e idoneidade moral. Continuarão vedadas nomeações para cargos de comissão, postos técnicos ou a troca de favores em que autoridades nomeiam parentes umas das outras. “Não é uma carta de alforria”, disse o ministro Luiz Fux, relator do processo. Mas a ressalva não torna a decisão mais tolerável. O mínimo a exigir do escolhido para qualquer função pública é competência e ficha limpa na Justiça. É justamente nas nomeações de caráter político — para ministérios e secretarias — que o nepotismo precisa ser vedado, já que, nessas funções de confiança, formação e conhecimento técnico não são os requisitos decisivos. E, embora confiança e afinidade sejam imprescindíveis em cargos políticos, é ridículo argumentar que apenas parentes sejam confiáveis e não haja outros quadros qualificados.

 

A nomeação de parentes tem sido prática corriqueira. Em pelo menos 29 de 154 municípios brasileiros com mais de 200 mil habitantes, prefeitos empregavam familiares — na maioria, o próprio cônjuge —, de acordo com levantamento do GLOBO. Tribunais de Contas estaduais viraram abrigo para parentes de políticos, com cargos vitalícios, bem remunerados e repletos de mordomias. Ainda que os beneficiados sejam capacitados e tenham ficha limpa, o parentesco deveria impedir que pleiteassem vagas. Apesar da afronta aos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade, o entendimento do STF estipula que tais nomeações não ferem a Súmula Vinculante nº 13, que regula o nepotismo.

O caso analisado agora diz respeito a uma lei de Tupã (SP) permitindo nomear parentes de autoridades como secretário municipal. O julgamento não terminou — portanto, os votos ainda podem mudar. Acompanharam Fux os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Apenas Flávio Dino divergiu, entendendo que não deveria haver exceções. Faltam votar Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente do STF, Edson Fachin.

 

Ainda há tempo de os ministros reverem suas posições. As normas sobre nepotismo deveriam valer para todos. Não importa se o cargo tem natureza política. O Brasil está cheio de quadros qualificados que poderiam dar enorme contribuição ao serviço público, mas que lamentavelmente acabam alijados. Se o STF der aval ao nepotismo, rapidamente secretarias estaduais, municipais e ministérios virarão feudos da família dos políticos. Ganha o velho patrimonialismo, com o interesse público atropelado pelo pessoal.

Voto de confiança em Milei é recado para toda a América Latina

Por  Editorial / O GLOBO

 

Argentina não pode desperdiçar a oportunidade que seus eleitores deram ao presidente Javier Milei nas eleições do último domingo. O resultado foi um voto de confiança renovado no programa de ajuste fiscal — ambicioso e doloroso, mas necessário — de Milei. Seu êxito não apenas encerraria a sucessão de ciclos de incúria fiscal que amaldiçoa os argentinos, mas também serviria de exemplo a toda a América Latina, em especial ao Brasil, onde déficits públicos têm sido tratados com leniência, alimentando o endividamento de modo irresponsável e pondo em risco qualquer perspectiva de crescimento sustentado e desenvolvimento duradouro.

 

Contra as projeções e a opinião de analistas, o partido de Milei, A Liberdade Avança (LLA), obteve 41% dos votos, nove pontos à frente do bloco peronista e kirchnerista — chegou em primeiro mesmo em redutos peronistas como a Província de Buenos Aires. Com isso, Milei passará a contar com 93 dos 257 deputados e 19 dos 72 senadores. É o suficiente para barrar propostas de gastos, tentativas de suspender decretos ou mesmo pedidos de impeachment, embora reformas trabalhista ou tributária ainda exijam negociações. A valorização recorde dos títulos da dívida argentina sugere que a crise pré-eleitoral ficou para trás.

 

Em setembro, o cenário era outro. Os peronistas venceram por mais de 14 pontos eleições locais na Província de Buenos Aires, despertando o temor de que as legislativas sepultariam o plano de estabilização. Parte ponderável do pessimismo se deveu aos escândalos de corrupção envolvendo Milei e sua irmã e braço direito, Karina — acusações que ainda merecem investigação e punição rigorosa. Diante do noticiário negativo, nem o programa de socorro do Fundo Monetário Internacional bastou para conter a fúria do mercado contra o peso. Foi necessário que Milei obtivesse US$ 20 bilhões com seu aliado ideológico Donald Trump, além da promessa de mais US$ 20 bilhões do setor privado americano.

 

Milei chegou ao poder em dezembro de 2023 com inflação anual de 211% e recessão de mais de 1,5%. Desregulamentou mercados e enxugou a máquina estatal, fechando repartições e demitindo milhares de servidores. O déficit fiscal de 4,4% do PIB há dois anos foi reduzido a praticamente zero. Os resultados não demoraram a aparecer. A inflação no mês passado foi de 2,1% e, nos últimos 12 meses, 31,8%. A economia voltou a crescer, e os índices de pobreza refluíram. O desemprego caiu de 7,9% para 7,6% do primeiro para o segundo trimestre deste ano.

 

Os obstáculos diante de Milei não são triviais. As denúncias de corrupção continuarão a assombrá-lo, e a dependência de Trump é uma fragilidade. Mais que tudo, será essencial articular maioria sólida no Congresso. A perspectiva política que se desenha agora, contudo, é bem mais otimista. “O governo entendeu que convém ampliar sua coalizão”, afirmou o cientista político Andrés Malamud, da Universidade de Lisboa, ao La Nación.“Seu partido agora detém o capital político necessário para acelerar as reformas estruturais”, disse à Bloomberg Alejo Czerwonko, diretor do UBS Global Wealth Management. Ao dar nova chance a Milei, o eleitor demonstra entender a relevância do ajuste fiscal. E prova que a democracia é o melhor caminho para resolver os dilemas. São recados que valem para toda a América Latina — inclusive o Brasil.

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