Os políticos que temos
Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eduardo Cunha, no comando da Câmara dos Deputados, são evidências mais do que suficientes de que a política brasileira não é muito exigente em matéria de qualificação moral de suas lideranças. Ambos ostentam currículos que são uma festa para a banca criminalista. Renan já teve de renunciar ao posto que hoje ocupa, à frente da Câmara Alta, para salvar o mandato de senador. Tanto um como outro, em resumo, frequentam investigações da polícia e do Ministério Público. E Cunha teve recentemente seu afastamento da presidência da Câmara solicitado pelo procurador-geral da República. Só continua onde está porque o ministro Teori Zavascki, que coordena no Supremo Tribunal Federal (STF) as ações da Operação Lava Jato, preferiu só pensar no assunto em fevereiro, depois do recesso do Judiciário..
Petrobras busca sócios que banquem fatia da estatal em investimentos

RIO - Após um 2015 de ajustes e de mudança em seu comando, a Petrobras pretende vender ativos como campos de petróleo e fatias em subsidiárias neste ano com uma novidade: quer que os futuros sócios aceitem fazer não apenas seus próprios investimentos, mas também que topem bancar a parcela de investimentos que caberia à Petrobras — e receber esses recursos depois, da própria estatal. De acordo com uma fonte ligada à empresa, seria a forma de garantir a execução dos projetos sem interrupção por causa de falta de recursos no caixa da Petrobras. Essa é uma das principais alternativas que está sendo buscada pela estatal para evitar um novo corte nos investimentos em 2016, que já foram reduzidos de US$ 27 bilhões para US$ 19 bilhões. Segundo a fonte, essa mesma fórmula será usada para projetos menos rentáveis, como a produção em campos de petróleo de águas rasas e terrestres:
'Tosse de fumante' pode esconder doença grave, alertam médicos

Fumantes estão sendo advertidos a não ignorar sintomas aparentemente inofensivos, como a tosse, que poderiam estar por trás de doenças graves.
Em nova campanha, o Departamento de Saúde Pública do Reino Unido alerta sobre o desconhecimento, por muitos fumantes, dos riscos de doenças incapacitantes como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A enfermidade, que estreita as vias aéreas, pode fazer com que pessoas tenham grande dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas. As estatísticas mostram que o problema atinge mais de 1 milhão de pessoas na Inglaterra - em cada 10 casos, nove são causados pelo cigarro.
Para entender melhor a gravidade do problema, é preciso considerar que a DPOC é, na verdade, um conceito "guarda-chuva", que abrange uma série de doenças pulmonares crônicas, como bronquite e enfisema.
Reforma produz ‘eleição da incerteza’
Mudanças feitas pelo Congresso e sancionadas pela presidente Dilma Rousseff na lei eleitoral criam ambiente de dúvidas e indefinições para a disputa
Passados pouco mais de 30 anos da redemocratização, o Brasil entra em um ano de eleições municipais com incertezas não só políticas como no campo jurídico. Além das dúvidas sobre o futuro da presidente Dilma Rousseff, alvo de um processo de impeachment – e que tende a causar reflexos nas disputas regionais –, 2016 será regido pela nova legislação, aprovada em setembro, que altera desde prazos até os custos das campanhas eleitorais a partir de agora.
O ano terá ainda o maior número de partidos políticos na disputa das urnas – atualmente, são 35 registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) –, as campanhas serão mais curtas – 45 dias, segundo a nova regra – e também tendem a ser mais modestas, pois a nova lei proíbe o financiamento de candidatos por meio de doações de empresas.
Além disso, há novas normas sobre propaganda política: as restrições de divulgação de nomes e números aumentaram e nem mesmo os tradicionais cavaletes serão permitidos.
“A primeira grande pergunta que fazemos é como serão feitas as campanhas. Haverá um aumento da fiscalização do Ministério Público Eleitoral para evitar que aqueles que querem continuar a fazer campanhas milionárias possam utilizar eventualmente o caixa 2 e outras práticas ilícitas”, advertiu André de Carvalho Ramos, procurador regional eleitoral de São Paulo.
Olho no voto. A cidade "esquecida" que o interesse eleitoral faz enxergar
No ano que vem, recomeça a temporada de passeio pelas periferias das cidades. De olho na disputa municipal, políticos saem dos gabinetes para as ruas em busca da simpatia dos votantes. Ano de campanha eleitoral costuma ser agitado na Vila Velha III, onde mora a comerciante Joane Matos, de 34 anos. Ela conta que o bairro é parada obrigatória para políticos em campanha na Capital. No entanto, apesar das inúmeras promessas, sorrisos, panfletos, picolés e bonés distribuídos, a maioria das ruas continua sem iluminação pública ou saneamento básico. “Não tem iluminação pública na rua, mas no papel vem a conta que é uma beleza. E não é barata. Engraçado que eu tenho que pagar a taxa, mas não tem o serviço”, desabafa. A mulher já não se preocupa com voto, não decora partido de ninguém. Ela teima em acreditar que a próxima eleição pode ser aquela que vai mudar tudo. Foram muitas decepções ao longo dos 15 anos em que mora na Vila Velha. Não houve vereador ou prefeito que fizesse alguma diferença para ela ou os vizinhos. O mundo lá fora evoluiu e Joane ainda usa o balde para lavar louça com água esverdeada e cheia de mosquitos da caçamba.
A ilha que quer ser a 'mais ecológica do mundo'
El Hierro é a menor das Ilhas Canárias, na Espanha, um local onde europeus já acreditaram se tratar do fim do mundo. O clima da ilha é propício para a geração de energia eólica. Mas em El Hierro o sistema uniu vento e água. "Quando temos vento suficiente, produzimos energia e distribuímos. Usamos o excedente para bombear água de um reservatório mais baixo para um mais alto", disse Juan Gil, engenheiro da empresa Gorona del Viento. "Quando para de ventar, permitimos que essa água passe por turbinas e geramos mais eletricidade para a população". Em breve, El Hierro será abastecida 100% por esse sistema, na tentativa de se tornar a ilha mais verde do mundo. O clima fez da ilha um paraíso de apaixonados por aventura, como praticantes de parapente, que chegam de todo o mundo. Mas se há abundância de vento, o mesmo não ocorre com água. Não há rios ou lagos naturais na ilha e, para encontrar água, moradores tiveram que olhar para baixo: mais de metade da água da ilha vem de poços profundos. O restante, de três usinas de dessalinização. O sistema de energia único da ilha pode ser caro para alguns e impraticável para outros. Mas El Hierro pode se tornar exemplo para um mundo mais sustentável.
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