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Firmes no atraso / Opovo

Entre os oito Objetivos do Milênio (conjunto de metas que deveriam ter sido alcançadas em 2015) estipulados há 15 anos pela ONU, um deles em especial (“Garantir a sustentabilidade ambiental”) apresentou resultados que indicam de forma irrefutável o quanto o Brasil ainda mantém indicadores típicos do subdesenvolvimento. No âmbito da questão ambiental, o saneamento é um ponto que merece especial atenção. Por todos os parâmetros, o quadro nessa área é crítico. Hoje, na média, apenas 49% da população brasileira têm acesso a esgoto sanitário coletado de forma adequada. Incluam-se nesse rol as questionáveis fossas sépticas. Os dados são do Instituto Tratar. Olhando a questão pelo lado inverso, significa dizer que 51% dos brasileiros não têm acesso aos serviços de esgoto. Ou seja, estão submetidas a padrões comuns à Idade Média. São evidentes e conhecidos os problemas que o não acesso ao saneamento provoca na saúde pública.

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'Um susto!', diz paraibano processado por empresa de Roberto Carlos

roberto carlos empresa paraibana

“Pense em um susto que eu levei!”. Foi assim que o empresário paraibano Roberto Carlos Dantas Barbosa disse que reagiu ao saber que estava sendo processado por uma empresa do cantor Roberto Carlos por causa do nome de uma imobiliária na cidade do Conde, Litoral Sul paraibano. A história do processo começou em maio de 2014 e chegou ao fim em dezembro de 2015, quando a Justiça de São Paulo julgou como improcedente a ação do cantor. O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa de Roberto Carlos, que informou que estava aguardando um retorno da assessoria jurídica da empresa do cantor para se posicionar a respeito do caso. Roberto Carlos, o paraibano, é dono de uma imobiliária desde 2009 e a empresa possui o nome do proprietário. “Trabalho como corretor de imóveis desde 2007. Quando fui abrir minha própria empresa, decidi colocar o meu nome, uma vez que é algo bastante comum no ramo. Na época, e até o ano passado, não imaginava nunca que iria ter algum problema por causa disso”, contou.

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Petrobrás quer reduzir para seis o número de sondas da Sete Brasil

Sete Brasil foi criada para construir e afretar sondas e plataformas para exploração de petróleo em alto-mar - Estadão

RIO - A Sete Brasil, empresa de capital nacional criada para construir e afretar sondas e plataformas para exploração de petróleo em alto-mar, inicia o ano com o desafio de convencer a diretoria da Petrobrás da sua capacidade financeira e técnica para fechar os contratos de 15 sondas destinadas ao pré-sal. O problema é que, segundo uma fonte da estatal envolvida nas negociações, a Sete Brasil tem hoje a garantia de contratação de apenas seis embarcações. A empresa nasceu com a missão de construir 28 embarcações para a Petrobrás, sua única cliente e sócia minoritária, mas foi atingida tanto pela crise da estatal quanto por denúncias de corrupção, após ter o nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato.Além de frustrar o plano do governo de usar a empresa como âncora da indústria naval brasileira, o que levou à quebradeira de estaleiros e demissões, a derrocada da Sete Brasil poderá provocar ainda um rombo nas contas de seus sócios – bancos e fundos de pensão de estatais, uma mistura de dinheiro público e privado. Juntos, eles já aplicaram R$ 8,3 bilhões no projeto. E a empresa ainda deve US$ 3,6 bilhões ao Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander. Desses, apenas o Itaú e o BB não são sócios.

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Jogo de cena - O Estado de SP

A presidente Dilma Rousseff e o PT precisam urgentemente decidir se querem resolver os problemas do País ou cuidar de suas próprias imagens. São fartas as informações sobre intenções e planos que o governo espalha, como se constituíssem uma consistente política para superar a crise. Mas não passam de medidas isoladas, quase sempre demagógicas ou de escassa eficácia diante da gravidade da crise.

Vejamos quais foram elas nos últimos dias: 1) o Planalto decidiu apostar na construção civil, que julga capaz de reagir mais prontamente a “estímulos” oficiais, como símbolo de um “novo PAC”; 2) Dilma está disposta a ressuscitar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, para obter o aval das “forças vivas” do País à luta contra a crise econômica; 3) a direção do PT – Lula, portanto – vai exigir da chefe do governo uma Carta ao Povo Brasileiro às avessas, agora destacando o compromisso do lulopetismo com “o povo”, o que significa, entre outras coisas, acabar com essa história de priorizar ajuste fiscal; e 4) líderes destacados do petismo estão enfurecidos com o aparente sincericídio cometido dias atrás pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, ao admitir que o PT “se lambuzou” no poder.

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Um desserviço à sociedade brasileira - CLEVELAND PRATES*

Em dezembro a presidente da República anunciou a edição de uma medida provisória (MP) que, em suas palavras, facilitará acordos entre o Estado brasileiro e empresas que cometeram crimes de corrupção e de formação de cartel. Em seu discurso, Dilma Rousseff alegou que essa MP estaria em linha com a experiência internacional e seria um aperfeiçoamento da lei de leniência atual, reduzindo as incertezas e preservando os empregos. Concluiu que devemos punir apenas os CPFs (pessoas físicas), para não destruirmos os CNPJs (pessoas jurídicas).

Infelizmente, tal proposta está baseada numa série de princípios econômicos equivocados e na falta de conhecimento sobre a jurisprudência internacional, além de indicar um casuísmo político típico de quem está totalmente perdido e se submete à pressão de determinados grupos da sociedade.

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Pausa para simulação - Dora Kramer

Aproveitando o relativo intervalo na crise geral em decorrência do período de recesso no Legislativo e no Judiciário, o governo e o PT atuam neste início de ano para dar a impressão ao País de que iniciam – cada qual ao seu modo – uma fase nova em folha. Como se pretendessem voltar atrás na marcação do tempo, adaptando o hipotético relógio ao calendário eleitoral. As eleições municipais vêm aí. O PT entra na disputa em desvantagem. Não tem discurso, carrega um desgaste imenso, está irremediavelmente atrelado a um governo impopular, avalia que poderá ter um desempenho eleitoral desastroso e precisa de alguma maneira tentar reduzir o previsto prejuízo.

A julgar pelas manifestações recentes do partido, seus dirigentes escolheram o caminho da retomada das origens. Daí a defesa, junto ao governo, da chamada “guinada à esquerda”, que incluiria a divulgação de uma Carta aos Brasileiros” numa concepção oposta à que motivou o texto de 2002, no qual o PT reafirmava compromisso com os fundamentos da estabilidade econômica. 

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