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Que surpresas 2016 nos reserva?

O ano de 2015 foi muito pior do que o esperado. Para 2016 a expectativa também é ruim. Na minha visita aos EUA, na última semana do ano, só me defrontei com perguntas sobre os desdobramentos da atual crise econômica e política. Voltando ao Brasil, deparo-me com a esperança de alguns de um 2016 melhor que as perspectivas. Parece promessa de fim de ano. Ou talvez a esperança seja mesmo a última que morre. Fico, então, pensando nas possíveis surpresas para este ano. De fato, surpresas positivas são possíveis, mas as mais negativas também. Para avaliá-las resolvi escrever esta lista de surpresas. No Brasil quase tudo poderia ser qualificado como surpresa, já que nada parece provável. Mais três anos na atual situação não parecem prováveis, assim como as diferentes rupturas políticas e mudanças econômicas não são fáceis de materializar. Qualquer cenário é de certa forma uma surpresa (por improvável), mas não surpreenderia (por ter sido cogitado, na falta de opções).

No exterior, as surpresas se dividem entre positivas e negativas, e estas últimas preocupam. A fragilidade da situação doméstica é tal que um choque externo negativo poderia levar a um aprofundamento da crise no Brasil com consequências sociais imprevisíveis. A única certeza é que um futuro choque externo levaria a culpa por toda a crise, até mesmo pela situação atual. Um choque positivo, em contraste, daria um tempo precioso para a política/economia local encontrar seu rumo.

Que surpresas poderiam acontecer?

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Sombras nas bolas de cristal

Se as bolas de cristal da economia estiverem funcionando tão mal quanto no começo do ano passado, os brasileiros têm motivos muito especiais para se preocupar. Em 2015 a recessão e a inflação foram muito piores do que indicavam as projeções dos economistas entre o réveillon e o Dia de Reis. A inflação deveria ter chegado a 6,56% e o Produto Interno Bruto (PIB), aumentado 0,5%, segundo a pesquisa Focus divulgada há um ano, em 5 de janeiro, pelo Banco Central (BC). Mas os preços devem ter subido mais de 10% e a contração econômica, segundo tudo indica, passou de 3%. A pesquisa publicada ontem apresenta perspectivas mais sombrias que as de um ano antes. A inflação projetada para 2016 chegou a 6,67% e o PIB, segundo a nova estimativa, deve encolher 2,95%. Se o erro das previsões for parecido com o do início do ano anterior, os brasileiros poderão ter saudade de 2015.

Nem o governo espera um bom desempenho econômico nos próximos meses. O cenário tomado como referência para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada no fim de dezembro, inclui uma contração econômica de 1,9% e uma inflação de 6,47%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os parlamentares encarregados da redação final acertaram esses números com os técnicos do Executivo.

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O Roberto Cláudio que busca reeleição

       
Érico Firmo           O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.          

O ambiente pré-eleitoral de Fortaleza já oferece muitas mostras do que esperar da campanha para prefeito. Como seria previsível, Roberto Cláudio (PDT) tem a movimentação mais intensa na busca pela reeleição. Tem a base política mais consolidada e, também, discurso articulado. Aposta no perfil tocador de obras. Muitas intervenções no trânsito, ações em lugares de grande visibilidade, inaugurações em larga escala prontas a sair no ano eleitoral. Isso fala a grande e influente número de eleitores.

O prefeito terá ainda um discurso dirigido às camadas mais intelectualizadas, agressivamente militante nas redes sociais. Irá tentar se apresentar como gestor moderno e progressista, que apostou numa concepção diferente de Cidade, em ciclofaixas, bicicletas compartilhadas, faixas para ônibus, Bilhete Único, ecopontos. E que iniciou planejamento de longo prazo.

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Serra e Skaf disputariam segundo turno em SP

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SP 247 – O senador José Serra (PSDB) e o empresário Paulo Skaf (PMDB) disputariam o segundo turno pelo governo de São Paulo caso as eleições fossem hoje, aponta um levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas. As entrevistas foram realizadas em 68 municípios paulistas entre 16 e 20 de dezembro de 2015.

Serra aparece à frente na mostra, com 42,6% das intenções de voto, e Paulo Skaf em segundo lugar, com 30,2%. A pesquisa sobre a disputa de 2018 mostra o PT e o vice-governador, Márcio França (PSB), como nanicos. Luiz Marinho (PT), atual prefeito de São Bernardo do Campo, tem 3,2% e França, 2,2%, os dois atrás de Eduardo Jorge, do PV (3,3%).

Em um segundo cenário, com o senador Aloysio Nunes no lugar de Serra concorrendo pelo PSDB, Aloysio registra 16,9% das intenções de voto e fica atrás de Skaf, com 41,15%. Nesse caso, o petista melhora seu índice para 6,1%, subindo para a terceira posição. Nos dois cenários, Gilberto Maringoni, do Psol, fica em último.

Skaf já concorreu ao Palácio dos Bandeirantes pelo PMDB em 2014, quando ficou em segundo lugar. O ex-presidente da Fiesp pretende agora disputar a Prefeitura da capital paulista contra o petista Fernando Haddad, que tentará a reeleição. O PMDB terá de decidir se mantém sua aliança com Haddad ou se lança candidatura própria. A senadora Marta Suplicy é nome forte no partido para o cargo.

A administração do governo Geraldo Alckmin (PSDB) é considerada ótima ou boa para 29,6% dos entrevistados e ruim ou péssima para 28,5%, de acordo com a mesma pesquisa. Quarenta por cento dos paulistas responderam "regular" ao avaliar a gestão do tucano e 1,8% não sabem ou não opinaram sobre o assunto.

Ciro: “É crime ser golpista”

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Ex-ministro afirma que se a presidente Dilma for derrubada, quem entrar no seu lugar não vai conseguir governar, "como ocorreu no México e na Venezuela", países com o povo dividido; em entrevista, Ciro Gomes diz que ser de direita no Brasil não é crime, "crime é ser golpista"; o ex-governador do Ceará também opina que "a violência política é algo odiento" ao criticar casos de agressão motivados por política; defendendo o parlamentarismo, Ciro diz que o presidencialismo "é um desastre"; o problema, diz, é que a responsabilidade pelo Estado é do presidente, "mas a vontade institucional está no Congresso"; e isto se complica quando "você bota um picareta como Eduardo Cunha" à frente da Câmara dos Deputados. BRASSIL 247

Grávida aos 53 anos, dona da Louis Dreyfus anuncia licença-maternidade

Margarita Louis-Dreyfus, acionista majoritária e presidente do Conselho da trading global Louis Dreyfus Commodities está grávida de gêmeas e pretende tirar uma breve licença-maternidade após o nascimento previsto para o início de abril, disse a empresa. Margarita, de 53 anos de idade, continuará como presidente do Conselho de supervisão do grupo após o nascimento das gêmeas e retornará ao trabalho em período integral no final de abril, disse a empresa em comunicado nesta segunda-feira (4).

Margarita Louis-Dreyfus, em imagem de outubro de 2015 (Foto: AFP)Margarita Louis-Dreyfus, em imagem de outubro de 2015 (Foto: AFP)

A fortuna de Margarita é estimada em US$ 7,1 bilhão, de acordo com o ranking da revista Forbes.

"A recente nomeação de um novo presidente-executivo e diretor financeiro do grupo... garantirá ainda mais que a companhia continua a conduzir os negócios normalmente durante a breve e merecida ausência da senhora Louis-Dreyfus", disse.

A Louis Dreyfus Commodities, uma das maiores tradings de produtos agrícolas do mundo, passou por uma reformulação administrativa sob o comando de Margarita Louis-Dreyfus.

A mudança incluiu uma longa busca por um presidente executivo que acabou em setembro com a promoção do ex-chefe para Ásia Gonzalo Ramirez Martiarena.

Margarita, nascida na Rússia, assumiu o controle do grupo quando seu marido Robert morreu em 2009 e desde então vem aumentando sua fatia majoritária na companhia. Ela já afirmou que pode continuar a comprar participação de acionistas minoritários da família. portal g1

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