El Niño ganha força e será um dos três piores da história, afirma ONU
Da Reuters
Faixa vermelha mostra desvio de temperaturas médias no Pacífico, ilustrando o El Niño (Foto: NOAA)O fenômeno El Niño, o superaquecimento das águas de superfície do Pacífico, deve se fortalecer ainda mais antes do fim do ano e se tornar um dos mais intensos já registrados, afirma a OMM (Organização Meteorológica Mundial).
Por ser conectado ao clima global -- associado a secas, tempestades e inundações em outros lugares -- essa anomalia causa preocupação. O atual El Niño já é o mais forte registrado nos últimos 15 anos, e segundo os meteorologistas já está "forte e maduro" em novembro.
O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam cozinhando ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.
Desta vez, a média de temperatura ao longo de três meses já está 2°C acima do normal. Isso põe o El Niño atual já no mesmo patamar que os de 1972/73, de 1982/83 e de 1997/98 “Agora achamos que ele realmente vai ser um dos três mais fortes já registrados, senão um dos dois mais fortes, mas ainda não sabemos”, disse ontem Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, que é um braço da ONU (Organização das Nações Unidas).
É digna de aplausos decisão do STJ sobre condômino inadimplente e antissocial
A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu recentemente, ao julgar o REsp 1.247.020, que o condômino inadimplente que não cumpre com seus deveres perante o condomínio pode ser obrigado a pagar multa de até dez vezes o valor atribuído à contribuição para as despesas condominiais. Em outras palavras, disse o STJ que a multa prevista no parágrafo único do artigo 1.337 do Código Civil pode ser aplicada ao devedor contumaz, cumulativamente com a multa moratória de 2% prevista no parágrafo 1º do artigo 1.336.
A posição coincide com a que vimos sustentando desde 2008, quando da publicação do trabalho “Condomínio edilício: inadimplência, multas e juros. Algumas controvérsias”[1].
No âmbito do condomínio edilício, a lei dispõe sobre a aplicação basicamente de dois tipos de multas: a multa moratória, cuja finalidade é sancionar a impontualidade do condômino, que tem como fato gerador o retardamento da execução da obrigação específica de pagar a taxa condominial, e a multa compensatória, destinada a compensar ou reparar o condomínio pelo descumprimento do pacto de convivência estabelecido na convenção por um ou por alguns dos condôminos. Tem como fato gerador a inexecução total ou parcial da convenção.
A multa moratória é aquela prevista no parágrafo 1º do artigo 1.336. As multas compensatórias são aquelas previstas no parágrafo 2º do artigo 1.336 e no artigo 1.337. Em face de terem origem em fatos geradores diversos, multas moratória e compensatórias poderão ser cumuladas, como corretamente decidiu o STJ.
A multa prevista no caput do artigo 1.337 é destinada a punir o descumprimento “reiterado” de toda e qualquer obrigação do condômino para com o condomínio. O dispositivo tem como objetivos primordiais assegurar a paz e a harmonia no condomínio, coibindo comportamentos incompatíveis com a vida comunitária, além de estimular uma maior participação dos condôminos nas assembleias.
Menos de 2% dos municípios têm nota máxima em transparência, diz CGU
Levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que apenas 29 municípios têm nota máxima em transparência, em uma escala de 0 a 10, o que equivale a menos de 2% do total de cidades avaliadas (1.587). Segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 822 cidades obtiveram notas entre zero e 0,99 por não terem regulamentado a Lei de Acesso à Informação (LAI) ou pela inexistência de canais para fornecer informações à sociedade.
Os dados fazem parte da segunda edição da Escala Brasil Transparente (EBT). O indicador mede o grau de transparência em Estados e municípios e o cumprimento da legislação. Foram avaliados 1.613 entes federativos, incluindo todos os Estados e capitais. Alguns municípios foram selecionados por amostragem.
São avaliadas as informações disponibilizadas e pedidos de dados nas áreas de saúde, educação e assistência social. A nota é calculada levando em conta a regulamentação da Lei de Acesso (25%) e a existência de transparência passiva (75%). A primeira edição da escala foi divulgada em maio deste ano.
Aécio diz que Lula ‘envergonha’ o Brasil e 'inverte' valores
BRASÍLIA - Ao participar nesta sexta-feira de um evento com o movimento negro do PSDB em Belo Horizonte, o Tucanafro, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que o encontro da juventude do PT, realizado na manhã de hoje ficará marcado na História como um dos mais tristes episódios da cena política brasileira
O líder tucano afirmou que Lula “envergonha” o Brasil e que é “inaceitável” que um ex-presidente inverta valores ao falar aos jovens.
Veja alguns ensinamentos dos brasileiros endividados
Reveja alguns ensinamentos que aprendemos com os brasileiros que abriram suas vidas para o Globo Repórter: “É importante, ao menor sinal de queda na renda, adaptar a vida à nova realidade”, diz o publicitário Leonardo. Depois que a ficha caiu, Leonardo voltou rápido para a casa da mãe. Só se arrepende de não ter guardado um pouco mais de dinheiro dos tempos de fartura. “As pessoas têm uma impressão falsa de que se precisa ter muito dinheiro para se fazer uma reserva financeira. Mas é importante deixar claro que a reserva pode começar com R$10, R$15, R$30. E por isso é importante a disciplina, porque se a gente fizer isso todo mês, ao final de cinco, dez anos, o montante é muito grande. Mas ele só vai crescer se houver a disciplina de fato”, conta a economista Marcela Kawauti.
Reserva - e muita disciplina, o que ajuda a combater outro grande vilão dos endividados.
“Existe uma coisa que a gente chama de gastos invisíveis. São aqueles gastos pequenininhos, então eu paguei um estacionamento, tomei um café, comprei um pão de queijo. Aquilo soma num dia pouco dinheiro, no mês soma muito dinheiro e a gente acaba muitas vezes, isso é o responsável por sair do orçamento”, explica a economista.
Mas com Seu Nazareno, não tem este papo de sair do orçamento. Tudo é anotado para não ter os tais gastos invisíveis.
“Esta disciplina não precisa vir de uma vez. Ela pode vir inclusive aos poucos. É como se fosse uma comparação com uma reeducação alimentar. Se a gente passa muito tempo comendo errado, comendo mal, é difícil a gente mudar a nossa alimentação de um dia para o outro. E se ater a este novo cardápio, funciona igual para a educação financeira”, diz Marcela Kawauti.
É claro que a Sílvia merece o prazer de usar o dinheiro que ganha com o esforço e o talento do trabalho. Mas este sentimento de ‘eu-mereço’ às vezes é o começo da ruína para muitos endividados. “O 'eu mereço' é uma questão que faz com que muita gente gaste mais do que necessário. A vida de todo mundo é difícil, ônibus cheio, trabalho complicado, chega no final do dia e a pessoa se dá um prazer. O problema é que um presente todos os dias pode fazer com que o orçamento fique comprometido no final do mês”, alerta a economista. E tem presente maior do que uma noite de sono sem o pesadelo das dívidas atrasadas? PORTAL G1
Brasil 2016
“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional” Roberto Mangabeira Unger
Aproxima-se o fim do ano e a pergunta paira no ar: o que nos espera em 2016? Dois marcantes acontecimentos podem ser considerados certos: os Jogos Olímpicos em agosto e as eleições municipais em outubro. Tudo o mais é imprevisível, nebuloso, assustador.
O mais ousado futurologista – sinônimo adequado à expressão cientista político – talvez não se sinta encorajado a profetizar, no encapelado oceano de interrogações em que flutua à deriva o Brasil, como serão os 12 meses que se aproximam. As informações disponíveis revelam País em crise, sem rumos, sem governo, sem oposição, sem dinheiro, imerso em gigantesca onda de corrupção, com a economia em colapso, o mercado de trabalho em pânico, descrente de instituições governamentais. Consultando passadas edições de jornais e de revistas de circulação nacional, chegaremos à constatação de que qualquer hipótese positiva referente a 2016 será temerária, sem base real de sustentação. Vejamos a Olimpíada.
Teme-se fracasso igual ao da Copa de 2014, quando a seleção naufragou diante da Alemanha e da Holanda de maneira constrangedora. O atletismo, como sempre, vive à míngua de recursos. Depende do esforço heroico de pequeno grupo de atletas, que competem em condições de inferioridade com americanos, chineses, alemães, russos, jamaicanos, cubanos, de países cujos planejamento e estrutura lhes permitem alcançar marcas excepcionais. Sobrevivemos graças ao talento natural e à dedicação de desportistas como Ademar Ferreira da Silva, João do Pulo, Robson Caetano, Fabiana Murer, Maurren Maggi.

