Busque abaixo o que você precisa!

Os esquemas do ministro motoqueiro

Como o ex-titular da Previdência aparelhou os fundos de pensão para montar, segundo a CPI, uma máquina de arrecadar dinheiro para o PT

Sérgio Pardellas ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

Ao se debruçar sobre as indicações do PT para cargos estratégicos nos fundos de pensão, a CPI responsável por investigar o tema no Congresso puxou o fio de um intrincado novelo e alcançou um personagem mais conhecido em Brasília por oferecer a garupa de sua moto Harley Davidson vermelha para a presidente Dilma Rousseff, nas horas vagas, do que pelo zelo no manejo do dinheiro público. Trata-se do ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas, atual secretário especial da pasta.  Um organograma sigiloso, ao qual ISTOÉ teve acesso, em poder da CPI desde a semana passada, mostra como Gabas aparelhou a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) com pessoas de sua estrita confiança de modo a exercer ascendência sobre os principais fundos de pensão do País e a gerir negócios ao sabor dos interesses do PT. De tão extensa, a teia tecida pelo ex-ministro acabou entrelaçada aos esquemas investigados pela Lava Jato.

MOTOQUEIRO-01-IE.jpg VELOZ O atual secretário especial da Previdência, ex-ministro Carlos  Gabas, controla a Previc,  a partir da qual exerce ascendência sobre  os demais fundos de pensão do País

Controlar a Previc é como ter em mãos a chave de um cofre recheado. O órgão é responsável por regular e fiscalizar todos os fundos de pensão existentes no Brasil. Significa que quem comandá-lo pode realizar intervenções e autuações nas fundações conforme sua conveniência. Para se ter uma ideia do peso dessa arca de dinheiro, o total de ativos dos fundos de pensão somou R$ 733 bilhões no primeiro semestre deste ano. Por isso, manter a Previ sob sua batuta representou o pulo do gato para o motoqueiro Gabas e para o PT.

Leia mais...

Saiba quais são as complicações mais comuns do Diabetes não tratado:

  1. 1

    Retinopatia diabética

    O excesso prolongado de glicose no sangue pode deteriorar os vasos sanguíneos da retina tornando-os mais permeáveis a sangue e fluído, formando um inchaço local. Inicialmente, percebe-se a visão turva, quadro que pode evoluir para perda da visão

  2. 2

    Nefropatia diabética

    Alteração nos vasos sanguíneos dos rins, que leva à perda de proteína por meio da urina e faz com que o órgão reduza sua função lenta e progressivamente, até a paralisação. Como não há sintomas, o problema só é descoberto quando está em estágio avançado

  3. 3

    Neuropatia diabética

    Consiste em danos nos nervos ao longo do corpo. O tipo mais comum dessa complicação afeta as extremidades, como pés, pernas, mãos e braços. Ela ocorre porque o excesso de glicose no sangue diminui o oxigênio que chega aos nervos por meio de pequenos vasos

Consultoria: Hospital 9 de Julho / O ESTADO DE SP

Tratamento inadequado da diabete pode levar à cegueira e doença renal crônica

No Brasil, mais de 3 milhões de pessoas têm a doença, mas ainda não foram diagnosticadas

'Quando não tratado, o diabetes pode causar sequelas graves e, por vezes, irreversíveis ao organismo, como a cegueira ou a doença renal crônica', explica endocrinologista

'Quando não tratado, o diabetes pode causar sequelas graves e, por vezes, irreversíveis ao organismo, como a cegueira ou a doença renal crônica', explica endocrinologista

A diabete é uma das doenças mais comuns no mundo - é difícil encontrar alguém que nunca tenha sequer ouvido falar da doença. Mesmo com tanto acesso à informações sobre prevenção e tratamento, muita gente ignora as recomendações e acaba sofrendo com a evolução da enfermidade. Segundo Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Centro de Rim e Diabetes do Hospital 9 de Julho, quando não tratado, a diabete pode causar sequelas graves e, por vezes, irreversíveis ao organismo, como a cegueira ou a doença renal crônica.

Um dos fatores que podem contribuir para o não tratamento da doença é o diagnóstico tardio. Segundo uma pesquisa feita pela Federação Internacional de Diabetes, no Brasil aproximadamente 3 milhões de pessoas têm a doença e não sabem. Caracterizado pelo excesso de glicose no sangue, a chamada hiperglicemia, a diabete decorre da ação inadequada da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela metabolização da glicose, mas também pode ocorrer quando não há produção dele pelo organismo.

Vale lembrar que existem dois tipos da doença: a diabete tipo 1 e tipo 2. O primeiro ocorre principalmente em crianças e adultos jovens. Nesses casos, a produção de insulina pelo pâncreas é praticamente nula. Já a diabete tipo 2 é mais comum em adultos e está associado ao sobrepeso. "Nesses pacientes o excesso de gordura corporal atrapalha a ação da insulina resultando, com o passar dos anos, em hiperglicemia", afirma a especialista. Na diabete tipo 2, porém, há um agravante. Durante anos a pessoa pode não apresentar sintomas e, com isso, não procurar o tratamento adequado. 

Leia mais...

Na contramão do País, desigualdade aumentou na região Sudeste em 2014, diz IBGE

Daniela Amorim, Roberta Pennafort e Vinicius Neder - O Estado de S. Paulo

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o resultado pode sinalizar os primeiros efeitos da maior recessão econômica no País em 25 anos

O Índice de Gini, que mede a distribuição da renda, melhorou no País como um todo

O Índice de Gini, que mede a distribuição da renda, melhorou no País como um todo

RIO - A desigualdade aumentou na região mais rica do País, o Sudeste, na passagem de 2013 para 2014. No total do País, o cenário foi melhor, pois diminuiu a distância entre os mais pobres e os mais ricos na distribuição de renda. O rendimento seguiu crescendo, embora a alta tenha perdido fôlego em 2014, quando a economia começou a entrar na recessão que se aprofunda neste ano. 

O cenário está traçado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014), divulgada nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Gini, que mede a distribuição da renda, melhorou no País como um todo, porque os 20% que ganham menos tiveram aumento no rendimento, enquanto os 10% que ganham mais tiveram redução. O indicador passou de 0,495 em 2013 para 0,490 em 2014, mantendo a trajetória decrescente iniciada em 2004. Na escala do índice, quanto mais perto de 1,0, pior é a distribuição da renda e quanto mais perto de zero, melhor.

"A queda (no Índice de Gini) se deu porque houve alta nos rendimentos mais baixos e queda nos rendimentos mais altos", afirma Maria Lúcia Vieira, gerente da Pnad.

Conforme o IBGE, o rendimento médio do trabalho em 2014 ficou em R$ 1.774,00, alta real de 0,8% em relação a 2013. Maria Lúcia chamou atenção para o fato de o incremento anual do rendimento vir perdendo fôlego ano a ano. Em 2012, o crescimento da renda em relação ao ano anterior foi de 5,5% e, em 2013, de 3,9%.

"Aquele ganho de rendimento que se observava, não se observa mais", diz Maria Lúcia, referindo-se ao boom da renda na primeira década do século. 

Entre os 10% que ganham menos, o rendimento médio foi de apenas R$ 256,00, mas a alta real ante 2013 foi de 4%, acima da média. Já entre os 10% mais ricos, cujo rendimento médio foi de R$ 7.154,00, houve queda real de 0,43% em relação a 2013 - entre o 1% mais rico, cuja renda média é de R$ 20.364,00, a queda foi maior, de 3,42%. 

Na contramão do País, o Sudeste viu a desigualdade aumentar em 2014. O resultado pode sinalizar os primeiros efeitos da recessão econômica aprofundada neste ano, a maior em 25 anos.

Leia mais...

Por que a prioridade para megaprojetos?

Parece inacreditável que só encontrem ouvidos moucos as advertências de especialistas sobre a gravidade da situação do Semiárido brasileiro, sobre a probabilidade de que os problemas continuem a agravar-se em 2016 e sobre a falta de políticas e projetos imediatos mais abrangentes para minorar o panorama. Ainda nas últimas semanas, o atento pesquisador João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco(fundaj, 27/10), difundiu o alerta da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, de “baixa probabilidade de grande volume de chuvas em 2016” – o que caracterizará o quinto ano seguido de estiagem, quando, hoje, 146 dos 184 municípios cearenses, por exemplo, “já precisam de algum tipo de ajuda para fornecer água regularmente para suas populações”. Os reservatórios estão com pouco mais de 15% de sua capacidade preenchida. E 28 municípios tiveram sua situação de emergência reconhecida pelo governo federal. O ciclo de cinco anos de escassez será “o mais grave” desde 1910.

Não chega a estranhar, assim, que se fale tanto em transposição de águas do São Francisco para as regiões mais secas do Nordeste, incluído o Ceará. Mas o mesmo João Suassuna lembra (remabrasil, 30/10) que 70% dos córregos de Minas Gerais (Estado que fornece 72% dos recursos hídricos que contribuem para o São Francisco) estão secos ou com fluxo intermitente. Em boa parte isso é consequência da redução do fluxo de águas para a região do São Francisco, por causa do desmatamento no Cerrado – a impermeabilização consequente impede ou diminui a infiltração de água para o subsolo, onde nascem as águas dos rios. Esse repositório subterrâneo, que já chegou a ser suficiente para o fluxo de oito anos, tem se reduzido de ano para ano. Também a represa de Três Marias recebia no final de outubro apenas 600 milímetros por segundo e liberava 500 – seu reservatório estava com 15% de água. Sobradinho estava com menos de 4%, o menor volume acumulado desde 1979.

Leia mais...

Avolumam-se os riscos de aumento da inadimplência

À medida que se acentuam a recessão, a inflação e o desemprego, crescem os temores quanto ao risco de forte aumento da inadimplência, afetando os mais diversos agentes econômicos, de consumidores a produtores, intermediários e prestadores de serviço. É o que indicam pesquisas de diferentes instituições.

Com os dados disponíveis até setembro sobre a inadimplência de pessoas físicas e de empresas, arrefeceu qualquer expectativa otimista quanto ao comportamento do varejo. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 57 milhões de pessoas tinham dívidas em atraso. É um número elevado, superior em 2,4 milhões ao de dezembro de 2014. A Serasa Experian calculava que, em agosto, de 7,9 milhões de empresas em atividade, 4 milhões sofriam com a inadimplência, e as dívidas totais somavam R$ 91 bilhões.

A redução da abrangência de estatísticas recentes pode distorcer o quadro. No bimestre setembro-outubro, três grandes bancos de dados – Boa Vista SCPC, SPC Brasil e Serasa Experian – deixaram de incluir 10 milhões de dívidas em atraso nos seus dados relativos ao Estado de São Paulo. São dívidas de cerca de 7 milhões de consumidores, somando R$ 21,5 bilhões. A explicação para o fato é a entrada em vigor da Lei Estadual n.º 15.659. Ela obriga o envio de carta com aviso de recebimento para o devedor antes da inclusão do nome na lista de inadimplentes, o que eleva o custo da notificação.

Juros altos e endividamento excessivo são fatores de restrição da demanda, limitando ou impedindo o acesso ao crédito. O SPC Brasil calcula que 38,9% da população adulta está endividada. As pendências mais antigas (três a cinco anos) foram as que mais se agravaram (+15,62% em 12 meses). As dívidas com mais de um ano de atraso já representam 71% do total. Mais se endividaram os consumidores mais velhos, com idade entre 65 e 84 anos.

“Contrair dívidas não é aconselhável, já que parte da renda fica comprometida por um longo tempo”, alerta a economista Marcela Kawauti. Taxas de juros de até 414,3% ao ano (no rotativo do cartão de crédito) podem levar consumidores ao superendividamento, diz ela. Em setembro, havia 23,76 milhões de endividados no Sudeste, mas foi no Nordeste, com 15,15 milhões de inadimplentes, que as dívidas mais cresceram – justamente em áreas mais pobres e dependentes de programas de ajuda oficiais. O ESTADO DE SÃO PAULO.

Compartilhar Conteúdo

444