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Saúde mete a colher

Mulheres que vivem ou viveram situações de violência física porparceiro não escolheram livremente o sofrimento

Violência contra as mulheres é um problema de saúde pública e clínico, de proporções epidêmicas, bem como uma brutal violação dos direitos humanos. Destaca-se a preocupação com as violências, de tipo doméstico, em geral perpetrada por parceiros íntimos. São, reconhecidamente, situações de longa duração e resultam em queixas de dor, perda de memória, tontura, transtornos mentais comuns, ideação suicida, abortamentos, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros problemas. As crianças, além de testemunhar a violência, podem também ser agredidas pelos parceiros ou pelas próprias mulheres, que adotam a hostilidade como código para se relacionar com seus filhos. Imunização infantil incompleta, maior mortalidade até os 5 anos, comportamentos infantis afrontosos e baixo desempenho escolar costumam ser consequências de condições inseguras no âmbito familiar.

Vítimas de violência conjugal utilizam com maior frequência os serviços de saúde. É difícil lidar com problemas como a violência, quase sempre identificados aos contextos sociais, normas culturais ou opções pessoais. O que fazer? Determinadas crenças dos profissionais de saúde e fatores de ordem gerencial e das próprias experiências pessoais podem dificultar a abordagem da temática da violência entre parceiros íntimos durante os atendimentos. A mais nociva é a suposição que as mulheres merecem ou provocam o abuso, caso contrário, deixariam o parceiro. Acreditar que a violência doméstica é um problema social ou legal — mas não um problema de saúde pública, ou que não acontece entre pessoas com situação estável de emprego ou famílias com maior poder aquisitivo — também impede o reconhecimento e atendimento de casos nos serviços de saúde. A pressão para atender muitas pessoas não estimula questionar sobre possíveis violências, já que as consultas podem demorar muito. Outro obstáculo é o temor de quem experimentou agressões similares às das pacientes de não ter estrutura emocional para realizar um adequado direcionamento dos casos.

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Força Sindical leva “Dragão Noel” a Brasília

Um pulinho na capital

Um pulinho na capital

Depois do “road show” do Pato da CPMF, da Fiesp, quem vai passear é o Dragão da Força Sindical.

Com treze metros de altura e três cabeças – representando a inflação, o desemprego e os juros altos –, a alegoria, que costuma habitar os protestos da entidade na Avenida Paulista, em São Paulo, vai agora à Brasília.

No dia 1º de dezembro, estará na Rodoviária de Brasília, e no 2, na porta do Congresso Nacional.

A Força Sindical vai instalar duas barracas para que as pessoas possam mandar seus recados para o governo, numa ação intitulada “Mande seu recado para o Dragão Noel”.

Foram impressos dez mil papéis de carta para os dois dias. Os bilhetes serão entregues no Palácio do Planalto. VERA MAGALHAES / VEJA

Mortos pela seca, cajueiros são cortados e viram lenha no RN

A pior seca dos últimos 100 anos no Rio Grande do Norte está devastando as plantações de caju, uma das principais atividades econômicas do estado. No município de Serra do Mel, um dos maiores produtores de castanha de caju do país, a estiagem também tem sido implacável. Sem água, as plantas desidratam e morrem. E sem ter o que colher, a solução para o sertanejo é aproveitar o que resta: a madeira seca. Hoje, cortar galhos e vender a lenha para fábricas de tijolos e telhas é o único jeito de se conseguir dinheiro e botar comida na mesa.

  • “Uma carrada, que é um caminhão cheio, sai daqui com 40 metros cúbicos de madeira cortada. Rende R$ 400. É isso o que conseguimos faturar por semana. No final do mês, são R$ 1.600 no bolso, dinheiro que vai sustentar a família”, explicou o agricultor Pedro Gomes, de 72 anos.

Dono de 15 hectares de terra, Pedro disse que em 2011 chegou a ter 4 mil pés de caju produtivos. "Naquele ano, vendi 30 toneladas de castanha para a cooperativa dos produtores de caju do município, que exportou tudo para a Suíça. Foi uma época de fartura para todos nós. Era tanto caju que chegou a fazer lama", brincou. De acordo com a Cooperativa dos Beneficiários Artesanais de Castanha de Caju de Serra do Mel (Coopercaju), uma tonelada de castanha beneficiada, pronta para o consumo, era exportada em 2011 a R$ 36 mil.

Mas, ainda de acordo com o próprio agricultor, nestes últimos quatro anos a seca tomou conta de tudo e o tempo de boas safras chegou ao fim. "Ano passado, para vocês terem uma ideia, colhi apenas 189 quilos. A castanha bruta (in natura) ainda consegui vender a R$ 3 o quilo. Este ano, o pouco que deu meus netos comeram numa torrada só", contou.

Pedro Gomes, agricultor  (Foto: Fred Carvalho/G1)Pedro Gomes, agricultor (Foto: Fred Carvalho/G1)

Hoje, ainda de acordo com Pedro Gomes, dos 4 mil cajueiros que foram plantados em suas terras, pouco mais de 40% ainda têm folhas nos galhos. “O restante morreu. Estamos queimando, derrubando e cortando os pés. Dói no coração ter que fazer isso, mas precisamos de dinheiro para comer”, ressaltou.

“O pior é que a seca não é o único problema”, frisou o agricultor. Ele lembra que os cajueiros que restaram ainda precisam conviver com a mosca-branca, uma praga que aparece no período da floração. Como o Rio Grande do Norte já está no quarto ano seguido de estiagem, a incidência do inseto é ainda maior. E quanto maior a incidência da praga, menor a produtividade. “É como se diz por aqui: depois da queda, o coice”, lamentou.

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Juventude maltratadaJuventude maltratada

Carlos Alberto di Franco* - O Estado de S.Paulo

Em recentes artigos tratei da crise da família. Recebi muitos e-mails, sem dúvida uma sugestiva amostragem de opinião pública, sobretudo considerando o rico mosaico etário, profissional e social dos remetentes.

Neste Brasil sacudido por uma brutal crise ética, alimentada pelo cinismo dos homens públicos e pela mentira dos que deveriam dar exemplo de integridade, há, felizmente, uma ampla classe média sintonizada com valores e princípios que podem fazer a diferença. E nós, jornalistas, devemos escrever para a classe média. Nela reside o alicerce da estabilidade democrática.

Escreva algo, sublinhavam alguns dos e-mails que recebi, a respeito da desorientação da juventude. Meu artigo de hoje, caro leitor, foi pautado por você. Tomarei como gancho um dado objetivo e preocupante.

A gravidez precoce é hoje no Brasil a maior causa da evasão escolar entre garotas de 15 a 17 anos de idade. Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostram que, das jovens dessa faixa etária que abandonaram os estudos, 25% alegaram a gravidez como motivo. Outros estudos revelam que complicações decorrentes da gestação e do parto são a terceira causa de morte entre as adolescentes, atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios. A gravidez afeta até quem mal saiu da infância.

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A festa acabou

A crise vai balançar as árvores de Natal e empobrecer as mesas de fim de ano, segundo as pesquisas de intenção de consumo recém-divulgadas por associações patronais do varejo. Desemprego, inflação e crédito muito caro diminuem o poder de compra das famílias – efeito já indicado pelos números do comércio até setembro, com volume de vendas 3,3% inferior ao de um ano antes, sem contar veículos e material de construção. O fraco desempenho do setor de serviços também confirma o retraimento dos consumidores. Num cenário de muita insegurança, o bom senso manda controlar o orçamento, liquidar dívidas e evitar novos financiamentos. Todos os dados mostram mais uma vez a falência – ou o esgotamento, segundo os menos críticos – da política de crescimento seguida nos três primeiros mandatos petistas.

O gasto médio com presentes neste ano deve ser 22% menor que o indicado na pesquisa de intenção de compras de novembro de 2014, de acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Esse cálculo já desconta a inflação. As pessoas entrevistadas mantêm a intenção de presentear, mas o orçamento será mais apertado. Além disso, a maior parte dos consumidores deverá pagar à vista (42,3% em dinheiro e 12,1% por meio de cartão de débito). A ordem é fugir da armadilha do endividamento.

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Luzes e festas do Natal serão falsas: o mundo está em guerra, diz papa

SÃO PAULO  -  O papa Francisco lamentou o fato de que "o mundo inteiro está em guerra" e de que "não existe uma justificativa para isso" na homilia que fez nesta quinta-feira na missa matinal na capela da Casa Santa Marta. Suas declarações são uma provável referência aos ataques ocorridos em Paris na última sexta-feira passada, dia 13, realizados

pelo Estado Islâmico, no qual morreram 129 pessoas. A mesma facção também realizou um massacre em Beirute, no último dia 12. "Uma guerra pode ser justificada - entre aspas - com muitas, muitas razões. Mas quando todo o mundo, como é hoje, está em guerra, todo o mundo: é uma guerra mundial - em pedaços: aqui, ali, lá, em todos os lugares... - não há nenhuma justificativa. E Deus chora. Jesus chora", disse o pontífice.

Francisco lembrou a aproximação do Natal, mas disse que os preparativos da festa não irão refletir a verdade. "Teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz", afirmou. Em uma de suas homilias mais duras, ele destacou os malefícios da guerra.

"Em todo lugar existe guerra, hoje, existe ódio. O que permanece de uma guerra, desta, que estamos vivendo agora? O que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, vários mortos inocentes e muito dinheiro no bolso dos traficantes de armas", ressaltou. Segundo ele, enquanto uns fabricam armas, outros dão a vida para ajudar os demais "como fez um ícone do nosso tempo, Teresa de Calcutá".

"Nós fará bem também pedir a graça das lágrimas por este mundo que não reconhece o caminho da paz. Peçamos a conversão do coração. Precisamente às portas deste Jubileu da Misericórdia, que o nosso júbilo, a nossa alegria sejam a graça [e] que o mundo reencontre a capacidade de chorar pelos seus crimes, por aquilo que faz com as guerras", concluiu. Folhapress)

 


 

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