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Lideranças pró-impeachment passam a ser alvos do bullying de alguns jornalistas

Boneco de Dilma no protesto: 13 é o número do PT, e 171 o do estelionato (Beto Ribeiro)

Boneco de Dilma no protesto: 13 é o número do PT, e 171 o do estelionato (Beto Ribeiro)

O pior cego, reza o ditado, é aquele que não quer ver. Era até este domingo. A partir de ontem, o pior cego é o que mente sobre aquilo que vê — e sobre o que não vê — para atender a uma ideologia, a um preconceito, a uma causa ou, pura e simplesmente, à metafísica influente burra e militante dos botecos onde se aprende que ser de esquerda é uma virtude — ou vá lá, endossar ao menos os valores de esquerda. Apesar de amplos setores da imprensa — e não que estes devessem ajudar, porque não é o seu papel —, o Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua, em parceria com outros grupos pró-impeachment, mostraram ser possível levar perto de 100 mil brasileiros às ruas com uma semana, uma semaninha só, de mobilização.

E eles não têm aparelhos sindicais financiados com dinheiro público. E eles não têm movimento estudantil financiado com dinheiro público. E eles não têm milícias fascistoides financiadas com dinheiro público, a exemplo de MST e MTST. O Planalto diga o que quiser: sabe que os milhares deste domingo são muitos milhões. São dois terços, no mínimo, da população. No dia 16, as esquerdas vão para as ruas, sob a proteção subserviente desses mesmos setores da imprensa. O governo sabe que o barulho que farão será muito maior do que a sua real representatividade. O Brasil vê mais longe. Em síntese: o país que quer Dilma fora é maior do que vê. O Brasil que quer Dilma dentro é menor do que vê.

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Esperando o japonês

Quando voltava da padaria, empurrando a bicicleta, fui abordado, de forma simpática, por um leitor. Por que escrevia apenas sobre Dilma e o governo? Não é um simpatizante do PT, muito menos de Dilma. Mas fixar-se nisto, de uma certa forma, reduz o vasto horizonte cultural, disse. Respondi que concordava com ele. Mas, no momento, não conseguia me esquecer da crise em que nos metemos. No caminho de casa, pensei: poderia estar escrevendo sobre Clarice Lispector, Frida Kahlo ou mesmo Simone de Beauvoir. Para ficar apenas nas que voltaram à evidência.

Clarice foi uma das admirações literárias da juventude, e agora seus contos são reconhecidos nos Estados Unidos. Frida Kahlo, cuja casa, transformada em museu, na Cidade do México, tornou-se um ícone popular. E a velha Simone reapareceu no vestibular do Enem. Hoje tenho algumas divergências. Mas seu livro “O segundo sexo” inspirou um artigo que publiquei no “JB”, na década dos 1960, com título “Amélia não era mulher de verdade”. Isso posso deixar para o próximo Enem.

Falar do Brasil e da crise tem prioridade para mim. Dilma, o leitor que me desculpe citá-la de novo, é presidente. É impossível ignorá-la, nesse momento. Felizmente, outros colunistas escrevem sobre a cultura mais ampla. Isso me enriquece como leitor. Pessoalmente, no entanto, não consegui achar a porta de saída da política.

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Papa Francisco perdoa Padre Cícero

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O bispo da diocese de Crato, no Ceará, dom Fernando Panico, divulgou neste domingo (13), que o Padre Cícero foi perdoado pelo Vaticano das punições impostas pela igreja Católica entre 1892 a 1916; a reconciliação é um passo definitivo para a reabilitação de padre Cícero na Igreja Católica; segundo a carta, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, “a presente mensagem foi redigida por expressa vontade de Sua Santidade o Papa Francisco, na esperança de que Vossa Excelência Reverendíssima não deixará de apresentar à sua Diocese e aos romeiros do Padre Cícero a autêntica interpretação da mesma, procurando por todos os meios apoiar e promover a unidade de todos na mais autentica comunhão eclesial e na dinâmica de uma evangelização que dê sempre e de maneira explicita o lugar central a Cristo, principio e meta da História” PORTAL 247 / CE

Dólar alto aumenta endividamento do setor de algodão, diz Jacobsen

 

ALGODAOO presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, disse nesta terça-feira (27/10) que a alta do dólar agravou o endividamento do produtor. Segundo ele, as compras ficaram descasadas. No entanto, acredita que com a colheita da próxima safra os problemas podem ser resolvidos. "A gente não tem números exatos, mas preocupa o endividamento artificial criado pela variação cambial em espaço curto de tempo. Alguma coisa há de ser feita", disse à Agência Estado, durante o Prêmio Mérito Agropecuário 2015, realizado na Câmara dos Deputados.

Jacobsen afirmou que o produtor está acostumado a trabalhar com o dólar, sobretudo porque o faturamento ocorre na divisa norte-americana. Ele disse ainda que a questão do endividamento tem solução e observou que a alta do dólar frente ao real vai permitir uma melhor remuneração, mesmo com a queda dos preços internacionais. O executivo e produtor avaliou que os agricultores estão apreensivos com o cenário político, o que tem pesado na tomada de decisão. "Neste momento, o produtor se sente apreensivo porque não temos definição do País nos próximos meses. Precisamos que as instituições sejam fortalecidas e que se retome a governabilidade e a estabilidade política", afirmou. GLOBO RURAL

Até a recessão é de qualidade inferior

Não se pode confiar nem na recessão, pelo menos naquela made in Brazil. Recessões decentes são em geral acompanhadas de inflação em queda e contas externas em recuperação. O caso brasileiro é especial. Os preços ao consumidor sobem 10%, enquanto o desemprego atinge 9% da força de trabalho, a renda real das famílias diminui, o crédito se torna mais difícil e o produto interno bruto (PIB) encolhe 3,5%, segundo as estimativas correntes. Só uma parte do script convencional parece estar sendo cumprida. O superávit comercial de US$ 14,21 bilhões acumulado no ano, até a primeira semana de dezembro, é o sinal mais vistoso da melhora do balanço de pagamentos.

No ano passado, no mesmo período, o saldo havia sido um déficit de US$ 3,95 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Pelo menos as contas externas parecem refletir um efeito benigno da recessão. O mercado projeta para este ano um superávit de US$ 15 bilhões na conta de mercadorias. A última estimativa do Banco Central (BC), baseada em critério um pouco diferente, é de um saldo positivo de US$ 12 bilhões, com enorme recuperação, portanto, em relação ao resultado de 2014, quando o déficit chegou a US$ 6,53 bilhões.

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A imprudência de Dilma

Em sua relação com o PMDB, a presidente Dilma Rousseff assemelha-se a um lutador que mal consegue se manter em pé de tanto apanhar, mas continua a cometer a imprudência de chamar o oponente para a briga – correndo o sério risco de, a qualquer momento, levar um nocaute.

A petista tomou outra sova dos peemedebistas no Congresso quando o partido decidiu trocar de líder na Câmara – no lugar de Leonardo Picciani (RJ) entrou Leonardo Quintão (MG). Picciani havia sido cooptado por Dilma para dividir o PMDB e, assim, sabotar os esforços de parte do partido para fazer avançar o processo de impeachment. Ele atuou de forma escancarada a favor de Dilma ao escolher os correligionários que integrariam a comissão especial da Câmara que analisará o pedido de impeachment. O deputado se negou a indicar peemedebistas que fazem oposição ao governo, gerando revolta em parte da bancada.

O contra-ataque foi imediato: além de articularem o lançamento de uma chapa paralela para a comissão do impeachment – que acabou sendo eleita –, esses peemedebistas, apoiados pelo vice-presidente Michel Temer e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deflagraram um movimento para destituir Picciani da liderança do partido. “Agora (Picciani) vai pagar o preço de não ter sido líder da bancada, mas do governo”, disse Osmar Terra (PMDB-RS), que liderou a manobra contra o deputado que estava a serviço de Dilma.

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