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Possibilidade de La Niña movimenta mercado de commodities agrícolas

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O El Niño deve alcançar o pico no inverno (no Hemisfério Norte), de acordo com os principais modelos meteorológicos, e a expectativa é de que o fenômeno climático comece a perder força no primeiro semestre de 2016. Com isso, investidores já começam a se antecipar quanto à possibilidade de La Niña, fenômeno que também tem fortes impactos na produção agrícola mundial e pode influenciar os mercados de commodities. Eventos de El Niño frequentemente são seguidos pelo fenômeno inverso, La Niña. Alguns analistas apontam, inclusive, que a ocorrência de La Niña pode ter impacto ainda mais acentuado nos preços de commodities agrícolas.

Recentemente, os departamentos de clima da Austrália e do Japão afirmaram que o El Niño atual já pode ter chegado ao auge e deve diminuir ao longo do primeiro semestre, com o resfriamento gradual das águas superficiais do Oceano Pacífico. No início de dezembro, o El Niño - o mais forte desde 1997/1998 - causou a elevação da temperatura das águas em 3,6 graus Fahrenheit em alguns pontos. O resultado no mercado foi um rali nos preços de óleo de palma, açúcar e lácteos.

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Ciclismo fiscal pode virar a marca da era Dilma

DilmaBicicletaEdFerreiraFolha2

Dona de uma personalidade opaca, Dilma Rousseff tornou-se uma presidente à procura de um estilo. Falta-lhe uma marca. Não por muito tempo. Se depender do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) a presidente logo ganhará uma marca que vale por uma tatuagem —a marca da irresponsabilidade fiscal.

Relator da prestação de contas do governo Dilma de 2014, Gurgacz sugere que a peça seja aprovada. Repetindo: o senador propõe que o Congresso jogue no lixo o parecer do Tribunal de Contas da União que recomenda a rejeição das contas de madame. De novo: o companheiro deseja que Parlamento faça vista grossa para pedaladas que espetaram R$ 57 bilhões na tesouraria de bancos públicos.

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O negócio milionário de Lula

Relatório de órgão de fiscalização do governo mostra que a empresa de Lula faturou 27 milhões de reais — sendo 10 milhões apenas das empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras

Por: Rodrigo Rangel / VEJA

ELITE - Desde que deixou o governo, em 2011, Lula abriu uma empresa e se dedicou a dar palestras pagas no Brasil e no exterior. Em quatro anos, juntou uma fortuna
ELITE - Desde que deixou o governo, em 2011, Lula abriu uma empresa e se dedicou a dar palestras pagas no Brasil e no exterior. Em quatro anos, juntou uma fortuna(Ueslei Marcelino/Reuters)

Para um presidente da República de qualquer país, é enaltecedor poder contar que teve origem humilde. O americano Lyn­don Johnson mostrava a jornalistas um casebre no Texas onde, falsamente, dizia ter nascido. A ideia era forçar um paralelo com a história, verdadeira, de Abraham Lincoln, que ganhou a vida como lenhador no Kentucky. Lula teve origem humilde em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e se enalteceu com isso. Como Johnson e Lincoln, Lula veio do povo e nunca mais voltou. É natural que seja assim. Como é natural que ex-presidentes reforcem seu orçamento com dinheiro ganho dando palestras pagas pelo mundo. Fernando Henrique Cardoso faz isso com frequência. O ex-presidente americano Bill Clinton, um campeão da modalidade, ganhou centenas de milhões de dólares desde que deixou a Casa Branca, em 2001. Lula, por seu turno, abriu uma empresa para gerenciar suas palestras, a LILS, iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva, que arrecadou em quatro anos 27 milhões de reais. Isso se tornou relevante apenas porque 10 milhões dos 27 milhões arrecadados pela LILS tiveram como origem empresas que estão sendo investigadas por corrupção na Operação Lava-Jato.

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Guia 2016: um manual de sobrevivência para o ano

O pessimista pode dizer que 2016 será um ano de crise. Nós, de ÉPOCA, preferimos dizer que será um ano de crise, sim, e também de aprendizado, Olimpíadas, suspense, novidades, depuração, oportunidades. O aspecto “crise” dos meses à frente é apenas o mais óbvio – estão aí inflação e desemprego em alta, como não víamos fazia tempo, numa tempestade econômica fabricada pelo próprio governo brasileiro. Mas seria simplista reduzir 2016 a suas mazelas econômicas. Nos meses à frente, cada cidadão escolherá como lidar com transformações nos costumes, nos debates públicos, na tecnologia e no meio ambiente que já fazem o Brasil e o mundo ferver, em mais de um sentido. ÉPOCA acredita que cada leitor pode enfrentar esse período com inteligência, civilidade, informação e – sempre ajuda – humor. Num país marcado por ineficiência e improdutividade dramáticas, mesmo em seus períodos de crescimento acelerado, o ano à frente será precioso para que se discutam reformas, novos modelos de negócios e novas formas de trabalhar – fundamentais para a prosperidade de qualquer indivíduo e sociedade no século XXI. Num país marcado por desrespeito à lei, impunidade e dúvidas acerca da solidez das instituições, os próximos meses oferecerão um campo de provas duríssimo. Não haverá como passar por ele sem mudanças. Ao chegar ao outro lado, saberemos se temos condições de dar novo salto adiante. Esperamos que o país e o leitor cheguem ao fim de 2016 mais fortes do que começaram.

 

Projeto prevê abater cerca de 5 mil búfalos em reservas ambientais de RO

Um projeto do governo de Rondônia pretende abater cerca de 5 mil búfalos que habitam as reservas Biológica do Guaporé e Florestal Pedras Negras, na região do Vale do Guaporé. Conforme a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sedam), o rebanho solto na região tem causado degradação ambiental, risco a moradores e, devido ao modo de vida selvagem, não há controle de doenças. A proposta deve ser analisada pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) no primeiro semestre de 2016.

Animais saíram de fazenda e estão sem controle (Foto: Ísis Capistrano/ G1)Animais saíram de fazenda e estão sem controle em reserva de RO (Foto:Ronaldo Nina/Divulgação)

A Sedam explica que 30 cabeças da espécie foram trazidas na década de 1950 pelo governo da época para a Fazenda Experimental Pau D'Óleo, localizada na região. O objetivo era introduzir no estado a extração de carne, mas o projeto fracassou e os búfalos se dispersaram para as reservas onde se reproduziram ao longo dos anos e se tornaram asselvajados. De acordo com o secretário da Sedam, Francico Sales, o projeto prevê um cerco das áreas invadidas com a instalação de grandes currais para atrair os búfalos para coxos abastecidos com sal grosso, elemento químico que faz parte da dieta animal de bovinos e equinos.

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Desmonte do populismo

Embora o histórico recente do relacionamento entre Brasil e Argentina recomende prudência na avaliação de mudanças nas políticas comercial e de relações exteriores do governo de Buenos Aires, deve-se reconhecer que soam alentadoras para o nosso país as medidas anunciadas pelo novo presidente argentino, Mauricio Macri, e por seus principais auxiliares da área econômica. Em telefonema à presidente Dilma Rousseff pouco depois de reconhecida sua vitória eleitoral no fim de novembro, Macri disse pretender, em seu governo, dar “nova vitalidade” ao Mercosul e tornar “mais fluida e dinâmica” a relação com o Brasil. Até agora suas palavras, seus gestos e as decisões tomadas por seu governo confirmam o que disse.

Está em curso na Argentina um processo de desmontagem da estrutura econômica populista erguida pelo kirchnerismo que dominou o país por mais de 12 anos. Foi eliminado, por exemplo, o rigoroso sistema de controle administrativo das importações por meio de exigência de autorização prévia para a entrada de produtos estrangeiros no país, medida destinada a inibir as compras externas – para reduzir as despesas em moeda estrangeira, cada vez mais escassa – e proteger a produção local. O Brasil, por ser o principal fornecedor da Argentina, foi, por isso, o maior prejudicado pela política kirchnerista que, não obstante as perdas que impôs ao País, foi tolerada pelo governo Dilma Rousseff.

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