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A cultura da violência e do álcool

O assassinato brutal do jovem de 22 anos que saia de uma festa, na madrugada de anteontem, soma-se a centenas de outros que ocorrem a cada mês em Fortaleza e no Ceará. É mais do itinerário da violência que marca as relações em nossa sociedade. É evidente que a banalidade que levou ao homicídio chama ainda mais a atenção para o ocorrido.

Não foi queima de arquivo e não foi disputa de território para comércio de drogas. São essas as duas explicações mais comuns que costumam ser usadas pelas autoridades para explicar os impressionantes índices de homicídios no Estado. Uma desavença banal entre jovens levou ao assassinato.

Pelos relatos até aqui conhecidos, um homem abordou a vítima ainda dentro do carro. Pela janela do passageiro da frente, o assassino segurou a cabeça do rapaz com a mão esquerda, puxou-a para fora e, à queima roupa, disparou um tiro usando a mão direita. Frio e, pelo visto, experiente. Uma execução com muitas testemunhas.

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Médicos rejeitam planos de saúde nos consultórios

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Levantamento intitulado 'Demografia Médica', da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde. Nesta última década, os especialistas passaram a se concentrar em consultórios para atender clientes de planos de saúde.

Mas com a defasagem no valor das consultas, muitos médicos deixaram os convênios e optaram pelo atendimento puramente particular. "Os 75% dos médicos que ainda atendem planos também têm reservado cada vez menos espaço na agenda para pacientes conveniados, priorizando particulares", diz o professor da USP Mario Scheffer, coordenador do estudo, em publicação do jornal Folha de São Paulo.

Entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o valor médio da consulta paga pelos convênios está em torno de R$ 60. As entidades médicas defendem um valor de R$ 130. Em consultórios particulares de São Paulo, os preços variam de R$ 200 a R$ 1.500.] "Muitos pacientes preferem ficar com o médico que confia e pagar a consulta. O que onera são os exames, a internação, não é a consulta", afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp. portal 247

Ano de 2015 abusa da paciência dos brasileiros

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Excluindo as outras 52.352 coisas deploráveis ocorridas em 2015, denuncio os seguintes crimes cometidos contra a paciência dos brasileiros durante o ano velho:

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A reviravolta que despertou no eleitorado o desejo de submeter Dilma a um exame de DNA logo depois da reeleição; o contrassenso de chamar a clientela de contribuinte antes de tentar arrancar-lhe na marra uma nova CPMF; a inflação de 10,8%, acompanhada de recessão e desemprego, sobretudo porque todos sabem que o caos econômico era evitável; a saudade do tempo em que dar uma pedalada era apenas acionar os pedais de uma bicicleta; a Dilma apresentando-se sempre como vítima de alguém; o Eduardo Cunha no papel de abre-alas da oposição; a sofreguidão com que Dilma vai atrás do Renan Calheiros, corteja o Renan Calheiros, entrega a viabilidade do seu governo à conveniência do Renan Calheiros; a Dilma tratando o Eduardo Cunha como cachorro louco sem explicar por que mantinha um afilhado dele na vice-presidência da Caixa e tentava ser seu amigo antes da deflagração do impeachment; o PT chamando de “golpe” um processo de impeachment previsto na Constituição e disciplinado pelo STF;

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Afoita por mudar a lei

A aprovação da Lei Anticorrupção (Lei 12.846) em 2013 representou uma resposta do Congresso ao clamor da sociedade pela diminuição da impunidade no País. Significou também o cumprimento de compromissos assumidos pelo País no plano internacional, como a adoção de instrumentos legais para responsabilizar empresas que participassem de ações ilícitas junto à administração pública, nacional ou estrangeira.

Cumprido o seu prazo de vacância, a Lei 12.846/13 entrou em vigor em fevereiro de 2014. Desde então, o tema do combate à corrupção ganhou ainda mais relevância com o que veio à tona pela Operação Lava Jato. Ficou evidente o acerto da nova legislação, com a responsabilização objetiva das pessoas jurídicas pelos ilícitos cometidos sob a sua gestão. Como revelaram as investigações da Polícia Federal, a corrupção não envolve apenas atos individuais. Várias empresas estão profundamente vinculadas a esses ilícitos. Investigam-se negócios escusos, nos quais as chefias dessas empresas tiveram ativa participação e que muito engordaram seus resultados financeiros. Nesse cenário, não basta punir apenas as pessoas físicas.

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No apagar das luzes

Diga-se o que se quiser do deputado Eduardo Cunha. O fato é que ele tem sido insuperável na arte de montar alianças duvidosas e de trilhar os atalhos da impunidade. Agora, por exemplo, se fica sabendo que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara poderá anular todo o trabalho feito desde 3 de novembro no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, onde Eduardo Cunha corre o risco de ser acusado de quebra de decoro parlamentar e de perder o mandato, se assim vier a decidir o plenário da Câmara.

Eduardo Cunha e suas manobras regimentais, apoiadas por um time multipartidário de parlamentares que com ele se identificam – muitos deles investigados pela Operação Lava Jato –, são o melhor exemplo do despudor que impera hoje na Casa de representação popular, colocada a serviço de inescrupulosos interesses pessoais e partidários.

Desde que o Conselho de Ética acolheu, no início de novembro, representação apresentada pelo PSOL e abriu processo contra Eduardo Cunha, este tem usado de todos os recursos regimentais, que domina como ninguém, para procrastinar o andamento do trabalho dos conselheiros. Seus fiéis seguidores passaram a maior parte do tempo, em mais de um mês e meio de sessões, apresentando questões de ordem, pedidos de vista e propostas diversionistas claramente destinadas, primeiro, a impedir a discussão e votação do parecer do relator, contrário a Cunha, e, depois, a simplesmente anular a decisão da maioria que votou a favor da admissibilidade do processo.

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Cinzas no paraíso Cinzas no paraíso

Por que certas questões e direitos estão fora do alcance das maiorias legislativas ordinárias?

O Supremo no Brasil talvez seja o único que toma as decisões em transmissões ao vivo. Dizem que é uma jabuticaba pois só dá no Brasil. Pelo menos é uma jabuticaba do bem, pois tem o gosto doce e esquisito da transparência. O fato de os ministros estarem tanto tempo na tela, convivendo no mesmo espaço luminoso com centenas de outros personagens, talvez os jogue nessa teia de familiaridade com os espectadores. Lewandoswki, por exemplo, é um atacante do Bayer que costuma jogar nos dias de sessão no Supremo. Você muda o canal e Lewandoswki é um tremendo zagueirão, em defesa das teses do governo. Nem sempre tenho tempo para ver tudo, mesmo nos momentos wagnerianos. Confesso que, as vezes, me parecem prolixos, redundantes, mas o que fazer, movem-se com uma linguagem especifica.

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