DEFESA DE MICHEL TEMER REITERA A TESE DA SEPARAÇÃO DAS CONTAS
Quem quiser compreender o significado mais profundo da expressão sexo oposto deve acompanhar os desdobramentos do casamento político de Dilma Rousseff com Michel Temer. Imaginava-se que o presidente-tampão fosse o último homem que a primeira mulher a passar pela Presidência do Brasil gostaria de ver novamente. Mas a defesa da presidente deposta informa que há um lugar onde madame admitiria se reencontrar com o ex-parceiro político: o fundo do poço.
TSE: relator desnuda acordo para salvar Temer
Tomado pelo teor de suas manifestações no julgamento sobre a chapa Dilma-Temer, o ministro Herman Benjamin parece empenhado em impedir o Tribunal Superior Eleitoral de se matar. Armou-se no plenário da Corte máxima da Justiça Eleitoral uma encenação destinada a salvar o mandato de Michel Temer e, de cambulhada, preservar os direitos políticos de Dilma Rousseff.
A Lava Jato e o futuro do País
*Maria Cristina Pinotti, O Estado de S.Paulo
07 Junho 2017 | 03h07
À medida que nossas instituições vão sendo testadas pelo desnudamento de um quadro de corrupção profundamente difundido entre empresas e políticos, naturalmente nos deparamos com enorme incerteza sobre o futuro. Hoje não se sabe se o presidente da República conseguirá manter-se no cargo por dias ou semanas. Se sobreviver, sobretudo por não ter substituto natural, não sabemos se terá suporte no Congresso para continuar a agenda de reformas que o legitima perante a sociedade. Se sair, passamos a depender do resultado de uma eleição indireta, com parlamentares cada vez mais distantes de representarem os anseios da sociedade.
Coração de mãe - O ESTADO DE SP
A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista representou o perdão de crimes cujas penas somadas poderiam alcançar de 400 anos a até 2 mil anos de prisão, informou Marcelo Godoy no Estado. Ainda que impressionem, os números não vão ao extremo. Se o juiz tivesse mão pesada, a pena podia chegar a quase 2.500 anos de cadeia.
As lições do rei de Camelot - ISTOÉ
Pode-se dizer que foi mais uma semana normal segundo os parâmetros de normalidade da administração Donald Trump. O presidente americano entrou em rota de colisão com a chanceler alemã Angela Merkel – ele acusou a Alemanha de pouco contribuir financeiramente para a Organização do Tratado do Atlântico Norte -, anunciou que os Estados Unidos ficarão de fora do Acordo de Paris, que prevê a redução da emissão de gases de efeito estufa, e perdeu assessores no escândalo que envolve a transmissão de informações de seu governo para os russos. Uma circunstância, porém, tornou ainda mais doídas as últimas trapalhadas do presidente, embaladas que foram pela nostalgia de um tempo em que a América e metade do mundo viveram sob o comando do ex-presidente John Kennedy, o mais jovem a assumir a Casa Branca e um dos mais populares da História.
MORADORES DE RUA VIRAM GUARDIÕES DOS ARCOS
A vida tem sido uma gangorra para Carlos Augusto da Silva. Ele já foi cozinheiro, motorista e ajudante de metalúrgico; levava uma vida com dignidade. Mas, como milhões de brasileiros, ficou desempregado. Sem dinheiro, a situação se agravou a tal ponto que Carlos sentiu o dissabor de morar na rua e passou dois anos vivendo em terrenos de invasão.

