Delação da JBS põe em xeque apuração privada
Josette Goulart, O Estado de São Paulo
05 Junho 2017 | 05h00
A delação dos donos da JBS colocou em xeque o trabalho de consultoria e escritórios de advocacia que fazem investigação interna para apurar atos ilícitos nas empresas. No ano passado, Joesley Batista havia contratado o escritório Veirano Advogados e a consultoria Ernst & Young (EY) para apurar irregularidades em uma das empresas do grupo J&F, a Eldorado Celulose. A conclusão assinada pelas duas empresas, em janeiro deste ano, é de que não havia indícios de que os fatos apurados pela Polícia Federal tinham fundamento.
Grupo JBS enfrenta 34 mil processos na Justiça do Trabalho
Grupo JBS enfrenta 34 mil processos na Justiça do Trabalho
| Pedro Ladeira/Folhapress | ||
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| Funcionários em frigorífico do grupo JBS, no Paraná |
O grupo JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, responde a 34 mil ações trabalhistas. O dado está nas demonstrações financeiras de 2016 da empresa e pode representar perda de R$ 2,6 bilhões. Em 2015, havia 31,1 mil processos em andamento. Os números acompanham o aumento de 11% nos acidentes com funcionários, embora a ocorrência de lesões mais graves tenha diminuído no Brasil. A empresa atribui a alta ao maior número de funcionários, embora o total de colaboradores tenha crescido menos de 1% no último ano.
Nova lei do ISS derruba receita de sedes de bancos
Após a mudança na lei do ISS (Imposto Sobre Serviços), aprovada na última terça-feira (30) pelo Congresso, municípios-sede de empresas financeiras avaliam como sobreviver sem o imposto. A votação da semana passada alterou a forma de recolhimento do tributo: hoje, ele é feito pela cidade onde a empresa tem sede, mas passará a ser cobrado no local de prestação do serviço.
Temor de delação expõe a fragilidade de Temer
A prisão de Rodrigo Rocha Loures potencializou um fenômeno surgido há duas semanas em Brasília. Tomados por uma espécie de Loresfobia, Michel Temer, seus ministros e apoiadores políticos mais próximos vivem o temor de uma delação que está por vir. O presidente poderia imunizar-se contra o risco de intoxicação. Bastaria romper com o amigo e ex-assessor, desqualificando-o. Mas Temer faz o oposto.
Preocupado com delação da JBS, Planalto faz pesquisa; 63% defendem Joesley na cadeia
A Geni da Lava Jato Pesquisa encomendada pela Presidência mostra que Michel Temer acertou ao escolher Joesley Batista como destinatário inicial de suas críticas à delação da JBS. Levantamento feito pelo Ibope com 1,2 mil pessoas revela que para 47% as penas impostas ao empresário foram “muito leves”. Outros 22% respondem que as medidas são “leves”. Só 16% consideram o acordo “adequado”. Os dados apontam ainda que 63% dos ouvidos gostariam de ver o empresário cumprir pena na cadeia.
O mistério dos 80 milhões de reais da JBS - VEJA
Em sua nova edição, VEJA revela uma trama misteriosa. No início deste ano, Joesley Batista, dono da JBS, maior processadora de carne do mundo, estava encurralado por quatros grandes investigações em Brasília. Temendo sentar no banco dos réus, resolveu escalar o seu braço-direito, o advogado Francisco de Assis e Silva, diretor da JBS, para arquivar os processos em curso contra o empresário.



