Moraes ganhou cabos eleitorais tóxicos na CCJ
O melhor amigo de um indicado para vaga no Supremo Tribunal Federal é o desconhecido. A esse o candidato à toga pode amar. Por esse pode ser amado. Deu-se algo diferente com Alexandre de Moraes. Por mal dos pecados, o tucano que Michel Temer escolheu para substituir Teori Zavascki ganhou dois amigos conhecidos, muito conhecidos, conhecidíssimos.
Flor do jardim da responsabilidade fiscal, Hartung lançou luz sobre as outras
Somando-se todos os seus mandatos, Paulo Hartung governou o Espírito Santo por dez anos e trabalhou duro no seu saneamento financeiro. Encarnou o respeito à Lei da Responsabilidade Fiscal e aquilo que chama de "o caminho capixaba". O motim da Polícia Militar do Estado mostra a necessidade da busca de algo impossível, uma lei da responsabilidade social. O prometido paraíso fiscal levou o Espírito Santo a viver dias de inferno social.
Estado terminal - FOLHA DE SP

Nada há de imprevisível na situação trágica vivida pelo Estado do Rio de Janeiro. O prazo para um desfecho se tornou exíguo, mas o elenco de atores inconsequentes prolonga o drama como se um final feliz fosse possível; não é. O estado terminal das finanças do governo fluminense resulta de uma década de gestão irresponsável de políticos do PMDB.
A eloquência das omissões - *Aloísio de Toledo César

Os governos federal e dos Estados procuram organizar-se para enfrentar o problema de superpopulação e dos assassinatos nos presídios, motivo de aflições em nosso país. A ideia que vem prevalecendo é construir mais cadeias públicas, porque assim seria possível acomodar melhor os detentos e dificultar os assassinatos.
Delações e crime organizado - *Almir Pazzianotto Pinto
Aquilo que no jargão policial era conhecido como “crime comum” assumiu tal nível de sofisticação que a expressão se apequenou. E a correta passou a ser “crime organizado”. A complexa estrutura de grandes facções criminosas obedece a código fundado em usos e costumes e a organograma. Embora seja inviável o seu registro como pessoas jurídicas, são empresas com diretorias, consultores, gerentes e infraestrutura operacional, na qual estão os subalternos incumbidos dos assaltos a bancos e carros-fortes, do tráfico de entorpecentes, de roubos de veículos, assassinatos, sequestros, rebeliões, comercialização de produtos roubados. Como empreendimentos marginais revestidos de características singulares, é comum recorrerem à terceirização mediante subcontratos.
Eles não desistem -
Cientes de que se aproxima a hora da verdade, em que se verão expostos de vez ao escrutínio público e judicial gerado pela Operação Lava Jato, partidos e políticos que têm motivos para se preocupar estão se esmerando há tempos em arquitetar meios de se proteger do longo braço da lei.

