‘Eleitorado se sentiu traído’, afirma Lula, o traidor
Em entrevista ao diário espanhol El Mundo, Lula falou sobre os erros de Dilma na gestão da economia. O maior deles “foi exagerar na política de desonerações das grandes empresas.” O outro foi ter anunciado depois das eleições de 2014 um ajuste fiscal que não ornava com os compromissos que assumira em campanha. Numa primeira versão da entrevista, o jornal havia anotado que Lula dissera que “Dilma traiu o eleitorado”. Incomodado com a reprodução da frase no Brasil, Lula esclareceu que dissera algo diferente: “O eleitorado que a elegeu em 2014 se sentiu traído.” O jornal espanhol fez a correção no seu site.
O silêncio das ruas
O Estado de S.Paulo
22 Outubro 2017 | 03h00
Um aparente paradoxo tem intrigado os institutos de pesquisa e uma parcela significativa da imprensa e da academia: o silêncio das ruas. Parece desconcertante, para este grupo, a ideia de que um presidente tão impopular como Michel Temer – cujo governo é avaliado como “bom” ou “ótimo” por apenas 5% dos brasileiros, de acordo com a mais recente pesquisa do instituto Datafolha – não se configure em um fator de mobilização social capaz de levar os cidadãos às ruas por sua destituição do cargo, como milhões o fizeram em 2013 e já em 2015, desta vez pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Alguém precisa defender Marisa do seu marido
Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa Letícia. De mulher exemplar, a ex-primeira dama foi transformada numa doidivanas que pagou em dinheiro vivo, durante quase cinco anos, os aluguéis do apartamento malcheiroso de São Bernardo, vizinho à cobertura da família Silva. Nessa versão, a mulher de Lula foi acomodada pela defesa do homem com quem viveu por 43 anos, ao lado de personagens como Aécio Neves, outro inconsequente que tem uma predileção pelas formas mais primitivas e inseguras de transferência de valores: os envelopes, as malas, as mochilas.
A esquerda radical está morta. A direita radical, não
Leonardo Padura Fuentes,de 61 anos, é o escritor cubano mais popular do mundo. Ele tem feito sucesso desde a década passada sem se valer dos chavões da literatura cubana típica, com seus operários, guerrilheiros e mulheres fatais. Padura, como é conhecido, é a negação da política. Não resta um único traço da Havana revolucionária em seus romances. Esse ex-jornalista cultural convertido em autor de best-sellers apresenta uma paisagem urbana decadente e enlameada no crime e na violência.
CPI acerta depoimento de ex-diretor da J&F e vai tentar usá-lo para expor o ministro Edson Fachin
Com quem andas? Relator da Lava Jato, Edson Fachin está na mira da CPI da JBS. O colegiado marcou para a próxima semana o depoimento do ex-diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud. Hoje delator, ele teria auxiliado Fachin a contatar parlamentares em 2015, quando o ministro foi submetido a uma sabatina no Senado para poder assumir a cadeira no STF. Integrantes da comissão já têm em mãos trecho do autogrampo de Joesley Batista em que ele e Saud citam o magistrado.
Votação na CCJ da Câmara se dá num dia em que conspiradores confessam suas ações criminosas
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 19/10/2017 - 7:47

A lógica elementar estaria a indicar que, depois das revelações estarrecedoras sobre a forma como se deu a delação de Joesley Batista, fosse arrefecer um tanto o ânimo do golpismo e, para empregar a palavra a que recorreu recentemente o presidente Michel Temer, da conspiração. Mas quê… Não deixa de ser curioso. Um conspirador é um compulsivo. O comer lhe assanha a fome. O beber lhe assanha a sede. Quem conspira está sempre a imaginar novas trapaças, novos truques, novas patranhas. Esta quarta, no entanto, foi um dia bastante eloquente na revelação das tramoias e desmandos que passaram a dar as cartas no Ministério Público Federal e na Procuradoria Geral da República sob o comando de Rodrigo Janot. Já chego lá.


