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Por que esquecemos a maioria dos livros que lemos e filmes a que assistimos

Julie Beck

As lembranças de Pamela Paul quanto a leituras são menos sobre as palavras e mais sobre a experiência. "Quase sempre me recordo de onde estava, e do livro em si. Lembro do objeto", diz Paul, editora da revista The New York Times Book Review e pessoa que pode ser facilmente definida como alguém que lê um monte de livros. "Recordo a edição; recordo a capa; usualmente recordo onde comprei o livro, ou de quem o ganhei. O que não recordo —e isso é terrível— é tudo mais".

Paul me contou, por exemplo, ter terminado recentemente de ler a biografia de Benjamin Franklin por Walter Isaacson. "Enquanto lia o livro, aprendi não tudo que se conhece sobre Ben Franklin, mas boa parte disso, e estava ciente da cronologia geral da revolução americana", ela diz. "Agora, dois dias mais tarde, eu provavelmente não conseguiria resumir a cronologia da revolução americana".

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A CORRIDA ESPACIAL PARA A LUA E MARTE

Estamos em tempos que a exploração espacial é algo muito empolgante. A NASA, empresas privadas e inúmeros países estão na corrida para colonização do espaço. Logo esperamos ser uma espécie multi planetária. Mas porque?

PORQUE GASTAR BILHÕES NO ESPAÇO? É NOSSA APÓLICE DE SEGUROS CONTRA EXTINÇÃO.

Foguete da SpaceX
Foguete da SpaceX http://www.spacex.com/media/all/image

Porque gastar bilhões no espaço enquanto há milhões morrendo de fome na Terra? Você já deve ter ouvido essa justificação. O programa espacial nos trás inovações e invenções novas e úteis. A exploração espacial nos dá perspectiva, inspiração e entendimento. Porque ela é a fronteira final. Porque ela está lá!

O que você não ouviu até hoje que não inspire um senso de urgência? Na verdade, a luta da NASA para defender a sua existência e os financiamentos, atestam o quão fraco essas justificativas soam para um público que se preocupa menos com espaço do que as necessidades aparentemente mais imediatas.

A exploração espacial de acordo com o fundador da SpaceX Elon Musk, é tão urgente quanto a pobreza ou uma doença, é nossa apólice de seguro contra extinção. Musk diz que um evento ao nível de extinção, em um flash existencial, faz nossos esforços para salvar a Terra irrelevantes.

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Missão Marte: a nova corrida espacial e a colonização do planeta vermelho

Por Pedro C. Chadarevian*

O recrudescimento da crise econômica global tem deixado em segundo plano os resultados das mais recentes missões espaciais em andamento no sistema solar. A importância e o impacto destas missões tocam, no entanto, em questões centrais tanto do ponto de vista da consolidação das potências hegemônicas atuais e futuras, como também sob a ótica das descobertas científicas que podem mudar completamente o nosso entendimento sobre a origem e desenvolvimento da vida em nosso planeta.

A colonização humana em outros planetas já foi um tema levado muito mais a sério algumas décadas atrás, quando as viagens à Lua saíram do campo da ficção científica para uma realidade quase banal. À época, no entanto, a ausência de atrativos econômicos e científicos em nosso satélite reduziu progressivamente as missões lunares até a sua paralisação nos anos noventa. O anúncio da existência de vida em Marte parece ser uma questão de tempo, e terá um efeito bombástico para uma nova era de missões espaciais, agora apoiada em altíssima tecnologia, o que fará parecer amadores os pioneiros astronautas do século XX.

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Opinião: NASA gasta bilhões irracionalmente

O jornalista russo e comentador Sergei Cherkasov divulgou o seu análise “especial”.

Buraco negro
© AFP 2018 / EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY - M. KORNMESSER
De acordo com o analise do estado atual da exploração do espaço por homem, publicado no portal russo de notícias e análise PolitRussia, o especialista começa por lembrar os tempos da corrida espacial durante a Guerra Fria entre os EUA e a Rússia, que pode ser descrita com as palavras “dinamismo” e “ritmo acelerado de exploração espacial”.

“Já ficou no passado o tempo quando os voos ao espaço foram o resultado de sobrecarga industrial, momentos ‘eureka’ do pensamento científico e o de salto tecnológico de duas superpotências”, notou.

Falando em geral sobre os países que estão presentes na imensidão do Universo, Cherkasov escreveu:

“Atualmente, o espaço não é um campo de jogo pelo prestígio global, ou mesmo o campo de combate (pelo menos, ainda não é), mas é o mercado. E o número dos jogadores que querem competir aumentou”.

O analista destacou especialmente os orçamentos que os jogadores têm e o modo de qual eles distribuem os seus recursos.

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‘Mil dias de tormenta’, de Bernardo Mello Franco, traz lufada de ar a ambiente político fétido

RIO - Perto de se aposentar como colunista político, o jornalista e escritor norte-americano William Safire (1929-2009) ofereceu aos leitores um conjunto de dicas para ajudá-los a interpretar criticamente a obra de seus iguais. Elencou uma dúzia de regras para orientar a leitura de colunas políticas, em texto publicado em 24 de janeiro de 2005, resumido poucos dias depois por Elio Gaspari na imprensa brasileira. A mais valiosa das dicas dizia que o leitor deveria se questionar sempre sobre qual fora a fonte do texto e a quem ele poderia beneficiar. Essa seria a baliza mais segura para sopesar os argumentos apresentados.

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População miserável vive esquecida pelo estado em favela nascida nas Olimpíadas

POR 

Enzo, de 5 anos, morador de uma das áreas mais carentes da Cidade de Deus, virou Batman pelas mãos do artista Jorge Gomes: projeto social melhora autoestima de crianças e oferece cursos profissionalizantes - Agência O Globo / Fabiano Rocha
RIO — Nas profundezas da Cidade de Deus, que tem um dos IDHs mais baixos do Rio, existe um lugar ainda mais esquecido pelas autoridades. A “favela da favela”, que surgiu no conjunto habitacional após a Olimpíada de 2016, é chamada pelos próprios moradores de brejo. Os vizinhos a conhecem como Guaranys, porque cresceu às margens da Estrada Comandante Guaranys. Diante de barracos de madeira tão precários que colocam em risco a vida de cerca de 2.500 pessoas que moram lá, de um altíssimo índice de desempregados e de muitas crianças fora da escola, a Defensoria entrou com uma ação civil pública e a Justiça determinou que fosse realizada uma perícia na localidade que sofre pela total falta de uma infraestrutura mínima.
 

Para evitar uma tragédia, a população da comunidade criou regras rígidas que inviabilizam até o uso de um simples chuveiro elétrico. Por serem frágeis e feitas com poucos recursos, as casas estão sujeitas a incêndios. Como aconteceu há uns dois anos, quando um curto-circuito numa das residências quase destruiu outras quatro e, por pouco, não transformou tudo em cinzas. Hoje, toda a área, que abrange as ruas do Céu, do Amor e da Portelinha, só recorre ao “gato” — ligação clandestina — para ter o básico: água e luz.

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