O berreiro do desmame
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina (Ueslei Marcelino/Reuters)
William Waack (publicado no Estadão) VEJA
A agenda liberal de Paulo Guedes chegou ao leitinho e, com ela, o vocabulário sobre a discussão tornou-se preciso, realista e fiel aos fatos. “O desmame não pode ser radical”, disse a ministra da Agricultura ao se referir a pretendidos cortes nos subsídios do crédito rural, anunciado pelo colega da Economia.
Nem o setor dos produtores de leite pode prescindir de tarifas de importação (diretas ou na forma de antidumping) para enfrentar competidores externos ─ Bolsonaro atendeu os produtores e disse no Twitter que o leitinho deles, em sentido metafórico, está garantido. Na mesma linha geral surge a tomada de decisão sobre o fim da isenção dada às contribuições previdenciárias dos produtores rurais que exportam.
Líderes da agropecuária apontam gargalos do setor no Estado

Lideranças do setor de agronegócio cearense dizem esperar da nova gestão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) "um olhar sensível para os gargalos enfrentados no Estado". Com visita marcada para esta sexta-feira (15) ao Ceará, a titular da Pasta, Tereza Cristina, deve ser apresentada às demandas locais, como a ampliação do quadro de fiscais do Mapa nos portos e no Aeroporto de Fortaleza, além de mais incentivos para impulsionar os produtores.
Na avaliação do novo subsecretário de Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Silvio Carlos Ribeiro, a oferta reduzida de fiscais é um dos grandes problemas enfrentados pelo Estado na hora de exportar a produção.
"Os produtos exportados, seja de origem vegetal ou animal, precisam de autorização dos fiscais para saírem do País. Mas faz tempo que não há concurso público para a função", lamenta. O subsecretário de Agronegócio da Sedet ressalta também que os fiscais são importantes no controle de pragas e doenças no Estado.
Quase 90% dos poços artesianos do Brasil são clandestinos, aponta estudo
A grande maioria dos mais de 2,5 milhões de poços artesianos do Brasil é clandestina e, por conta disso, está sujeita a contaminações e problemas sanitários e ambientais. É o que aponta um estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com o Centro de Pesquisa de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (USP), obtido pelo G1 e divulgado nesta quinta-feira (14).
O estudo destaca a importância da extração das águas subterrâneas no país e as consequências da falta de regularização e de acompanhamento desses poços, que são os grandes responsáveis pela captação subterrânea. Para ter uma ideia, o total de água extraída dos poços chega a 17.580 Mm³/ano, valor suficiente para abastecer toda a população brasileira durante um ano.
Além disso, caso toda a água subterrânea extraída fosse oferecida ao preço médio praticado pelos operadores de água, que era de R$ 3,36/m³ segundo o último levantamento nacional, de 2016, a receita total chegaria a R$ 59 bilhões por ano para os cofres públicos.
Brasileiro é o rei da gambiarra?
Fosse o Brasil cenário dos desastres naturais que assolam países desenvolvidos e sérios, das duas, uma: ou estaríamos em escombros ou já teríamos criado vergonha na cara e desistido de viver nos equilibrando por meio de gambiarras.
Não ficamos em pé por causa de chuvas, imagine se fôssemos castigados por terremotos, tsunamis, nevascas, furacões. Há tantas pontas soltas por aí que, toda vez que uma delas é puxada, cai uma ponte, se rompe uma barragem, pega fogo num alojamento, despenca a encosta de um morro. Comoção geral e dedos apontados para a fiscalização. Como se fosse apenas esse o problema.
Polícia desmonta quadrilha que vendia apartamentos do Minha Casa Minha Vida de forma ilegal em Jacarepaguá
A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (12), um homem e uma mulher suspeitos de participar de uma quadrilha que vendia de forma ilegal apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida, na colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O RJ2 mostrou que o grupo negociava apartamentos que já tinham donos. Ao todo, foram vendidos 53 imóveis de forma fraudulenta.
O golpe seguia sempre a mesma rotina. A quadrilha identificava apartamentos vazios na região e forjava os documentos necessários para a negociação. O imóvel era anunciado na internet e os interessados marcavam uma visita no local, como em qualquer outra operação legal.
Os compradores eram recebidos por membros da organização criminosa, que mostravam o imóvel e fechavam a venda, como se fossem corretores de fato. A venda era concluída com um pagamento a vista ou de forma parcelada.
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