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O desafio urgente da pobreza

Puxada pelos preços da comida, a inflação dos mais pobres está mais alta que a dos brasileiros de outras classes de renda. Não se trata só de números, mas de drama vivido no dia a dia. Quem ganha pouco usa uma parcela maior de seus ganhos para comer e para alimentar a família. Pouco sobra, quando sobra, para outras despesas, como saúde, habitação, vestuário e transporte. 

Quando se levam em conta esses dados, fica mais claro o desastre provocado pela crise econômica dos últimos anos. Segundo o Banco Mundial, entre 2014 e 2017 mais 7,3 milhões de brasileiros caíram na pobreza e passaram a viver com renda mensal de até US$ 5,50 por dia, algo equivalente, pelo câmbio atual, a cerca de R$ 635 por mês. Com a economia fraca e ainda travada por muitas incertezas, há pouca esperança de retorno em um ano ou dois ao nível de atividade, já baixo, de 2014. 

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Apesar de crise em articulação política, apoio à reforma cresce na Câmara

BRASÍLIA - Mesmo com o “apagão” da articulação política, o governo conseguiu ampliar nas últimas semanas o apoio na Câmara à reforma da Previdência. A dez dias de a proposta passar pelo seu primeiro teste – a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) –, o Placar da Previdência, feito pelo Estado, aponta que 198 deputados votariam a favor do texto no plenário. Desses, 69 afirmaram que dariam sim à reforma com o mesmo teor que foi enviado ao Congresso, e 129 condicionaram a aprovação a ajustes. 

 

O número representa um aumento em relação ao levantamento publicado no dia 21 de março, quando 180 deputados se mostraram dispostos a aprovar o texto, desde que fossem feitas mudanças, principalmente nas regras propostas para concessão de aposentadoria rural e do benefício assistencial pago a idosos de baixa renda (BPC). Para que as novas regras de concessão de aposentadoria e pensões comecem a valer, é preciso o aval de três quintos da Câmara (308 votos) e do Senado (49 votos), em dois turnos. 

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100 dias de barulho

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2019 | 05h00

 

E na quarta-feira o governo de Jair Bolsonaro completa 100 dias. Quem fizer o exercício de tentar listar os fatos mais marcantes corre o risco de encontrar mais “caneladas”, como gosta de dizer o presidente, que feitos concretos. 

As iniciativas virtuosas vieram dos dois ministros sobre os quais havia mais expectativas e de um que estava fora do radar, mas se destacou nos três primeiros meses. Paulo Guedes enviou a reforma da Previdência ao Congresso ainda em fevereiro. Sérgio Moro fez o mesmo com o pacote anticrime, no mesmo tempo. E o “ministro revelação” é Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, que já tem uma bela cartela de realizações para ajudar no balanço que Bolsonaro fará.

Os militares cumpriram o que se esperava deles: foram a voz da sensatez nas crises e nas controvérsias que tinham potencial de se tornar crises, mas sua ascendência sobre o presidente se mostrou menor do que se esperava: muitas vezes eles perderam a queda de braço para os filhos ou para a tal ala anti-establishment, capitaneada à distância e aos berros e palavrões por Olavo de Carvalho.

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Cadê fiscal que xeretou IR de Bolsonaro?

José Nêumanne / O ESTADO DE SP

06 de abril de 2019 | 13h20

 

Bolsonaro disse a jornalistas convidados para café que não nasceu para ser presidente, mas militar, agora é ex-militar e tem de desempenhar na Presidência como Nação espera dele. Foto: Eraldo Peres/AP

 

Eu denuncio infiltração por grupos políticos de órgãos como Receita e Polícia Federais desde a gestão Itamar Franco. Portanto, não me surpreendi com a notícia de que agentes delinquentes do Fisco xeretaram os dados sigilosos de Michelle e Jair Bolsonaro. O que me surpreende é que até agora nenhum deles foi denunciado publicamente e seus chefes continuam com a mesma lorota de sempre: que vai haver inquérito administrativo e coisa e tal. Alguém precisa contar ao presidente da República que ele é o chefe desses canalhas e que tem de exigir de seus ministros da Fazenda, Paulo Guedes, e da Justiça, Sérgio Moro, imediata identificação dos espertalhões, execração pública deles e de sua prática e não ficar esperando inquéritos corporativistas destes órgãos burocráticos, que ainda se dão ao luxo de fazer campanha contra projetos urgentes para a Nação, como o pacote anticrime e a reforma da Previdência. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Março de 2019 teve aporte em açudes três vezes maior do que em 2018

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Os 31 dias de março último garantiram aporte de 680 milhões de metros cúbicos de água aos reservatórios cearenses. No mesmo período de 2018, o aporte foi de 220 milhões de m³, três vezes menor. Os números são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh).

 

O volume pluviométrico para abastecimento dos açudes continua satisfatório. Os três primeiros dias de abril já somam um terço do volume no mesmo mês em 2018, quando somado aos reservatórios 1,14 bilhão de m³ de água.

Assim, o aporte em 2019 já é melhor do que os anos de 2012 a 2016. Os cálculos não incluem os açudes das transferências hídricas para a Região Metropolitana de Fortaleza (Curral Velho, Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião).

Apesar dos bons números, 85 açudes cearenses têm volume abaixo de 30%. Da capacidade de armazenamento (18,6 bilhões de m³ em 155 açudes), o volume operado atualmente representa 15,58%.

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Crise empurra 7,4 milhões de brasileiros para pobreza, segundo dados do Banco Mundial

Érica Fraga / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

A crise econômica dos últimos anos empurrou 7,4 milhões de brasileiros na pobreza entre 2014 e 2017, segundo cálculo feito pela Folha a partir de um documento divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Banco Mundial e da base de dados da instituição.

O acréscimo reflete um salto de 20,5% – de 36,5 milhões para quase 44 milhões – no número de pessoas vivendo com menos de US$ 5,5 (R$ 21,20) por dia. O valor representa a linha oficial da pobreza usada pelo organismo multilateral e é expresso em paridade do poder de compra (PPC), que reflete diferenças no custo de vida dos países. Com base na cotação atual entre o real e o dólar, seria o equivalente a cerca de R$ 637 por mês.

O Banco Mundial trabalha ainda com a definição dos que são considerados extremamente pobres, precisando sobreviver com menos de US$ 1,90 (R$ 7,30) - em PPC - por dia, aproximadamente R$ 220 mensais a preços de hoje.

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