A guerra do impeachment - ÉPOCA
>> Trecho da reportagem de capa da edição 930 de ÉPOCA
Surpreso com o rápido avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, há pouco mais de duas semanas, o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) aconselhou seu círculo mais chegado de deputados sobre como proceder na Câmara. “Deixem o Marun (Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul) comprar as brigas com o governo e fiquem calados, sem atrair atenção”, disse, em uma conversa em sua casa. “Na hora da votação, votem como quiserem.” Os presentes entenderam isso mais como orientação estratégica do que como mero conselho.
Filha de deputado do PP cotado para o Ministério da Saúde critica permanência do pai no governo

A deputada estadual Maria Victoria Barros (PP-PR) fez um discursoque surpreendeu a Assembleia Legislativa do Paraná, na última quarta-feira. Defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff, criticou o partido por permanecer na base e disse ainda que discordava da posição do pai, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), de manter-se (até o momento) contra a saída da presidente. O parlamentar, que também é tesoureiro do PP, é cotado para assumir o Ministério da Saúde caso o impedimento da presidente Dilma seja barrado no Congresso. A pasta detém o maior orçamento da União, de R$ 88 bilhões, e é comandada, hoje, pelo peemedebista Marcelo Castro. Depois do rompimento com o PMDB, o governo leiloa cargos em troca de votos para barrar o impeachment. Em conversa com ÉPOCA, Maria Victoria explicou as críticas.
>> Em reunião, tucanos devem divergir sobre participação em eventual governo Temer
O PP se comprometeu a ajudar o governo a barrar o impeachment. Você concorda?
Maria Victoria Barros - A decisão do partido é continuar na base até o julgamento em plenário. Mas aqui no estado do Paraná, a visão dos membros é diferente. Sou presidente municipal do partido em Curitiba, conversei com os pré-candidatos a vereador e com membros do estado todo e a decisão é de que não apoiaremos isso. Foi uma decisão prudente baseada no simples fato de a presidente não ter mais a menor condição de governar. A crise econômica é severa, não há perspectiva de retomada, 10 milhões de empregos foram tirados da população e eu, como jovem, tenho o dever de apelar para que haja mudança. E que essa mudança ajude a reverter as expectativas para que o país possa sair da crise.
Seu pai (o deputado federal Ricardo Barros) é uma das lideranças do partido e é cotado para assumir o Ministério da Saúde em troca de apoio ao governo. O que você acha disso?
Maria Victoria - Acho que as pessoas de uma mesma família podem pensar diferente. Acima de ser filha do meu pai, tenho pensamento próprio e represento as pessoas que me elegeram. E essas pessoas estão pedindo, implorando por uma mudança de governo, porque não tem mais cabimento continuar. E eu compartilho dessa visão. Ela condiz com o que eu penso.
Prometeram 40 votos do PP, não terão nem 12’
Filiado ao PP, um dos partidos que trocam cargos e verbas por votos no balcão do impeachment, o deputado gaúcho Jerônimo Goergen insinuou que Dilma Rousseff compra gato por lebre. Favorável ao impedimento da presidente, Goergen é um dos 32 filiados do PP investigados na Lava Jato. Discursou na comissão especial da Câmara na madrugada deste sábado (9). A certa altura, discorreu sobre o comportamento que os 46 deputados federais do PP devem exibir no plenário:
Comissão do impeachment forma maioria contra Dilma

BRASÍLIA — A comissão do impeachment já tem maioria formada contra a presidente Dilma Rousseff. Os deputados Jhonatan de Jesus (PRB-RR) e Tadeu Alencar (PSB-PE) declararam ao GLOBO, nesta sexta-feira, voto favorável ao afastamento. Segundo levantamento, o número de deputados da comissão a favor chega a 34, enquanto 20 declararam ser contra. Onze parlamentares estão indecisos. A comissão tem 65 membros titulares. A votação está marcada para a próxima segunda-feira, dia 11 de abril.
As surpresas de Cunha - FOLHA DE SP
Perderá a conta e a paciência quem se dispuser a elaborar um inventário de todas as manobras e escapadas que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protagonizou nos últimos tempos. Deixem-se de lado os tortuosos movimentos do peemedebista e seus prepostos no Conselho de Ética, que há muito deveria ter encaminhado a cassação de seu mandato.
Estatístico prevê 72% de votos favoráveis a impeachment de Dilma
Se a votação na Câmara fosse hoje, o impeachment da presidente Dilma teria a aprovação de 72% dos deputados, indica análise estatística do professor de economia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Regis Ely. Para que o processo seja aprovado, são necessários votos de 342 parlamentares, ou 67% do total.
Deputados trocam acusações em sessão de mais de 10 horas de duração
A sessão, que começou por volta das 15h30 dessa sexta-feira, 8, é marcada por calmaria no geral, salvo algumas rápidas discussões que ocorreram. Deputados pró e contrários ao impeachment se revezam em suas falas. Até 1h30 deste sábado, 37 dos 116 deputados inscritos já discursaram. A expectativa era de que a sessão fosse até 4 horas deste sábado, mesmo que todos os inscritos não conseguissem falar, mas o presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), já admitiu que poderá estendê-la até 7 horas.
Profissionais de Comunicação da AL comemoram Dia do Jornalista
Senado aprova penas mais rigorosas para infrações do Código de Trânsito

O plenário do Senado aprovou hoje (7) a Medida Provisória 699/2015 que aumenta a punição para quem utilizar veículos para bloquear vias públicas. O texto, transformado no projeto de lei de conversão (PLV 4/2016), inclui pedestres entre os que podem ser punidos. A proposta, que agora só depende da sanção da presidenta Dilma Rousseff, também traz uma série de novidades no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Sessão da Câmara no sábado e domingo não será inovação do impeachment
Deputados do PT têm dito que fugiria completamente da normalidade e que, nunca antes na história da Câmara, sessões foram realizadas no sábado e no domingo. É verdade que sessões no fim de semana são uma raridade, mas, caso a votação do impeachment aconteça no sábado e domingo, não será uma inovação. Em 1991 a Câmara trabalhou no sábado e no domingo, mais precisamente nos dias 14 e 15 de dezembro. Nas sessões, pedidos de verificação de quórum foram feitos e havia número regimental para deliberações, tendo havido até mesmo a apreciação de matérias. VEJA




