Justiça determina que Hospital das Clínicas atenda a qualquer paciente que procure o pronto-socorro
A Justiça de São Paulo determinou que o Hospital das Clínicas, na Zona Oeste, atenda todos os pacientes que procurarem o pronto-socorro. O desembargador acatou pedido do Ministério Público que denunciou que o hospital só atendia pacientes levados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
Em nota, o Hospital das Clínicas informou que não foi notificado sobre a determinação judicial de atender de portas abertas e, que desde o ano de 2013 é uma emergência referenciada para atendimento de casos graves, com risco de morte, levados ao pronto-socorro por ambulâncias, resgate ou pelo helicóptero Águia da Policia Militar.
Um dos casos é o de Stefanni de Marcos que esperava deitada em um banco de concreto por atendimento havia cerca de 4 horas. Segundo a irmã Jennifer, que a acompanhava, os médicos se recusaram a fazer o atendimento porque a paciente não havia chegado de ambulância.
“Eles falaram que não podia atender por ela não chegar de ambulância. Ela poderia ser atendida só se viesse de helicóptero ou ambulância. A polícia não pode resolver pra mim. Liguei no Samu e fui informada que tem que esperar ter uma ambulância disponível. Ela já foi internada aqui, está com um cateter, vomitando sangue e eles não podem atender. Não podem fazer nada”, afirma Jennifer.
Ela informa que a única orientação que recebeu de um funcionário, na porta do hospital, foi para levar a irmã para o pronto-socorro da Lapa. O HC informou que vai analisar o ocorrido e reforçar a orientação para os funcionários. PORTAL G1
Não menti nem fui coagido a incriminar Lula, diz empreiteiro da OAS
O empreiteiro Léo Pinheiro, ex-executivo da construtora OAS, decidiu quebrar o silêncio à imprensa pela primeira vez desde que foi preso.
Em carta enviada com exclusividade à Folha, a testemunha-chave para a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP) reafirma as acusações que fez contra o petista, diz que todas foram endossadas por provas e rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.
"Afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal", diz.
"A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros", completa o ex-executivo da OAS.
Pinheiro diz ainda que seu "compromisso com a verdade é irrestrito e total". Por isso, a elucidação de "fatos ilícitos que eu pratiquei ou que tenha tomado conhecimento é sempre respaldada com provas suficientes e firmes dos acontecimentos. Trata-se de um caminho sem volta".
"Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma", afirma. "A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos."
Criminosos alugam guindastes para furtar caixas d'água no Rio
03 de julho de 2019 | 20h32
RIO - Um grupo de criminosos alugou dois guindastes para tentar furtar três caixas d’água que abastecem cerca de 30 edifícios de um condomínio do Minha Casa Minha Vida em Triagem, na zona norte do Rio, na tarde desta quarta-feira, 3.
Um helicóptero da TV Globo flagrou o momento em que, com maçaricos, dois criminosos tentavam cortar a estrutura pela metade. Quando percebeu que estava sendo filmado, a dupla afirmou aos operadores dos guindastes que interromperia o serviço para almoçar e foi embora.
Bolsonaro diz que 'política mudou', rejeita pacto e cobra 'exemplo' dos Poderes
03 de julho de 2019 | 14h15
BRASÍLIA E SÃO PAULO - Sem conseguir fechar acordo com o Congresso e após sofrer uma série de derrotas, o presidente Jair Bolsonaro decidiu enterrar de uma vez por todas o “Pacto pelo Brasil”. Trinta e seis dias após a reunião entre ele e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o protocolo de intenções que sugeria a união entre os Poderes para o surgimento de “um novo tempo” nunca chegou a sair do papel e acabou escancarando divergências.
Ao participar nesta quarta-feira, 3, em São Paulo, da cerimônia do Exército que marcou a troca de chefia no Comando Militar do Sudeste, Bolsonaro afirmou que “a política mudou” e deu novas estocadas na direção do Congresso. “Nós não precisamos de pacto assinado no papel. O pacto que nós precisamos, com o Poder Legislativo e com o Poder Executivo, é o nosso exemplo de votarmos matérias, de apresentarmos proposições que fujam do populismo”, disse ele.




