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Justiça determina que Hospital das Clínicas atenda a qualquer paciente que procure o pronto-socorro

A Justiça de São Paulo determinou que o Hospital das Clínicas, na Zona Oeste, atenda todos os pacientes que procurarem o pronto-socorro. O desembargador acatou pedido do Ministério Público que denunciou que o hospital só atendia pacientes levados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Em nota, o Hospital das Clínicas informou que não foi notificado sobre a determinação judicial de atender de portas abertas e, que desde o ano de 2013 é uma emergência referenciada para atendimento de casos graves, com risco de morte, levados ao pronto-socorro por ambulâncias, resgate ou pelo helicóptero Águia da Policia Militar.

Um dos casos é o de Stefanni de Marcos que esperava deitada em um banco de concreto por atendimento havia cerca de 4 horas. Segundo a irmã Jennifer, que a acompanhava, os médicos se recusaram a fazer o atendimento porque a paciente não havia chegado de ambulância.

“Eles falaram que não podia atender por ela não chegar de ambulância. Ela poderia ser atendida só se viesse de helicóptero ou ambulância. A polícia não pode resolver pra mim. Liguei no Samu e fui informada que tem que esperar ter uma ambulância disponível. Ela já foi internada aqui, está com um cateter, vomitando sangue e eles não podem atender. Não podem fazer nada”, afirma Jennifer.

Ela informa que a única orientação que recebeu de um funcionário, na porta do hospital, foi para levar a irmã para o pronto-socorro da Lapa. O HC informou que vai analisar o ocorrido e reforçar a orientação para os funcionários. PORTAL G1

Juízes assinam manifesto de apoio a Sergio Moro

Frederico Vasconcelos / FOLHA DE SP

O Grupo Palavra de Juiz, formado por mais de 2.000 magistrados que discutem em rede temas sobre o Judiciário, distribuiu abaixo assinado em apoio ao ex-juiz federal e ministro da Justiça Sergio Moro.

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Eis a íntegra da manifestação:

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Juízes participantes do “PALAVRA DE JUIZ”, abaixo assinados, bem como outros colegas juízes de direito dos mais diversos ramos da Justiça brasileira, vêm manifestar seu irrestrito apoio ao ex-colega Sergio Moro e à “Lava-Jato”.

Assim é, porque o grupo foi criado e sempre primou pela ideia de combate ao crime e de Justiça na sua forma mais elementar, comum a qualquer magistrado vocacionado.

Dentro desse escopo primordial, não podem compactuar com quem quer que seja, mesmo que sejam também juízes, felizmente uma minoria, que ataque publicamente o ex-colega que teve inédito sucesso, mesmo se considerado o trabalho em termos mundiais, levando poderosos à cadeia para pagar por seus crimes (verdadeiros ataques massivos que fizeram aos cofres públicos e ao próprio futuro da nação, segundo os processos então de sua responsabilidade).

Digno de nota que o mencionado muito fez, pois sabe-se o trabalho demandado para julgar as causas que lhe foram submetidas, sendo confirmadas suas sentenças, integral ou parcialmente, como o comum, sejam condenatórias, sejam absolutórias. 

Recentemente virou alvo de virulento ataque pelos detentores do poder do dinheiro desviado da nação e por criminosos através de invasões ilegais de seu sigilo telemático e, talvez, até falsificações de dados, bem como por divulgação de tudo isso, com fim indisfarçável. 

Daí essa moção de apoio irrestrito.

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Oposição vai ao Ministério Público para blindar jornalista do The Intercept

Painel / FOLHA DE SP

Vai ter luta Em reposta à investida da Polícia Federal contra Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, partidos de oposição preparam representação à Procuradoria-Geral da República. Na peça, vão pedir que o órgão “garanta a liberdade de imprensa” e evite que jornalista seja “vítima de abuso de autoridade”, diz Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Vai ter luta 2 O texto é assinado por PDT, PSOL, PT, PC do B e PSB e deve ser protocolado na quinta (4). Os partidos não descartam outras medidas para tentar blindar o jornalista. Uma opção em estudo é o ingresso de ação no STF.

Não menti nem fui coagido a incriminar Lula, diz empreiteiro da OAS

Mônica Bergamo / folha de sp
SÃO PAULO

O empreiteiro Léo Pinheiro, ex-executivo da construtora OAS, decidiu quebrar o silêncio à imprensa pela primeira vez desde que foi preso.

Em carta enviada com exclusividade à Folha, a testemunha-chave para a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP) reafirma as acusações que fez contra o petista, diz que todas foram endossadas por provas e rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.

"Afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal", diz. 

"A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros", completa o ex-executivo da OAS.

Pinheiro diz ainda que seu "compromisso com a verdade é irrestrito e total". Por isso, a elucidação de "fatos ilícitos que eu pratiquei ou que tenha tomado conhecimento é sempre respaldada com provas suficientes e firmes dos acontecimentos. Trata-se de um caminho sem volta".

"Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma", afirma. "A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos." 

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Criminosos alugam guindastes para furtar caixas d'água no Rio

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 20h32

RIO - Um grupo de criminosos alugou dois guindastes para tentar furtar três caixas d’água que abastecem cerca de 30 edifícios de um condomínio do Minha Casa Minha Vida em Triagem, na zona norte do Rio, na tarde desta quarta-feira, 3. 

Um helicóptero da TV Globo flagrou o momento em que, com maçaricos, dois criminosos tentavam cortar a estrutura pela metade. Quando percebeu que estava sendo filmado, a dupla afirmou aos operadores dos guindastes que interromperia o serviço para almoçar e foi embora.

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Na 25ª DP (Engenho Novo), dono e funcionários da empresa Transforça, que alugou os guindastes, afirmaram que foram contratados de forma regular Foto: Reprodução/Google Street View

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Bolsonaro diz que 'política mudou', rejeita pacto e cobra 'exemplo' dos Poderes

Vera Rosa e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 14h15

BRASÍLIA E SÃO PAULO - Sem conseguir fechar acordo com o Congresso e após sofrer uma série de derrotas, o presidente Jair Bolsonaro decidiu enterrar de uma vez por todas o “Pacto pelo Brasil”. Trinta e seis dias após a reunião entre ele e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o protocolo de intenções que sugeria a união entre os Poderes para o surgimento de “um novo tempo” nunca chegou a sair do papel e acabou escancarando divergências.

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O presidente Jair Bolsonaro em solenidade no Comando Militar do Sudeste em São Paulo  Foto: Werther Santana/Estadão

Ao participar nesta quarta-feira, 3, em São Paulo, da cerimônia do Exército que marcou a troca de chefia no Comando Militar do Sudeste, Bolsonaro afirmou que “a política mudou” e deu novas estocadas na direção do Congresso. “Nós não precisamos de pacto assinado no papel. O pacto que nós precisamos, com o Poder Legislativo e com o Poder Executivo, é o nosso exemplo de votarmos matérias, de apresentarmos proposições que fujam do populismo”, disse ele.

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