11% dos trabalhadores que cursaram faculdade ganham até 1 salário mínimo
13 de outubro de 2019 | 05h00
Faz tempo que o diploma universitário não garante um salário mais alto no futuro. Desde a recessão, que tirou milhões de brasileiros de seus empregos e corroeu a renda das famílias, porém, só aumenta o número de trabalhadores que cursaram faculdade, mas tiveram de aceitar funções que pagavam, no máximo, um salário mínimo.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, colhidos pela consultoria IDados, apontam que 11% dos trabalhadores formais e informais que cursaram faculdade ganhavam até um salário mínimo (R$ 998) no segundo trimestre. É o maior patamar desde que a pesquisa começou, em 2012.
Não há ilegalidade na seleção das conversas de Lula com autoridades, diz PGR
Não há ilegalidade no envio à Corte de apenas parte das conversas interceptadas entre o ex-presidente Lula e outras autoridades, algumas com foro privilegiado. A declaração é do vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Andrada, em manifestação enviada nesta quinta-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal.

Fotos Públicas
A manifestação se dá no âmbito da ação em que a defesa do petista pede a anulação de todos os atos processuais baseados nas interceptações autorizadas pelo então juiz Sergio Moro.
O agora ministro de Bolsonaro chegou a levantar o sigilo das gravações e a publicação das conversas é apontada, pela defesa, como um dos motivos pelo qual o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff teve apoio popular.
Segundo o vice-procurador-geral, a Polícia Federal, ao avaliar as conversas, só juntou ao processo o que tinha relevância para as investigações.
"As instâncias inferiores só enviam conversas de autoridade com foro ao Supremo se houver indício de crime e que, por isso, nem tudo foi remetido ao STF. Além disso, a seleção de conversas interceptadas é ato 'corriqueiro' por parte dos investigadores", disse.
Sínodo da Amazônia é criticado em evento conservador
12 de outubro de 2019 | 14h53
O CPAC Brasil, congresso conservador realizado no País pela primeira vez, foi palco neste sábado, 12, de críticas ao Sínodo da Amazônia, que ocorre no Vaticano por determinação do Papa Francisco. Aplaudido de pé por militantes de direita presentes no evento, Dom Bertrand de Orleans e Bragança discursou contra a esquerda católica na figura de Dom Cláudio Hummes, um dos cardeais mais próximos ao papa, a quem classificou como "amigo pessoal do ex- presidente Lula." Para Bertrand, é hora de reagir contra a Teoria da Libertação e a "seita vermelha" que existe na Igreja. "É uma tirania isso."
Elogiado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que promoveu o evento e acompanhou todas as palestras, Dom Bertrand afirmou que o PT nasceu com Cláudio Hummes, o mesmo que agora, segundo ele, coloca a soberania nacional em risco ao dizer que a vida na Amazônia nunca esteve tão ameaçada. "É a mais grave ameaça recente à nossa soberania", disse.
Para Bertrand, a floresta amazônica está preservada e não houve genocídio de índios no Brasil. "Os índios, aliás, não querem mais viver como em um zoológico." E já têm 10% do território nacional. "É uma barbaridade."
'Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente', diz Bolsonaro sobre óleo no Nordeste
RIO — O presidente Jair Bolsonaro rebateu no Twitter as críticas de que o governo demorou a reagir ao vazamento de óleo que já chegou a mais de 150 praias do Nordeste . Segundo o presidente, desde 2 de setembro o governo estaria atrás dos responsáveis pelo derramamento de petróleo na região.
No mesmo post deste sábado, Bolsonaro ironizou a atuação das Organizações das Nações Unidas ( ONU ) e de ONGs ligadas ao meio ambiente.
"Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente", escreveu o presidente.
Seca no Chile: animais morrem de fome em meio à pior crise de água em 50 anos
Um barco abandonado na lagoa Aculeo, cerca de 70 km ao sul de Santiago. Este local, que durante décadas foi uma importante atração turística, hoje é um símbolo da seca chilena — Foto: Getty Images/ BBC
"Os animais estão morrendo de fome, de desnutrição. Também não podemos cultivar nada porque não há água para irrigar. Estamos em um ponto crítico, não aguentamos mais."
A fala é de Aldo Norman, um agricultor de 33 anos que dedicou toda a sua vida à agricultura e à criação de gados. Seu amado vale de Colliguay, na região de Valparaíso, no Chile, costumava ser um local verde, com flora e árvores nativas, como o quillay (típica do Chile).
Hoje, porém, nada disso é visto nas redondezas de sua casa. Em vez de grama, há terra e os poucos arbustos parecem a ponto de cair.
"Isso é sério porque está afetando o modo de vida das pessoas, não podemos mais produzir ou alimentar nossos animais", acrescenta.
A triste realidade que Aldo Norman enfrenta não está isolada. O mesmo está acontecendo com famílias em sete regiões do Chile, do norte do deserto do Atacama até a região de Ñuble, no centro-sul do país.
A razão? A seca intensa que atinge o país sul-americano e que se arrasta há pelo menos dez anos.
Em 2019, no entanto, o problema ficou mais grave.
A capital do país, Santiago, por exemplo, teve apenas 81 milímetros de chuvas neste ano, de acordo com a Direção Meteorológica do Chile. Enquanto isso, Valparaíso, segunda cidade mais importante do Chile, teve apenas 82 mm de precipitações – a média histórica é de 397 mm.
Turma do Supremo cogita lavar ficha suja de Lula...
Em entrevista à BBC, o ministro Gilmar Mendes declarou que a eventual anulação da sentença do caso do tríplex do Guarujá pode atrasar o relógio dos processos em que Lula foi condenado à fase anterior à aceitação das denúncias. O que o ministro afirmou, com outras palavras, foi mais ou menos o seguinte: o Supremo Tribunal Federal cogita cometer a temeridade de lavar a ficha suja de Lula, restaurando seus direitos políticos e devolvendo-lhe a condição de disputar novamente a Presidência da República em 2022.
Caberá à Segunda Turma do Supremo decidir, até o final de novembro, se Sergio Moro foi ou não parcial ao condenar Lula. A decisão está nas mãos do ministro Celso de Mello. A previsão no Supremo é que Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votarão a favor de Lula. Cármen Lúcia e Edson Fachin já votaram contra. Imagina-se no Supremo que Celso de Mello pode desempatar a favor de Lula. E a sentença do caso do tríplex seria anulada. Os processos sobre sítio de Atibaia e sobre o Instituto Lula subiriam no telhado.
É preciso ser claro: o que está em jogo é a anulação não de uma sentença de Moro, mas um veredicto confirmado por desembargadores no TRF-4 e por ministros no Superior Tribunal de Justiça, o STJ. O pretexto para a anulação são mensagens roubadas de celulares que contém diálogos inadequados entre o então juiz Sergio Moro e procuradores como Deltan Dallagnol. Mas não há nas mensagens nenhum vestígio de fabricação de provas.
Estamos falando de Lula. Abstraindo as condenações que agora se cogita anular, é preciso lembrar que foi com o beneplácito de Lula que o PT tornou-se a máquina coletora de propinas que converteu o Brasil numa cleptocracia que envergonha o país. Foi com o apoio de Lula que Dilma mergulhou o país na pior recessão de sua história. É esse personagem cuja ficha o Supremo deseja lavar valendo-se de pretextos precários.


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