Chove em mais de 100 municípios cearenses; Granja registra 99 mm
Voltou a chover com intensidade no Ceará após três dias de baixos volumes pluviométricos. Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), nas últimas 24 horas, mais de 100 cidades foram banhadas pelas chuvas.
A maior precipitação foi registrada no município de Granja (99 milímetros), seguido por Barroquinha (56 mm), Uruoca (52.4 mm) e Barro (52.2 mm). Todas as regiões tiveram registros pluviométricos, com destaque para o Litoral Norte do Estado.
Até ontem, ainda de acordo com o órgão meteorológico, o volume médio observado no Ceará era de 81.3 milímetros, o que representa quase 90% das chuvas esperada para todo o mês de janeiro. A tendência é de que este mês fique entre os mais chuvosos da última década.
Em Fortaleza, três postos pluviométricos tiveram medição de chuva. No bairro Água Fria, choveu 25 milímetros. No Castelão, foi verificado volume de 19.8 mm e, no Pici, choveu o equivalente a 10.6 milímetros, de acordo com dados da Funceme.
Para amanhã, a previsão é de nebulosidade variável em todas as regiões com possibilidade de chuva na faixa litorânea, no Maciço de Baturité e no sul. Na sexta, dia 17, o prognóstico é de predomínio de nebulosidade variável em todas as regiões com eventos de chuva na faixa litorânea, no Maciço de Baturité, na Ibiapaba e no Sertão Central. No Sul e na região Jaguaribana, há possibilidade de chuva.
10 maiores chuvas por posto no dia:
- Granja (Posto: Granja) : 99.0 mm
- Barroquinha (Posto: Barroquinha) : 56.0 mm
- Granja (Posto: Adrianopolis) : 53.0 mm
- Uruoca (Posto: Paracua) : 52.4 mm
- Barro (Posto: Brejinho) : 52.2 mm
- Uruoca (Posto: Campanario) : 46.0 mm
- Senador Sá (Posto: Senador Sa) : 41.0 mm
- Martinópole (Posto: Martinopole) : 41.0 mm
- Caririaçu (Posto: Vila Feitosa) : 40.0 mm
- Lavras Da Mangabeira (Posto: Iborepi) : 40.0 mm COM DIARIONORDESTE
Trocas de emails e notas fiscais mostram doações da gestora do DPVAT a agentes públicos
Emails e notas fiscais que também foram analisadas pela auditoria da KPMG mostraram que a Seguradora Líder atendia pedidos e fazias doações a políticos de diferentes partidos ou pessoas ligadas a eles.
O relatório aponta, por exemplo, uma doação para Andrea Neves, irmã do deputado Aécio Neves (PSDB-MG), quando ele era governador de Minas Gerais.
Andrea assina um recibo referente a uma doação de R$ 500 mil que a Líder fez ao Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais), que na época era presidido por ela.
A auditoria destaca que não recebeu do Servas a prestação de contas dos comprovantes relativos ao destino dessa verba doada pela Líder.
Um outro email mostrou relacionamento próximo entre a Seguradora Líder e o deputado federal Hugo Leal Melo da Silva (PSB-RJ), inclusive com custeio de despesas para o parlamentar.
Em 2012, a Líder comprou 300 camisetas, por R$ 3.780, para uma reunião em Brasília. Em um email, uma funcionária da seguradora detalha o pagamento como "mais um" pedido atendido do político.
O deputado também era membro da CPI do DPVAT e participou da audiência que ouviu o então presidente da Líder, Ricardo Xavier.
Em outra solicitação, para desenvolvimento de um site da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, presidida por Hugo Leal da Silva, dirigentes da seguradora discutem como abater de outros projetos os R$ 29 mil mensais solicitados.
O ex-deputado Fernando Francischini, então do SD-PR e hoje filiado ao PSL, também é mencionado no relatório. Ele era suplente do seu então partido na CPI do DPVAT.
A auditoria identificou trocas de mensagens entre os administradores da Líder. Em uma delas, o então presidente da seguradora, Ricardo Xavier, sugere datas para uma reunião com o escritório Kfouri & Gorski e diz: “Devemos recebê-los para conhecimento, a esposa do deputado federal Fernando Francischini é sócia e ele falou comigo”
A KPMG afirma, no entanto, que a participação da mulher de Francischini não foi identificada.
O escritório Kfouri & Gorski também é relacionado pela KPMG na subcontratação do escritório Mendonça & Gonçalves, que recebeu cerca de R$ 34 milhões de 2010 a 2017.
Em seu relatório final, de quase 1.000 páginas, a consultoria destaca ter identificado que a relação da Líder com vários agentes públicos não atendeu boas práticas corporativas e apresentava “risco de sanções por descumprimento à lei anticorrupção”.
Folha desconhece a lei, mente e faz mau jornalismo, diz Secom
A Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República) divulgou nota afirmando que a Folha mente, faz mau jornalismo e ignora a lei em reportagem sobre o chefe do órgão, Fabio Wajngarten.
A Folha revelou nesta quarta-feira (15) que Wajngarten recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio, a FW Comunicação, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro.
"O texto publicado é mais um exemplo do mau jornalismo praticado nos dias de hoje pela Folha de S.Paulo, que não se conforma com o sucesso do governo Bolsonaro", diz a nota da Secom.
A secretaria é a responsável pela distribuição da verba de propaganda do Planalto e também por ditar as regras para as contas dos demais órgãos federais. No ano passado, gastou R$ 197 milhões em campanhas.
Na nota, a Secom cita a lei 8.112, de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos da União. Ela determina que ocupantes de cargos públicos devem se afastar da administração de empresas das quais sejam sócios, ou seja, não podem participar de sua gestão.
Dias antes de assumir o cargo no Palácio do Planalto, Wajngarten deixou essa função, nomeando outro gestor na FW Comunicação, como registra a reportagem da Folha. Mas manteve-se como o principal cotista da empresa.
A nota da Secom ignora a Lei de Conflito de Interesses (12.813/2013). Ela proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. Além de conflito de interesses, a prática pode configurar ato de improbidade administrativa, se demonstrado o benefício indevido. Entre as penalidades previstas, está a demissão do agente público.
Em 2019, a Bandeirantes, por exemplo, pagou R$ 9.046 por mês (R$ 109 mil no ano) à empresa do chefe da secretaria por consultorias diversas. O valor mensal corresponde à metade do salário de Wajngarten no governo (R$ 17,3 mil).
Wajngarten confirmou à Folha ter hoje negócios com a Bandeirantes e a Record. Ele não informou os valores, justificando que os contratos têm cláusulas de confidencialidade.
Além das emissoras, a FW faz checking para três agências responsáveis pela publicidade da Caixa Econômica Federal.
Trata-se da Artplan, da Nova/SB e da Propeg. O valor é de R$ 4.500 mensais, segundo confirmou a Propeg. As três atendem outros órgãos do governo. Em agosto do ano passado, o próprio Wajngarten assinou termo aditivo e prorrogou por mais 12 meses o contrato da Artplan com a Secom, de R$ 127,3 milhões.
Leia a íntegra da nota da Secom:
'Não se calem', diz PM criticado por beijo gay durante formatura no DF
Beijo gay em formatura de PMs causa polêmica no DF — Foto: Arquivo pessoal
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal criticado após publicar uma foto de beijo gay durante a formatura na corporação se manifestou sobre o caso nesta terça-feira (14). Proibido pela PM de dar entrevistas, ele postou em uma rede social:
"Mesmo que eu esteja 'calado', não se calem."
- 'Ele tem medo de como vai ser recebido', diz namorado de PM que postou beijo gay
-
A polêmica começou no último sábado (11), após a divulgação de fotos que mostravam beijos gays entre o soldado e o namorado, ao lado de uma cabo e a companheira, durante a cerimônia de formatura. A repercussão cresceu depois que um tenente-coronel da reserva divulgou em grupos de colegas um áudio criticando as imagens.
Gravidez não planejada: uma epidemia silenciosa

No Brasil nascem anualmente cerca de 3 milhões de crianças. Embora não apresente um problema de natureza demográfica, o país padece de uma epidemia silenciosa, chamada gravidez não planejada. É estimado que 52% das gravidezes não são planejadas e, entre adolescentes, a taxa chega a 62%.
A melhor forma de se evitar gravidez não planejada é usando contraceptivos de alta eficácia e longa duração, como os dispositivos intrauterinos (DIUs) e os implantes. Estes métodos apresentam taxas de insucesso inferiores a 1%, enquanto outros mais utilizados, como pílula, injetáveis ou preservativos, de 8% a 12%. O uso de DIU entre mulheres de 15 a 49 anos gira em torno de 2%, quando sabemos que 75% são dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa baixa taxa de uso contribui para altas taxas de gravidez não planejada e consequente morbidade e mortalidade materna.
O DIU é pouco usado porque os médicos não o colocam. Embora esteja entre os contraceptivos disponibilizados pelo SUS, muitas vezes não está disponível, ou ultrapassa seu prazo de validade. Muitas vezes, também, os médicos não foram capacitados para a inserção ou pertencem a programas que não estabelecem sistemas de atenção em caso de complicações.
Em dezembro último, o Ministério da Saúde emitiu a nota técnica nº 38, que proíbe os enfermeiros de inserir DIU no âmbito da atenção básica e maternidades. A nota revoga autorização prévia, mas não apresenta qualquer embasamento ou argumento científico esclarecedor.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) apoiou a decisão, e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) também se posicionou de forma contrária à determinação anterior do ministério que autorizava a inserção de DIU por enfermeiros capacitados.
O CFM declarou que “(...) a tentativa de invasão de outros profissionais da medicina estaria causando inúmeros problemas à saúde dos brasileiros e investe contra o desrespeito à Lei do Ato Médico”.
O fato incrível é que o ministério se apoie na Lei do Ato Médico, que estabelece ser atividade privativa do médico a realização de procedimentos caracterizados pela invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos. A Febrasgo indica que a colocação do DIU é um ato “complexo, que atinge o interior do útero”.
Se a Lei do Ato Médico veda a não médicos a “invasão dos orifícios naturais do corpo”, a pergunta que se impõe é porque os enfermeiros estão autorizados a passar sonda vesical ou nasoenteral, fazer punção venosa e realizar toque vaginal durante o trabalho de parto? Porque são atividades que os enfermeiros podem realizar, por estarem habilitados e capacitados para fazê-lo.
Quais seriam os problemas decorrentes se os enfermeiros inserissem DIUs? Talvez afetar os limites de mercados de atuação das duas categorias de profissionais de saúde. Os enfermeiros autorizados viriam certamente aliviar a carga de trabalho de muitos médicos no setor público, que poderiam liberar parte de suas agendas e melhorar o atendimento ao combalido sistema de atenção aos doentes do Brasil.
Não existe qualquer evidência científica para proibir enfermeiros de inserirem DIUs. É uma prática simples, maiormente isenta de qualquer complicação em muitos países. Na Unicamp, inclusive, enfermeiras têm colocado DIU com enorme aceitação e sucesso, há mais de 40 anos, sem complicações e em números superiores aos dos médicos.
Auditoria vê indício de ligação entre PSL e gestora do DPVAT
A auditoria da KPMG nas contas da Seguradora Líder, responsável pela gestão do seguro DPVAT, traz conversas de Whatsapp, trocas de emails e recibos de pagamentos que mostram a proximidade de antigos gestores da empresa com políticos ou pessoas próximas a eles.
Tem destaque, em especial, o detalhamento de uma cadeia de relacionamentos que ligava a Líder ao diretório nacional do PSL no período analisado. A auditoria foi contratada pela atual direção para avaliar gestões anteriores, de 2008 a 2017.
O PSL foi a sigla com a qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu. Bolsonaro foi filiado ao partido de março de 2018 a novembro de 2019. O filho e deputado Eduardo Bolsonaro continua filiado à legenda.
Os elos com o PSL identificados pela auditoria envolvem tantos integrantes em diferentes negócios que a KPMG incluiu no relatório final um desenho esquemático para detalhar as conexões.
Nele, a Líder, alguns de seus fornecedores e consorciados aparecem como parte de uma rede de contatos ligada diretamente ao diretório nacional do PSL.
Pessoas ligadas à sigla citadas no relatório afirmam que o contato com a Líder é profissional (leia mais abaixo).
Entre as conexões destacadas no diagrama estão a Companhia Excelsior de Seguros, consorciada da Líder que tem como acionista Luciano Bivar, presidente do PSL, o escritório Rueda & Rueda Advogados, que tem como sócio Antônio Rueda, vice-presidente do PSL, e a SaudeSeg Sistema de Seguros, que tem cinco acionistas atuando no diretório nacional PSL.
Fluxogramas financeiros traçados pela KPMG mostram a Líder transferindo, de 2009 a 2016, R$ 94 milhões para empresas do diagrama. Desse total, a SaudeSeg ficou com R$ 72 milhões, valores repassados de 2012 a 2016.
Em paralelo, políticos listados no diagrama receberam, para campanhas eleitorais, R$ 330 mil em 2014 e R$ 75 mil em 2016 em doações de pessoas e empresas que têm alguma ligação com a Líder. Os valores não estão corrigidos.
Entre os acionistas da SaudeSeg, a auditoria destacou Rodrigo Gomes Furtado, com 40% de participação. Furtado aparece no relatório como sócio da Nox Entretenimento, que também tinha entre os sócios Cristiano Petribu Bivar, filho de Luciano Bivar.
O outro acionista mencionado, com 39% das ações da SaudeSeg, foi Ricardo Motta Lobo, apontado no relatório como tesoureiro do PSL.
Um elemento importante para a construção do diagrama foi o registro de mensagens de celulares que mostravam contatos entre a Líder e políticos durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do DPVAT.
A CPI iniciou os trabalhos em julho de 2016 e teve sua última reunião em setembro do mesmo ano. Sem emitir parecer, foi oficialmente encerrada em janeiro de 2019.
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